História Apenas você - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Gabriel Medina
Personagens Gabriel Medina
Tags Alejo Muniz, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Surf
Visualizações 93
Palavras 3.722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpa a demora meu amores, mas eu estava meio desmotivada nesses ultimos dias :( PORÉMMM tá ai um capitulo novo e eu espero que gostem <3

Capítulo 36 - Sete dias


Fanfic / Fanfiction Apenas você - Capítulo 36 - Sete dias

Acordei com os raios de sol iluminando todo o quarto e murmurei por saber que Gabriel havia saído e deixado as cortinas abertas propositalmente, ele amava fazer essa brincadeira sem graça comigo, porque sabia o quanto ficava irritada ao ser acordada assim. Mas hoje não, hoje foi diferente. Passei a mão pela cama ao meu lado e pude ter a certeza de que meu namorado já havia saído para o treino. Ainda de olhos fechados tentei me lembrar de qual dia na semana estavamos e sorri imediatamente ao perceber que fazia exatamente uma semana desde o réveillon. Eu e Gabriel namorávamos a uma semana, incríveis sete dias. Algumas coisas haviam mudado desde então, um pouquinho, mas mudaram. Estavamos cada vez mais apaixonados e felizes, além disso, nos divertíamos muito com a intimidade que invadia pouco a pouco nossa rotina. Agora, por exemplo, sempre tomamos banhos juntos e às vezes até faço xixi enquanto Gabriel faz a barba ou escova os dentes. É, eu sei, intimidade pode ser mesmo uma merda. Gabriel ganhou as duas primeiras semanas de janeiro de folga, mas mesmo assim continua surfando todos os dias de manhã e sempre que dá apareço na praia para assisti-lo. Luiza e Miguel continuam mais juntos do que nunca, mas insistem em dizer que estão apenas se conhecendo, ou seja, a palavra namoro está completamente fora de cogitação para eles. Já Nando e Dominik estão namorando e é sério, meu irmão a pediu em namoro enquanto jantávamos com a família Pupo e eu jamais imaginei que veria meu irmão tão apaixonado assim. Já Alejo continua sendo o palhaço da turma, continua chorando de saudades da namorada depois de uns copos e ninguém suporta mais ouvir sobre como vai ser o encontro deles daqui alguns dias, pois Ale vai encontra-la em Nova York. Danilo ainda organiza os melhores roles e sempre é muito bom estar com toda a galera reunida, embora ainda seja um saco ter que tolerar a cara feia da Tayna sempre que ela nos vê em algum canto. Mas em troca, eu apenas sorrio e a ignoro, no fim tenho até dó dela.

            Depois de muito refletir sobre esses sete dias, finalmente tomei coragem para abrir os olhos e me surpreendi ao virar para o lado de Gabriel. Encontrei uma rosa em cima de seu travesseiro e um bilhetinho a acompanhava, um sorriso bobo e gigante invadiu meu rosto ao ler as seguintes palavras:

“Feliz uma semana amor, eu sei que é pouco, mas eu já te amo há muito tempo. <3

ps: se acordar cedo – eu sei que você vai, abri as cortinas por isso – vai pra praia, você é a menina mais linda que já me assistiu surfar.”

            Depois disso, eu simplesmente só tinha que agradecer aos céus por ter me enviado um amor desses. Durante muito tempo ouvi que era uma pessoa extremamente insuportável de lidar, que nenhum cara iria me querer dessa forma e que jamais encontraria um grande amor. E pra ser bem sincera, eu acreditei nisso a minha vida toda e por isso me escondi de todos. Mas acredito que meu coração não queria passar a vida toda vazio, acho que ele já estava pronto pra finalmente conhecer o seu dono. Até que um dia, eu o encontrei, na verdade o reencontrei. Eu não me apaixonei pelo sorriso dele, porque ele mal sorria para mim e não era pra menos, mas eu me apaixonei pelo seus olhos, na verdade foi mais do que uma paixão, foi a certeza de que iria ver aquele olhar por muito tempo na minha vida, como se aquele olhar sempre estivesse ali, procurando o meu. Não demorou nem uma semana pra eu descobrir que havia mais de mim nele do que em mim mesma. Descobri que ele não fazia joguinhos, não criava desculpas esfarrapadas e descobri que quando alguém quer estar com você, vai dar um jeitinho de estar com você. A gente se reencontrou, passamos alguns dias juntos, teve toda aquela tensão no inicio por não saber lidar com esse sentimento até então desconhecido, mas logo passou e foi como se realmente existíssemos um para o outro. O primeiro beijo aconteceu e eu devo ter ficado roxa, vermelha, amarela, azul, o próprio arco-íris em pessoa. Ele disfarçou como um belo cavaleiro que sempre foi e não deixou que eu ficasse desconfortável. Eu terminei de beija-lo com a certeza de que ele nunca mais iria me beijar na vida. No minuto seguinte ele me beijo, e no outro, e a noite toda, e lá estava nós indo para São Paulo juntos. Ele não se importou por ser o meu primeiro beijo, porque provavelmente sabia que eu esperava o cara certo e ele era o próprio cara. Ele foi chegando de mansinho, indo bem devagar e a garota que era tão difícil de lidar não precisou forçar nada. Foi simplesmente natural, parece que realmente estava escrito e eu acredito cegamente que estava mesmo. Durante esse tempo juntos, descobri que o Gabriel é a minha pessoa. É pra ele que eu conto quando estou com medo, nervosa ou angustiada. A gente tem dividido o quarto, a cama, os sonhos e a vida. Ele é a minha pessoa, ele está aqui quando os outros não quiseram estar, ele gostou da minha risada escandalosa, ele gostou do meu jeito desastrado, ele amou as minhas peculiaridades, aquelas que todos diziam ser defeitos, ele as viu como qualidades, ele diz que são elas que me tornam única. Gabriel é a minha pessoa, é ele que eu tenho chamado de madrugada quando acordo de um pesadelo, é ele que esquenta meus pés durante a noite. Ele conhece minhas dores, aliás ele estava lá enquanto eu contava a pior de todas e ele não quis ir embora. Ele poderia ter ido diversas vezes, mas ele nunca quis, alias ele nunca cogitou a possibilidade. Como eu sei disso tudo? Os olhos dele me contam todas as noites antes de dormimos, os mesmos olhos que me fizeram se apaixonar, me contam que ele nunca vai embora, eu posso ser difícil de lidar, eu posso ser doidinha, eu posso ser desastrada, eu posso ser eu mesma, ele nunca vai embora. Ele é a minha pessoa, ele me fez mais forte, independente e decidida. Ele é a minha pessoa e em dias como esse eu só quero agradecer por ter ele aqui. A menina difícil encontrou um peito pra morar, a menina sem juízo encontrou alguém que pudesse lhe centralizar, que pudesse colocar os pés dela no chão. Gabriel é a minha pessoa, ele sempre vai ser a minha pessoa. E a culpa é unicamente dele. Eu culpo a voz rouca que ele tem quando acorda e diz sussurrando um “bom dia amor” tão arrastado que me faz querer ter mais uma noite inteira de sono ao lado dele. Ou pode ser o cabelo bagunçado que ele faz questão de mexer porque sempre acha que pode melhorar o penteado. Talvez sejam aquelas benditas covinhas que surgem no rosto fazendo com que as curvas da bochecha ganhem vida. Ou até aquela forma de me olhar que me deixa tão sem graça que eu sou obrigada a sentir minhas bochechas queimarem toda vez que ele diz qualquer elogio inesperado ou então sussurra alguma besteira em meu ouvido. Eu culpo o Gabriel inteiro. Da cabeça aos pés. Por me fazer ficar tão fora do eixo. Vejamos bem, o tal do “loucamente apaixonada”  combinava muito mais com os filmes românticos do que comigo. E eu que há muito tempo não era de cantarolar me vi cantando uma playlist inteira de sertanejo. E a culpa é toda dele. Do Gabriel e do jeito como não admite as coisas e sempre termina a conversa com um “pode ser” bem contrariado, só pra fazer os meus gostos. Dele e dessa mania de me fazer ter que controlar os meus próprios instintos quando me diz que está cansado demais depois de um treino e a vontade de cuidar dele ecoa em minha mente com uma intensidade incontrolável. Dele e da forma que bate de frente comigo pra me fazer comer, que diz conhecer todas as minhas birras e me mostra que nem sempre estou certa, embora eu queira. E faz isso com tanta gentileza que nem por um segundo consigo discordar. Porque Gabriel consegue me ver transparente, me vê na alma. Consegue fazer aparecer o melhor de mim e me faz mais segura quando ele chega e me abraça. E eu posso teimar, irritar, ser grossa sem querer que ele sempre vai me segurar pela mão e mostrar que é só um momento que vai passar, porque ele não só me conhece, ele me vê. E me gosta assim, com todos os meus erros e meios acertos, sem nunca se cansar da minha complicação. E como eu não posso culpa-lo por tudo isso? Por me fazer a cada dia querer mais e mais os seus cuidados e seu amor, porque nunca ninguém havia chagado até aqui e agora eu não consigo me imaginar sem ele, porque sem ele eu fico sem rumo, sem diretriz. As vezes ele perde a paciência, fica com a cara emburrada e se deita de costas pra mim. Mas depois de alguns beijinhos em seu pescoço, ele se vira e diz o quanto é e vai ser difícil passar por certas situações, porque nenhum relacionamento é perfeito, inclusive o nosso. Depois ele me beija e no outro dia acorda bem novamente. Com todo aquele jeito que me faz culpa-lo por ser completamente louca por ele. E pode ser que eu só queira culpa-lo tanto, porque no fundo eu sei, que não vai existir nenhum cara como ele e que eu não posso deixa-lo ir. Porque de todos os amores existentes no mundo, o amor dele é o único que realmente importa.                               

- Bom dia pretinha. – Gabriel disse enquanto eu via seu reflexo através do espelho do banheiro.

- Bom dia meu bem. – enxuguei as mãos e soltei a toalha. – Poxa Bi, por que você já voltou? Eu estava indo para a praia agora. – digo me virando para ele.

- Eu voltei no horário de sempre. – Gabriel deu de ombros e me puxou pela cintura. – Gostou da flor? Desculpa, mas não deu tempo de achar um buque inteiro, acho que tenho que começar a programar melhor minhas surpresas. – ele tinha um sorrio sem graça nos lábios

- Eu amei e não faça isso... – entrelacei meus braços em volta do seu pescoço. – Eu gosto delas assim, desse jeitinho improvisado sempre.

- E eu gosto da sua boca assim, pertinho da minha sempre. – Gabriel me levantou colocando sentada na pia e ficou entre minhas pernas enquanto nos beijávamos. Levantou a camisola que vestia passando a mão pelo meu corpo todo, enquanto eu tentava abrir a bermuda dele. As coisas começaram a esquentar cedo e ultimamente sempre acontecia assim.

- Pra cama agora! – digo entre os beijos.

            Gabriel me puxa pela mão banheiro a fora e assim que nos aproximamos da cama me empurrou. Caí deitada, e ele se deitou em cima de mim, voltando a me beijar violentamente. Senti minha boca começar a inchar por tamanha que era sua pressa. Gabriel nunca voltava da praia de blusa, mas por azar hoje ele estava e eu a arranquei jogando-a em algum canto do quarto, enquanto ele puxou minha camisola pra cima, interrompendo o beijo só para dar um destino a ela, igual ao de sua blusa. Puxei sua bermuda pra baixo, junto com sua cueca e o percebi sorrindo durante o beijo. Com a gente as coisas não aconteciam, elas voavam.

            Ele resolveu atacar meu pescoço e eu suspirei baixinho ao sentir seus lábios quentes dando leves beijos no meu pescoço. Gabriel foi descendo lentamente minha calcinha, enquanto eu arranhava suas costas. Ele gostava de me torturar. Mordi a ponta de sua orelha, ouvindo-o gemer baixinho. Rolei na cama, ficando em cima dele, comecei a traçar beijos em seu peito e fui descendo até chegar em seu pênis. Dei um beijinho em sua glande e percebi que ele se arrepiou com o carinho. Sorri satisfeita e ao mesmo tempo safada, sabia que ele gostava disso. Deslizei minha língua por toda a extensão e Gabriel gemeu alto. Eu já sabia do que ele gostava. Gabriel entrelaçou seus dedos em meu cabelo e começou a me orientar, fazendo movimentos lentos enquanto eu o olhava. Ele gemeu de novo, contraindo um pouco as pernas. Gabriel me puxou para cima e eu fiz bico.

- Nina, não me provoca assim! Você sabe o poder que tem!

- Por isso eu adoro fazer isso com você.

 Sorri maliciosamente e ele me penetrou com força sem sequer avisar, me fazendo gemer. Ele aumentou a velocidade e nós dois gemíamos alto, pouco nos importando com quem poderia ouvir. Voltei a arranhar suas costas, sequer me importando com as marcas que ficariam e como castigo ele diminuiu a velocidade fazendo com que eu suspirasse. Gabriel me torturava e eu sabia que ele adorava fazer aquilo. E então, começou a distribuir beijos em meus seios e os chupavam também, enquanto aumentava o ritmo novamente. Gabriel gozou e eu pedi para continuar, mesmo sabendo que ele não pararia antes de me ver gemendo em seu ouvido enquanto gozava. Ele estocou mais duas vezes e eu cheguei ao meu ápice enquanto ele continuava com os movimentos prolongando um pouco mais a sensação de prazer. Enquanto todo o meu corpo relaxava senti todo o seu peso ser depositado em cima de mim. Gabriel caiu de lado, entrelaçando nossas pernas. Deitei em seu peito e ele me abraçou pela cintura, me dando um beijo na testa. Eu continuava amando o seu cheiro após nosso sexo.

- Isso foi ótimo, você tá ficando cada vez melhor. – olhei para ele e sorri.

- E você tá me deixando cada vez mais excitada. – foi a vez de Gabriel de sorrir e ele tinha um sorriso satisfeito nos lábios.

- Feliz uma semana amor.

- Feliz uma semana pretinho. – senti os braços de Gabriel me apertando ainda mais em seu abraço e um beijo sendo depositado no topo da minha cabeça. Logo em seguida senti minhas pálpebras pesarem, eu precisava dormir um pouco para renovar as energias. Toda vez com Gabriel era assim, ele sempre me deixava esgotada.

[ XXX ]

            Acordei com meu celular despertando, estava na hora do almoço e hoje finalmente ia acontecer o meu ensaio para o Off Girls. Fui ao banheiro e me arrumei, quando terminei resolvi acordar o senhor dorminhoco, vulgo Gabriel.

- Bi, acorda vai.

- Ahhh amor, só mais cinco minutinhos. – resmungou tampando o rosto com o travesseiro.

- É agora Biel, levanta logo bicho preguiça. – tirei o travesseiro de seu rosto e ele abriu apenas um olho enquanto me encarava com o a cara emburrada. – Temos que almoçar antes de ir, você tem 5 minutos pra descer ou eu vou sozinha.

            Gabriel não disse nada, apenas levantou e foi para o banheiro e eu desci. Na cozinha a família Medina já almoçava, eles estavam falando do Felipe, que inclusive não estava lá.

- Oi meus queridos. – digo me sentando na mesa com eles.

- Oi Nina. Por quê você e o Gabriel demoraram pra descer hoje? – Sophia perguntou me fazendo engasgar com a própria saliva.

- Eu e o Gabriel... nós... - olhei para meus sogros e ambos seguravam a risada enquanto eu queimava igual pimenta. – Nós ficamos conversando. Só isso. Nada demais. – respondo pausadamente tentando parecer o mais sincera possível.

- E estavam falando do que? Pelo jeito o assunto tava bom hein... – Sophia sempre muito natural e sincera.

- Estavam tendo uma conversa de casal, isso não nos diz respeito filha. E antes que você pergunte, quando tiver um namorado você será capaz de entender bem. – Simone respondeu a menina e eu agradeci mentalmente por saber que o assunto morreria ali.

- Eu espero que ela demore bastante para ter esse tipo de conversas. – Charles comentou rindo e novamente senti minhas bochechas queimarem.

-Oi família. – Gabriel finalmente apareceu e sentou ao meu lado. – Ué!  Por que você tá vermelha desse jeito? – me perguntou.

- A mamãe disse que vocês estavam conversando coisas de casais e por isso demoraram pra descer e ai a Nina ficou vermelha assim, deve ser por causa do calor. – Sô fez questão de responder o irmão e disse com tanta inocência que ele segurou o riso e concordou com a garotinha.

- Entendi. Tá muito quente mesmo. – Gabriel se abanava com as mãos como se realmente estivesse sentindo calor. Idiota. – Lá no quarto estava mais ainda. – disse baixinho e eu belisquei sua perna por baixo da mesa.

- Almocem logo ou vão se atrasar. – Simone finalmente cortou o assunto e fingiu não ter ouvido o comentário desnecessário do filho. - E então Nina, nervosa para o ensaio?

- Nervosa não, eu diria que ansiosa. Não faço a menor ideia de como vai ser, nunca passei por nada parecido, mas acho que vai ser tranquilo.

- Quem tá nervoso sou eu, ainda mais depois que essas fotos saírem. Já tô até vendo o quanto vai ser uma delicia aguentar os meninos falando sobre isso. – Biel falava fazendo careta, eu sabia o quanto seria chato pra ele ter que aguentar os meninos zoando.

- Para de ser bobo! Os meninos não vão falar nada e se falarem, você sabe que só vão tirar uma com a sua cara. – digo encostando minha cabeça em seu ombro.

- O que eu não faço por você hein dona Nina? – ele depositou um beijo em minha bochecha e nós almoçamos em um clima muito agradável.

[ GABRIEL ]

            Depois de Nina praticamente me fazer engolir o almoço, a levei até a praia onde iria acontecer o tal ensaio. Confesso que não estava muito satisfeito ao saber que muitos caras iriam ficar admirando a minha mulher, mas ao mesmo tempo estava feliz por vê-la cada vez mais confiante e dando continuidade em sua vida. Chegamos ao lugar marcado, era uma praia praticamente deserta já que a apenas a equipe do Off estava lá.

- GAROTA! – Ricardo exaltou-se assim que nos viu chegar. – Eu mal consigo acreditar que essas fotos em enfim vão acontecer. – ele a abraçou e eu ri com a sua carinha de espantada.

- Ricardo, vou ser bem sincera, eu estou completamente ansiosa e perdida, nunca fiz nada do tipo.

- Você vai se sair bem, você é linda e isso é o bastante. – digo me aproximando e lhe abraçando pela cintura.

- O Gabriel tá certíssimo! Agora vamos, você precisa começar a se preparar para as fotos. – Ricardo a pegou pela mão e puxou para longe do meu abraço.

- E eu? – perguntei enquanto eles se afastavam.

- Ai que grude! – Ricardo murmurou revirando os olhos e Nina soltou um sorriso doce. – Venha também, mas se atrapalhar te coloco pra correr!

- Não vou atrapalhar, eu juro!

            Rica nos levou até um camarim improvisado que eles haviam montado por lá mesmo. Encontramos maquiadores e cabeleireiros, além de muitos biquínis pendurados em uma arara. Nina olhava tudo com muita atenção e até parecia meio boba com tanta informação nova. Eles arrumaram o seu cabelo e também a maquiaram, mas ela pediu para que não fizessem nada muito artificial, porque não se sentia bem com muita maquiagem. Depois de horas em frente ao grande espelho, uma moça sugeriu alguns biquínis e juntas elas escolheram quais iriam usar. Eu apenas observava tudo sentado em um banquinho, vez ou outra dava uma sugestão, mas nunca levavam a sério, porque segundo Ricardo: opinião de namorado ciumento não vale nada.

            Nina finalmente estava pronta e tenho que confessar que soltei um longo suspiro ao vê-la. Ela estava deslumbrante. No começo estava bem tímida, não sabia como se comportar e nem quais poses fazer, mas não demorou muito para a minha menina pegar o jeito. A lente da câmera, assim como eu, parecia completamente apaixonada por ela. Ela atraia olhares e a lente com naturalidade, sem fazer esforço algum, apenas sendo ela mesma. Ela mudava sempre de biquíni e o ar das fotografias, agora ela estava fazendo fotos com um toque mais sensual e com certeza também não se esforçava muito para isso.

- Vocês estão mesmo juntos? – perguntou o fotografo enquanto eu ajudava Nina a descer de uma rocha.

- Nós estamos namorando. – respondi meio sem pensar e em seguida olhei para Nina, pensei que ela ficaria irritada por não querer nos expor, mas ela estava sorrindo e eu sabia que aquilo significava que estava tudo bem.

- Ele me pediu em namoro há exatos sete dias. – minha namorada dizia toda orgulhosa e eu amava ver o quanto ela ficava feliz com pequenas coisas.

- Parabéns, vocês formam um casal lindo. Posso fotografar vocês? – perguntou já ajeitando a câmera e Nina me olhou como se estivesse perguntando.

- Claro, por mim não tem problema nenhum.

- Por mim também, alias preciso mesmo de umas fotos para colocar na minha casa.

            Após isso o fotografo logo começou a nos fotografar, eu nunca havia gostado muito de fazer esse tipo de coisa, mas com a Nina era diferente. Era divertido, era leve e estranhamente bom ficar posando ao lado dela. Tiramos muitas fotos, a maioria provavelmente havia ficado bem espontânea, porque na realidade nós éramos assim mesmo

[ NINA ON ]

            No total haviam sido seis looks e milhares de fotos, além das que fiz ao lado de Gabriel, que não estariam no ensaio, mas ficariam como recordação. Tinha sido divertido, mas ao mesmo tempo cansativo.

- Você arrasou gata! – Ricardo disse me abraçando. – Não tenho previsão de quando as fotos vão ao ar, mas eu aviso assim que souber e as fotos do casal, o Bruno manda por e-mail pra você.

- Obrigada pessoal, foi incrível pra mim! – abracei tanto Ricardo como Bruno, que era o fotografo.

- Por nada linda, tenho certeza que ainda viram muitos pela frente!

            Despedimo-nos de todos e quando finalmente chegamos já era fim de tarde. Não tivemos muito tempo para descansar, logo lançaram no grupo que rolaria um campeonato de poker na pousada e nem é preciso dizer que Gabriel foi um dos primeiros a marcar presença. Nos arrumamos rapidinho e fomos ao encontro dos nossos amigos, terminaríamos a noite assim: rodeados de muita risada e amigos.

 


Notas Finais


Meninas o que estão achando? Por favor, se tiverem alguma sugestão me mandem, ficarei muito feliz. Espero que estejam gostando <3


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