História Aprendendo a Amar - Klaroline - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Caroline Forbes, Klaus Mikaelson, Tyler Lockwood
Tags Klaroline
Visualizações 135
Palavras 1.407
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 5 - Guia


Fanfic / Fanfiction Aprendendo a Amar - Klaroline - Capítulo 5 - Guia

 Minha...guia

Desde que a abraçara e beijara na semana anterior, ela pertubara suas noites e seus sonhos, talvez por ser a única mulher que ele beijara sob o manto do anonimato. Ao corresponder com tamanha paixão, ela rompera uma das convicções mais firmes de Klaus: a de que, apesar de suas qualidades físicas inegáveis, sua maior atração para o sexo oposto estava no sangue real. A camareira não sabia seu status e não parecera se importar. Ela parecera desejá-lo, apenas ele. A lembrança de como ela reagira avidamente o perseguira, e ele imaginara como aquele corpo curvilíneo se comportaria ao estar nu e ofegante sob o seu. Ele se vira claramente entrando no corpo dela. Noite após noite, acordara banhado em suor, ansiando por fazer amor com ela. Ela lhe provocara interesse apenas por estar no lugar certo, na hora exata, despertando seu desejo sexual adormecido com uma força inexplicável que o atingira com todo o peso. De que outra forma ele poderia explicar seu interesse contínuo por ela? Em parte, não ficara ansioso ao aterrissar nos Estados Unidos, sabendo que a encontraria outra vez e que lhe bastaria estalar os dedos para que a lourinha lhe desse exatamente o que queria?

A ideia de se perder no corpo de uma mulher depois de tanto tempo sem sexo lhe parecia doce, mas tudo o que Klaus sentiu foi uma grande decepção, porque a mulher que via hoje era uma mera caricatura da que estivera em seus braços. Ela mudara completamente. Seu rosto atraente e fresco desaparecera. Em vez de parecer uma linda flor do campo, arrancada do jardim por impulso, ela parecia uma flor artificialmente criada numa estufa. Os exuberantes seios, antes apenas insinuados discretamente sob o desajeitado uniforme, agora eram ostentados numa roupa justa demais e muito curta, a um passo da vulgaridade. Sua baixa estatura fora superada por saltos exageradamente altos. E os olhos dela! Ele os considerara hipnóticos ao natural, mas agora estavam cheios de maquiagem e os traços de delineador diminuíam o efeito do tom de água-marinha. Ela parecia vulgar!

Klaus ficou desiludido, mas já deveria estar acostumado, porque isso sempre acontecia. As pessoas nunca eram elas mesmas na presença da nobreza: vestiam-se para serem notadas; falavam o que achavam que ele queria ouvir; comportavam-se como marionetes comandadas pelo seu status, e às vezes ele se cansava de poder manejá-las à vontade.

— Sua alteza real — disse Alaric. — Posso sugerir...?

— Não — interrompeu Klaus com ar desdenhoso. — Não faça sugestões. — Ele recordou o modo como o homem olhava para ela quando ele entrara. Ela pertenceria ao hoteleiro? O coração dele quase parou ao pensar que mais de uma vez algum homem lhe oferecera a mulher, numa tentativa patética de agradá-lo. Ele faria o mesmo? Ele aceitaria a oferta? Ele recordou que seus ancestrais aproveitavam os encantos do sexo oposto que lhes eram oferecidos da mesma forma que se oferece uma taça de vinho ou um prato de alguma comida deliciosa. Klaus olhou para a loura e notou a veia que batia em seu pescoço. — Quem é essa mulher?

— Esta é Caroline, nossa camareira... Entre outras coisas... — disse Alaric, abaixando o tom de voz. — Posso me livrar dela se o senhor quiser conversar comigo em particular.

Klaus fez um gesto impaciente para que ele se calasse. Que presunção! Como se ele pudesse querer algo em particular de um homem como aquele!

— Ela conhece a região?

Caroline sentiu vontade de protestar por ser tratada como se estivesse ausente.

— Sim, conhece — disse Alaric, como se ela fosse um animal amestrado. — Na verdade, ela sempre morou aqui.

Klaus se voltou para ela e notou que seus olhos azuis se dilatavam. Sentiu-se deliciado. Sim, ela seria sua antes do fim do dia, porque aquele apetite inconveniente deveria ser alimentado, se quisesse se livrar dele.

— Ótimo. Então, ela me servirá de guia enquanto eu estiver aqui.

Caroline abriu a boca, horrorizada.

— Mas eu não tenho qualquer qualificação como guia— ela protestou em voz aguda.

— E daí? —desafiou Klaus.

— Certamente... — Caroline engoliu em seco e apertou as mãos. Não vai acontecer. Ele não vai querer que aconteça. — Certamente o senhor deveria escolher alguém que fosse treinado para protegê-lo, alteza.

A sugestão de Klaus fora feita sem pensar... Ele poderia retroceder facilmente, mas a objeção de Caroline fez com ele resolvesse insistir. Ao expressar o desejo de se manter distante, ela selara seu destino. Ele se acostumara a ter todos os seus desejos atendidos e o protesto quase inaudível o intrigara. De repente, a lourinha impaciente não estava mais tão ansiosa!

— É muito gentil da sua parte se preocupar com meu bem-estar — ele murmurou com ironia. — Mas desejo um guia, não um guarda-costas. Alguém que conheça o lugar será bem mais útil que um dos meus homens.

Caroline se encolheu. Útil. Ele a chamara de útil. Era o tipo de palavra que se usava para designar as luvas de borracha da faxina. Uma descrição nada lisonjeira, mas talvez ele tivesse feito de propósito e escolhido a palavra com malícia e com cuidado.

— Além disso, eu trabalho aqui — ela disse. — Não posso sair de repente para servir de guia. — Ela olhou para Alaric com uma súplica no olhar: será que você não pode ir no meu lugar?

— Claro que pode — Alaric disse, ignorando o apelo.

— O hotel estará fechado para outros hóspedes enquanto o príncipe estiver aqui. Certamente outra pessoa poderá trocar os lençóis! Caroline estará ao seu dispor pelo tempo que o senhor quiser, sua alteza real. — Ele olhou para ela com um inconfundível ar de advertência. — Precisamos ter certeza de que o príncipe terá o que desejar, não é, Caroline?

Caroline sentiu-se enojada. Alaric reduzira seu trabalho e sua importância à simples troca de lençóis e toalhas. Ele era um cafajeste. Não vira o príncipe franzir os lábios arrogantes diante de sua bajulação? Porém, ela tinha preocupações mais importantes que a arrogância do hóspede. Ela tinha sérios motivos para não querer lhe servir de guia. Caroline pensou sonhadoramente no beijo que ele lhe dera e na própria reação. Fora um momento eletrizante, crucial em sua vida, e se tornara ainda mais estimulante depois que ela descobrira quem ele era. Imaginou o perigo de ficar perto do príncipe, e sua excitação se misturou ao medo. Que motivo ele teria para solicitá-la como guia? Ela se arriscou a olhar para ele, viu a zombaria no fundo dos olhos verdes e, de repente, percebeu. Ele deseja você e, mais ainda: ele acha que vai tê-la. Ela mordeu o lábio. E, pelo jeito que você se comportou com ele, pode realmente culpá-lo por pensar assim? Se tivesse sabido a verdade, não teria sentido o que ainda sentia agora? O jeito como ele a beijara e abraçara havia feito com que ela se sentisse desejada. Seu coração partido e rejeitado renascera ao perceber que um homem como ele poderia cobiçá-la. Cedendo ao clamor do próprio corpo, que exigia ser saciado, Caroline deu de ombros, tentando disfarçar a ansiedade.

— O que eu poderia dizer?

Que ficaria encantada? Klaus percebeu um tom sutilmente resignado na voz dela. Estaria se fingindo de recatada, tentando demonstrar algum decoro, ao contrário da semana anterior?

— Excelente — ele murmurou. Alaric ficou alegre.

— Bem, se isso está resolvido.... Talvez o senhor queira me acompanhar, sua alteza real, e eu lhe mostrarei sua suíte.

— Não, não — Klaus falou calmamente, dispensando-o com um gesto. — Deixe-nos a sós — ordenou. — A moça atenderá às minhas necessidades.

Alaric hesitou por um instante, intrigado, antes de sair como um menino amuado, deixando Caroline sozinha com o príncipe. Houve um momento de silêncio e ela não sabia o que fazer ou o que dizer. Tudo o que sentia era um arrepio e o coração disparado, enquanto ele olhava para ela.

— Você parece desconfiada — ele comentou ao reencontrar a beleza de água-marinha dos olhos dela. — Está?

Caroline engoliu em seco. Desconfiada como o diabo, e também tremendamente excitada.

— Por que eu estaria desconfiada, alteza?

— Isto não responde a minha pergunta. — Ele franziu a testa. — Você está com medo de mim?

— De jeito nenhum — ela respondeu, abaixando os olhos para esconder a mentira.

Klaus deu um sorriso curioso. Ela não percebia que o desejo exalava do seu corpo tenso e curvilíneo, por mais que tentasse disfarçar? O fato de ela tentar resistir a ele era um poderoso afrodisíaco. Do fundo do buraco escuro que ocupara o seu corpo por tanto tempo, Klaus sentiu um empuxo de desejo correspondente.

— Mostre-me minha suíte — ele disse amavelmente.

 



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