História Aprendendo a Amar - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Família, Romance
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Palavras 2.249
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá amores,
Mais um capítulo, espero que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 2


Acordo com meu celular tocando aposto que é a Samantha para saber se estou bem e ter

certeza que estarei acordada para não perder o voo, ainda sonolenta me levanto e vou até a

mesa que fica no canto do quarto, pego o celular atendendo em seguida.

-O que foi Samantha?

-Sinto em lhe decepcionar Srt. Albuquerque, mas aqui não é nenhuma Samantha e sim

Marcelo Campos, advogado – me assuto ao perceber que não é a Samantha e sim uma voz

bastante seria.

-Advogado?

-Sim senhorita, precisamos conversar.

-Acho que ligou errado.

-Por acaso não é Flora Albuquerque?

-Sim, eu mesma. Mas o que quer comigo?

-Sei que não está no país, mas é sobre sua irmã...

-Minha irmã? – soube que a nova esposa do meu pai estava gravida, as já deve ter nascido,

faz tanto tempo....

-Sim sua irmã, Charlote.

-Fale com os pais dela, como mesmo disse estou fora do pais e bastante ocupada.

-Falaria se eles não estivessem – ele parece respirar fundo.

-Estivessem o que?

-Se eles não estivessem morrido ontem em um acidente.

-Não pode ser...- falo me sentando na cadeira.

-Sinto muito senhorita pela perda...

-Ainda não entendi o que deseja de mim, não posso fazer nada já morreram mesmo e volto

hoje a trabalho..., então não dará tempo para ir ao enterro. – falo com pouco rude não estava

com paciência...

-Senhorita Albuquerque o seu pai havia me contratado e feito o testamento, seu pai era

esperto parecia prever o que houve e deixou por escrito que a senhorita deve cuidar de sua

irmã na falta dele e de sua esposa.

-Está brincando né? Eu cuidando de uma criança?

-Não estou brincando, sua irmã precisa de você agora...

-Olha senhor não tenho tempo para brincadeiras passar bem...

Desligo o celular.

Até parece eu como babá? – falo para mim mesma – tenho uma vida pela frente... uma

carreira a zelar...

Olho o relógio e vejo que são onze da manhã tomo um banho e desço para o restaurante do

hotel almoçar, mas só como uma salada e volto ao quarto esperando o carro que vira uma

hora me buscar, aquele telefonema não me saia da cabeça...

-Talvez seja apenas trote... – falo olhando o celular – Ou talvez não...

Alguém bate na porta me levanto e respiro fundo ao abrir vejo a sammantha.

-Pronta? Vim te buscar...

-Sempre pronta! – ela entra no quarto e pega duas malas, enquanto eu pego as outras duas e

minha bolsa, chego na recepção e pago a conta, entro no carro um pouco perdida em

pensamento depois do motorista colocar as malas no carro e estarmos a caminho do

aeroporto.

-Tudo bem, Flora? – fala Samantha um pouco preocupada.

-Só dor de cabeça... – minto.

-Certeza?

-Sim, podemos ficar em silencio?

Ela estranha meu comportamento, mas acena em concordância e fica em silencio. A viagem

é demorada e cansativa a Samantha tentou puxar assunto , mas falei que estava com muita

dor de cabeça e acabei dormindo. Quando pousamos pergunto a Samantha aonde ela vai ficar

e ela responde que ficara com as outras no hotel e ela me pergunta o mesmo.

-Havia pensando no hotel também, mas minha mãe insiste que quer que eu vá ficar na casa

dela, então...

-Okay amiga, sei que tem algo errado com você e se quiser desabafar é só me ligar...

Nos despedimos e vu de taxi até a casa da minha mãe que me recebe toda animada.

-Filha quanto tempo... senti sua falta...

-Te conheço mãe, nem sentiu tanta falta já que te mando dinheiro todo mês mesmo... é

impressão minha ou essa casa está cada vez pior? – falo entrando e olhando o ambiente.

-Eu sei.... acho que devo vende-la e comprar outra...

-Não darei dinheiro... o meu quarto é o mesmo?

-É sim... – nem espero ela terminar e vou para o quarto tomo um banhei bem relaxante,

nada comparado aos banhos que tive nesses anos. A casa da minha mãe é bem simples de

apenas um andar, nada comparado a nenhum lugar que fiquei.... meu celular toca de novo

penso em não atender, mas atendo vai que é do trabalho:

-Alô, Flora falando.

-Olá srt. Flora, aqui é Julie Almeida assistente social, tudo bem?

-Estou ótima, o que deseja?

-Imagino que já saiba sobre o acidente, pode vim até a assistência social?

-Acabei de chegar de viajem...

-Imagino que esteja cansada – fala me iterropendo – mas é urgente! - suspiro antes de responder.

-Estarei ai em meia hora, até logo.

Desligo, era só oque me faltava resolverei isso logo, ligo para um taxi enquanto aguardo

troco de roupa vestindo uma calça legging preta, uma blusa branca e uma jaqueta preta

acompanhado de um salto de pedrarias, ouço o taxi buzinar e pego a bolsa saindo sem avisar

minha mãe.

-Aonde senhorita? – pergunto o motorista assim que entro.

-Assistência social da região.

Meu celular toca é a Samantha preciso dela agora.

-Sam preciso de você pode me encontrar?

-Claro aonde? Por que?

-Parece que meu pai morreu e me chamaram na assistência social, algo sobre minha meia

irmã, me encontra-la?

-Vou chamar um taxi, sinto muito, até logo.

Ela fala tão rápido antes de desligar que quase não consigo entender o que fala.

-Chegamos – fala o motorista, pago o mesmo e desço do taxi esperando a Samantha, não

acredito que vim mesmo, em menos de dez minutos ela chega.

-Tudo bem?

-sim, só preciso de companhia espero não atrapalhar...

-Você nunca me atrapalha, vamos entrar? – sinto preocupação em sua voz.

-Vamos, espero que seja breve.

Entramos no local e vamos até a recepção onde peço para falar com Julie alemida e nos

direciona até uma sala.

-Entrem.

Sorrio e entro no espaço, a sala é grande havia uma mesa em que estava uma mulher julgo

ser a quem me ligou e na sua frente estava um homem parecia bastante serio e irritado, ao

canto se encontrava um sofá com uma menina pequena dormindo era linda e pela aperencia

imagino ser minha irmã.

-Boa tarde str. Albuquerque, fico feliz que finalmente tenha vindo, prazer sou o advogado

que vos falei antes – ele me levanta e me cumprimenta – essa é Julie a assistente social

encarregada no caso.

-Não vim aqui para apresentações ... quero resolver isso de uma vez.

-Imagino como seja ocupada, sentem-se!

Samantha e eu nos aproximamos e nos sentamos nas cadeiras deixando o tal advogado de

pé, eu não conseguia tirar os olhos da menina e isso não passou despercebido pelos olhos da

Samantha.

-Quem é a menina?

-Charlote Albuquerque, desculpe-me, mas não sei quem é...

-Samantha Silva, melhor amiga da Flora.

-Ela é minha meia irmã?

-Sim e precisamos falar sobre ela.

-Sou toda ouvidos, mas espero que seja breve.

-Seu pai era esperto e havia me procurado pelo testamento, ele não tinha muitos bens, mas

todos foi deixado para Charlote – suspiro já esperava isso dele – mas o bem mais precioso dele

era a própria charlote.

-Não quero saber sobre o testamento dele!

-Em seu testamento – prossegue o advogado sem se importar com que eu havia falado – Ele

nomeou a senhorita como tutora dela, ou seja, agora possui a sua guarda temporária.

-Você está louco? – pergunto irônica.

-Não senhorita, ele está falando a verdade você é responsável pela charlote – intercedeu a

Julie.

- Olha para mim sou uma modelo de 22 anos que viaja o mundo, acham mesmo que posso

cuidar de uma criança? – pergunto irônica.

-Achamos, seu pai achava.

-Ele não sabe nada sobre mim...

O que não deixava de ser verdade só nos falávamos por telefone, mas não nos falávamos

mais desde quando sai do pais.

-Ela está acordando – interrompe Samantha que admira ela dormir.

-Não tenho condição, nem digo financeira por que eu tenho, mas não tenho tempo não

convivi com crianças, nem sei o que fazer com ela... e fora que estou na casa da minha mãe e

ela jamais aceitara isso.

-Flora ela parece um anjo não deve dar trabalho e eu posso ajudar.

-Obrigada Samantha! – volto minha atenção ao advogado – Mas quanto tempo isso duraria?

-Você pode recorrer, questão de meses eu diria o tempo necessário para encontrar algum

parente disposto a cuidar dela ou acharmos uma família adotiva.

Olho para a menina sonolenta que acaba de acordar ela tem olhos azuis e é loira assim como

eu essas são as únicas características que herdei do meu pai e pelo visto o mesmo acontece com ela.

-Eu cuidarei dela não sei como, mas cuidarei.

-Finalmente disso isso!

Agora depois desse assunto e reparando bem o doutor Marcelo Campos é bastante

interessante e novo para a profissão que exerce devo ressaltar! Acertamos os detalhes

enquanto Samantha conversava e distraia alegremente a minha irmã ela parece animada

sabendo que os pais morreram.

-E o que fazerei agora sam? Eu aceitei, mas não pensei em nada.

Charlote esta no colo de sam, não sei como carrega-la direito, enquanto eu levava uma mala

vermelha e uma mochila da barbie e esperávamos o taxi sentadas em um banco.

-Levará ela para casa e cuidará dela.

-Mas e minha mãe?

-Complicada essa sua situação...

-É possível manter uma crinça escondida?

-Ela é um anjo... não dará trabalho..., mas ela não pode ficar trancada em um quarto

eternamente, apenas por alguns dias...

-Será assim por enquanto, até eu achar algum lugar....

-Predente se estabelecer aqui então?

-Por pouco tempo até outro deslife... e você?

-Talvez sim talvez não... sabe como eu sempre fui apaixonada por cancun...

O taxi chega, o motorista desce guardando a mala no porta-malas e entramos no taxi.

-Para onde?

Falo o endereço.

-Quer que eu distraia sua mãe para entrarem sem serem vista?

-Por favor!

A Samantha desce e entra em casa enquanto eu dou mais uma volta no quarterão, minha

irmã ainda não falou comigo apenas com a Samantha, mas não me importo eu mesma não

falei com ela mesmo..., meu celular apita mensagem da Samantha.

“Flora tudo certo, seja rápida!”

A sam havia levado a mala ela diria que era minha ou algo do gênero imagino, abro o portão

e a porta com cuidado, mas um pouco desajeitada por estar com a charlote no colo,

praticamente corro até o meu quarto ouço vozes da minha mãe no corredor e jogo a mochila

em cima da cama junto com minha bolsa e coloco ela no chão.

-Silencio!

Fecho a porta e vejo elas no inicio do corredor suspiro aliviada.

-Filha essa sua amiga veio trazer uma mala.

-Já deixei no seu quarto, agora preciso ir.

-Mãe acompanha ela para a porta.

-Claro!

-Mais uma vez agradeço sam, até logo!

Entro no quarto de novo e encontro minha irmã no mesmo lugar que havia deixado ela,

tranco a porta só para garantir.

-E agora o que faço com você? – ela permanece em silencio apenas me olhando – Está com

fome? – ela nega com a cabeça – Quer tomar banho?

-Sim – ela fala bem baixo.

-Sim? – pergunto e ela confirma com a cabeça – então vamos – a pego no colo, sorte que

tem um banheiro no meu quarto, penso.

-Sinceramente nunca convivi com crianças, então não sei como te dar banho vai me ajudar

nessa tarefa? – ela concorda com a cabeça rindo, um avanço entre nós.

Ajudo ela a tirar a roupa enquanto a banheira enche, coloco ela na banheira e depois de a

ajudar ela se ensaboa e deixo ela brincar com a espuma e vou até o quarto ver o que tinha na

mala e mochila que trouxe tinha bastante coisas, cinco vestido, três blusas, duas sais, um

short, duas meias e três sapatos, um livro de princesa, duas bonecas e um ursinho de

pelúcia.Pego uma calcinha e um vestido rosa e vou até o banheiro, pego uma toalha no

armário do banheiro e a enxugo a vestindo em seguida, ligo o secador em potencia baixa e

seco o cabelo.

-Quer que eu os penteio? – pergunto com a escova na mão, ela apenas sorri e começo a

escovar seu cabelo – Sente falta dos seus pais? – pergunto de repente.

-Sim... – fala com lagrimas nos olhos.

-Não precisa chorar – a viro para mim – Nem sei o que dizer para você..., mas vai dar tudo

certo... – a abraço meio desajeitada.

-Tia for.

Rio do jeito que ela me chama.

-O que foi charlote?

-Quelo colate!

-Chocolate?

-Si.

-Temos problemas – falo rindo – não temos chocolate, digamos que ninguém aqui em casa

come chocolate e acho que alguém na sua idade não deveria comer.

-Eu comia colate. – faz cara triste.

-Não é a mesma coisa...- falo pegando uma barrinha de cereal da minha bolsa – mas é sabor

chocolate, pode ser? – falo a entregando.

-Si.

-Depois eu compro uns doces para você!

-Jula? -fala já comendo.

-Sim, mas só depois.

Ligo a televisão e começo passar os canais, encontro um canal que está passando um filme

da branca de neve e me dirijo a ela.

-Fica aqui que eu vou jantar e trazer comida de verdade para você.

Ela nem liga para o que falo já estava hipnotizada na tv. Vou até a cozinha e me alegro ao ver

que minha mãe devia estar no quarto já dormindo, pego um prato e coloco salada e como

rapidamente, como sei que charlote não irá gostar de salada, reviro os armários e pego alguns

pacotes de bolacha e metade do pote de sorvete de creme, balas de mel. Volto ao quarto e

encontro ela dormindo, coloco o sorvete na mini geladeira do quarto e as bolachas e balas em

cima do crido mudo, mexo um pouco no celular, depois de apreciar o sono de charlote durmo ao seu lado. 



Notas Finais


Até o próximo capítulo amores 💖


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