História Apesar De Tudo - Emison - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Byron Montgomery, Caleb Rivers, Emily Fields, Ezra Fitzgerald, Hanna Marin, Jenna Marshall, Noel Kahn, Personagens Originais, Spencer Hastings, Toby Cavanaugh
Exibições 296
Palavras 6.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente: Fora Temer
Segundamente: Desculpa a demora. Eu tava sem tempo. Ainda tenho que ajustar meus horários. Enfim, perdão!
Eu sei que muitos de vcs, senão todos, querem que a fic chegue logo ao seu tempo presente, e uma notícia boa ISSO VAI ACONTECER NO PRÓXIMO CAPITULO!
Resolvi tudo o que tinha para resolver nesse capitulo que envolvesse o passado delas, então no capitulo que vem já tem o nosso tão desejado e esperado presente.
De nada.
Agora vão ler. Desculpa se ficar confuso, sério kkkkk

Capítulo 10 - Tão distante


“ A maior distância entre duas pessoas é o mal-entendido ”

POV EMILY

Dia seguinte

Eu realmente não entendo por que a Alison fugiu de mim ontem à noite e ainda entrou em uma limusine com um desconhecido. Qual é a dela? Não que eu esteja brava, não estou. Apenas estou um pouco decepcionada e confusa.

Estaciono meu carro na frente da casa de Alison e vou andando decidida até a porta. Nós precisamos conversar. Toquei a campainha e ninguém veio atender. Pensei na hipótese da casa estar vazia, mas consigo escutar barulho vindo da TV. Comecei a tocar a campainha várias vezes, soa meio desesperado, talvez eu até esteja mesmo.

- AI QUEM É? JÁ VAI, PORRA! – Hanna gritou do outro lado da porta. – PORCARIA NÃO ESPERA NEM EU TERMINAR DE FAZER XIXI... – Ela abriu dando de cara comigo. Automaticamente ficou séria. Hanna me olhou de um jeito que poderia me partir ao meio apenas com o olhar. – Ah... é você. – Disse seca.

- Sim, sou eu. A Ali tá aí? – Perguntei levantando a cabeça e tentando olhar por trás dos ombros dela.

- Tá não. Agora vai embora. – Tentou fechar a porta na minha cara, mas eu segurei. – O que você quer, Emily? – Me perguntou impaciente.

- Conversar com a sua prima. – Respondi.

- Ela não quer papo com você. E além disso, é muita cara de pau você vir aqui depois de ontem, não acha? – Perguntou encostando seu ombro na porta.

- O quê? – Perguntei incrédula.

- Não se faça de sonsa. Eu só não quebro a sua cara porque não vale a pena sujar minhas mãos com um tipinho feito você. – Disse me olhando como se estivesse com nojo.

- Eu só quero falar com a Alison. – Falei ignorando a ofensa dela.

- Se você tem um pingo de dignidade, esquece que a Alison existe. – Falou séria. Soou parecido com uma ameaça.

- Isso tudo tem a ver com ontem a noite? – Perguntei vendo a Hanna fazendo menção de fechar a porta. – Eu não tive nada a ver... – Ela fechou a porta com força na minha cara. – Com aquilo. – Disse baixo.

Não é possível. Isso não é possível. Eu sei que dei motivos pra Alison desconfiar de mim, mas isso já é demais. Ela deveria confiar em mim. Eu sou a namorada dela! Mas não vou tirar nenhuma conclusão precipitada assim como ela, eu vou primeiro tirar satisfações. Só que pra isso terei que esperar o momento certo. Entrei no meu carro e fui pra casa pensar em tudo.
      

                                          Você fugiu de mim
                                                           Na noite fria e foi embora
                                                      O que eu vou fazer pra me salvar?
                                                          Você nem quis me ouvir
                                           Meus planos se jogaram todos pela janela
                                                                      Fiquei tão
                                                      Logo agora que eu era só sua
                                                       Você vem e diz: Me esquece!
                                                                   Vou enlouquecer

POV ALISON

Estava em um parque abandonado um pouco distante da cidade. Eu sempre venho aqui quando quero ficar sozinha. E agora pensando em tudo, me lembro de tudo que Byron me disse ontem.

FLASHBACK ON

- Quero que se case comigo. – Byron falou sério.

- Casar com você? Mas somos amigos. – Indaguei.

- E vamos continuar sendo. Ali, a verdade é que eu tenho uma doença grave. Eu posso viver muitos anos, assim como posso morrer amanhã. Eu sou sozinho no mundo, não tenho amigos, familiares, filhos. Todos que se aproximam de mim é por puro interesse e você já deixou claro várias vezes que não se importa com dinheiro e status. – Ele foi falando e eu ainda não compreendia aonde ele queria chegar. – Enfim, a Monteleric é um sonho pra mim. Eu construí essa empresa sozinho, dei tudo de mim pra ela ser o que é hoje. Eu sei que o que vou te pedir é muito, mas eu preciso de uma herdeira. E você é a única pessoa que eu confio a ponto de deixar “minha vida” em suas mãos. – Ele me olhou de um jeito genuíno. – Por favor, Alison, case-se comigo.

- Eu não posso aceitar, Byron. É muito pra mim. Fico lisonjeada por tamanha confiança, mas não posso me casar sem amor. – Respondi.

- Eu sei que não, e é exatamente por isso que escolhi você. Você quer se casar por amor, e não por dinheiro. – Respondeu sorrindo. – Mas te prometo que nossa relação vai ser a mais amigável possível. Não tenho interesse amoroso por você, se é isso que está pensando. – Fiquei mais tranquila com esse comentário. – Eu estou indo para Londres semana que vem tratar de alguns negócios e do meu tratamento, e vou ficar por lá mesmo, não pretendo voltar para Rosewood  tão cedo, levando em consideração que também tenho uma casa lá. Ficaria extremamente feliz se você fosse comigo. Ali, tudo o que eu mais quero é que você seja feliz.

Tudo o que eu queria era um recomeço. Me afastar de todas essas pessoas da cidade, principalmente da Emily, e focar em Oxford. Sei que minha relação com Byron é uma troca de benefícios. Ele me ajuda a sair daqui e realizar meu sonho de estudar em Oxford, e em troca, eu cuido da empresa dele, que é o seu maior sonho. Isso parece bem justo. Um sonho por outro sonho. Sei que vou acabar me distanciando da minha família, mas de um jeito ou de outro isso iria acontecer. Afinal eu vou para a faculdade de qualquer modo.

- Eu vou com você, Byron. E eu aceito me casar contigo. – Respondi vendo um sorriso grande se formar em seu rosto.

Pode parecer egoísmo da minha parte e covardia também. Mas eu apenas quero ajudar a única pessoa que não é da minha família que sempre esteve ao meu lado nos melhores e piores momentos da minha vida, e em nenhum momento riu de mim. Byron precisa de mim, então estou lá por ele, mesmo não sabendo aonde tudo isso vai dar. Assim como ele confia em mim, eu confio nele.

FLASHBACK OFF

Tudo aconteceu tão rápido. Num minuto eu estava no baile, no outro eu já estava com Byron. A noite de ontem foi confusa, mas sinto que fiz a escolha certa. E em relação a Emily, vou esquecer que ela existe.

Estou tão magoada e ferida com todos. Mas eles vão ver. Eu vou me vingar de todos eles. A cidade toda vai pagar por ter rido de mim. Não sei quando, nem como, mas eu vou me vingar. Ou eu não me chamo Alison DiLaurentis.

POV EMILY

2 dias depois

- É MENTIRA! – Gritei batendo minhas mãos com força na mesa.

- A Sra. Grunwald que comentou comigo, Emily. Por que ela mentiria? – Meu pai perguntou do outro lado da mesa.

- Não sei, mas isso é mentira! A Alison nunca que se casaria com aquele velhote! – Pronunciei alto.

- É difícil de acreditar mesmo, nunca passou pela minha cabeça que uma moça tão boa e séria como a Alison fosse tão interesseira a esse ponto. É... aparências enganam. – Minha mãe comentou como se estivesse pensando alto.

- Existe pessoa pra tudo nesse mundo. – Papai concordou com a mamãe.

- Vocês estão loucos! A Alison não é assim. Ela jamais se casaria por dinheiro. – Falei alterada e caminhei em direção a porta de casa.

- Pra onde você vai, Emily? – Minha mãe perguntou atrás de mim.

- Tirar satisfação com ela. – Respondi e fechei a porta com força.

Fui em direção ao meu carro que estava estacionando na porta de casa.

- E aí, Emily? Estou curiosa para saber o que você tá achando de tudo isso – Jenna disse se aproximando de mim. Era só o que me faltava. Ela por acaso, estava me esperando sair de casa?

- Então você já está sabendo? – Perguntei séria.

- A cidade toda está comentando. Nunca gostei dela, não vou mentir. Mas nunca pensei que a Alison fosse do tipo alpinista social. – Jenna gargalhou alto. – Você teve sorte dela ter arranjado alguém com o bolso mais cheio, porque senão seria você.

- Jenna, cala a boca. – Disse compassadamente todas as sílabas e entrei no carro furiosa.

Eu me sinto uma completa babaca.

Dirigi apressada até a casa da Alison. Céus, seria tão mais fácil se eu pelo menos pudesse conversar com ela! Mas só vou embora depois que conseguir o que eu quero. Estacionei o carro um pouco distante da residência dela e me escondi atrás de uma árvore. Eu preciso achar o momento certo. De repente vi uma limusine dobrar a esquina e parar em frente à casa dela. Vi Hanna sair de dentro de casa animada junto com uma mulher ruiva, deve ser sua mãe. Alison aparece logo atrás fazendo meu coração bater descompassadamente. Por mais que eu esteja furiosa com ela, é inevitável eu tentar controlar os batimentos do meu coração. As três entram na limusine e eu espero elas pegarem certa distância para eu começar a segui-las.

POV ALISON

Byron marcou o casamento para o final dessa semana já que semana que vem estamos embarcando para a Inglaterra. Eu ainda nem acredito que vou sair daqui. Minha tia e Hanna levaram isso numa boa, meu tio ficou meio pensativo, mas logo aceitou quando viu que Byron é um homem sério e centrado. Contei tudo a eles. Tudo o que tinha acontecido no baile e antes disso, talvez essa tenha sido uma razão a mais para eles terem aceitado esse casamento tão inesperado.

Hoje estou indo fazer a primeira prova do vestido de noiva com a Hanna e a minha tia e elas tão tagarelando sem parar. Eu só consigo ficar calada. Ainda bem que Byron reservou esse tempo só pra mim aqui, eu não iria aguentar outras pessoas olhando minha cara tão pra baixo. Esses dias não tem sido fáceis para mim. Minhas tentativas de tentar tirar a Emily da minha cabeça se tornam frustrantes quando eu vejo o rosto dela em cada multidão. Claro que é ilusão da minha cabeça.

- Isso! Agora dá uma voltinha. – A costureira pediu. – Tá ótimo! Vou só dar três pontinhos aqui e vai ficar perfeito. – Sorriu maravilhada com o trabalho.

Escutei Hanna e minha tia cochichando atrás dela e revirei os olhos.

- Você está tão linda! – Hanna gritou vindo para perto de mim. – É a noiva mais linda e mais triste que eu já vi... coloca um sorriso nesse rosto. – Sussurrou a última frase.

- Eu não estou triste pelo casamento, é por...

- Eu sei por quem é. – Hanna me cortou me virando de frente pro espelho. – Recomeço, Alison! Você vai superar ela.

Fiquei calada apenas olhando meu reflexo no espelho.

- Onde estão os véus? – Tia Ashley perguntou a moça.

- Lá na parte de trás. – A moça respondeu.

- Ótimo, vou dar uma olhada. – Falou se encaminhando para o final no corredor.

- Não, mãe! Pode ir parando por aí! – Hanna gritou andando para onde a mãe tinha ido. – Seu gosto por roupa deixa muito a desejar, é melhor eu escolher o véu!

- Coitada de você, Hanna. – Ashley disse arrancando risos discretos da moça que estava nos atendendo.

Então elas sumiram pelo corredor numa discussão boba sobre quem tem o melhor gosto por roupa.

- É melhor eu ir dar uma olhadinha nelas duas. – A moça disse tentando não parecer tão preocupada. Eu apenas assenti vendo ela sumir no corredor. Segundos depois estava completamente sozinha em uma sala grande.

Fixei meus olhos novamente no espelho observando cada detalhe do meu vestido. Simplesmente esplêndido. Quase tive um ataque de pânico quando vi o reflexo da Emily atrás de mim. Me virei de uma vez dando de cara com ela que me olhava dos pés à cabeça. Porém, parou o olhar nos meus olhos.

- Muito bonita. E esperta também. – Ela disse em um tom sarcástico com as mãos no bolso.

- O que você veio fazer aqui, Emily? – Perguntei séria.

- Vim falar com você. Perguntar por que você está fugindo de mim como se eu fosse algum tipo monstro. – Respondeu com raiva.

- Eu não tenho mais nada para falar com você! – Disse fria.

- Mas é claro que não, você está dando o golpe do baú. Deve tá muito feliz, não é? – Provocou. Eu conseguia ver o ódio nos seus olhos.

- Vai embora daqui! – Pedi alto indo pra longe dela que segurou meu braço e me fez ficar de frente pra ela.

- Olha aqui, eu só quero dizer que eu acho o seu casamento ridículo! Eu tenho o maior desprezo por você, sua golpista! – Gritou.

Automaticamente minha mão direita voou no rosto dela e lhe dando um belo tapa bem estalado. O rosto dela virou e deu pra ver a marca vermelha dos meus dedos em sua pele. Emily fechou os olhos com força como se estivesse se segurando para não fazer nenhuma besteira. Então ela olhou mais uma vez pra mim. Se um olhar matasse, eu com certeza, estaria morta.

- Você não vale nada, Alison DiLaurentis. – Disse seca e foi embora.

Usei todas as minhas forças para não chorar e não chorei. Na minha garganta se formaram vários nós, mas não dei o braço a torcer. Emily Fields não vai me fazer chorar nunca mais.

...

Alguns dias depois

Realmente esse dia não é como o que eu imaginei quando era criança. Sempre imaginei esse dia como o mais feliz da minha vida, familiares e amigos prestigiando um momento mágico que fica na memória durante anos. Por mais que eu esteja completamente destruída por dentro, não consigo me sentir tão infeliz. Espero do fundo do meu coração que todo esse sentimento ruim passe quando eu ir embora de vez dessa cidade.

A música conhecida preencheu meus ouvidos e já sabia que essa era minha deixa. Meus pés tremeram, mas fui capaz de me recompor antes que meu tio percebesse.

- Está pronta, meu bem? – Tom me perguntou me passando mais segurança ao escutar sua voz.

Respirei fundo, decidida.

- Estou sim. – Respondi ao meu tio.

Entrelacei nossos braços e as portas da igreja foram abertas permitindo-me uma clara visão do ambiente. A medida que eu dava os passos clássicos de noiva conseguia ver o rosto de todos os convidados que estavam de pé. Pouquíssimas pessoas prestigiando esse momento, dentre elas conheço apenas minha família e a Sra. Grunwald. Os restantes são amigos íntimos de Byron que nunca vi na vida. Acho que se tem vinte pessoas aqui é muito.

Meu tio me deu um beijo no rosto e me entregou a Byron que segurou minhas mãos sorrindo ternamente. Dei meu buquê para Hanna segurar, e Byron e eu olhamos para o padre que começou a cerimônia normalmente. Fui capaz de dar um sorriso sincero nesse momento.

- Sim. – Byron disse com convicção.

- Sim. – Concordei no mesmo tom que ele.

Ficamos de frente uma para o outro e ele colocou minha aliança, fiz o mesmo que ele. Ao ouvir o padre permitindo o beijo dos noivos sorrimos um para o outro. Byron se aproximou e beijou minha testa consumando o ato. Agora estou oficialmente casada com meu melhor amigo.

Fomos andando de braços dados até metade da igreja quando minha tia se aproximou de mim com os olhos cheios de lágrimas. Byron nos deixou a sós indo para o outro lado cumprimentar alguns de seus convidados.

- Eu sei que não vai ter festa e nem nada e que você precisa partir agora, mas quando você estiver lá no exterior lembra de nós. – Ela disse me fazendo abraça-la automaticamente.

- Tia Ashley, eu nunca vou me esquecer de vocês. Muito obrigada por tudo que a senhora fez por mim. – Falei encerrando nosso abraço.

- Não precisa me agradecer por cuidar de você, Ali. Seja muito feliz, é tudo que eu te peço. – Apertou minhas mãos com um pouco de força mostrando todo o seu carinho por mim.

- Ali, – Meu tio apareceu do nosso lado. – Se você precisar de nós, pede socorro que a gente vai pra lá te ajudar. – Sorri largo e o abracei forte. – Assim como a Ashley disse, quero que você seja muito feliz mesmo. – Dei um beijo no seu rosto e encerrei nosso abraço ao ver Hanna com um sorrisinho maroto nos lábios.

- Vai lá pra sua vida de caviar e lagosta todos os dias, vai. – Hanna disse rindo e me entregou meu buquê. A puxei para um abraço muito apertado. – Olha aqui sua ridícula, você vai me mandar presentinhos pelo correio senão eu te desconsidero minha prima e melhor amiga. – Ordenou me fazendo rir.

- Claro, Hanna. – Concordei ainda abraçada com ela. Ficamos em silêncio por um tempo até eu escutar ela fungar. – Está chorando?

- Não. Quer dizer, sim. Estou chorando. – Desfez nosso abraço me olhando nos olhos. – Vou sentir sua falta, minha irmãzinha. Eu te amo tanto.

- Eu te amo demais. Amo todos vocês. – Falei me permitindo chorar pela primeira vez hoje.

Hanna me abraçou mais uma vez e meus tios vieram também. Foi um lindo abraço em conjunto. As lágrimas que caiam pelos meus olhos não eram lágrimas de tristeza ou sofrimento, eram de saudade. Eu realmente vou sentir falta de vê-los todos os dias.

Com o tempo nos soltamos e vi a Sra. Grunwald se aproximar. Essa mulher me causa arrepios.

- Considero o Byron como meu irmão, então você é a minha mais nova irmãzinha. – Ela disse séria, como se estivesse com raiva ou nojo. – Nos encontraremos novamente, um dia. – Isso soou como uma ameaça.

Ela saiu de perto de mim me deixando um pouco assustada. Não entendo o que ela tem contra mim.

- Vamos, Ali. Está na hora. – Byron se aproximou de mim e fomos caminhando juntos em direção a saída.

Ao chegar do lado de fora vi uma multidão me vaiar e me xingar de vários nomes. A polícia estava tentando controlar a situação, mas não estava dando muito certo. Byron me direcionou rápido para a limusine, mas antes de conseguir entrar vi Emily chegar ao meu lado.

- Golpista! – Ela gritou junto com a multidão.

- Vem, Em. Não perde tempo com essa daí não. – Jenna apareceu atrás dela puxando a Emily pela mão para longe.

Engoli em seco ao ver a cena. Então elas estão juntas? Era de se esperar. Nem sei porque me sinto surpresa. Fiz menção de entrar no carro quando escutei uma voz conhecida do meu lado.

- Ali... – Spencer disse em um tom amigável e triste. – Eu não sei porque você tomou essa decisão, mas eu espero que seja o melhor pra você. Quero que saiba que não concordo com o que essas pessoas estão falando. Sei que nos conhecemos a pouco tempo, mas acredito no seu caráter. Nem sei porque a Emily está tão revoltada desse jeito já que ela te conhece tão bem...

- Por favor, Spence. Não fala o nome dela. – Pedi a cortando.

- Tá bom. Desculpe. – Pediu meio envergonhada. – Eu trouxe um presente pra você. – Me entregou uma pequena caixinha. – Eu não tive tempo de embrulhar direto, mas o que vale é o que tem dentro.

Abri a caixa e vi uma pulseira com o meu nome escrito nela. Sorri com o presente dela e a abracei forte, sendo correspondida.

- É lindo. Obrigada. – Disse sincera.

- É pra você se lembrar de mim. – Falou encerrando nosso abraço e sorrindo fraco. Dava para notar em seus olhos que ela estava triste pela minha partida.

Dei o buquê de flores que estava em minhas mãos para ela que se surpreendeu com o gesto.

- O meu buquê é seu. Espero que traga muita sorte no amor. – Sorri ao ver seus olhos brilhando.

Nos abraçamos novamente.

- Ali, vamos? – A voz de Byron me tirou de meu momento com Spencer.

Desfizemos nosso abraço e a encarei pela última vez.

- Adeus, Spence. – Disse.

- Adeus. – Falou.

Entrei na limusine sendo seguida por Byron. A porta do automóvel foi fechada e o carro começou a se locomover. Para trás ficou uma multidão alegre por terem se livrado de uma “ golpista ”. Acho que a maioria das pessoas devem achar que Byron é burro, mal sabem eles que ele só está sendo cuidadoso com o que é dele.

Deixar Rosewood para trás foi mais fácil do que eu imaginava. Difícil mesmo é lidar com as saudades da minha família e de Spencer, com quem eu criei um laço forte de amizade. E ainda tem a Emily, mesmo não gostando de admitir isso, ela foi o mais difícil de deixar para trás. Mas preciso esquece-la. Preciso seguir em frente. Agora minha realidade será outra e não vai ter espaço na minha vida para a Emily.

POV EMILY

Acho que ódio não é a palavra certa para definir o que estou sentindo nesse momento. A palavra correta é decepção. Eu estou tão decepcionada com a Alison, primeiro por ela não confiar em mim como deveria. Segundo por ter feito esse showzinho ridículo! Casar por dinheiro? Ela foi muito baixa e merece todo o meu desprezo e minha raiva.

Não acredito que fui tão burra e me deixei enganar por aquele par de olhos azuis tão encantadores. A primeira garota que eu amei de verdade é a primeira a partir meu coração em milhões e milhões de pedacinhos.  As pessoas vivem dizendo que o amor machuca, e hoje posso dizer que não é verdade. Solidão machuca. Rejeição machuca. Perder alguém que amamos machuca. Todos confundem essas coisas com o amor, que na verdade, é a única coisa capaz de nos curar de tudo isso. Mas não importa nada disso. A única coisa que eu quero é esquecer que um dia amei Alison DiLaurentis.

Respirei fundo enquanto estava deitada na minha cama olhando para o teto. Joguei a caixinha do anel para o alto. Fiquei fazendo isso repetidas vezes enquanto pensava. Nem acredito que fui capaz de comprar um anel de noivado para a Alison. As pessoas realmente ficam cegas quando amam.

- Emily? Eu sei que você está aí. Abra a porta. – Escutei a voz de Spencer atrás da porta do meu quarto.

- Não. – Respondi seca.

- Vamos, Emily! – Ela gritou notavelmente irritada.

- Por que você não pede ajuda a sua amiguinha? – Perguntei em um tom provocativo.

- O quê? – Perguntou incrédula.

- Pensa que eu não vi você de conversinha com a golpista antes dela ir embora? Eu vi sim! – Exclamei alto.

- Para de infantilidade e abre essa porta agora! – Spencer disse em um tom sério. Nem me mexi. – Olha, eu sei que não está sendo fácil. Deve ser horrível ver uma pessoa que amamos se casando com outro. Mas por favor, Em. Você conhece a Ali mais do que eu, e eu não acredito que ela tenha dado o golpe do baú. Então por que você não acredita também?

Quando dei por mim estava parada na porta do meu quarto olhando para a cara da Spencer. Eu estava segurando tanto essas lágrimas, tanto. Mas infelizmente, elas rolaram pelo meu rosto. O gesto de minha amiga foi me abraçar fortemente.

- Ela... me deixou, Spencer. Dando ou não dando um golpe, ela me deixou. E por mais que eu pense, não encontro uma boa razão pra isso. Ela nunca me amou de verdade. – Soltei tudo que estava preso dentro de mim.

- Não fala assim. – Ela apoiou seu queixo sobre minha cabeça e acariciou meus cabelos. - Olha, tudo vai se resolver. É só questão de tempo.

- Não quero nada resolvido. Eu quero ficar sozinha. – Disse me largando dela.

- Mas Emily...

- Não se preocupe, Spence. Eu não estou com raiva de você. Eu apenas quero ficar sozinha e pensar um pouco. – Falei sinceramente segurando as mãos dela.

- Tudo bem, vou respeitar seu pedido. Eu amo muito você. – Me deu um beijo na testa. Eu nada disse, apenas a vi sumir do meu campo de visão.

Fechei a porta do quarto e me deparei com meu caderno de desenhos. Abri ele na última página onde continha o desenho que fiz da Ali há quase dois meses atrás. Arranquei a página do caderno e apreciei minha obra pela última vez dobrando a folha ao meio. Peguei a caixinha do anel e juntamente com o papel dobrado, joguei eles no fundo minha gaveta de meias. Vão ficar lá para serem esquecidas, assim como espero que a Alison seja.

POV ALISON

Horas depois - Londres

Fiquei acordada durante toda a viagem, em nenhum momento fui capaz de dormir. Troquei de roupa no banheiro do jato particular. E depois pude apreciar a paisagem. Jamais tinha andando de avião, no começo senti calafrios, mas depois achei muito gostosa a sensação de estar voando no céu. A cidade é linda e grande, bem movimentada também.

- Chegamos. – Byron disse assim que o carro parou.

Descemos e meus olhos puderam contemplar um verdadeiro castelo. Meu queixo caiu.

- Isso é um castelo mesmo? – Perguntei abismada enquanto andávamos em direção a entrada.

- Não. – Ele riu. – É só uma casa normal. Só que ela é a moda antiga, então lembra mesmo um castelo. – Respondeu como se fosse simples. Isso não é uma casa normal. Isso é uma mansão.

- Seja bem-vindo de novo, Sr. Montgomery. – Um moço muito educado cumprimentou assim que adentramos a mansão.

- Obrigado, Carlos. – Respondeu gentil.

- Sra. Montgomery. É uma honra conhece-la. – Carlos me cumprimentou. Eu apenas fiquei imaginando como ele sabia sobre mim se eu me casei há algumas horas atrás.

Subimos uma gigantesca escada juntos.

- Byron, isso é muito luxuoso. – Comentei. Ele apenas sorriu de lado.

Byron me conduziu a um corredor enorme e abriu a porta de um dos cômodos.

- Este é o meu quarto. – Ele proferiu tranquilamente. Vi o espaçoso quarto, perfeitamente organizado e limpo. Ele fechou a porta e fez sinal para eu segui-lo. Assim eu fiz e fomos em direção a porta que se encontrava bem em frente a porta do quarto dele. – Esse aqui será o seu quarto. – Ele disse ao abrir a porta.

Era tão grande quanto o quarto dele. Era lindo, porém virei as costas andando e parei no meio do corredor. 

- Repito. É muito luxuoso. – Comentei. Tamanho era o meu espanto com tanto conforto e riqueza.

- Mas eu sou rico, Ali. Sou muito rico. E agora que estamos casados, vou ensinar você a gastar o dinheiro. – Ele comentou contente.

- Mas não é justo, Byron. O dinheiro é seu. Você só está me fazendo um favor. – Falei.

- E você também está fazendo o mesmo por mim. Esqueceu? – Riu fraco. – Além disso o seu trabalho é mais difícil por ter que aguentar um velho como eu.

- Deixe de bobagem. – Ri.

- Ali, eu quero que você seja muito feliz. Quero que você tenha belos vestidos, e que aprenda a ser uma dama. – Falou pensativo.

- Eu? Uma dama? Não levo jeito para isso. – Sorri abobalhada.

- Quem disse que não? – Perguntou arqueando as sobrancelhas.

...

Alguns dias depois

Me sentei com postura na mesa para jantar e uma das empregadas estava encarregada de me aconselhar e me orientar em como deveria comer corretamente. Peguei o garfo e a faca, acho que de mal jeito e olhei em sua direção para perguntar se estava correto ou não. Vi Emily. Ela balançava a cabeça negativamente, como se eu estivesse pegando do modo errado. Automaticamente deixei os talheres caírem no chão e vi que Emily ria discretamente do meu pequeno desastre.

- Tudo bem, Ali? – Byron perguntou preocupado.

- T-t-t-tudo. – Respondi o olhando. Ele estranhou, mas voltou a comer.

Olhei novamente na direção de Emily e ela havia sumido, me restando apenas a visão da empregada que estava encarregada de me ajudar apanhando meus talheres caídos no chão. Seria uma ilusão da minha cabeça?

1 mês depois

Fui a um restaurante chique com Byron. Ele queria ver como eu me saia publicamente depois de um mês inteiro de prática. Quem me conheceu antes, jamais me reconheceria agora. Roupas luxuosas e caras estão sobre minha pele. E não uso mais meus óculos de grau. Fiz a cirurgia na visão e agora enxergo perfeitamente bem sem eles.

Nos sentamos na mesa. O garçom nos trouxe o cardápio, e nos serviu de vinho, em seguida, se afastou. Peguei minha taça de vinho e Byron fez o mesmo, brindamos sorrindo um para o outro. O jantar foi um sucesso. No começo errei em qual talher pegar primeiro, mas logo consegui comer direito. Byron, inclusive me elogiou muito.

- Byron, sendo sincera. Por que quer que eu seja uma dama? Acaso tem vergonha de mim? – Perguntei meio cabisbaixa.

- Vergonha? Claro que não. – Respondeu.

- Eu não sei de nasci para ser uma dama, sabe? É tão difícil aprender a comer direito, me comportar em sociedade. Eu sinto falta de correr descalça pelo bosque perto da casa dos meus tios. Sinto falta de escutar o barulho gostoso da cachoeira. – Comentei sorrindo.

- Nunca perca essa saudade, Ali. Porém agora você tem dinheiro pra gastar com você, sua família, com quem você quiser. – Ele disse.

- Eu te agradeço tanto.

- Eu que te agradeço pela sua amizade e companhia. Mas sinto que em breve não estarei mais aqui. – Disse com os olhos baixos.

- Byron! Não fale assim, eu fico muito triste.

- Mas é a verdade, Ali. É a pura verdade. Você ainda é tão nova e a cada dia que passa eu me distancio mais de você. Por isso precisa aprender tudo enquanto ainda estou do seu lado. Porque depois você vai ter que aprender a se defender do mundo sozinha. – Falou sério.

- Byron... você é tão bom pra mim. – Segurei sua mão.

- E você promete que vai aprender? – Perguntou-me.

- Prometo. – Respondi sorrindo fraco. – Vou me esforçar bastante.

2 meses depois

O ano de 2008 se foi e junto com ele minhas férias. As aulas na faculdade começaram e eu não tenho amigos, por escolha própria mesmo. Assisto as aulas normalmente e me esforço para me sair bem nas provas. Fora da faculdade, tenho minhas tardes lotadas com aulas de etiqueta, piano, francês e inglês britânico, que é meio diferente do inglês americano. Fora isso, ainda tenho minhas atividades diárias com Byron. Estamos sempre saindo para conhecer a cidade e eu me divertir um pouco. Acho que no fundo ele quer que eu me divirta, para não ficar tão sobrecarregada.

POV EMILY

- Estou tão feliz com o seu noivado, Emily. Vocês formam um belo casal. – Minha mãe comentou sorrindo.

- Vamos ser todos uma grande família. – Meu pai disse rindo junto com o Sr. e a Sra. Cavanaugh.

- O anel é lindo, Emily. Muito obrigada. – Jenna falou sorrindo. Sorri para ela.

Durante esses três meses me aproximei mais de Jenna. Ela veio me provando que mudou muito e agora está bem mais “ humana ” algo que me chamou bastante atenção. Minha mãe insistiu muito e acabei namorando com Jenna de novo e agora estou noiva. Claro que comprei outro anel de noivado. O que eu iria dar par Alison ainda se encontra no fundo da minha gaveta de meias.

- Bem, agora só falta o casamento. – A Sra. Cavanaugh disse. Quase engasguei.

- Ah... nada de pressa, não é mesmo? Eu quero antes me acertar na vida. – Falei e todos riram.

- Dá pra perceber o quanto que você vai se esforçar para se acertar na vida. – Toby sussurrou pra mim em um tom irônico. Pisei no seu pé por de baixo da mesa. – AAAH... que fome que eu estou. – Tentou disfarçar. Me segurei para não soltar uma risada.

- Um brinde! – Minha mãe disse se levantando. Todos seguimos seu gesto.

POV ALISON

Esses dias estou com uma ideia impregnada na cabeça. Desde uma vez que passeei pelo parque com Byron e vi uma moça muito alegre segurando um bebê no colo. Sei que parece meio clichê, mas sempre quis ser mãe. E essa minha vontade só aumentou ao ver essa cena linda. Comentei esse meu desejo com Byron que me disse que eu já estava muito sobrecarregada com a faculdade e as todas as aulas, mas mesmo eu disse que poderia dar conta de tudo. Ele por fim, aceitou meu suplico pedido. Disse que não faria mal adotar uma criança. Eu estava tão feliz que seria capaz de aguentar toda a burocracia precisa para esse feito.

Fizemos todo o procedimento necessário para a adoção de uma criança, e escolhemos juntos o perfil dela. Quero uma menina. Não pode ser muito bebê, devido a minha falta de tempo, e criança recém-nascida exige muito tempo e cuidados. Depois de algum tempo de espera, fomos chamados pra conhecer a criança que batia com o perfil escolhido por nós. Eu quase não cabia em mim de tanta ansiedade e felicidade.

Byron e eu fomos ao orfanato. A assistente social estava lá junto com uma moça que trabalha no local.

- Sr. e Sra. Montgomery. – Cumprimentou-nos. - Meu nome é Angelina e sou a assistente social. Já que essa é a primeira visita de vocês, vou explicar tudo. Bem, se vocês quiserem, já podem leva-la para casa. Isso se o relacionamento ocorrer bem, é claro. Já que a criança em questão tem menos de três anos de idade, vocês já ganham a guarda definitiva dela. – Explicou me deixando feliz.

- Tudo bem. Então vamos conhece-la? – Perguntei empolgada.

- Claro. – A moça que trabalha no orfanato nos guiou até uma sala onde deduzi que esteja a garota.

 A porta foi aberta e vi uma linda garotinha correndo desajeitada pela sala, seus cabelos pretos e lisos voavam. Ela brincava distraída e feliz com alguns brinquedos. Meu coração se encheu de alegria ao vê-la. Era exatamente do jeito que eu imaginava.

- Qual o nome dela? – Perguntei sem tirar os olhos da pequena.

- Emma. Ela tem dois anos e nove meses. Não é de falar muito, mas corre que só. – A moça disse sorrindo.

Byron começou a conversar com a moça sobre Emma e eu aproveitei para me aproximar dela.

- Oi. Posso brincar com você? – Perguntei a garotinha. Ela me olhou meio em dúvida, mas logo me entregou uma das bonecas que estava segurando. Sorri contente.

Passei horas brincando com Emma que pareciam minutos. Definitivamente nosso primeiro contato foi ótimo o que me deixou bastante satisfeita por poder levá-la para casa.

...

Algumas horas depois

Tinha acabado de colocar a Emma pra dormir em um quarto que já tinha decorado e feito só para ela. Fiquei a olhando dormir. Parece um anjo de tão linda. Mas o engraçado é que ela de algum modo inexplicável, me lembra a Emily. Escutei batidas de leve na porta e olhei para trás vendo Byron com uma expressão séria. Caminhei até ele e franzi o cenho.

- Precisamos conversar. – Ele sussurrou baixo.

- Sobre o que? – Perguntei confusa.

- Sobre a Emma. – Respondeu e eu engoli em seco.

Encostei a porta e desci com Byron até a sala.

- É melhor você se sentar, Alison. – Ele disse sério.

- Byron, você está me deixando preocupada! – Exclamei.

- Enquanto você estava conversando com a Emma hoje cedo, eu fiquei conversando com a moça que trabalhava lá. Ela começou a me contar sobre a história de Emma e como ela veio parar aqui, e eu achei muito interessante.

- Que história? – Perguntei.

- A Emma é americana. Ela não nasceu aqui na Inglaterra. – Disse e eu ainda fiquei sem entender. – A moça me falou que quem deu a Emma para a adoção foi a bisavó dela. A mulher contou uma história louca de como a mãe da Emma e a vó viviam em pé de guerra por causa desse bebê. Deu que no fim, nenhuma das duas quiseram e deram para a bisavó de Emma cuidar. E já que ela era uma senhora de idade, não tinha condições de cuidar do bebê então deu para a adoção. – Byron me explicou e eu fiquei horrorizada com tamanha maldade da mãe e da vó.

- Que horror. – Falei.

- É... um tremendo horror. Fui pegar os documentos da Emma e vi a assinatura da bisavó dela, e isso me chamou muita atenção.

- Por que? – Questionei.

- Veja você mesma. – Me entregou um envelope meio degastado.

Abri e chequei o documento. Nesse momento perdi o ar e tenho certeza que fiquei pálida.

- Mas... isso é... Não é possível! – Falei alterada.

- É possível sim. – Ele disse.

Li o nome mais uma vez. Emma Fields. Nascida em Rhode Island, na cidade de Providence. Estados Unidos. A assinatura da bisavó Clary Fields. A avó de Emily. A avó tão amada por Emily. É tudo tão confuso. A Emily nunca me falou nada sobre isso.

- Eu só queria que você soubesse. Emma é filha do seu antigo amor, e eu não sei se você ainda está disposta a adotá-la sendo filha da Emily. – Byron falou tranquilo. – Eu gostei muito da garotinha, mas apoio qualquer decisão que você tomar.

- Felizmente, o vínculo do amor não depende da genética. Eu ainda vou ficar com ela. – Disse decidida. Vi um sorriso se formar nos lábios dele.

- Bom, precisamos mudar o nome dela então. O juizado de menores já emitiu uma nova certidão de nascimento para ela com o nosso sobrenome. Como você gostaria que fosse o primeiro nome dela? – Me perguntou.

Pensei um pouco e me lembrei da vez que Emily disse que se tivesse uma filha ou filho colocaria o nome deles começando pela letra E. Por mais que ela a tenha rejeitado, a filha continua sendo dela.

- Elissa. O nome dela vai ser Elissa. – Falei por fim.

- Bonito nome. – Byron gostou. – Elissa Montgomery.

Doce Elissa. Eu vou cuidar muito bem dela. Dar todo meu amor e carinho.

- Ali, eu contratei um detetive particular para investigar mais a fundo essa história. Sei que é invasivo, mas sei lá. Alguma coisa não bate. – Byron disse.

- Deixa isso pra lá, Byron. Está tudo resolvido. – Respondi calma.

- Certo. – Concordou. 


Notas Finais


Tão vivos ainda? É bom estarem pq muita coisa vai rolar ainda nessa fic. Personagens novos (uns ruins e outros bons) e muita, mas muita treta e comédia. Pq essa fic tbm tem comédia.

AAAAAH E HOJE TEM VIDEO SASHAY NO YOUTUBE!!!! TÔ PIRANDO AQUI LALALALALALA
BJÃO GENTE!


OBS: Sobre essa parada aí da Emily ter engravidado e tals. RELAXEM. Eu não expliquei isso antes na história pq eu queria surpreender vcs (pelo visto deu certo) É o seguinte, eu não uso drogas. Eu sei muito bem oq estou escrevendo e a historia que criei na minha cabeça. Então n se assustem com tudo isso. Tudo vai se explicar no seu devido tempo, blz? apenas curtam o momento.
bjs


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