História Apesar do tempo... - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Teen Wolf
Personagens Kira Yukimura, Lydia Martin, Malia Tate, Scott McCall, Stiles Stilinski
Tags Malia, Stalia, Stiles
Exibições 71
Palavras 1.288
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - É você mesmo.


Saio da reunião de briefing dizendo que preciso pegar minha arma no quanto, estou realmente desarmada, mas, além disso, eu preciso mesmo é de um minuto sozinha, um minuto para gritar e amaldiçoar o mundo. Eu sabia que haviam chances de reencontrar Stiles, claro.  Afinal de contas, Beacon Hills é uma cidade pequena. Mas parte de mim tinha esperanças de que ele nem estivesse aqui, além disso, eu não esperava que fosse me sentir desse jeito. Sigo apressada e entro no elevador, mas quando a porta está prestes a fechar uma mão a interrompe, olho para o homem na minha frente, seus familiares ombros estão agora mais largos, reconheço o modo como seus lábios se flexionam quando está nervoso. Stiles me olha e entra no elevador.

-É você mesmo! – Ele diz ainda atordoado. – Eu não acredito.

-Sou eu mesmo. – Respondo. -Não mudei tanto assim.

-Não. Você não mudou nada. – Ele afirma. - Você continua...er... -Sinto meu estomago gelar - Como você está?

-Bem. – Respondo tentando parecer indiferente. – Eu preciso pegar minha arma e seguir pra delegacia. – Digo.

-Acha que podemos conversar? – Stiles pergunta. Meu coração acelera novamente. Sinto-o na minha garganta.

-Alguma questão do caso?

-Não. – Ele diz claramente desapontando pelo meu comportamento. -Sinto muito, acho que eu só queria dizer oi, depois de todo esse tempo.. eu sinto que preciso falar com você.

-Eu não acho que tenhamos algo a dizer um para o outro. Aquela parte de mim ficou para atrás, eu não quero mais falar sobre nada que possa trazê-la de volta. Além disso, precisamos ir pra delegacia.

-Tudo bem. – Ele responde. – FBI? Isso é uma surpresa.

-Foi pra mim também, mas aparentemente depois de anos nessa cidade isso é tudo que eu sei fazer. Investigar pessoas. Esse é o meu andar. – Digo quando a porta do elevador se abre.

Stiles segura o botão e impede que o elevador se mova.

-Posso te dar uma carona? – Ele pergunta. – Para a delegacia. – Completa. Observo seus olhos, ele parece tentar me decifrar. Havia esquecido do quão bom ele pode ser nisso.

-Nós nos vemos lá, é melhor. – Respondo secamente. – Estou de carro. – Digo caminhando pelo corredor.

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Assisto enquanto ela se afasta e só depois aperto o botão do térreo. Assim que saio do elevador encontro meu pai me esperando no saguão do hotel.

-Stiles, aquela era Malia? – Ele pergunta sério.

-Sim. – Respondo. – Mas não quero falar sobre isso. – Afirmo caminhando em direção à saída.

-Nos vemos na delegacia? – O xerife pergunta.

-Claro. Eu só preciso fazer uma pequena parada antes.

-Scott? – Questiona erguendo as sobrancelhas.

-Quem mais? – Respondo entrando no carro.

Sigo para o endereço da clínica de veterinária que pertencia a Deacon e que agora era de Scott. Assim que entro sou cumprimentado pela recepcionista, me esforço para lembrar seu nome, mas não consigo. Sei bem o porquê, mas evito pensar nisso. A moça me guia até Scott que sorri quando me vê.

-Bom, parece que depois de quase um ano sem me ver você realmente não vai mais me deixar em paz, não é mesmo? – Ele afirma enquanto enfaixa a pata de um gigante cachorro da raça pastor alemão.

-Ele está sedado? – Pergunto.

-Mais paralisado do que quando experimentamos um pouco de veneno do Kanima.

-“Experimentamos”, é um ótimo jeito de colocar. – Digo sorrindo. - Não quero te atrapalhar e preciso correr pra delegacia, mas preciso da sua ajuda..

-Já disse que não vou me envolver nessa investigação. – Scott afirma me interrompendo.

-Não é isso. – Retruco. – Sabe aquele grupo do FBI que comentei? – Scott acena positivamente continuando seu trabalho. – Pois bem, eu cheguei pra reunião de briefing e ela estava lá, sentando, me olhando com aqueles mesmos olhos confusos com os quais ela costumava me olhar.

-Ela quem? – Scott para pra me encarar. -Não me diga que está falando da Malia?

-Sim. Malia! – Digo passando a mão na cabeça.

-Onde ela esteve esse tempo todo? Vocês conversaram?

-Não. Eu tentei conversar, mas não acho que ela esteja interessada em falar comigo. Não a culpo, quer dizer, eu não a apoiei, eu deixei que ela passasse por tudo aquilo sozinha, eu coloquei todo mundo como prioridade, menos ela.

-E isso ainda importa? Você precisa mesmo limpar sua consciência ou quer ela de volta?

-Eu preciso conversar com ela Scott. Você sabe o quanto eu amava Malia, você presenciou o tanto quando sofri quando ela sumiu. Eu só preciso conversar com ela. – Desabafo.

-Tudo bem. Eu não estou julgando. Só acho que alguém precisa te lembrar de que você tem uma namorada na Flórida.

Eu tenho uma namorada, é acho que alguém precisava mesmo me lembrar disso. Meu telefone toca.

-É da delegacia, preciso ir. – Digo. -Obrigado por me ouvir.

-Sem problemas. – Scott responde.

Entro apressado na delegacia e todos parecem estar apenas me esperando, meus olhos vão direto pra Malia.

-Que bom que resolveu se juntar a nós professor. – O agente Hass diz em tom sarcástico. Ignoro. Observo enquanto a equipe do FBI ocupa as mesas dos oficias locais e lê atentamente às pastas do caso.

-Algum problema? – Pergunto me dirigindo ao Agente Booth.

-Não exatamente, mas temos algumas dúvidas. Seus relatórios possuem muitas informações sobre o modo de operação desse serial killer, mas realmente não explica quais evidências suportam essas informações.

-Bem... – Digo tentando escolher cuidadosamente as palavras. – É isso que eu faço, é essa a minha “mais valia”. – Ele me olha intrigado, na verdade, todos eles, inclusive Malia.

-Explique isso melhor. – O agente diz.

-Bem, eu posso, com base nos ferimentos, posição do corpo, elementos da cena, estabelecer cenários possíveis para o crime, eles não são 100% eficazes.

-Mas estão bem perto disso. – Parish afirma. O agente olha pra ele por alguns segundos e depois volta a me encarar.

-Eles ajudam a tentar entender quais os próximos passos. Me ajuda a pensar como o assassino. - Completo.

-Então, qual o próximo passo? – Agente Booth pergunta

-Ele deve estar se preparando para pegar uma nova vítima. Os intervalos têm sido sempre de seis dias, uma semana. Não identificamos um critério especifico nas vítimas além da idade e gênero, então isso não ajuda muito a prever.

-Xerife, vamos colocar seus homens na rua. Intensificar a patrulha. Algum suspeito?

-Bem, ainda não. – Meu pai responde. – Ninguém na vida dessas mulheres pode indicar algum estranho, qualquer pessoa que tenha surgido recentemente. É uma cidade consideravelmente pequena.

-Algum perfil professor? -  O agente me pergunta.

-Homem, mais de vinte cinco anos, pelos ferimentos nos corpos, ele precisar ter mais de sessenta quilos. Mas é pura especulação, eu estive em duas cenas de crime, não sei qual era o cenário nas seis primeiras, ainda estava na Flórida.

De repente o telefone de Malia toca, ela se desculpa e sai para atender. Permanecemos discutindo sobre as vítimas e os achados das cenas de crime.

-Há algo interessante no relatório do legista. – Malik diz. Ela se aproxima e mostra o arquivo ao chefe. – Aqui, todas essas vítimas tiveram uma significativa perda de sangue sem nenhum ferimento.  

-Como é possível? – Ele pergunta.

-Acredito que o assassino esteja retirando o sangue das vítimas. – Respondo.

-Porque alguém faria isso. – Hass questiona.

-Algum tipo de ritual. Fascínio por sangue. É difícil dizer. – Explico.

Malia volta para a sala e eu não consigo evitar meu olhar. É como se a minha mente não conseguisse processar a ideia de que ela está mesmo ali.

-Bom. Então vamos rever todas as testemunhas como combinado. Aumentar a patrulha e esperar. Se acharmos algo, partimos daí. – Ele diz finalizando.

Malia e Hass saem para falar novamente com as famílias das vítimas, enquanto eu volto a analisar os arquivos dos primeiros casos. Depois de um tempo recebo uma mensagem de Scott “Jantar aqui em casa, 7h, não se atrase, é importante.”



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