História Apology - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Drama, Gay, Larry, Lilo, Lirry, Narry, Niam, Nouis, Sexo, Zarry, Ziall, Ziam, Zouis
Exibições 25
Palavras 1.968
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEEEEIIIIII

Capítulo 2 - Moments


Fanfic / Fanfiction Apology - Capítulo 2 - Moments

Abro os olhos lentamente, sentindo-me cego por alguns segundos, graças a luz forte. Estava em meu quarto, e Gemma se encontrava sentada ao meu lado. Olhos com profundas olheiras e o rosto um tanto inchado. Ela tinha chorado. Resolvi deixá-la dormindo, já que não queria a acordar e muito menos discutir. Mesmo que Gemma tenha tentado me ajudar com Desmond, ela ainda sentia uma certa raiva de mim. E com razão.

Me levantei, percebendo que ela tinha cuidado de mim. Dei um pequeno sorriso, e com certa dificuldade caminhei até o banheiro, vendo a figura horrível que estou pelo espelho. Não queria continuar nessa vida. Sei que posso denunciar meu pai, posso sair disso, tirar Gemma disso, mas, acontece que minha última conversa com os policiais não foi lá essas coisas. Com Zayn matando, roubando e vandalizando cada  vez mais, fica difícil se manter escondido da polícia, sem contar que ele quase nunca participa dos crimes, apenas nos diz o que fazer e então fazemos. Lembro-me de quando tentei enfrentá-lo e dizer que cansei de tudo, não queria mais. Zayn riu da minha cara e começou a me bater. Eu revidei, claro, mas no fim ambos perdemos, e o moreno passou a deixar todo o lado mais pesado e perigoso dos cromos comigo.

Jogo uma água no rosto, pegando o frasco com calmantes dentro do armário do banheiro. De uns dias pra cá, isso tem me causado muitas tonturas, mas só desse modo que consigo não me sentir tão ansioso, nervoso ou algo do tipo. Me despi, entrando no box e deixando a água quente descer por meu corpo aos poucos. Não demorei muito, e logo já estava me trocando. Gemma havia saído do quarto, suponho que esteja em seu quarto ou na sala, contando que hoje ela não trabalha. Meu celular começou a tocar, o que me assustou um pouco. Peguei-o, vendo o nome de Liam na tela. Suspiro, aliviado por não ser Zayn, e o atendo.

—Hey, Harold! — ele parecia animado.

—Hey, Liam.

—Escuta, tem alguma coisa importante pra fazer hoje?

—Hm.. — pensei — Não, por que?

—Uma nova pub abriu hoje, e eu tava pensando em irmos juntos. Faz um tempo que não saímos, cara. E ai, o que acha?

—É, acho que podemos ir. Meus planos seriam apenas dormir, se eu conseguisse. — ele riu, e eu ri junto, mas forçado.

—Tá legal, a gente se encontra em frente aquela cafeteria do centro umas oito horas. A pub fica lá por perto.

—Okay então. — ouvi o barulho de porta batendo e vidro quebrando — Cara, preciso desligar agora. Meu pai acabou de chegar. — Liam sabia o que eu passava com Desmond, e muitas vezes me aconselhou a denunciá-lo, ir embora, e até mesmo se ofereceu para dar um jeito nele. Recusei tudo isso. Não posso falar com a polícia, não tenho para onde ir, e não quero que Liam se machuque por minha causa. Ele é meu melhor amigo desde que me conheço por gente, sempre esteve comigo, e foi quem mais me ajudou quando minha mãe morreu. Mas ele não sabe sobre Zayn, o que me deixa mal em ter que esconder isso dele.

—Tudo bem, mas qualquer coisa me ligue. — sorri pelo seu jeito protetor.

—Pode deixar. Até mais tarde. — e então desliguei.

Sai do quarto, descendo as escadas com calma. Meu corpo ainda estava dolorido, teria que dar um jeito nisso e em meu rosto antes de sair com o Payno. Desmond, pra variar, já tinha uma garrafa de vodca em mãos. O chão da sala continha alguns cacos de vidro, o que deduzi ser de alguma outra bebida dele. Ao perceber minha presença, encarou-me por alguns segundos. Riu, e voltou a prestar atenção em um programa idiota que passava na TV. Neguei com a cabeça, indo em direção a porta.

—Aonde vai? — perguntou ele, rude.

—Sair. — falei, sem me virar para ele. Não queria olhá-lo.

—Se sumir de novo, eu te mato de vez. — ameaçou. Dei de ombros.

—Faça como quiser. — e então sai.

Ele sempre dizia que iria me matar, mas nunca o fazia, então deixei de ter medo disto, mesmo que Gemma sempre acredite em suas palavras. Não quis pegar o carro, preferi ficar a pé. Não iria para um lugar tão longe. As pessoas me encaravam onde quer que eu passasse. Era bem conhecido aqui no meu bairro, mas não por coisas boas. Só que ninguém tinha coragem de me denunciar, ou denunciar até mesmo a quadrilha. Eles sabiam do que éramos capazes.

Avistei uma loja de discos um pouco a frente. Mamãe e eu sempre gostamos de ir lá. Mamãe não era do tipo que só escutava músicas antigas, mas era o que ela sempre preferiu, por dizer lembrar de sua adolescência e de como Desmond era com ela. Eles não foram desde sempre um casal com problemas. Quando eu era mais novo, tinha o prazer e chamar Desmond de meu herói, ele se orgulhava das coisas que eu fazia, brincava comigo, dizia me amar, éramos a família perfeita. Mas não durou muito.

Aos meus quinze anos, contei para meus pais que era gay, falei até mesmo do meu namorado. O quanto nos amávamos e como ele estava ansioso para conhecê-los. Minha mãe apenas sorriu, e disse que eu poderia levá-lo em casa quando quisesse. Ela me aceitou, e contar a eles minha sexualidade, não mudou em nada. Papai também foi assim, nas primeiras semanas. Mas então seus amigos e colegas de trabalho começaram a me zoar, e a humilhar meu pai dizendo que ele não sabia criar filhos. Ele parou de falar comigo, foi como se eu não existisse para ele. Mamãe me dizia para ter paciência que isso acabaria, mas não acabou.

Desmond resolveu que iríamos nos mudar de cidade, e com isso eu me afastei do garoto que tanto amava. O colégio em que ele matriculou eu e Gemma era um pesadelo. Ninguém me aceitava, e como eu estudava na parte da manhã e Gemma à tarde, ela não sabia o que eu passava. E eu não tinha coragem de contar. Agradava minha mãe com um sorriso no rosto todos os dias, quando na verdade queria chorar e gritar o quanto aquilo estava me matando e o que faziam comigo. Porém eu não fiz nada disso.

Entrei em depressão meses depois, com Liam em outra cidade e eu sofrendo bullying, era difícil continuar com o maldito sorriso. Gemma descobriu o que faziam comigo, desde ser xingado e zoado, até a parte em que era espancado no fim das aulas, e então contou à minha mãe. Ela achou melhor voltarmos para Holmes Chapel. Eu reencontrei Liam, desabei, o dizendo tudo que passei. Além de Anne e Gemma, ele foi o único que me aceitou. As pessoas da minha escola não eram mais as mesmas comigo depois que resolvi me expor para o colégio também, como mamãe tinha me sugerido. Tudo passou a ser como na outra cidade, e mesmo com Liam tentando me ajudar, isso não adiantava de nada. As coisas pioraram no momento que meu pai cansou de apenas me ignorar, e resolveu me bater. Como se não bastasse, ele começou a passar dias fora de casa, voltando bêbado e violento comigo e minha mãe. Gemma quase nunca estava em casa, por na época ter um bico numa lanchonete, e ao menos ela não passava por tanta coisa. Mesmo que ela fosse a mais velha, sempre fui um tanto protetor.

Aos dezessete anos, entrei para o mundo das drogas. Sempre que saía com Liam, me drogava e ficava extremamente bêbado. Eu não conseguia parar de maneira alguma. Isso me irritava às vezes, entretanto era a única maneira que conseguia me sentir bem. Um tempo depois, conheci Zayn. Ele me fez ser o que sou hoje, e mesmo que não pareça, foi ele quem me impediu de matar meu pai após o falecimento de minha mãe.

Entrei na loja, vendo que tudo continuava da mesma maneira de anos atrás. A última vez que vim aqui, foi para comprar um presente de dia das mães. Uma moça estava arrumando uns discos, ela não parecia ser tão velha. Era baixa, mais baixa do que eu. Usava uma calça preta, camisa de manga curta azul, simples, e sapatilhas. Seu cabelo era castanho escuro, e os olhos em um azul do mesmo tom de sua blusa. Ao me ver, um enorme sorriso se apoderou de seu rosto.

—Harry! — ela veio em minha direção, me acolhendo em um abraço apertado.

—Olá, Jay! — me senti um tanto mais alegre ao ver a mulher que, um dia, já havia sido minha babá, além de uma grande amiga.

—Oh Deus, você cresceu tanto! — ela acariciou meu rosto, com um certo brilho nos olhos — O que são esses machucados? Ah Harold, não me diga que se meteu em uma briga? — ela me encarou de modo repreendedor.

—Mais ou menos, mas eu estou bem. — sorri reconfortante para ela, que deu um pequeno suspiro — As coisas aqui não mudaram nadinha...

—Sim, eu gosto de manter esse modo, essa decoração. Sempre me lembra de momentos incríveis! Que saudade da época que você entrava aqui junto com Anne, e fuçava nos discos querendo levar todos. — ela riu, mas com uma certa tristeza, a qual também me tomou. — Me aperta o coração ter de fechar este lugar.

Arregalei os olhos.

—Fechar? Como assim? — eu fiquei confuso, e surpreso.

—Bom, vamos tomar um café, e eu te explico melhor.

Acompanhei ela até atrás do balcão, onde havia uma porta que dava para uma pequena sala. Me sentei no médio sofá, enquanto ela pegava duas xícaras com café. Não sou muito fã disso, mas achei bom tomar, quem sabe poderia enganar a fome que eu sentia. Jay se sentou ao meu lado, a boca puxada em um forçado sorriso. Ela parecia cansada, é evidente.

—Então, por que terá que fechar a loja? — perguntei. Ela levou a xícara a boca, tomando um gole e em seguida me encarou.

—Não tenho como continuar com isso. São contas e mais contas à pagar, e quase mais ninguém compra discos hoje em dia. As pessoas não querem saber de música velha, elas preferem músicas sem sentido que só falam de sexo. — fez um som negativo com a boca.

—Mas, e se você tentar vender a loja para alguém? — sugeri.

—Não dá, ninguém quer comprar este lugar velho, e os que querem é apenas para construir uma lanchonete aqui. Sabem que nenhum destes discos dariam um lucro.

Fiquei pensativo. Eu amo esse lugar, não quero que termine assim. Eu cresci vindo aqui, tive ótimos momentos aqui, não posso deixar que tudo isso acabe de uma hora para a outra.

—E se... Você vendesse outras coisas? Ou então mais coisas! Tem que tem algum jeito de não precisar fechar a loja. — sorri, mas ela continuou sentida.

—Vender o que? Tenho este lugar à anos, tomei posse depois da morte de minha mãe, eu passei meus quarenta e quatro anos aqui, Hazz.

—Eu posso te ajudar! Posso comprar os discos, até você conseguir certa quantia que dê para pagar algumas contas. Depois disso, podemos divulgar os discos na internet, e a loja também! — finalmente ela pareceu gostar da ideia.

—Não entendo muito de internet, mas acho que pode dar certo! — sorriu largo, e em seguida a porta foi aberta. Meu corpo travou ao reconhecer a pessoa.

—Mamãe? O que ele faz aqui?

Louis.

—Espera... Mãe? — olhei confuso para Jay, que riu de leve. Louis estava surpreso, assim como eu.

—Louis é meu filho, você não chegou a conhecê-lo, ele é adotado.

Nesse momento, só faltou meu queixo encostar no chão.


Notas Finais


Estou pensando em postar um cap a cada dois dias, o que acham?


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