História Aphrodite - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 1.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Drogas, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - 1


A chuva escorre pela janela, é possível ouvir vozes no andar de baixo e talvez, até gritos. As luzes piscam, Diana continua deitada entrelaçada em suas cobertas olhando para o teto, mas preciso para sua lâmpada até que tudo para. As luzes se apagam, as vozes param , mas a chuva,  continua caindo. Sua mente por um segundo se estabiliza e o silêncio toma conta de todo o ambiente, exceto a chuva que trás a paz precisa para que surja no vácuo uma amnésia antes de se levantar e encarar as pedras que te esperam em baixo.

- Vocês não conseguem ficar um minuto sem brigar?
- Seu pai não consegue concordar que nós temos que procurar um tratamen..
- ELA NÃO É LOUCA AMELIE – Seus punhos intercalaram contra a banqueta de mármore e os olhos de Amelie que já estavam marejados se estabilizaram formando um grande “O”.
- Eu não consigo entender.. o que está acontecendo?

Ambos concordavam que a garota tinha uma reciprocidade com um espírito que a levava a ficar dias sem ter a mínima vontade de viver, sua vida se tornava um inferno e os adultos que eram responsáveis pela mesma não sabia lidar com a própria situação, era uma consequência de um ato remetido no passado no qual Diana teria sofrido um possível “traumatismo craniano”, por ter se aprofundado demais em pessoas tão rasas e só percebera isso quando lentamente os romances da vida iriam se afastando de sua personalidade, era difícil entender o propósito disso tudo já que era uma menina tão dócil e a distinção de sua desonra era difícil de se encontrar.

- Steven eu não direi outra vez, ela irá e a decisão está tomada. Você só participou da vida de sua filha nos momentos difíceis dela então PERMANEÇA CALADO! – Finalizou em um grito, seus saltos faziam um imenso barulho já que de raiva pisava forte contra o assoalho.

As palavras de Amelie matutavam a mente de Diana, era difícil de imaginar que a conturbação entre seus familiares estava voltando e que toda a sua rotina infernal no qual nomeava martírio fraternal  iria permanecer ali consigo todas as vezes quando o ciclo do espírito se repetisse. Com a luz do sol em sua face suas mãos se esfregam se encontrando rumo a sua sobrancelha e ali vê que tudo não se passou de um mísero devaneio, um barulho ensurdecedor ecoa pelo quarto todo, era seu celular, Christian ligava para Diana todos os dias pela manhã só para se prevenir de que estava tudo bem, pois seu último surto com o espírito teria sido a dois meses atrás.

- Andou sonhando aquilo denovo?
- Parece que estou ouvindo minha mãe bater os pés no chão. – Gargalhou.
- Você precisa de ajuda ainda, sabe, não é?
- Já tomei as providências em relação a isso, quando eu chegar eu te ligo.

Era incrível como um pedaço de metal refletia seu rosto marcado pelas suas olheiras a sua beleza natural inundava qualquer um que passasse, tanto por fora quanto por dentro, não era preciso tanta maquiagem ou o famoso reboco para que ficasse admirável, mas sua consciência não dizia isso pelo contrário, dizia “Vamos, passe logo essa massa corrida, esconda essas olheiras, espinhas, fique bonita para que todos tenham uma boa impressão de você.” Pronto, lá estava ela sentada no consultório após meia hora de arrumação.

- Senhorita Diana? O doutor irá atende-la, entre por favor! – Ela deu o espaço preciso para que a mesma passasse.

A sala era escura, era estranho, na visão da personagem, a cadeira estava virada para as janelas que tinham uma visão graciosa da cidade, estava tudo tão silenciado como em seu quarto que o único barulho que se ouvia era o do aquário, era repleto de peixes, três cascudos para manter o equilíbrio de lodo e outros peixes que desconhecia.

- Eu não sei porque estou aqui.
- Porque você precisa de ajuda, todos dizem isso.
- Vocês me tratam como se eu fosse uma doente mental.
- Você tem problemas emocionais Diana, isso é válido.
- Eu mal vivo, eu fico trancada em casa quando não tenho que vir aqui.
- Isso é culpa dos seus surtos – Pingou o cigarro no cinzeiro enquanto virava sua cadeira majestosa perante a face de Diana. – Está bonita, muito bonita. – Sorriu.
- Obrigada, podemos começar logo?
- Pra que tanta pressa?
- Eu tenho que ligar pro Christian.
- Já disse pra ficar longe desse cara – Esfregou seus dedos em sua testa.
- Eu gosto dele Justin, o que esperava de mim?
- Que você ficasse do meu lado Diana, eu que te ofereço assistência, ele não!
- A única coisa que você faz por mim Justin é financiar meus remédios por um preço mais baixo.
- Eu gosto de você Diana, já disse.
- Não posso dizer o mesmo – Fixou seus glóbulos na taça de vinho que estava em sua frente. – Aliás bela sala, depois de um mês sem vir aqui parece que você assaltou um banco pra decorar tudo isso.
- Você é engraçada. – Riu.

Foram interrompidos pela porta sendo aberta, era a secretária que aparentava ter quarenta anos, a mesma que recebeu na recepção. Ela dizia que Justin teria uma reunião naquele momento e que era preciso ir pois seria importante, o ódio era visível no rosto de Justin, ele não gostava de ser interrompido quando estava com a garota que se importava, ele apenas queria estar ali, como Diana, que gostava de se desligar quando a chuva caia pelas janelas.

- Podemos tomar um café amanhã?
- Droga, eu odeio quando temos que nos ver denovo.
- Vá ao bistrô perto de sua casa amanhã, a gente conversa lá. – Selou seus lábios contra a testa de Diana e saiu.

A noite passou, o ciclo se repetiu, Christian liga para Diana ela diz que irá contar tudo quando chegasse e pronto. Era um dia especial, seria sua última consulta com o psiquiatra e ela estaria livre, pra tudo. O devaneio que era devaneio já não era mais devaneio, era realidade. Tudo aquilo que Diana havia posteriormente sonhado era a repetição de um trauma que havia tido. Ao chegar, sentou em uma cadeira precisamente confortável  parecia que alguém a observava, Justin já estava de prontidão ali apenas esperando para ver se ela iria comparecer mesmo ou não.

- Chegou cedo, que incrível.
- Eu quero acabar com isso logo.
- Como está a relação com seus pais?
- Eles estão me mantendo, acham ainda que eu tenho que me internar em um hospital psiquiátrico..
- Eu não farei isso, ao menos que me force.
- Do tipo, não se relacione com ninguém além de mim se não será internada?
- Sim.
- Você me dá medo as vezes Justin.
- Eu gosto tanto de você que sou capaz de morrer por você. – Soltou em um tom sério.
- Eu não consigo entender o que você vê em uma garota depressiva doente mental como os pais dizem.
- Você não é doente mental Diana, você surta as vezes.
- Você disse que eu preciso de ajuda.
- Da minha ajuda.
- Isso é culpa sua. – Virou sua cabeça para o lado já com os olhos marejados.
- Seus pais que fizeram isso com você eu não.
- Você é doentio.
- Não sou.
- Você só quer saber do dinheiro deles, tomar chá gelado e olhar pra bunda da minha mãe.
- Eu nunca olhei pra bunda da sua mãe.
- Então vai me dizer que ela te agarrou na cozinha? Se meu pai fica sabendo disso, Steven te mata.
- Foi um erro, na época eu e você não tínhamos afeto.
- E agora temos? Vejo só uma relação doentia.
- Diana, preste atenção.
 


Notas Finais


Comentem o que acharam, a opinião de vocês é importante para mim. A imagem da fanfic está sendo providenciada.


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