História Apesar da semelhança. - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aminimizade, Drama Adolescente, Orange, Originais, Original, Treta, Yuri
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Palavras 1.832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Heslou~
Obrigada por não desistir de mim e boa leitura ^-^

Capítulo 6 - Meu não, nosso.


Fanfic / Fanfiction Apesar da semelhança. - Capítulo 6 - Meu não, nosso.

 

Cá estou eu, acordando cedo por livre e espontânea vontade para ir para mais um dia de aula no colégio Clerot. Acordei de bom humor em plena segunda-feira. Incrível, né?

Depois daquela conversa com Mia no sábado, eu fui pra casa e dormi tarde, e no domingo o dia foi calmo, não tive nenhuma briga com  a minha mãe e nem sequer saí de casa. Não há motivos para mal humor.

Já tomei banho e até vesti minhas roupas casuais com que costumo ir para escola, short preto e alguma blusa de banda. Estou adiantada pra caramba.

Vou até a cozinha e encontro minha mãe preparando o café. No momento ela está pondo a água para ferver.

-Meu Deus, não creio que Anne Fisher acordou cedo sozinha.- Ela diz irônica assim que me vê.

-Hum....pois é.- Pego uma caneca e coloco leite com achocolatado.


Observo a mulher à minha frente. Quem me visse com ela não diria que ela é minha mãe. Primeiro, ela não é loira, os fios do cabelo dela são negros e, segundo, os olhos dela são castanhos claros e não azuis como os meus. Herdei muitas características do meu pai, inclusive a cor dos olhos e cabelo. Admito que deve ser muito triste para minha mãe toda vez que ela olha para mim e se lembra do meu pai.

-Filha, vou lá tomar um banho rápido e já te levo. Já que você acordou cedo hoje, dá pra você tomar café direito e sem pressa.- Ela dá um beijo na minha testa e sai da cozinha.

Termino o conteúdo que estava na minha caneca. Olho para todas as outras opções de comida na mesa. Não tem torrada, quero torrada. Pego duas fatias de pão de forma e tento utilizar a torradeira. Coloco os pedaços de pão no eletrodoméstico e depois o ligo na tomada. Aguardo enquanto as torradas não ficam prontas.

Depois de mais ou menos uns cinco minutos, a torradeira faz um "plim" avisando que as torradas estão no ponto. Ok, confesso que nunca utilizei uma torradeira, então fiquei apertando qualquer botão para que as torradas saltassem do aparelho doméstico como nos filmes, mas nada aconteceu. Então, eu decido enfiar o dedo na cavidade da torradeira.

Puta que pariu.

Assim que sinto um ardor, retiro o dedo da torradeira. Olho para o meu indicador e vejo uma queimadura notável na superfície da minha pele.

-Mas que.....Porra.- Sussurro para mim mesma. Coloco a ponta do dedo na boca, para ver se alivia. Não funciona, continua doendo para um caralho.

-Anne, estou pronta.- minha mãe aparece na porta, ajeitando o jaleco. A encaro assustada, com o dedo ainda na boca.- O que foi? 

-Me queimei com a torradeira.

-Isso é possível?- Ela ri da minha desgraça.- como você conseguiu fazer essa proeza?

-Tentei tirar as fatias da torradeira com a minha mão.- Minha mãe vai até a torradeira e puxa uma alavanca, imediatamente as torradas saltitam. Eu juro que não tinha visto aquela alavanca. Para piorar minha humilhação, minha mãe está rindo descontroladamente.- Ah, quer saber? Não quero mais. Podemos ir?

-Claro.- Minha mãe responde entre as gargalhadas e pega as chaves do carro. 

Antes que eu pudesse sair de casa, minha mãe segura meu pulso.

-Filha, você pode fazer um favor muito importante pra mim?- Ela me pergunta e eu balanço a cabeça em afirmação.- É que hoje eu vou fazer uma cirurgia à tarde, e de noite vou fazer o plantão. Você pode vir sozinha pra casa? Se quiser, você pode levar seu skate...pra usá-lo quando voltar.- Ah, esqueci de mencionar. Minha mãe é cardiologista.

-Tudo bem. Vou pegar ele no meu quarto, espera um pouco.- Ela assente e vou até ao meu quarto para pegar o skate. Em parte, eu estou com uma puta preguiça de ter que voltar sem o automóvel da minha mãe, mas, por outro lado, eu gosto muito de andar de skate, então nem estou tão incomodada. Na verdade, eu estou surpreendida por ela ter deixado eu levar o skate, ela odeia esse objeto, não estou exagerando, ela literalmente odeia. Ela diz que isso é coisa de menino e que isso me torna muito masculina, mas esse é o ponto de vista dela.- Pronto.

Saio de casa e entro no carro. Ponho os fones de ouvido e coloco a música no modo aleatório. Não demora muito para que cheguemos à escola.

Desço do carro. Ajeito a mochila nas costas e o skate por debaixo do meu braço. Aceno para minha mãe antes de ir, ela me manda um beijo e, logo em seguida, acelera. 

Entro na minha sala e a primeira coisa que vejo é Mia em cima de uma carteira conversando com a menina que, se não me engano, se chama Paige. Aceno para elas e vou até meu lugar para organizar os materiais. Sento na carteira e espero o início da aula. Observo os adolescentes em volta, todos estão civilizados. 

Não tinha notado até então, mas, aparentemente, Paige e Mia tem muita afinidade, diria até que são melhores amigas.

Meu olhar se encontra com aqueles olhos verdes hipnotizantes, de novo. Mia ajeita os óculos na ponte do nariz e sorri para mim. Dessa vez ela sustenta meu olhar e não o desvia. Acho que se eu estivesse vendo essa cena de outro ângulo, diria que estávamos flertando. 

-Senhorita Turnner, pode se retirar de cima da mesa, por favor?-  A professora de Geometria entra na sala.

-Ah, Claro. Desculpa, professora.- Mia se envergonha um pouco e desce da mesa, indo se sentar em seu lugar.

-Ótimo, vamos dar início à aula, então.

Por longos quatro horários, fiquei prestando atenção em cada palavra dita pelos professores, mas agora só consigo ficar olhando para o relógio de ponteiro pregado em cima da lousa. Último horário, só mais cinquenta minutos para aguentar.

Batidas na porta.

O professor vai até a porta e a abre, revelando uma Adriana com papéis em mão. A Adriana é a fiscal que fica no corredor, ela toma conta da gente como se fosse uma segunda mãe.

-Oi, Dri. O que deseja?- O professor a cumprimenta da forma mais gentil possível. Adriana remexe nos papéis e diz alguma coisa que não ouço.- Ah, ok. Já desço com eles.- Ela assente e se retira. 

-Alunos, teremos uma reunião com todo o ensino médio no auditório agora, peço a vocês, por gentileza, que se levantem e se organizem para descer para lá.- O professor anuncia e eu começo a guardar tudo na mochila, com exceção do skate, que está encostado ao lado da minha mesa.- Ótimo, quem já estiver com tudo organizado, pode ir.

Coloco a mochila nas costas e o skate debaixo do braço, levanto e começo a caminhar em direção ao andar de baixo, onde fica o auditório. Quando chego ao auditório, Karly, a coordenadora, estava no palquinho de apresentações testando o microfone com barulhos estranhos. Não consegui segurar uma risadinha, isso foi hilário, mas disfarço assim que algumas pessoas se viram para me olhar. Arrumo a postura e sento-me em um lugar vago.

-Bom dia, Alunos do colégio Clerot.- Karly inicia o discurso.- Estão todos presentes?- Foi neste exato momento em que Paige e Mia entraram na sala e vieram até mim. Mia se sentou ao meu lado e Paige ao lado dela.

-Quem estiver faltando, levante a mão.- algum engraçadinho gritou no fundo do auditório. 

-Bom...continuando.- Ela ignora o comentário alheio.- convoquei essa reunião para deixá-los cientes dos nossos novos projetos.- Mia e Paige se entreolham esperançosas.- Primeiramente, quero lembrá-los que a festa de comemoração ao 35° aniversário do colégio será neste sábado. Espero que todos compareçam.

-Você vai vir?- Mia cochicha para mim.

-Não.- respondo e ela revira os olhos.

-Teremos novos planos para escola. Por exemplo, nossa equipe pedagógica está organizando um retiro de dois dias para um sítio, sem qualquer tipo de aparelho eletrônico ou contato digital. Mais detalhes serão dados quando a data se aproximar.- Karly continua.- Agora a notícia não tão boa para vocês, é que aumentaremos a carga horária de aulas à partir de quarta feira.- Uivos tomam conta do auditório.- Vocês terão que escolher até amanhã entre as aulas de encanamento, economia doméstica, jardinagem ou redação, para participarem no turno vespertino. Informe sua decisão na secretaria da escola.

-Porra, isso só pode ser brincadeira.- primeira vez que ouço Mia falar um palavrão.

-É só isso alunos, já podem ir, estão dispensados.- Karly anuncia e as pessoas começam a se retirar do auditório. Me levanto e vou até a saída do auditório também, acompanhada por Mia e Paige.

 -Nossa, que sacanagem.- Paige diz, enquanto suspira dramaticamente.

-É....- Mia se direciona à mim.-Em qual aula você vai entrar?

-Hm...- Penso por um momento.- Acho que na de economia doméstica ou na de jardinagem. Se na aula de economia doméstica me ensinarem como usar uma torradeira, é pra lá que eu vou.- rio, lembrando-me da minha experiência com a torradeira.

-Hã? Isso era pra fazer sentido?- Paige diz, parecendo totalmente perdida.

-É que hoje eu tentei utilizar uma e não deu muito certo.- Mostro o meu dedo indicador para as garotas que me acompanhavam até a saída da escola. Mia faz uma expressão de sofrimento.

-Tadinho do seu dedo.- Mia pega meu indicador e deposita um beijo no local machucado. Sorrio com tal atitude. Isso foi fofo.- Agora vai melhorar.- Ela sorri.

Conversamos até chegar à saída do colégio.

-Tchau, meninas. Tenho que ir.- Paige se despede e entra em um carro preto que já estava a esperando. Aceno.

Coloco meu skate no chão e subo em cima.

-Você vai embora a pé?- A menina de olhos hipnotizantes me pergunta.

-Não, vou de skate.- Rio da minha resposta óbvia e Mia só sorri.

-Antes, vamos fazer uma coisa.- Ela me puxa, quase me fazendo cair do skate.- Opa, acho melhor você vir a pé.

-É, também acho.- Desço de cima do skate e o pego do chão.- Aonde vamos?- Ela não me responde e me pega pelo pulso novamente. Mia me arrasta até à praça. 

-Lembra que você disse que dividiria seu banco comigo?- balanço a cabeça afirmando. Ela remexe a mochila e pega uma caneta de corretivo, fazendo questão de me mostrar.- Então, vamos oficializar esse acordo.

Assim que percebo o que ela iria fazer, sorrio.

-Não sei como te suporto.- Rio. Ela sorri para mim e começa a fazer o processo mais difícil do mundo. Ela escreve seu nome logo abaixo do meu da forma mais legível possível.

-Como está?- Dá pra perceber o orgulho dela pelo seu tom de voz. Solto uma gargalhada.

-Está ótimo, senhorita Mia Turnner.- Faço reverência.

-Sei que está.- Ela sorri convencida.- agora podemos ir.

-Podemos?

-Sim, podemos. Vou te acompanhar até sua casa.- Dou de ombros.- Ah, por favor, vá andando. Não quero sair correndo atrás de você caso vá de skate.

-Hm, ok..- Começamos a caminhar em direção ao meu lar.- Obrigada, pela companhia.

-É uma honra acompanhá-la.- Ela sorri e...puta que pariu, que sorriso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Obrigada por ler. sz <3

Se quiser favoritar ou comentar...tamo aí~pt.5


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