História Apenas Uma Vida Normal - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance, Sobrenatural
Visualizações 6
Palavras 2.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - "Gay" não é um insulto


 

_ Tu não tens alma! - gritou em total choque.

_ Ops? - sorriu da maneira mais sexual possível.

_ Como é que isso é possível?

_ O que é que isso importa? - pôs a sua mão na cintura dela e preparou-se para beija-la, mas Iris conseguiu pensar mais depressa e afastou-o dando-lhe uma estalada.

_ Nem te atrevas a tocar em mim!- tentou soltar-se, mas Marcus empurrou-a contra uma parede e colou o seu corpo contra o dela. Enquanto isso, Leo observava a situação em choque, tentando processar o que estava a acontecer.

_ Ambos sabemos que tu queres isto.

_ Não, eu não quero! - preparou-se para lhe dar um murro mas antes que ela pudesse agir, Marcus tinha desmaiado - Dafuq? - olhou para o corpo adormecido e voltou a olhar em frente, encontrando um par de olhos dourados - Gabe?

_ O QUE É QUE ESSE FILHO DA PUTA ESTÁ AQUI A FAZER? - Leo preparou-se para atacar Gabriel, mas o Danny impediu-o - O que é que estás a fazer? Ele é um monstro!

_ Não, ele não é - murmurou enquanto olhava triste para Gabriel.

_ Dan, há quanto tempo! As tuas asas cresceram! - sorriu para Daniel, mas este não retribuiu o sorriso.

_ Podes me explicar como é que tu o conheces? - perguntou Leo irritado.

_ Ele é - Daniel não foi capaz de acabar a frase porque tinha-se perdido na sua memória.

_ Danny! Responde-me! - agarrou nos braços de Daniel com as duas mãos.

_ Ele é um anjo, Leo - respondeu Iris e Leo riu.

_ Um anjo? Achas que eu sou estúpido? Esse aí é tudo menos um anjo! O Danny é um anjo. Ele não!

_ Acredita no que quiseres, mas a verdade é esta - Leo olhou uma última vez para Gabriel e voltou a sua atenção para Daniel.

_ Danny? - segurou no rosto dele com as duas mãos - Danny, olha para mim. Por favor - Daniel olhou-o nos olhos quase a chorar - Eu não sei o que ele te fez, mas agora não importa, ele não te pode aleijar mais, eu estou aqui - Daniel abraçou-o e escondeu o seu rosto na curva do pescoço de Leo.

_ Sabes que eu já me tinha livrado da tensão sexual destes dois, certo? Eles tinham-se beijado, mas tu tinhas que destruir isso, não é? - Iris olhou para Gabe enquanto se arrependia das suas opções.

_ Desculpa. Mas eu não fiz isto acontecer. Achas mesmo que eu gosto de presenciar tensão sexual de duas pessoas?

_ Ele abandonou-me - disse Daniel finalmente.

_ Ele o quê? - Leo olhou com raiva para Gabriel.

_ Eu dependia dele e um dia ele simplesmente desapareceu sem sequer me dizer alguma coisa.

_ Ele nem se despediu de ti? - Leo tentou aproximar-se de Gabriel mas Daniel agarrou na mão dele.

_ Não faças isso. Não vale a pena - Leo assentiu e agarrou o braço de Daniel.

_ Dá para levar este ser vivo para algum lado antes que ele acorde? - perguntou Gabriel enquanto apontava para Marcus.

_ Claro, mas tu ficas longe do Danny.

_ Eu podia matar-vos se quisesse.

_ Claro. Tal como qualquer outra pessoa, anjo, monstro, que seja. Até um cão poderia fazer isso. Então, não penses que eu me sinto ameaçado por ti - Gabriel revirou os olhos e deu de ombros. Iris olhou para os dois loiros e controlou-se para não rir, as duas pessoas mais ousadas que existem estão no mesmo sítio, e estão um contra o outro. Isto pode acabar muito mal.

_ Vocês são ridículos - comentou a morena e tocou no corpo desmaiado de Marcus, fazendo os dois serem transportados para a casa dos West - Porque é que eu só conheço idiotas? - levou Marcus usando a sua telecinese para a "sala de pânico", que era uma divisão toda revestida em metal que supostamente nenhum tipo de ser sobrenatural conseguiria entrar, ou sair, mas anjos conseguiam entrar, por isso, não funcionava a 100% - Porque é que eu tenho que ser tua amiga? - pousou-o numa cama que tinha dentro da sala e saiu, fechando a porta atrás de si.

_ Iris! - chamaram os três.

_ Finalmente! Daqui a pouco eu mandava-vos um convite por correio - correção, três das pessoas mais ousadas que existem estão juntas na mesma casa.

_ Tu achas-te muito engraçada com o teu sarcasmo, não achas? - perguntou Daniel. Afinal são mesmo as quatro pessoas mais ousadas que existem (já chega, não?).

_ Sarcasmo é a língua que eu falo melhor.

_ Por acaso é inglês e português - Gabriel piscou-lhe o olho e ela bufou. Ele conseguiu arruinar a piada.

_ Vocês os dois podem ir ver uma série ou qualquer coisa do género? - perguntou Iris a Leo e Danny - Eu preciso de falar a sós com o Gabriel - eles assentiram e saíram sem dizer uma palavra.

_ O que é que eu fiz?

_ Ainda bem que perguntas! - olhou-o nos olhos - Porque é que tu estás a fazer isto - ele arqueou uma sobrancelha - Porque é que tu estás a facilitar tanto as coisas. E não venhas com "eu não estou a fazer nada" porque eu conheço-te, okay? Eu sei que é por tua causa que em vez de eu passar três dias na mesma cidade a caçar, eu passo um.

_ E tu achas que isso é um problema? - ele cruzou os braços.

_ Claro que é! Tu estás a facilitar e acelerar as coisas! E isso pode ter consequências muito más! E para além disso, eu não pedi para tu fazeres isto, por isso, para!

_ Tu não entendes, pois não? - ele olhou-a triste e ajeitou-se - Tu não entendes mesmo. Tu achas que eu estou a fazer isto por quem? Por mim? Pela humanidade? Por vocês? Não, eu estou a fazer isto por ti. Só por ti - Fez uma pausa e encarou o chão - Sabes o quão horrível é ver-te assim, totalmente quebrada? É o pior sentimento que alguém pode ter - voltou a olhar nos olhos dela - Tu não vês que isto te destrói?

_ Eu já estava destruída antes de isto acontecer.

_ Não, tu estavas quebrada, não destruída. E eu sei que posso não ter o direito, mas eu estou a tentar consertar-te.

_ Um ovo partido colado nunca vai ser um ovo normal.

_ Mas um ovo partido com mais algumas peças pode dar algo que um ovo normal não dá - ela desviou o olhar porque percebeu de quem é que as "peças" vinham - Talvez eu não seja suficiente para ti. Talvez ele seja melhor para ti. Mas eu sou eu, ele é ele e tu és tu. Não há como mudar isso. E a única coisa que eu posso fazer agora é isto, ajudar-te.

_ Sempre que me ajudas, eu sofro.

_ Muita coisa aconteceu em dez anos. E eu peço desculpa por te ter abandonado, provavelmente nunca me vais perdoar por isso, mas não faz mal. Tu tens esse direito.

_ Tens razão, eu tenho esse direito. E eu odeio-te tanto às vezes - olhou-o nos olhos e depois deixou o olhar percorrer o pelo do rosto dele - Mas eu continuo a gostar de ti - desviou o olhar e começou a rir - Eu devo ter um problema qualquer, porque uma pessoa normal já teria fugido, mas eu continuo presa a ti.

_ Desculpa.

_ Não precisas disso. Isto consegue ser bom. Isto deixa-me mais forte. Sabes quantas vezes é que eu já quis desistir - fingiu que não sabia e negou com a cabeça - Mas eu nunca o fiz porque queria voltar a ver-te. Às vezes para te espancar, outras - parou de falar e desviou o olhar - Outras vezes era mesmo porque eu tinha saudades tua e só queria que me abraçasses - Gabriel sorriu e abraçou-a.

_ Acho que isto pode ser um começo - ela riu e quebrou o abraço.

_ Eu não disse o que era isto o que eu queria fazer agora.

_ Eu sei. Eu sei cada coisa que passa nessa cabeça genial - ela sorriu - E não é por eu usar os meus poderes de anjo. É mais como se eu tivesse um segundo cérebro que é o teu.

_ Tu és um Time Lord e não me contaste? Só que um com uma mutação, mas ainda assim, estou ofendida! - ele riu e beijou-lhe a testa.

_ Esse cérebro nerd é algo incrível.

_ Nós vamos lembrar-nos do que aconteceu hoje?

_ Eles não se vão lembrar de mim, mas tu - olhou-a nos olhos e suspirou - Só depende de como te sentes - desviou os cabelos castanhos que caiam para a frente dos seus olhos - Devias cortar o cabelo. A franja está a crescer e ela fica-te bem - sorriu e beijou a bochecha, e desapareceu deixando um eco do som de asas.

_ Talvez eu faça isso - penteou a franja para o lado esquerdo e foi descobrir o que os outros dois estavam a fazer.

À medida que Iris se aproximava da cozinha o som do riso de Leo aumentava, mas de certa forma era diferente, parecia verdadeiro.

_ Ha! Falhaste! - Leo voltou a rir e Iris espreitou pela porta da cozinha vendo o seu primo com uma lata de chantilly numa mão e a outra cheia de chantilly, assim como algumas partes do seu corpo.

_ Tens a certeza disso? - Iris conseguiu ver a mão de Daniel a mandar chantilly na direção de Leo, que ao desviar-se fez com que acertasse em cheio na cara, o que fez Daniel morrer de rir.

_ Isso não é justo!

_ Fala a pessoa que está mais limpa - Leo mostrou-lhe a língua e Iris abriu o seu maior sorriso.

Pelo amor de Chuck! Eles são tão fofos! Eu vou morrer! Ok, é melhor sair antes que estrague a fofura.

_ Tu acertaste-me na cara!

_ Tu também!

_ Bem visto. Tréguas? - levantou os braços em rendição e pousou o chantilly em cima da mesa.

_ Claro - Daniel aproximou-se de Leo com um sorriso.

_ O que é que foi? - perguntou com um sorriso, sem mesmo saber o porquê de estar a sorrir.

_ Já te disseram que os teus olhos são lindos? - o sorriso de Leo aumentou e ele encarou o chão - É verdade - Leo voltou a olhar para cima - Dá um certo contraste com - Daniel acertou com a sua mão cheia de chantilly na cara de Leo e afastou-se enquanto morria de rir.

_ Eu não acredito que tu acabaste de fazer isto! - Danny continuou a rir-se da cara dele e Leo espalhou os restos de chantilly que tinha na sua mão na cara do Danny, fazendo-o parar de rir - Agora já não tem piada?

_ Por acaso ainda tem. A tua cara está toda branca.

_ Culpa tua - Daniel sorriu limpou o chantilly dos olhos dele.

_ Eu juro que se voltares a acertar-me com chantilly eu vou fazer-te comê-lo.

_ Que medo - comentou sarcástico enquanto continuava a tirar o chantilly da cara dele.

_ Chantilly é delicioso por isso não ia ser assim tão mau. Vês, até quando eu sou mau eu estou a ser bom para ti. Ao contrário de uma certa pessoa.

_ Cala-te e deixa-me limpar isto - os dedos de Daniel passaram pelos lábios de Leo, que sentiu uns arrepios na barriga ao toque - Não sabia que eras tão obediente.

_ Cala-te - tirou um pedaço de chantilly da cara de Daniel com o dedo e lambeu-o, deixando-o a olhar para Leo de forma estranha - O que foi? Chantilly é bom - tirou um pouco da sua cara e pôs à frente da boca de Daniel para ele provar - Isto não te vai matar - Daniel revirou os olhos e lambeu o dedo da Leo - É bom, não é?

_ E tu usaste isto para me sujar.

_ Podia usar outra coisa que também sabe bem, mas seria muito mau - Daniel franziu o sobrolho e afastou-se para pegar numa toalha, e assim que voltou a aproximar-se do loiro, os corpos dos dois ficaram a tocar-se, sem Daniel se aperceber.

_ Eu realmente não sei o que tu queres dizer com isso - limpou a testa de Leo, que sentia a respiração de Daniel no seu rosto.

_ Comida. Eu podia ter-te atirado comida, mas isso seria um desperdício - Daniel olhou-o nos olhos e limpou um bochecha.

_ E atirar chantilly não é? - passou a toalha pelos lábios de Leo e nesse momento sentiu o seu peito explodir.

_ Não - com uma mão agarrou o pulso de Daniel pondo a mão dele à volta do pescoço Leo, e com a outra mão agarrou nos cabelos de Daniel e puxou-o para um beijo, que foi inexperientemente correspondido.

Leo amaldiçoou e agradeceu ao mundo por aquele sabor delicioso que a boca de Daniel tinha e aproveitou cada segundo para o sentir. Por outro lado, Daniel, que não sabia o que sabia o que fazer, apenas deixou-se levar e “copiou” os movimentos do loiro. O moreno deixou uma mão na nuca de Leo e a outra percorreu as costas de Leo, e usou isso para o aproximar mais, o que fez Leo sorrir durante o beijo.

_ Não foi desperdício nenhum. Podes ter a certeza disso - lambeu a bochecha de Daniel, que fez uma cara de nojo - Que cara é essa? Isto é exatamente a mesma coisa que eu te estava a fazer à uns segundos atrás.

_ Era? - Leo assentiu com um sorriso perverso - Ainda bem que achas isso - Daniel empurrou Leo contra a parede e juntou o seu corpo ao dele, o que fez a cabeça de Leo andar à roda - Mas eu acho que não é exatamente o mesmo - Daniel lambeu a única bochecha que ainda tinha algum chantilly e Leo fechou os olhos e ferrou o lábio com toda a força, para prevenir que algo indejesado saísse - Como eu disse, não é o mesmo.

Leo olhou-o com as pupilas dilatadas e agarrou na cara dele com as duas mãos.

_ Eu não poderia me importar menos com isso - juntou os lábios de Daniel aos dele, mas o anjo afastou-se pondo um dedo nos lábios de Leo.

_ Cada coisa a seu tempo - Leo olhou para os dele e ferrou-o, o que fez Daniel sorrir - Tu és terrível.

_ Muita gente não concordaria contigo - Daniel lançou-lhe um olhar mortal e Leo sentiu o seu corpo ser violado - Desde quando é que o anjinho puro e virgem é assim não tão puro?

_ Eu aprendo rápido. E eras tu que deixavas a televisão ligada depois de adormeceres - Leo franziu o sobrolho - Depois começava a dar umas coisas interessantes.

_ Tu viste porn comigo a dormir à tua beira? - Daniel apenas sorriu e beijou Daniel da forma mais quente possível, e Leo correspondeu no mesmo segundo - Puta que pariu.

_ Cala-te - Daniel lambeu os rastos de chantilly que tinham ficado no rosto de Leo até chegar ao seu pescoço.

_ Oh meu Deus - o loiro deixou as suas mãos passar por dentro da camisa de Daniel, que começaram a aquecer.

_ Alguém está a divertir-se - ferrou o pescoço de Leo e as mãos dele queimaram nas costas de Daniel - Talvez demais - tirou as mãos do loiro das suas costas e prendeu-as contra a parede.

_ Desculpa.

_ Eu sei que tu estás a mentir - entrelaçou os seus dedos nos de Leo e voltou a beija-lo.

Iris entrou na cozinha enquanto tapava os olhos com uma mão.

_ Não se importem comigo. Eu só vim buscar qualquer coisa para comer - tirou a mão de frente dos olhos e observou os dois, Daniel estava com o cabelo despenteado, a cara toda borrada de chantilly, assim como as roupas e a sua camisa estava queimada nas costas; Leo estava com o cabelo no mesmo estado, mas a cara estava limpa, tinha uma marca no pescoço e aparentemente um problema bem grande no andar de baixo - Eu acho que é melhor eu ir embora. Eu de certeza que não quero ouvir os gemidos do Leo - saiu da cozinha quase a correr e Leo foi atrás dela.

_ Iris espera! - ela virou-se e encarou-o - Tu sabes que- Iris pôs um dedo nos lábios dele.

_ Para de ser demente e sê feliz por uma vez na vida - tirou o dedo dos lábio dele e limpou-o à t-shirt - Só uma pergunta, porquê a demora?

_ Ele é diferente - Leo sorriu e Iris ficou a pensar em como é que Daniel poderia ser diferente, óbvio que era um anjo, mas não era isso que o fazia diferente, talvez outra coisa. Talvez...

_ O que é que estás a fazer? Vai ter com ele! Sê feliz, porra! - ele sorriu e voltou a entrar na cozinha.

_ Foi mesmo preciso ir atrás dela? - perguntou sem olhar para ele.

_ Ela é minha terceira irmã, ela merece ouvir o que eu tenho a dizer sobre nós.

_ Que é? - Daniel olhou-o com um pouco de desilusão.

_ Tu és bem burro às vezes - Leo beijou-o e pôs os seus braços à volta do pescoço de Daniel.


Notas Finais


O nome do capítulo é uma referência a uma música dos Fall Out Boy (G.I.N.A.S.F.S_ Gay Is Not A Synonymous For Shitty)
https://www.youtube.com/watch?v=a6EZvuyYpzk


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