História Apple - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Exibições 26
Palavras 1.503
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OIEEEEEEEEEEEEEEEEEE
E aí? Voltei

BOA LEITURA

Capítulo 2 - Hit Him


Eu andava em círculos por toda a sala de estar, sem saber direito o que eu poderia fazer.

— Refaz seus passos, Apps, deve ter algum lugar. — Sky repetiu pela milésima vez.

— Eu já refiz meus passos, Sky, eu cheguei conversei com você e fui pegar as bebidas e lá eu fiquei conversando com o... — parei de falar por um momento. — O garoto. — sussurrei.

— O quê?

— O garoto. O GAROTO! O que eu conversei na mesa de bebidas eu... eu entreguei o livro para ele e... Está com ele! — praticamente gritei.

O garoto das bebidas estava com o meu livro, eu tinha certeza absoluta.

— Qual o nome dele? — perguntou Sky.

Virei-me para ele, uma cara de culpada, eu não lembrava o nome do indivíduo. Acenei negativamente com a cabeça, logo os olhos azuis do meu melhor amigo murcharam.

— Não acredito, Apple! Sabe pelo menos como ele era?

Pensei um pouco, eu lembrava de seu rosto com facilidade, ele possuía uma beleza exótica.

— Bronzeado, olhos verdes, covinhas, cabelo cacheado, meio cor de mel, sei lá. Ele tinha sotaque Australiano. O nome dele rima com Aaron, acho. Ou o nome dele é Aaron?

— Não. — disse Sky. — O nome dele é Ashton. — ele pegou seu celular e começou a discar um número qualquer. — Vamos recuperar nossa infância. — ele parecia decidido.

Sentei-me no sofá, esperando alguém atender as ligações de Sky. 1, 2, 3, 4 caíram na caixa postal, foi aí que me revoltei.

— Já chega! Você sabe onde esse cara mora? — perguntei.

— Eles me deram o endereço, mas...

— Nós vamos lá agora. — falei convicta.

— Podemos esperar até amanhã, Apple.

— Não, não podemos, vamos logo, Sky, eu te amo, por favor.

— Eu sei, mas a festa ainda está rolando lá, aposto que eles não estão em casa. — ele explicou.

Uma tristeza bateu em mim. Aquele moreno poderia ter deixado meu precioso livro em qualquer lugar daquele evento idiota.

— Não acredito, Sky. — disse com voz de choro. Logo meu melhor amigo sentou-se ao meu lado. — Ele pode ter deixado em qualquer lugar, pode ter derramado bebida, pode ter jogado fora. Aquele maldito livro era a única coisa que me fazia sair daquela bolha de "seja perfeita, não coma assim, cotovelos fora da mesa, você é uma dama, bailes de debutante, aulas de etiqueta..." no meu momento de ler todos me deixavam em paz e aquele garoto com aqueles monstros enormes era minha diversão. Meu tempo.

— Ai, meu amor... A gente vai achar, eu prometo. — ele me envolveu com seus braços, me fazendo sentir melhor.

Ele ficou acariciando meus cabelos de leve, até tudo ficar negro e eu adormecer.

***

— Me devolve o meu livro! — gritei ao momento que a porta da casa abriu.

— Livro? — o garoto perguntou sonolento.

— É, meu livro! MEU LIVRO! — disse dando múltiplos tapas na região de seus braços e tórax.

— Epa. — Sky me puxou pela cintura. — nada disso, Apple, viemos em paz.

— Não viemos em paz coisa nenhuma se você me devolver com um arranhão sequer a sua banda não vai ver a luz da tarde. — ameaçei.

Ele ficou olhando para mim e Sky por alguns segundos, até que outra pessoa se juntou a ele na porta, era alto, loiro e tinha olhos azuis; O garoto grosso da bebida.

— Caralho que gritos são esses, não pode mais nem dormir nessa porra. — ele xingou enquanto passava suas mãos pela camiseta surrada do Green Day.

O olhei, ele não parecia me reconhecer, talvez estivesse muito bêbado na noite anterior para isso.

— Dá licença. — falei passando para dentro da casa por uma brecha embaixo do cotovelo do loiro.

— EI! — ele gritou com certa revolta.

— QUE GRITARIA É ESSA, PORRA? — o garoto meio asiático apareceu nas escadas de mármore gritando.

Ele parou por um momento me, me encarando com o cenho franzido.

— Apple? Sky? — ele começou a piscar, como se achasse que aquilo era só uma miragem. — O que vocês tão fazendo aqui?

— O QUE TÁ ACONTECENDO?! — Michael chegou ao andar de baixo, juntamente com duas garotas; a meio asiática que me ajudou a achar as bebidas e Crystal, acho.

— SÓ ME DÁ MEU LIVRO, MERDA! — gritei para entrar na onda.

— QUE LIVRO? — Ashton perguntou.

Logo começou uma gritaria, todo mundo querendo saber o que que estava acontecendo, uma verdadeira algazarra.

— SILÊNCIO! — Sky subiu em um dos dois sofás cor de ameixa no meio da sala. Todos se calaram. — Apple, pro meu lado. Não bata em ninguém, devagar, vem. — de mau gosto, fiz o que ele mandou. — Calum, poderia fazer o favor de segurar ela? Não dá pra confiar. — O meio asiático foi para meu lado e posicionou suas duas mãos fortes, uma em cada lado da minha cintura. — Ótimo. Certo, se o livro estiver manchado, perdido, no lixo, ou alguma coisa, Apple, você não tem autorização para bater no Ashton. — disse concreto.

— MAS...

— Shiu. — falou. — Ashton, onde está o livro?

Ashton suspirou, parecia aliviado.

— Está falando do Where The Wild Things Are? — assentimos.

O garoto subiu as escadas correndo e alguns segundos em silêncio depois, ele apareceu com o meu exemplar em mãos. Um alívio intenso percorreu todo o meu ser. Sky saiu de cima do sofá e pegou o livro das mãos incrivelmente enormes de Ashton.

— Pode soltar ela, Cal. — ele falou e eu fui direto conferir se havia alguma coisa diferente no livro, felizmente tudo estava exatamente no lugar.

Respirei fundo 3 vezes para mandar a vontade de chorar embora. Sei que parece ser besteira mas... Não sei, eu me sentia tão conectada àquelas páginas amareladas e velhas, que já foram para a praia, festas do pijama, viagens...

— Agora alguém pode me explicar o que está acontecendo? — o loiro perguntou, bem menos sonolento desde a primeira vez que abriu a boca.

— Ashton estava com o bem mais precioso da Apple e ela surtou. — Sky deu de ombros.

O olhei fumegante.

— O seu maior bem é um livro infantil? — a garota de cabelo castanho, mais ou menos asiática respondeu.

— Arzaylea! — a de cabelo avermelhado repreendeu.

— O quê?

Virei os olhos.

— É, e enfim, já tomamos muito do seu tempo, — falei. — desculpa por te bater, valor emocional, sabe como é, né? — perguntei meio sem graça à Ashton.

Ele me olhou com compaixão.

— Não tem nada. — sorriu meigo.

Em um mar de desculpas aceitas, eu e Sky finalmente voltamos para casa. Mais ou menos 5 da tarde eu não tinha nada para fazer, minhas aulas na faculdade só começariam na semana seguinte então estava totalmente desocupada.

— Sky, eu vou tomar sorvete, volto em uma hora. — gritei, decidindo que um sorvete de menta com frutas poderia alegrar meu dia.

— NÃO LEVA O LIVRO! — ele gritou do andar de cima.

— NÃO ESQUENTA. — falei ao bater a porta.

Fui andando a pé, coisa que nunca fazia, até uma sorveteria próxima à nossa casa. Era grande e fofa. Toda a sua extenção era pintada para parecer um sorvete de morango; Maravilhosa. Ao entrar o cheiro doce de sorvete talvez tivesse me deixado um pouco drogada, mas em um bom sentido, se é que existe um.

— Eu quero um sorvete de menta com frutas, por favor. — pedi à moça do balcão, com um sorriso.

— Tá, um minuto. — ela se virou com tédio.

Segundos depois um maravilhoso sorvete azul, vermelho, rosa e amarelho estava em minhas mãos.

— Muito obrigada. — tirei uma nota de 10 para a moça.

Assim que virei meu corpo os 180 graus nescessários para sair do estabelecimento, colidi com um garoto de camiseta branca.

— Porcaria! — xinguei, olhando o estrago colorido que havia feito em sua camisa.

— Por que você tem esse cisma em derrubar coisas em minhas roupas brancas? — ele perguntou meio ultrajado.

Olhei para cima; Loiro, olhos azuis brilhantes e uma leve barba. Não conseguia lembrar seu nome, mas ele era o garoto que eu havia — acidentalmente — derrubado um copo inteiro de Whisky caro. O mundo é mesmo pequeno.

— Me desculpa. — pedi sem graça.

— Só porque você bateu no Ashton hoje. — ele riu. — Foi hilário.

— Eu fui domada pelo desespero. — me defendi, mesmo sabendo que ele não havia achado ruim.

— Seu desespero é hilário, Apple? — ele parecia meio em dúvida se esse era mesmo o meu nome.

— É. — afirmei. — E seu nome é...?

— Você não sabe? — dei de ombros. — Luke Hemmings.

— Um prazer sujar sua camiseta pela segunda vez consecutiva. — sorri.

— Agradeço por deixar minha camisa da cor da alegria. — acho que toda a ironia disponível no mundo foi convertida nessa frase.

Dei uma risada, seguida de uma lambida no meu sorvete.

— Espero que da próxima vez eu não esbarre e você. — falei.

— Tá tudo bem, desculpa ter sido grosso lá, estava estressado.

— Não tem nada. Tchau. — dei alguns passos, sem perder o contato visual.

— Tchau. — assim que ele falou isso eu só sorri e me virei.

Andei alguns quarteirões até de volta a nossa casa, era incrível como andar pela rua me fazia sentir bem. Passei todos os meus anos enfiada em carros chiques com motoristas, mas pelo menos isso não era uma coisa tão ruim.

Passei pela porta de madeira grande e 8 pares de olhos me encarando,

— Oi?


Notas Finais


Foi isso, espero que tenham gostado.

Comentem o que acharam, beijooooos


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