História Apenas Uma Vida Normal - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance, Sobrenatural
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Palavras 2.681
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Alguém sem alma


Iris acordou com Heat Of The Moment a tocar, e com uma forte dor de costas.

_ Eu juro que mato alguém se estiver presa num episódio de Supernatural. E se eu for o Sam no Mystery Spot, eu mato toda a gente.

_ Iris, temos que ir - informou Leo.

_ Para onde?

_ Casa. Tu estás bem? - perguntou enquanto a observava com cuidado.

_ Nem eu sei ao certo - coçou a cabeça - O Danny?

_ No Céu, talvez. Eu já não o vejo há meses - Iris arregalou os olhos - Tu e os anjos - riu e calçou as suas botas - Tu só pensas em anjos, não é?

_ Anjos - começou a ver uma forma enorme na sua mente que foi tomada por um brilho dourado - PARA! - gritou com todas as forças que tinha e a sua cabeça parecia que ia explodir - TIRA-O DE MIM! - começou a escorrer uma lágrima de sangue e tudo parou.

_ Iris... O que é que se passou? - ela olhou de relance para ele e por um segundo ele jurou ter visto os olhos dela a brilharem vermelho.

_ Eu tenho que resolver uma coisa - saiu da cama e do quarto em segundos.

_ Iris! - ela fechou a porta na cara dele - Iris! - gritou enquanto abria a porta - Volta aqui! - ela não parou de andar e ele correu para agarra-la- O que é que tu pensas que estás a fazer?

_ Larga-me - olhou-o com raiva e ele retribui o olhar.

_ Tu não vais a lado nenhum. Não louca como estás. Eu vou chamar o Danny, para ele ver o que tu tens. Talvez ele apareça.

_ Larga. O. Meu. Braço. Agora - disse pausadamente e num tom cheio de raiva.

_ Iris, nem te atrevas - o olhar dela intensificou-se e ele lutou para não ceder, mas não ganhou - Vai de uma vez! O problema também não é meu! - entrou no quarto e bateu a porta com força.

_ Pff - olhou-se de cima a baixo, estava com o seu pijama vestido - É sério isto? - estalou os dedos e num piscar de olhos estava com a roupa trocada, t-shirt branca com riscas pretas, calças pretas justas, um casaco de ganga e umas botas pretas - Muito melhor.

Começou a andar sem rumo e percebeu onde tinha ido parar, uma igreja.

_ Tu não vais ganhar desta vez Gabriel.

Alguém está confiante.

_ Cala-te.

Ela disse "cala-te" para mim. A voz começou a rir-se. Tanta ousadia a tua.

_ Iris... - Gabriel apareceu à sua frente e parecia estar acorrentado a algo, mas não estava.

_ Agora nós vamos conversar - agarrou na mão dele e sorriu maliciosamente. Num piscar de olhos os dois estavam dentro de um armazém abandonado.

_ O que é que se está a passar?

_ Isso pergunto eu. O que é que tu fizeste?

_ Eu disse que ia consertar as coisas.

_ Tu não consertaste porra nenhuma! O Leo e o Daniel não se vêm há meses! Como é que isso é consertar alguma merda que seja? Perguntou com raiva.

_ Tu lembras-te?

_ Claro que me lembro! Como é que eu poderia esquecer do beijo daqueles dois? - ele suspirou aliviado - O que é que tu fizeste?

_ Eu tentei tornar-vos adultos, mas tu não deixaste. Só passaram dois meses desde janeiro.

_ Em que semana estamos?

_ Última de março.

_ Porque é que eu não deixei que tu acabasses?

_ Eu não sei - ela riu.

_ Eu estou farta de ti! Tu estás constantemente a mentir-me! Eu não vou aturar mais isso.

_ Eu não sei! É essa a verdade! E nem posso saber! - desviou o olhar para o chão e Iris olhou-o com curiosidade - Eu sou um anjo caído. Eu caí. Por ti - ela olhou-o com dor.

_ Tu caíste? Por mim? - ele sorriu e caiu de joelhos no chão - Gabe! - agarrou nele antes que ele pudess cair no chão e agarrou-o com força - Gabe? Gabe, não me abandones, por favor! - os olhos dele começaram a perder a cor e ele perdeu o brilho - Gabe? Não, não, NÃO! Isto não está a acontecer! - ouviu uma risada e palmas.

_ Mas está a acontecer, Iris. Já agora, adorei o teu falso espetáculo - sorriu maliciosamente.

_ Kristine, o que é que tu fizeste?

_ Eu? - olhou para Iris ofendida - Isto está em ti, não em mim. Foste tu que mataste a tua alma gêmea não eu.

_ Não o metas entre a luta que nós as duas temos. Deixa-o em paz.

_ Por muito que eu quisesse, e acredita eu queria muito, eu não toquei no teu anjinho. E também não era preciso. Tu destróis tudo que tocas. Principalmente tudo que tocas com os lábios - Iris franziu o cenho - Precisas que eu explique? Primeiro foi a Inês, coitada, não aguentava mais aturar-te e suicidou-se. Depois foi o Marcus, que te abandonou faz hoje uns quatro meses. E agora foi o Gabriel.

_ A culpa não é minha.

_ É isso que eu odeio em ti. Achas mesmo que eu acredito em ti? NUNCA! - avançou na direção de Iris mas ficou paralisada a meio do caminho.

_ Não te atrevas a chegar perto dele.

_ Qual é o problema de eu me aproximar quando és tu que estás a tocar nele? Tu não percebes que que és um veneno? É essa a verdade. Entende isso de uma vez. Se tu não te tivesses aproximado deles, eles ainda teriam esperança, mas tu és teimosa e olha! Eles estão mortos!

_ Desaparece.

_ Nunca - sorriu maliciosamente- Agora eu cheguei lá. À tua cicatriz. Será que eu a abri? Será que devo continuar a abrir? Sim! Sabes uma coisa, eu sempre achei que tu eras uma pessoa horrível, mas nunca pensei que tu fosses o tipo de pessoa que não vai ao funeral da melhor amiga! Tu não tens vergonha? Tu faltaste de propósito ao funeral dela, nem eu faria isso, e eu é que sou a vilã desta história. E porque é que tu não foste? Porque é triste? Nah. Porque funerais são chatos? Nope. Porque a culpa é tua? Talvez. Porque tu estavas apaixonada por ela? Ding ding ding! Resposta certa! Coitada da Iris, apaixonada pela melhor amiga, quando ela estava apaixonada por um rapaz e não tu- disse com todo o sarcasmo possível - O que é que ela te tinha dito? Ah já sei. "Tu és a minha melhor amiga". Só a minha melhor amiga - acenou a cabeça em reprovação - O que é que será que o Marcus diria sobre esta situação? Ah pois é, ele não quer saber! - estalou os dedos e apareceu uma imagem dele a beijar uma mulher - Nada? - bufou e cruzou os braços - Assim não tem piada.

_ Vai embora de uma vez - pediu num tom baixo enquanto se aconchegava no corpo de Gabe.

_ Só quando deixares uma lágrima cair. Anda lá! Só uma! - olhou furiosa para Iris - Eu juro que te vais arrepender. Eu tentei ser boazinha, mas cansei disso. Queres saber porque é que as pessoas socializavam contigo? Pena. Pura pena. O que é que se podia fazer? Uma criança suicida, com depressão e esquizofrenia que nem conheceu a mãe e o próprio pai abandonou-a. A mãe teve a sorte de morrer no parto, mas o pai não teve essa sorte, teve que viver com a loucura dessa criança, mas ele não aguentou e foi-se embora. Como todos. Esse aí - apontou para o corpo de Gabriel - foi o único que não teve pena mas olha só! Ele morreu - sorriu - Foi estúpido até- Iris levantou-se e mandou Kristine contra uma parede usando os seus poderes.

_ Podes dizer o que quiseres sobre mim, mas nunca te atrevas a falar dele. Nunca! - Kristine começou-se a rir e Iris fechou o punho, retirando aos poucos o ar da Kristine - Achas piada a isto?

_ Eu sempre soube que tu tinhas o Diabo dentro de ti. Não é, olhos vermelhos? - sorriu e começou a tossir.

_ Iris - chamou Gabriel num tom que era quase impossível de ser ouvido. Iris largou Kristine e correu na direção do arcanjo. Kristine sorriu e desapareceu assim que Iris virou as costas.

_ Gabe! - abraçou-o, não com muita força porque tinha medo de o aleijar - Tu estás bem!

_ Não, eu não estou - tentou levantar-se e Iris ajudou-o, sendo o seu apoio.

_ Tu estás vivo!

_ Quando é que eu morri? - perguntou enquanto franzia o sobrolho, e a pergunta gerou exatamente a mesma expressão no rosto de Iris - Merda - gemeu de dor - As minhas asas - passou uma mão pelas costas, o que aumentou a dor - Merda.

_ As tuas asas estão partidas. E castanhas - ele riu lembrando-se das vezes que ela falou das asas dele - E também estás a perder penas.

_ Eu estou a ficar sem graça.

_ Eu posso ajudar - sorriu para ele, mas Gabriel desviou o olhar.

_ Não. Tu não tens que fazer isso e não te vou aleijar para que eu fique bem. Eu prometi que não iria fazer mais isso.

_ Gabe, faz isso. Eu estou a deixar.

_ Eu não te vou aleijar, já disse.

_ Então eu vou ligar ao Leo para ele te ajudar.

_ Tu estás louca? Ele quer-me morto! Hello? - girou um dedo à frente do seu rosto - Trickster?

_ Eu vou chamar o Daniel.

_ Eu já disse que não vou fazer isso, Iris! - gritou, mas ela não se surpreendeu nem um pouco.

_ Faz.

_ Eu não te posso fazer isso! É literalmente estar a arrancar uma parte de ti!

_ Não faz mal - pôs a mão dele sobre o seu peito - Já não há muito que sobre de qualquer forma - fez aparecer um sofá e deitou-se nele.

_ Não me obrigues a fazer isto, Iris.

_ Eu vou dizer isto pela última vez: faz isto - ele olhou-a nos olhos e amaldiçoou-se.

_ Eu vou-me odiar por isto - tirou o cinto e pousou na mão dela - Ferra isto. Vais precisar - pousou a mão sobre o peito de Iris e respirou fundo - Eu consigo fazer isto, é o que ela quer - disse para si mesmo.

Ele ficou naquela posição durante algum tempo, o que preocupou Iris, por isso, ela deu-lhe uma cotovelada para chamar a atenção dele.

_ Quanto mais depressa começares mais rápido acabas - ele assentiu e fechou os olhos; respirou fundo e fez a sua mão entrar no peito de Iris a ponto de tocar na sua alma, o que a fez ferrar o cinto com toda a sua força, e soltar gemidos de pura dor. Ficou durante uns segundos a tocar na alma dela, até que sentiu algo diferente, o que fez com que ele tirasse a mão depressa. E aquele contacto fez os olhos de Iris brilharem em três cores, inicialmente vermelho sangue, depois violeta e por fim dourado.

_ Eu nunca mais te volto a fazer isto! - abraçou-a e deu-lhe um beijo na testa

_ Os teus olhos ficaram vermelhos e roxos - comentou Iris com receio.

_ Não te preocupes, não foi nada de especial- mentiu.

_ Pelo menos as tuas asas voltaram ao normal - sorriu cansada - É para isso que seu vivo. Eu já não me lembrava que as tuas asas eram assim tão brilhantes e douradas.

_ Tu estás bem? Não te dói o peito?

_ Não. Eu estou bem. Não te preocupes comigo.

_ Isso é impossível, querida.

_ Suponho que agora vais dizer que tens de ir embora, por isso, eu também vou. Até uma próxima vez - beijou a bochecha de e desapareceu.

_ O Daniel não pode saber disto. Se é que ele já não sabe. Eu vou ter que selar a alma dela - cerrou os dentes e fechou os olhos - Os outros anjos não podem saber que ela existe e é filha da - uma vibração no seu pulso esquerdo interrompeu o seu monólogo. Olhou para o relógio e amaldiçoou-se - Ela vai-me odiar por isto.


Iris conseguiu transportar-se para onde queria, a localização de Leo, que no caso era um bar.

_ Decidiste aparecer, Iris? - perguntou com irritação - Finalmente!

_ Leonardo! - Daniel repreendeu-o com o olhar - Desnecessário.

_ Estás a brincar comigo? Ela desapareceu durante o dia todo, sem sequer me dizer onde foi!

_ Ela deve ter as suas razões.

_ Eu espero bem que sim - olhou-a com raiva, mas ela não retribuiu o olhar.

_ Podes te acalmar, bailarina?

_ Não, eu não posso! - Daniel repreendeu-o com o olhar - Talvez eu possa. Ao menos podes me dizer onde é que estiveste?

_ No meu lugar feliz. E fui acalmar-me - Leo bufou e Daniel acariciou o seu ombro, o que relaxou um pouco Leo.

_ Foste acalmar-te? Achas que eu sou estúpido para acreditar nisso?

_ Eu fui ajudar um amigo.

_ Vês Leonardo, não tens que te preocupar. Ela não estava a fazer nada errado - Daniel olhou-o nos olhos e sorriu, mas Leo não retribuiu o sorriso.

_ Isso é o que ela diz.

_ O que é que tu estás a insinuar? Quer dizer, tu podes ir para um bar fazer sabe-se lá o quê, e tendo em conta que o Daniel apareceu, coisa boa não era, mas eu não posso ajudar um amigo meu? Que puta hipocrisia a tua.

_ Vais mesmo querer ir por aí? Pelo menos não fui eu que agi como um louco.

_ Sabes que mais? Tu não vales o esforço! - saiu do bar e ficou do lado de fora encostada a uma parede.

_ É que nem penses que me vais virar as costas desta forma! - foi atrás de Iris mas Daniel segurou na mão dele e impediu-o de continuar a andar.

_ Acalma-te.

_ Tu viste a maneira como ela me tratou? - perguntou irritado e sentiu o seu corpo aquecer com raiva.

_ A Iris também tem os seus problemas, sabes? Nem tudo se resume aos cinco West. E é isso que tu tens que perceber, ela, assim como tu, tem os seus problemas e ela simplesmente não quer te envolver neles - Leo olhou Daniel de cima a baixo.

_ Tu estás provavelmente certo - Daniel sorriu - Eu disse provavelmente.

_ É o suficiente. Vai lá ver como é que ela está - largou a mão de Leo e deixou-o passar.

_ Iris? - chamou Leo assim que saiu de dentro do bar, seguido por Daniel - Iris! - Daniel deu-lhe uma cotovelada e apontou com a cabeça para onde ela estava - Eu acho que exagerei um pouco com toda a situação, mas tu sabes que eu só fiquei assim porque eu me importo, certo? - olhou-a nos olhos, e Iris nem sequer estava a olhar para Leo - Tu estás a ouvir-me? É que só podes estar a gozar comigo! Eu estou a pedir desculpas e tu nem me estás a ouvir! Para onde é que tu estás a olhar? - olhou na mesma direção que ela estava a olhar e percebeu. O Marcus estava a beijar outra - Oh meu Deus!

_ Não invoques o nome do meu pai em vão.

_ Danny, não é mesmo a altura certa para esse tipo de comentários - Daniel franziu o sobrolho e Leo agarrou na cara dele e virou-a de maneira a ele ver o mesmo que Leo estava a ver.

_ Porque é que eu estou a ver isto?

_ Porque ele é uma pessoa que a Iris conhece. É uma longa história.

_ Aquele filho da puta deixou de falar comigo por isto? Eu vou acabar com ele! - Iris andou na direção de Marcus e separou-o da mulher que ele beijava - Seu grande filho da puta! Como é que tu és capaz de fazer isto comigo? Eu pensava que nós tínhamos uma ligação!

_ Iris, minha querida - sorriu de forma sexy e ela controlou a vontade de espanca-lo.

_ Chama-me isso outra vez e eu arranco esse sorriso do teu rosto à porrada.

_ Como se fosses capaz disso - agarrou nele pela garganta e sentiu uma espécie de choque dentro de si e percebeu o que estava errado com ele.

_ Tu não tens alma!



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