História Após a morte - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Chouji Akimichi, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Inojin Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Izuna Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kizashi Haruno, Konan, Kushina Uzumaki, Madara Uchiha, Matsuri, Mebuki Haruno, Mei, Mikoto Uchiha, Mito Uzumaki, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Rock Lee, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi, Tobirama Senju, Tsunade Senju
Tags Assassinado, Hentai, Indrasaku, Naruhina, Reencarnação, Romance, Sasusaku, Sexo, Shoujo
Exibições 71
Palavras 3.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OLÁ MINNA!
ESSA É MINHA TERCEIRA FANFIC EEEEEEEEEEEE
Tá, eu não tenho muito o que falar, mas espero que gostem da história e desse primeiro cap.
Kissus

Capítulo 1 - Ódio de geração


Fanfic / Fanfiction Após a morte - Capítulo 1 - Ódio de geração


Japão. Konohagakure, século XVI.

 

 

– Avante! — Exclamou o Uchiha para seu cavalo negro que galopava pelo campo esverdeado com fúria, enquanto seus longos cabelos castanhos voavam com o vento.

– Desista, caro Indra. Nós dois sabemos que meu glorioso Kurama trota melhor que seu Shiro. — O Uzumaki sorriu, enquanto seus cabelos também castanhos voavam.

– Eu não irei perder para um energúmeno cujo seu cavalo tem nome feminino. — Indra sorriu, maldosamente enquanto guiava Shiro.

– Kurama não é nome feminino. — Ashura disse, irritado.

– Admita, Ashura. Nós dois sabemos que fora confundido ao olhar para seu animal, o que o fez registra-lo com nome de seu sexo oposto. — Indra gargalhou. — És um baka mesmo.

– E você? Shiro não és um nome que exala masculinidade.

– Shiro és um nome que exala poder. Algo que seu reino desconhece, dobe.

– Cale a boca, teme. — Ashura revirou os olhos e, então, os amigos riram.

Ashura e Indra se conheciam desde crianças e haviam sido criados juntos como irmãos, o que os fez criar um grande laço de afeto que era trazido por suas famílias. Uzumaki e Uchiha eram aliados a séculos e, obviamente, isso seria passado para os herdeiros de seus reinos.

– Ei, veja, Indra. — Ashura apontou.

– Não pensa que me enganarás, Ashura. Ambos sabemos que isto é uma distração. — O Uchiha disse, concentrado.

– Não, Indra, baka. — O Uzumaki parou seu cavalo, o que fez com que Indra o imitasse. — Veja, há um cavalo perdido por nossas terras.

– Realmente? Achas que possa ser de nossos celeiros? — Indra colocou a mão por cima de sua testa, cobrindo seus olhos do sol.

– Talvez. Acho que devemos averiguar, hm? — Ashura perguntou e Indra assentiu e ambos galoparam até o cavalo.

Ambos desceram de seus cavalos ao se aproximarem. Olharam para o animal de pelos brancos bem alinhados.

– É uma fêmea. — Ashura afirmou.

Indra se aproximou do animal. Pois a mão sobre ele, acariciando seus pelos, sorrindo. Mas, ao contrário do que o Uchiha esperava, o animal se assustou, recuando alguns passos. O sorriso de Indra murchou.

"Não é de nossas terras."

– Vejo que encontraram minha querida Bara-chan. — Ouviram uma voz feminina que ambos já conheciam.

Ashura sacou seu arco e flecha e Indra sua espada, mirando na garota de cabelos longos cor-de-rosa que iam até seus joelhos.

– Você... — Ashura disse, surpreso.

– Vocês estão realmente sempre atentos, rapazes. — Sakuya caminhou até Bara, colocando uma flor de cerejeira no pelo do animal.

– Haruno Sakuya... — Indra rosnou.

– Uchiha Indra. — Sakuya o olhou se cima a baixo, com uma cara de desprezo. — É sempre um desprazer vê-lo.

– O que está fazendo aqui, Princesa Sakuya? — Ashura perguntou calmamente, abaixando seu arco e flecha. Pessoalmente, não tinha nada contra Sakuya ou seu reino. Na verdade, bem o contrário.

– Havia me esquecido do quão agradável era sua presença, caro Príncipe Ashura. — Sakuya se curvou levemente, o reverenciando com um sorriso nos lábios. — Estava de passagem pelos arredores do meu reino quando Bara-chan fugiu e trotou até as terras do reino desta pessoa. — Sakuya olhou para Indra que parecia queima-la com seus olhos. — Creio que as cerejeiras tenham a atraído.

– Insolente. Como ousa falar tão intimamente conosco e ainda invadir minhas terras? — Indra iria para cima, mas Ashura o segurou.

– Não há necessidade de um combate. Sua mãe não iria se agradar. — Ashura interviu, calmamente. — Pelo amor dos deuses, Indra.

– Os deuses se agradariam de ver o sangue desta mulher jorrado pelo chão. — O Uchiha rosnou, apertando sua espada.

– Estás muito estressado, Príncipe Indra. Seria isto falta de uma boa mulher em seus aposentos? — A garota sorriu, sentindo aroma de algumas flores de cerejeira em uma árvore. — Se não me engano, tua noiva fugira de você para se casar com um camponês. Que tipo de defeitos você, um homem belo e de tão admirável porte físico, apresentaria para que tua futura rainha o trocasse por um simples camponês? Talvez não a satisfez por completo em todos os aspectos, Príncipe Indra.

– Eu vou mata-la! — Indra partiu pra cima da jovem, que não mexeu um músculo sequer. Ashura o agarrou, impedindo de completar o ato. — Não ouse abrir teus lábios sobre Yumiko! Não tens ideia do que há ocorrido!

– Oh, isso o afeta ainda, caro príncipe. Não se preocupe, conheço sua fama de mulherengo. Já ouvi de muitos relatos sobre suas habilidades. — Sakuya riu, debochadamente. — Mas creio que não seja minha brincadeirinha que tenha o afetado, estou certa? Yumiko-san... A ex-princesa do reino Uzumaki. Sua irmã mais velha, estou correta, príncipe Ashura? Antes de você, sua irmã primogênita assumiria o trono de Uzumaki, não?

– Está correta. — Ashura confirmou, ainda segurando o amigo.

– Sua... — Indra falou, entredentes.

– Já sentiu o aroma das flores de suas terras, príncipe Indra? Nunca pensei que em teu reino haveria tantas flores de cerejeira. Que eu saiba, seu reino é o reino do fogo, onde há mais plantações e árvores, já meu reino, é o reino do Ar, onde há diversas flores e, as principais, são as cerejeiras. — Sakuya se aproximou de Indra, colocando uma flor cor-de-rosa que estava em sua mão na orelha do Uchiha abrindo um sorriso doce. — É interessante saber que seu reino também se interessa por cerejeiras.

A Haruno se afastou dos rapazes e se aproximou de sua égua, subindo em cima dela. Amarrou seus cabelos em um coque e encarou os príncipes.

– Até mais, príncipe Ashura. Espero encontra-lo novamente. E quanto a você, príncipe Indra, espero encontra-lo em um campo de batalha. — Sakuya sorriu e deu partida, galopando para longe.

××

– Não está animado, Indra? Amanhã é o baile. Não está ansioso para encontrar a mulher que será sua rainha? — Miko disse, massageando a roupa que Indra usava com as mãos enquanto Indra terminava de vestir sua camisa social e pentear os longos cabelos castanhos.

– Sabes que não me interessa mulher alguma como noiva. — Indra disse, rudemente.

– Haverá de parar de se deitar com qualquer uma pelo reino, meu filho. Em breve serás o rei e não poderá manter está conduta. O que as pessoas irão pensar? — Miko repreendeu.

– Pouco me importa o que irão pensar, minha mãe! Não irei de me casar e pronto. — O Uchiha exclamou. — E você e meu pai irão ter de aceitar.

– Bom... faça o que quiser. — A rainha suspirou, dando-se por vencida.

– Está manhã encontrei uma Haruno nas nossas terras. — Indra disse, emburrado com a lembrança.

– Oh, sério? — Disse, chocada. — Não contou para o seu pai, contou?

– Não, mas pretendo. Talvez meu pai coloque esses... estranhos de cabelo cor-de-rosa em seu devido lugar.

– Não faça isso, meu filho. Não quero que uma guerra aconteça. Sabes os problemas que temos com os Haruno. — Miko suplicou.

– Hm. Por que poupa-los? — Indra perguntou.

– Uma guerra entre os Haruno e os Uchiha poderia gerar um grande conflito. Temos um acordo que Uchihas não entram nas terras de Harunos e vice-versa. Se esse acordo for quebrado, não sei o que pode acontecer. — Miko explicou. — Então, te peço, meu filho, não conte ao seu pai.

– Está certa. Não irei contar. — Suspirou o Uchiha. — Vou dar uma volta.

– Está tarde, Indra. — Miko alertou, preocupada.

– Não se preocupe. Eu já tenho 18 anos e, como sabe, sou um grande guerreiro. — Indra pegou sua espada, sorrindo de canto. — Não há de se preocupar, minha mãe. Estarei bem. Não espere-me.

– Hm. Creio que vás a se encontrar com mulheres fora do reino de fogo, estou certa? — Sua mãe perguntou, aparentemente irritada. — Sabes que não poderás faltar a este baile amanhã, não sabes?

– Não precisa me lembra, minha mãe. Mesmo que me esquecesse, meu pai não me perdoaria por faltar a este baile idiota. — Indra subiu na janela, se agarrando a escada que levava para o jardim. — Não conte para meu pai que saí. Este irá querer arrancar minha cabeça ou tirar minha liberdade. E ainda terei que ouvir uma hora de discurso sobre "como é importante o futuro rei manter sua imagem".

– Está bem, meu filho. Não contarei a Mizaki sobre isso, de novo. — Miko disse, suspirando.

– Não me espere. — Avisou, descendo as escadas.

Foi até seu celeiro, abrindo um sorriso de canto quando viu seus cavalos de maioria negros. Acariciou o pelo de cada um enquanto caminhava pelo celeiro. Avistou Shiro e seu sorriso alargou.

– Pronto para mais uma noite de aventura, velho parceiro? — Perguntou. — Claro que está. Você é meu bom garoto.

Retirou seu cavalo do celeiro e subiu nele, o guiando para longe das terras de fogo.

"Por que ele não fica com as mulheres das terras de fogo?", você deve estar se perguntando. É bem simples. Depois que seu pai descobriu de suas "saídas noturnas", ordenou que guardas cortassem a cabeça de qualquer mulher que ousasse se deitar com Indra, o que causou um grande terror nas prostitutas, proibindo sua entrada em qualquer prostíbulo. Algo que foi bem irritante.

"Eu não nasci para me casar. Se meu pai não teve juventude e diversões, é problema unicamente dele." Pensou o príncipe. "Isso deve explicar o porque dele estar sempre de mau-humor. Se deitar com a mesma mulher por mais de 20 anos deve ser bem entediante."

Riu com o pensamento, guiando Shiro que cavalgava lindamente. Seus cabelos presos por um prendedor de cabelo voavam com o vento, deixando seu rosto deslumbrante e seus olhos negros iluminados pela luz da lua. Indra sempre fora um homem lindo. Dono de uma beleza de ser invejada pelos deuses. Buda deve chorar de inveja cada vez que olha para si. Mulher alguma jamais resistiu a seus encantos, além de, claro, a noiva de seu melhor amigo, Ashura. Uma doce garota de olhos perolados. Uma raridade no reino Hyuuga. Normalmente os Hyuugas nasciam de olhos azuis, mas por um erro genético, a primogênita do reino Hyuuga nasceu com os olhos de cor branca.

Indra não simpatiza com o reino Hyuuga, pois é um reino de Ar. E esse reino é aliado do reino Haruno.

O mesmo erro genético aconteceu com o Reino de Ar mais conhecido, o reino Haruno. Só que ao invés de seus olhos nascerem brancos, seus cabelos nasciam naturalmente rosa. Isso aconteceu a 200 anos atrás, o que mudou toda a linhagem Haruno, deixando todos de cabelos cor-de-rosa.

"Tsc. Eu odeio rosa."

Resolveu esquecer daquele reino amaldiçoado e voltou a olhar para seu caminho, parando apenas quando chegou a fronteira que divide as terras. Na direita, as terras de ar, complementadas pelo reino Haruno, Hyuuga, Akimichi, Senju e outros reinos menores. Mas o reino dominador das terras de ar era o reino Haruno, que, por acaso, eram inimigos a séculos dos Uchihas.

Na esquerda, as terras de fogo, complementadas pelo reino Uchiha, Uzumaki, Namikaze, Yamanaka e etc. Reino dominador: Uchiha.

Ao lado das terras de fogo, a terra do relâmpago. Com os reinos Hatake, Nara, Otsutsuki e etc. Reino dominador: Nara.

Ao lado das terras de ar, as terras de Terra. Com os reinos Sabaku, Inuzuka, Aburame, Kaguya e etc. Reino dominador: Sabaku.

Essa fronteira era uma terra sem dono, onde viajantes se hospedavam para fazer viagens para outros reinos. Era uma pequena cidade rodeada por árvores e pequenas barracas. Ashura e ele adoravam ir para essa terra nomeada "Tobimasu" para ir para prostíbulos. Claro, antes do Uzumaki conhecer sua noiva, que apesar de ter um belo corpo, Indra achava sua personalidade sem sal, e Ashura se apaixonar perdidamente por ela. Depois, Ashura só ia para aquelas terras provar Ramen. Enquanto ele, depois de Uzumaki Yumiko lhe trocar por um camponês, começou a beber e frequentar diariamente prostíbulos. Ele nunca fora um homem de sofrer por mulher alguma e ele nunca admitiria estar quebrado por dentro.

Desceu de Shiro, o acariciando uma última vez.

– Já sabe, parceiro, nada de sair daqui até meu sinal, estás escutando-me? — Beijou a cabeça do animal como faria com um filho ou com um cachorro. — És um animal provido de intelecto.

Após dizer isso, deixou Shiro ali. Não precisava prender o animal, pois o mesmo havia sido bem adestrado.

Caminhou para o primeiro bar que achou. E o Barman, assim que lhe viu, já lhe trouxe vinho. Ele era um velho frequentador daquela terra, então já o conheciam. Os olhares femininos sempre estavam nele e ele adorava isso. Sorriu, levando o vinho até seus lábios.

– Príncipe Uchiha. — Uma voz feminina chamou sua atenção, fazendo-o desviar seus olhos do copo em sua mão.

– Hm? — Olhou na direção da voz, avistando uma mulher. Ela usava poucas vestes e maquiagem forte. Com certeza, não era o tipo de mulher que seu pai aprovaria como "esposa", "rainha" ou como queira chamar. 
Mas para diversão... Era exatamente seu tipo.

– Indra. Apenas Indra. — Disse, olhando para os olhos da moça com seus olhos negros intensos. A mulher parecia uns 3 ou 4 anos mais velha que ele.

– Posso me sentar aqui? — Perguntou, curiosa. Os lábios avermelhados pelo batom se abriram, mostrando seus dentes brancos em um sorriso.

– Sinta-se a vontade. — O Uchiha disse, bebericando mais de seu vinho.

A mulher também pediu vinho. Eles não diziam uma palavra, Indra apenas mantinha os olhos nas pernas da mulher.

– És engraçado, Indra-sama. — A mulher disse. — Um príncipe vindo todos os dias a lugares como esse.

– Todos os dias, huh? A quanto tempo observa-me?

– A muito tempo. — A mulher disse. — Me pergunto... um futuro rei não teria uma esposa?

– Estaria aqui se a tivesse? — Indra respondeu rudemente. Não gostava de tocar naquele assunto. Voltou a beber o líquido arroxeado.

– Talvez estejas enganando-a? Perdoe-me se estou sendo atrevida.

O moreno riu, lançando seus olhos para o rosto da mulher.

– Não estou comprometido. Não precisas se preocupar com a tal "maldição do adultério" que meus ancestrais espalharam para impedir traições. — Indra disse.

– Hm. — A mulher sorriu sedutoramente. — Isso me alegra, eu acho.

A mulher passou a mão por sua coxa discretamente, enquanto levava seu copo com vinho até os lábios. Indra riu. Era impressionante como essas mulheres mudavam de atitude por saber que ele não era comprometido.

– Indra-sama, o que acha de sairmos daqui? — A mão da mulher adentrou sua calça, enquanto Indra apenas manteve o sorriso de diversão nos lábios.

– Quanto tenho que pagar?

– Pra você, príncipe Indra, eu faço de graça. — A mulher se curvou pra frente, aproximando seus lábios dos dele.

– Não preciso de caridade de ninguém. — Disse de forma rude, antes de beijar a mulher.

Claro que não demorou muito para que a arrastasse dali. A conduziu até um lago próximo ali. Ele sempre levava as mulheres que se relacionava para lugares diferentes para não correr o risco de esbarrar com uma das mulheres que já teve caso. Sempre que isso acontecia, por algum motivo, suas ficantes começavam a brigar. Algo que era realmente irritante.

E aquele lago parecia uma boa, já que era afastado dos outros lugares que já esteve.

– Ei. — A mulher parou o beijo, o olhando. — Acabo de notar que não perguntou meu nome.

– Não estou nem ai para o seu nome, senhora. — Disse de forma arrogante, que não incomodou a mulher. Aliás, ele era o futuro rei. — Agora, faça o que mais sabes fazer, lady.

A mulher sorriu e voltou a beija-lo calorosamente contra uma árvore. As mãos do príncipe passeavam pelo corpo da mulher sem hesitação, algo que a mesma não reclamava nenhum pouco. Distribuía beijos pelo pescoço exposto da mulher. As mulheres de sua época não usavam roupas curtas, tampouco mostravam seus tornozelos.

A moça retirou sua camisa, mordendo os lábios.

– Faça-me sua, senhor príncipe Uchiha. — Gemeu a mulher, extasiada.

Indra a olhou com um pouco de raiva, parando os beijos.

– Não me chame de príncipe nem de senhor novamente, ou cortarei sua cabeça. — Disse, seriamente.

Indra apenas queria uma distração. Algo que preenchesse o vazio que havia sido deixado por Yumiko quando partiu. Mas também queria se livrar um pouco das obrigações de um futuro rei. Todo esse negócio de príncipe, pessoas se curvando, tomando cuidado com o que falam. Ele de certa forma, gostava disso. Mas, em certos momentos, o irritava.

– Me desculpe, pri... Indra-san. Não foi minha intenção irrita-lo. — A mulher se desculpou, passando suas mãos por seus braços.

– Hunf! — O Uchiha iria voltar com o que estava fazendo antes, se um som na água não tivesse chamado sua atenção. — Ouviu isso?

– Eu? Não ouvi nada. — A mulher dizia, beijando seu pescoço. — Indra-kun..

Ouviu novamente o barulho e agarrou os ombros da mulher a afastando de si e sacando sua espada.

– Quem está ai? — Mirou para a água. — Não esconda-se como um covarde e mostre sua verdadeira face!

Esperaram por um tempo.

– Não foi nada, Indra-kun. — O abraçou por trás, beijando suas costas. — Abaixe isso, querido.

– Que grande coincidência nos encontrarmos aqui, não é, "Indra-kun"? — Ouviu uma voz e logo depois, um vulto se mostrou das águas.

– Você... — Indra rosnou quando reconheceu os cabelos cor-de-rosa.

– N-Não me diga que és sua noiva, príncipe Indra? — A mulher deu alguns passos pra trás, ouvindo uma risada bem humorada.

– Oh, que nada. Estamos bem longe de algo assim, estou errada, príncipe Indra? — Dizia, com um sorriso no rosto.

– Sakuya! — Indra apertou sua espada. — Maldita, que pensa que está fazendo aqui? Irei mata-la.

– S-Sakuya? A princesa do reino Haruno nas terras de ar? — A mulher perguntou, envergonhada.

– Se acalme, príncipe Indra. Se vamos duelar, espere ao menos vestir-me. — Sakuya disse.

– M-Me desculpe, minha senhora, não quis ser desrespeitosa. Não a reconheci. — A mulher se curvou, a reverenciando.

– Não há de que se desculpar, querida. Estando na companhia de um homem como Príncipe Indra, mulher alguma reconheceria quem quer que fosse por estar tão extasiada. — Sakuya riu, como se realmente fosse engraçado. — Só tenho uma ordem a lhe dar, pegarias minhas vestes e traria até mim? Estão perto da rocha.

– S-Sim senhora. — A mulher foi na direção da rocha, mas Indra segurou seu braço.

– Não seguirá ordens de uma desgraçada como ela. Ordeno que não saia de seu lugar. — Indra ordenou de forma rígida que soou assustadora.

– Mas príncipe Indra, ela é a...

– Ousará questionar as ordens de um futuro rei?

A mulher olhou para Sakuya e para Indra, parando em seu mesmo lugar.

– Tsc, tsc. Que feio, príncipe Indra. Estás confundindo está mulher e usando-a para atingir-me? Bem original vindo de você. — Sakuya o olhou, séria. — Ordeno que pegue minhas roupas.

– Ordeno que fique. — Indra rebateu. A mulher parecia confusa e com medo. Realmente, parecia estar sendo usada para atingirem um ao outro.

– Príncipe Indra, conheço sua fama de mulherengo. Não me digas que estás querendo que me retire nua deste lago para que possa ver meu corpo? — Sakuya perguntou.

– Até parece. Posso ver o corpo de todas as mulheres destas terras.

– Menos o meu, obviamente. — A rosada sorriu, ironicamente. — Estas usando a situação ao seu favor?

– Nunca.

– Então, deixe que a mulher pegue as minhas roupas. A proposito, qual seu nome, minha querida? — Perguntou, educadamente.

– Yanna. — Respondeu a mulher.

– Yanna, hm? Imagino que o príncipe Uchiha nem ao menos se incomodou em perguntar. — Olhou acusatoriamente para o Uchiha que permanecia indiferente.

– Ordeno que pegue as roupas da princesa Sakuya, "Yanna". — Indra disse, quase morrendo de ódio. Odiava quando tinha que engolir o orgulho.

A mulher assim o fez.

– Arigato. Me desculpe por atrapalha-lo em sua noite prazerosa, Indra. — Sakuya riu.

– Não chame-me pelo nome como se fossemos próximos.

– Sempre pensei que fossemos próximos, príncipe Indra. Não estou entendendo. — A Haruno falou, confusa. — Príncipe Indra, vire-se de costas para que possa me vestir.

– Como se seguisse ordens suas. — Indra a encarou com deboche. — Não há nada ai que interesse-me ou que já não tenha visto em outra mulher.

– Não é o que parece, príncipe Indra. — Sakuya disse. — Bom, já que não vai virar-se, não terei outra escolha. Yanna-chan, poderia ficar em minha frente só para que possa vestir-me sem os olhos negros do príncipe Indra me encarando?

– Claro, minha senhora. — Yanna obedeceu, posicionando-se na frente de Sakuya que se levantou do lago.

– Muito obrigada, querida. — Sakuya agradeceu, pegando suas roupas.

Indra continuava parado, de braços cruzados. Estava com raiva. Aliás, toda vez que encontrava aquela mulher sentia raiva. Pela segunda vez em seu dia a encontrou. Sua inimiga mortal. O que os deuses estavam tentando dizer a ele? Talvez desejassem que cortasse sua cabeça ali mesmo? 

Se bem que, Sakuya, desta vez, não fez nada de errado. As terras da fronteira não tinham dono ou reino dominante. Ela estava em seu direito de andar em liberdade, mas mesmo assim...

 Foi tirado de seus devaneios quando algo chamou sua atenção, por um pequeno descuido, Sakuya deixou transparecer seu quadril desnudo, dando a Indra uma breve vista de seu quadril. Desenhou o local com seus olhos negros que anteriormente estavam repletos de raiva, mas que agora só continham um sentimento: curiosidade.

Sua cintura era fina e lisa. Parecia claramente palpável. Semi-cerrou os olhos, sentindo uma sensação esquisita no estômago. Então Sakuya também era uma mulher, afinal? 
Ele já esteve em diversas batalhas contra o reino Haruno e, em todas, Sakuya lutava como um verdadeiro homem, deixando até mesmo vários de seus homens no chinelo com suas habilidades com espada. Algo que era surpreendente, tratando-se de uma mulher naquela época. Sakuya era a única mulher que tinha permissão de entrar em uma guerra. Ele sempre a viu como um projeto masculino que não servia nem ao menos para procriação. Mas, vendo aquele pedaço de pele, ele acabou se tocando que Sakuya, como qualquer outra, também era uma mulher. 

Esse pensamento o desconcentrou por alguns minutos. "O quanto mulher essa Haruno é, afinal?" se perguntava o Uchiha. Talvez ela fosse capaz de ser tão sedutora quanto as outras mulheres delicadas? Ou quem sabe, até mais? Talvez ela também tenha um belo corpo que possa dar prazer a um homem em sua cama. Talvez ela possa ser.. atraente? 

Curiosidade. Era a única coisa que tinha. 

Acabou por tentar, discretamente, ver um pouco mais, se inclinando levemente para o lado, mas sua missão fracassou. Antes que pudesse ver seus seios, Sakuya vestiu seu kimono, saindo de trás da mulher. 

– Ainda estás afim de guerrear, príncipe Indra? — A rosada perguntou, sacando sua espada. 

"O que diabos eu estava pensando?"

– Tsc. — O Uchiha cerrou os punhos. 

"De forma alguma, isto é atraente!" Afirmou mentalmente. "Só posso estar louco." 

Guardou sua espada e saiu de lá pisando firme. Que se foda sua noite de prazer. Ela acaba de ser destruída por Sakuya. 

"E eu ainda... argh! O que há de errado comigo hoje?" 

O Uchiha saiu com a camisa em suas mãos, sem nem perceber que deixou pra trás um colar com o símbolo de seu reino. 

– Estás em um dia ruim. — Sakuya murmurou, rindo levemente. — Pode ir pra casa, Yanna. Peço desculpas novamente pela interrupção. Mas não se preocupes, haverá outra chance de se deitar com Indra, pode acreditar. Amanhã mesmo estará de volta.

– Hai, hime Sakuya. — Yanna a reverenciou uma última vez, antes de ir embora. 

Sakuya ia fazer o mesmo, mas parou ao pisar em algo. Abaixou para ver do que se tratava e pegou em suas mãos o pequeno objeto. Um colar de corda, com o simbolo Uchiha pendurado. Suspirou, guardando-o no bolso de seu kimono.

"Terei de devolve-lo, ou aquele lunático poderás acusar-me de furto." Sakuya pensou, antes de assobiar para Bara, que veio até ela e cavalgar até as terras de ar. 


Notas Finais


Um beijo, um queijo e até lá!
TCHAU!


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