História Aprendendo a te amar - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Alice Campbell, Ally Brooke, Ana Júlia Campbell, Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Camren Não, Dinah Jane Hansen, Dinally, Elena Campbell, Fifth Harmony, Ian Somerhalder, Irmãs, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laurice, Laurice G!p, Laurinah, Shawn Mendes, Sofia Cabello, Veronica Inglesias
Visualizações 461
Palavras 3.929
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boaaaaaaa noite
Voltei hehehehehe
Já colocaram o colete a prova de bomba atômica?
Se não, ainda tem tempo porque hoje será uma explosão.
Como sou um amorzinho irei dividir com vocês duas coisas: o capítulo 34 é sobre as mães de Alice e o 35, que ainda estou terminando, porém irá ter traição.
Temos quatro casais:
1 - Alice e Lauren... que não sei será casal depois de hoje.
2 - O poste loiro e Ally.
3 - Vero e Ian.
4 - Elena e Ana Júlia.
Uma dessas oito pessoas irá trair seu/sua companheir#. Quem será? Façam suas apostas.
Boa leitura!!!

Capítulo 19 - Palavras que machucam.


Fanfic / Fanfiction Aprendendo a te amar - Capítulo 19 - Palavras que machucam.

Capítulo 16 – Palavras que machucam.

P.O.V. Alice Campbell.

- Bom dia, Alice – Desejou uma voz masculina e rouca.

Ergui meus olhos do livro e me deparei com a figura alta de Shawn com as mãos enfiadas nos bolsos da calça. Franzi a testa surpresa e confusa por ele ter vindo falar comigo. O que ele quer?

- Hã? Bom dia, eu acho – Respondi incerta sobre o que realmente falar – O que você quer, Shawn? – Perguntei curta e direta, afinal, ele é um dos mascotes da patricinha Cabello.

Ele deu um sorriso sem graça e coçou a nuca aparecendo constrangido.

- Posso me sentar? – Pediu apontando para o lugar vago ao meu lado.

Fitei-o por uns segundos desconfiada e indecisa, mas resolvi ouvi-lo porque ele parecia está diferente de uma maneira boa. Ele parecia ser outro rapaz.

- Senta – Permiti chegando para o lado e dando espaço para ele.

Ele se sentou cauteloso ao meu lado enquanto se apoiava nos joelhos e olhava para a grama. Estávamos sentados em banco de cimento e debaixo de uma grande árvore, eu havia chegado bem mais cedo que o normal e resolvi ler um livro até as meninas chegarem.

- Imagino que você esteja se perguntando o motivo, que eu tenha vindo falar com você – Ele comentou quebrando o silêncio desconfortável que formou-se.

- Você não imagina o quanto – Sussurrei meio sarcástica, mas logo me arrependi – Desculpe, você veio parecendo na paz e eu acabei sendo grossa de graça.

Ele me fitou com um sorriso.

- Não precisa se desculpar, Alice – Deu uma pausa e suspirou – Na verdade, eu que vim pedir desculpas.

Ofeguei e olhei-o de olhos arregalados.

- Que? – Perguntei quase gritando tamanha foi a minha surpresa – Você me pedindo desculpas ou estou ficando louca completamente?

Ela riu.

- Não, Alice. Você ouviu muito bem e eu realmente quero pedir perdão por tudo – Afirmou parecendo sincero.

Estreitei meus olhos ainda desconfiada com essa mudança repentina dele. Ok, talvez não seja tão repentina assim porque a última vez que falei com ele tem mais de dois meses. Se uma pessoa podia amar outra nesse tempo, então, uma pessoa pode ser arrepender também. Certo, né?

- Por que? Por que isso agora? – Questionei dividida entre a curiosidade e desconfiança.

- Você se lembra o que me falou na última vez que nos esbarramos?

‘’ E a quarta coisa e só uma pergunta: Daqui dez anos você se sentirá orgulhoso de se lembrar de tudo que você faz hoje? – Perguntei sincera. ‘’

- Claro – Concordei cruzando os braços.

- Então, suas palavras não saíram da minha cabeça – Confessou sério – Eu parei para analisar toda a merda que fiz até aquele dia e as pessoas que humilhei – Suspirou resignado – Porra, como eu sou merda.

Franzi as sobrancelhas sem saber o que era para fazer.

- Shawn...

- Alice, mas eu juro que estou arrependido de tudo o que fiz – Sussurrou com os olhos marejados – Juro para você que é a pura verdade – Afirmou intensamente.

Sorri para ele.

- Eu acredito em você, Shawn – Assegurei sincera.

E realmente acredito nas palavras dele. Shawn sempre me pareceu ser um bom rapaz, mas só estava em má companhia e era influenciado pela a popularidade.

Os olhos arregalaram-se levemente.

- Sério, Alice? – Ele indagou surpresa.

- Uhun – Concordei ainda sorrindo – Mas, você sabe que tem um longo caminho até reparar tudo o que você fez – Murmurei ficando séria.

- Eu sei sim, mas estou preparado para isso e sei também que nem todos irão me perdoar – Suspirou desanimado.

- Ei, cara – Dei um soquinho de brincadeira no ombro dele – Não desanima não porque isso é normal.

Shawn acabou soltando um sorriso bonito.

- Obrigada por tudo, Alice – Agradeceu repentinamente.

Corei ficando tímida.

- De nada, eu acho.

- Você corou – Ele comentou tocando com a ponta do dedo minha bochecha – Você fica ainda mais linda corada, Alice.

Me remexi desconfortável com o rumo estranho, que a conversa estava tomando e me afastei um pouco.

- Eu... – Gaguejei sem saber o que falar.

- Você aceitaria sair comigo? – Shawn indagou direto e sem rodeios.

Arregalei meus olhos azuis diante do convite inesperado.

- Eu não posso, Shawn – Respondi com um sorriso amarelo.

Ele franziu as sobrancelhas pensativo.

- Você tem namorado?

- Shawn, eu sou... – Me interrompi respirando fundo – Eu sou lésbica – Revelei dando um pequeno sorriso.

Ele escancarou a boca como um peixe fora d’água e balbuciou algumas coisas incompreensíveis, mas por fim acabou sorrindo.

- A garota que conquistar o seu coração irá ter muita sorte – Falou piscando – Porque você é uma garota maravilhosa.

Dei um sorriso envergonhado.

- Sou nada – Discordei rubra, mas logo um pensamento inoportuno me ocorreu – É o que ela disse sobre isso?

Ele suspirou.

- Camila surtou e quis me fazer mudar de ideia.

- Por que não estou surpresa? – Perguntei sarcástica – E agora ela aceitou?

Ele deu de ombros.

- Não sei e nem quero saber dela. Quebrei qualquer contato com ela, Alice.

Não posso negar, mas acabei dando um sorriso orgulhoso da escolha dele.

- Você fez a coisa certo e espero que tudo fique bem, Shawn.

Antes que ele dissesse algo, o sinal tocou dando início mais algumas horas de aulas maçantes. Me levantei e ajeitei a alça da mochila no ombro enquanto ele fazia o mesmo e enfiava as mãos nos bolsos da calça novamente.

- Posso te dar um abraço amigável? – Indagou repentinamente.

Pisquei confusa e meio tensa pelo o pedido, mas acabei relaxando.

- Amigável mesmo? – Brinquei abrindo os braços – Só não me sufoca porque sou pequena.

Ele sorriu mostrando todos os dentes.

- Mas, o seu soco e chute são bem potentes – Respondeu em tom brincalhão enquanto me abraçava apertado – Obrigada por tudo, Alice – Agradeceu em um sussurro abafado em meio aos meus cabelos.

- Atrapalho algo? – Perguntou uma voz conhecida.

Quebrei o abraço e me virei para uma Verônica com uma careta confusa. Sorri e pisquei para ela.

- Não, Vero.

- Verônica – Shawn cumprimentou com seriedade.

- Hm, olá – Resmungou e me puxou pela a mão – Vamos nós atrasar, Alice.

Me virei para ele e acenei em despedida.

- Até outra hora, Shawn.

- Até, Alice – Murmurou acenando também e foi na direção do vestiário masculino do campo.

- Alice – Ela sussurrou.

Suspirei.

- Na hora do intervalo juro que explico tudo – Prometi.

Ela concordou sem dizer nada. Já estávamos entrando na escola, quando por reflexo olhei para trás e senti um frio subir na minha espinha. Do outro lado do estacionamento, estava Lauren encostada no carro de Dinah usando óculos escuros e com as mãos enfiadas nos bolsos da jaqueta preta com a cabeça virada na direção da escola. Não dava para ver seus olhos, mas tenho certeza que eles me perfuravam intensamente e ela tinha visto meu abraço com Shawn. Institivamente, levei a mão até o meu cordão de prata.

- Alice.

Vero chamou me tirando do meu estado de letargia e dei as costas para o estacionamento, correndo até minha melhor amiga. Ela também olhava algum ponto atrás de mim e depois seus olhos fixaram no meu rosto, porém não disse nada.

[...]

- Vero, o que foi? – Indaguei olhando para minha amiga com a sobrancelha arqueada.

Ela me fitou por alguns minutos.

- O Ian me veio com uma conversa estranha outro dia – Murmurou séria.

Franzi a testa.

- O que ele disse?

- Algo sobre casamento.

- Como assim? Casamento de quem? – Insisti curiosa demais e me interessando no assunto.

Ela se ajeitou na cadeira e corou um pouco.

- Ian me perguntou se eu um dia aceitaria me casar com ele.

Arregalei os olhos e coloquei as mãos sobre a minha boca aberta de surpresa.

- Que? – Gritei assustada pela a revelação e percebi, que alguns alunos das mesas ao redor me olharam – Casar? – Me inclinei sobre a mesa sussurrando em tom de segredo – Você disse o que?

Ela sorriu envergonhada.

- Eu disse que sim – Sussurrou baixinho, mas ela ficou sério em seguida – E o que você acha sobre isso, Lili?

Fiquei por uns minutos ostentando uma expressão neutra, mas suavizei-a e sorri abertamente.

- Eu acho bom você me deixar ser a dama de honra – Murmurei piscando um olho.

- Obrigada – Agradeceu alcançando minha mão sobre a mesa e deu aperto – Obrigada por apoiar o meu romance proibido com o seu irmão.

- Você o faz feliz e isso é o importante para mim, Verônica.

- Gente – Allyson sussurrou voltando do banheiro e se sentou ao lado de Vero – Eu estou muito surpresa.

- Com o que? – Vero indagou curiosa.

- Shawn me abordou na saída do banheiro e me pediu perdão por tudo – Ally contou ainda chocada enquanto ajeitava os óculos – Pensei que ele ia me humilhar ou sei lá o que.

Vero arregalou os olhos e acabei sorrindo. Era bom saber, que ele realmente estava arrependido e estava correndo atrás do perdão.

- Por essa, eu não esperava – Vero confessou pensativa, mas sua atenção voltou-se para mim – Isso me lembra uma coisa: o que vocês estavam conversando mais cedo, Alice?

- Bom, ele veio – Fiz uma pausa dramática, o que fez Vero revirar os olhos – Ele pediu desculpas e me agradeceu.

- Sério, Ali? – Allyson indagou de olhos arregalados.

- Sim – Afirmei.

- Nos conte tudo e não nos esconda nada, cunhadinha – Verônica mandou com os olhos brilhando de curiosidade.

Contei para ambas todos os detalhes da conversa com Shawn, inclusive a parte em que ele me convida para sair e eu revelo minha orientação sexual, no final Ally também sorria e Vero ainda estava desconfiada.

- Ainda não confio nele – Minha cunhada murmurou de braços cruzados.

Ally revirou os olhos por detrás dos óculos.

- Vero.

- Ally, eu não confio nele – Repetiu erguendo as mãos para o alto.

- Ally – Sussurrei nome da baixinha, que me olhou com atenção – Em partes concordo com ela, mas mesmo assim vou dar a ele o benefício da dúvida. E Vero, concorda de ficarmos de olho nele?

Ela assistiu.

- Claro.

- O que me deixa receosa não é ele e sim ela – Ally sussurrou apontando discretamente na direção da mesa de Camila – Ela não aprontou mais nada deste, que Alice bateu nela.

Senti o seu olhar e encontrei a Cabello conversando animadamente na mesa dos populares. Realmente, ela estava na dela e não fez nada com exatamente. Eu poderia dizer, que assim como o Shawn, ela também estava arrependida, contudo, não acredito. Como Ally acabou de dizer, ela estava aprontando alguma coisa e por enquanto, apenas nos restar ficarmos de guarda e esperar.

- Vamos ficar espertas com ela – Sugeriu Vero dando uma mordida na pizza – Essa porra está fria – Resmungou com uma careta engraçada.

Abri a boca para zombar dela, porém sinal tocou. Me levantei pegando minha mochila e o resto do almoço para jogar na lixeira enquanto minhas amigas faziam o mesmo.

- Até meninas – Ally acenou antes de ir para a aula dela.

- Até – Vero retribuiu – Caralho, tenho ed. Física agora – Reclamou desanimada – Beijos.

- Boa sorte e beijos.

Ela seguiu para o ginásio e eu para minha próxima aula, preparando meu psicológico e coração para ir à tarde na casa dos Jauregui’s.

[...]

Apertei a campainha sentindo um misto de nervoso e ansiedade na boca do estômago porque eu estava na porta de Lauren Jauregui, esperando que alguém me atendesse. Meu Deus, acho que vou vomitar ou desmaiar. Estou preste a entrar na toca do lobo, ou seja, ficar sob o mesmo teto que ela, entretanto, ela poderia simplesmente não está em casa e era por isso que vim rezando o caminho todo enquanto Vero me trazia sempre ostentando um sorrisinho malicioso, estou até agora com vontade de soca-la. Como nenhuma alma apareceu, me virei de costas para casa e me preparei para ir embora o mais rápido possível.

- Foda-se o trabalho – Sussurrei para mim mesma já descendo as escadas.

Entretanto, ao chegar no último degrau parei e olhei para trás porque escutei a porta sendo aberta. Minha respiração engatou com o pensamento de que poderia ser ela, que estava abrindo-a, mas para minha felicidade e decepção não era ela, mas sim uma mulher de cabelos enrolados e sorriso grande. Por reflexo acabei sorrindo também e era impossível não lhe retribuir.

- Querida, aonde você vai? – Perguntou docemente – Imagino que você seja a Alice, certo?

Dei um sorriso amarelo e subi os degraus novamente, parando na frente dela.

- Sou sim e senhora é mãe de Dinah Jane, ne? – Indaguei o óbvio porque além do sorriso idêntico, elas também se parecem fisicamente.

- Me chame de Milika ou de futura sogra.

Arregalei meus olhos porque achei ter ouvido errado.

- O que? Acho que ouvi errado – Murmurei assustada.

Ela deu um sorriso ainda mais largo.

- Você ouviu muito bem, querida.

- Mas, eu sou só colega de turma de Dinah – Gaguejei rubra de vergonha e desejando, que a terra se abrisse e me engolisse naquele instante.

- Não é de Dinah que estou falando, mas sim da minha outra filha – Respondeu simples e sem um pingo de constrangimento.

Meu Deus, ela está falando de Lauren. Cadê Verônica para me levar para longe daqui nesse exato momento?

- Eu...

- Mamãe, vejo que já conheceu a Alice – Dinah Jane falou aparecendo do nada e frisando meu nome de um modo estranho.

Milika olhou para a filha com os olhos brilhando.

- Sim, querida – Respondeu com um sorriso satisfeito – E você é linda, Alice – Elogiou se virando para mim.

- Obrigada – Sussurrei com um fio de voz corando ainda mais.

- Vamos, Alice – Dinah intercedeu pegando minha mão e puxou em direção a escada.

- Qualquer coisa estarei na cozinha, meninas – Milika comentou com um grito.

- Está bem, mãe – A namorada de Ally respondeu com outro grito e parou em frente a uma porta branca – Esse é o meu quarto – Abriu a porta, entrando em seguida e fiz o mesmo – Aquela é de Lauren – Apontou sugestiva para a porta na frente.

- Ah, sim – Concordei fingindo desinteresse e fitando a decoração – Seu quarto é bem bonito.

Ela riu maliciosa notando minha tática.

- Obrigada, Alice – Agradeceu – Vamos começar agora?

- Sim – Assisti.

- Ótimo, porque é muita coisa.

Sentamos sobre a cama macia dela e mergulhamos em fazer um trabalho perfeito. Em poucas horas ao lado dela, vi como Dinah é uma pessoa alegre e me fazia rir com muita facilidade extrema, mas ela continuaria sendo o poste loiro. Talvez e quem sabe, um dia ela possa vim ser minha amiga poste loiro. A vida e o destino são imprevisíveis.

- Estou cansada – Comentei me jogando para trás na cama muito confortável.

- Idem – Ela concordou me imitando – Eita, está chovendo muito – Dinah observou apontando através da janela – E não é pouca coisa não.

Voltei minha atenção na mesma direção em que a dela e realmente chovia bastante, estava parecendo até um diluvio. Me sentei na cama e passei as mãos pelos os cabelos me sentindo nervosa por estar caindo esse aguaceiro todo. Vero, a essa estaria com Ian por aí e minhas mães devem estarem em casa, mas não quero colocar nenhuma das duas debaixo de chuva e sendo assim agora me resta a opção de ir embora de taxi, já que meu carro está na oficina também.

- Parece que não vai passar tão cedo – Observei indo até a janela e vendo como os trovões faziam muito barulho – Dinah, como não percebemos isso antes? – Indaguei curiosa porque realmente nenhuma de nós duas tínhamos visto antes.

- Acho que é porque estávamos tão concentradas nessa merda de trabalho, mas pelo menos ele está perfeito e terminamos – Respondeu com um suspiro aliviado.

Ri.

- E se ganharmos menos que a nota máxima, então, eu sugiro mandar ela enfiar isso aonde o sol não bate – Brinquei balançando as sobrancelhas.

Dinah caiu na gargalhada.

- Você não presta nem um pouco, invocadinha.

- Eu nunca disse o contrário, poste loiro – Retruquei piscando um olho divertida.

- Você se importa de me esperar aqui enquanto busco algo na cozinha para comemos? – Perguntou abrindo a porta do quarto – Estou com muita fome e como Lauren ainda não deve ter chegado em casa, ainda tem um bolo maravilhoso de chocolate na geladeira – Completou com um bico indignado.

Neguei com um aceno de cabeça.

- Pode ir, Dinah.

Ela saiu sem dizer nada e deixou a porta escancarada. Fiquei rodando no quarto sem ter algo para fazer e meus olhos recaíram sobre do outro lado do corredor. Nunca foi da minha natureza ser xereta ou de ficar bisbilhotando o quarto alheio, mas algo no meu interior me impulsionava a ignorar minha educação e invadir o de Lauren. Fui até o corredor com o coração aos pulos e coloquei a mão na maçaneta tendo certeza, que ali eu começaria a entende-la um pouco. Com ambas mãos molhadas de suor e o estômago embrulhado, abri-a e entrei no ambiente bem iluminado. E para a minha imensa surpresa, quarto dela era lindo e cheio de coisas fofas como ursinhos.

Sobre o criado mudo, ao lado da cama, tinha um único porta retrato e isso chamou minha atenção. Peguei-o com cuidado na minha mão e fitei a foto com um sorriso. Nela havia uma mulher com aparência jovial e sorridente, com uma barriga mostrando um estágio avançado de gravidez, e uma garotinha de franjinha e olhinhos verdes estava sentada na perna dela, que sorria abertamente para a câmera e assim seus dentinhos de coelho ficavam expostos.

Me emocionei por vê-la e, enfim, compreendi o que Vero quis dizer sobre a antiga Lauren ser doce e sorridente.

- O que você pensa que está fazendo aqui? – Perguntou uma voz conhecida e transbordando de fúria, repentinamente.

Por reflexo, me virei assustada na direção da porta e por distração o porta retrato caiu no chão, que espatifou o vidro em pedaços.

- Ai, meu Deus – Sussurrei gelada e me abaixei para catar os cacos.

- Olha o que você fez, porra – Acusou nervosa e deu um tapa nas minhas mãos, antes mesmo que elas encostassem em algo – Caralho, saí daqui – Mandou grossa.

- Lauren, me desculpe... – Pedi engolindo choro e desesperada por ter quebrado algo importante para ela.

Ela me lançou um olhar tão severo e irritado, que desejei sumir dali.

- Você quebrou a minha única lembrança da minha falecida mãe – Revelou transbordando ódio na voz e os olhos verdes gélidos.

- Me perdoa, por favor. Eu não queria quebrar nada – Gaguejei com um fio de voz.

Ela fitou-me sarcasticamente e se levantou.

- Mas, quebrou porra – Gritou chutando a cadeira de rodinha da mesa do computador – O que você veio fazer aqui, Alice?

Me levantei com dificuldade sentindo o bolo na minha garganta crescer e meus olhos queimarem.

- Eu estava curiosa sobre você e resolvi entrar aqui enquanto Dinah foi na cozinha – Confessei em um sussurro envergonhado e abaixei a cabeça, para não olhar no rosto transtornado dela.

- Você é como ela.

Franzi minha testa por ela ter tido algo tão inesperado e sem sentido.

- Como? – Perguntei confusa, olhando-a.

Ela riu sarcástica.

- Dinah dizia que você seria a luz da minha escuridão e que não era como Camila – Lauren murmurou dando um sorriso de escarnio – Mas, no fim as duas não passam de vadias.

Arregalei meus olhos horrorizada.

- Você está maluca, Lauren – Sussurrei com a voz embargada – Me comparar a Camila por que quebrei um porta retrato?

Ela avançou na minha direção e me segurou pelos braços de forma dolorosa.

- Não é dessa merda de porta retrato, que estou falando – Retrucou com raiva e apertando ainda mais meus braços.

Ofeguei de dor, mas ela não me soltou.

- Então, do que você está falando?

- Eu vi hoje você no estacionamento – Fez uma pausa, fechando os olhos como se lembrar disso fosse doloroso para ela – Vi você se esfregando como uma vadia no merdinha do Shawn – Explicou com os olhos injetados de ódio.

Consegui me afastar dela e dei um tapa dentro do rosto dela. Lauren colocou a mão sobre o lugar atingido e deu um sorriso arrogante.

- Nunca mais ouse encostar em mim ou me chamar de vadia, Lauren – Avisei apontando o dedo na direção dela.

Ela riu sem humor.

- Além de vadia agora você é uma agressora também, pequena Alice?

- Vá para o inferno, porra – Gritei me afastando dela.

Seus olhos brilharam em humor negro.

- Adivinhe, só? – Sorriu torto – Eu já estou no inferno mesmo a muito tempo – Murmurou sentando na beirada da cama e abaixando a cabeça.

Juro que tentei, mas eu não consegui. Me encostei na parede atrás de mim e escorreguei até o chão, deixando as lágrimas escorrerem livremente. O som do meu choro soou alto e preencheu o silêncio repentino. Não senti vergonha por está chorando na frente dela e era bom Lauren ver como me machuca. Ela simplesmente deduziu de maneira completamente errada o que viu no estacionamento e agora vem me ofendendo de palavras tão dolorosas.

Ama-la me destrói.

- O que está acontecendo aqui? – Dinah perguntou aparecendo no quarto – Eu estava escutando os gritos lá de baixo. Ai meu Deus, você está chorando, Alice – Ela ajoelhou na minha frente e passou a mão nos meus cabelos.

Abracei-a fortemente e enterrei meu rosto nos cabelos loiros dela. Ela não disse mais nada e ficou apenas fazendo carinho nas minhas costas. Não sei por quanto tempo ficamos nessa posição, mas quando eu já me sentia mais tranquila me afastei dela.

- Obrigada, Dinah – Agradeci sincera.

- O que houve? – Indagou novamente.

- O que houve é que sua queridinha não passa de uma vadia, DJ – Lauren murmurou irônica.

Dinah levantou-se e encarou a irmã horrorizada.

- O que você disse, Lauren?

Me apoiando na parede também fiquei de pé, mesmo com minhas pernas moles e nada confiáveis, e encarei-a com o queixo erguido. Lauren para o meu espanto e tristeza estava chorando também, entretanto, eu mataria essa vontade de ir até ela e lhe abraçar.

- Ela me chama de vadia porque hoje mais cedo me viu dando um abraço no Shawn – Expliquei.

Dinah franziu a testa.

- Ally me contou isso e me disse que ele havia pedido perdão a ela – Murmurou confusa.

Ri sem humor.

- Ele me pediu perdão também e apenas me deu abraço amigavelmente em agradecimento por umas coisas que o falei a mais de dois meses atrás.

- Isso foi antes ou depois dele te comer? – Lauren perguntou irônica.

Fitei-a sem emoção.

- Mesmo que você nunca acredite, Lauren – Murmurei me sentindo oca por dentro – Há pessoas, que se arrependem por ter feitos escolhas erradas e querem concertar os próprios erros. E ele quer isso e está arrependido.

Ela riu debochada.

- E você, Alice? Se arrependeu de ter dado para ele ou não?

Neguei balançando a cabeça para os lados.

- Não posso me arrepender de algo que nunca fiz – Dei uma pausa e respirei fundo – Eu só me arrependo de te amar. É, a vadia aqui – Apontei para mim mesma – Te ama, Lauren – Revelei arrancando o colar do meu pescoço, que ela me deu um dia anterior, e joguei aos pés dela.

Ela ficou em choque e eu sai correndo do quarto, chorando novamente e com o meu coração destruído pela a pessoa que mais amo. Desci a escada sem realmente ver nada pela a minha frente e em segundos eu já estava debaixo da chuva.

Por que amar uma pessoa pode ser tão doloroso?


Notas Finais


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Eu devo chorar? Xingar? Ou ter compaixão por Alice?
Próximo capítulo será voltado para outro personagem e depois desse será o desfecho do de hoje.
😗😗😗😗


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