História Aprendendo a Viver - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Butantan, Chanbaek, Comedia, Fluffy, Happy Gabu Day, Rico X Pobre, Vida Universitária
Exibições 166
Palavras 3.009
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu devo desculpas...
Eu travei muito com essa fic (e com outras também), mas eu tentei meu máximo para trazer isso aqui.
Vou tentar ser mais rápida, mas aaa é a vida -q
Agradeço a Yoda pela revisão <3
Boa leitura

Capítulo 2 - Bem vindo ao pequeno inferno


Capítulo I – Bem vindo ao pequeno inferno

Chanyeol acabou desesperado quando foi pesquisar no Google quanto valia um salário mínimo. O garoto nunca havia visto necessidade em saber de tal fato, mas o que viu foi totalmente desgastante. Como ele sobreviveria sem seu cartão com a exata quantia de oitocentos e oitenta reais?

Tentou naquela semana fazer charme para a mãe e para o pai, que apenas o ignoraram, os dois estavam rindo da sua cara por trás, o garoto iria aprender de uma forma ou de outra a dar valor no dinheiro e saber administrá-lo.

É claro que a aposta dos dois ainda estava de pé, assim, o garoto tornou-se apenas um peão no jogo infantil dos pais.

Conseguiu a liberação do cartão no primeiro mês, chorando, pois, precisaria de material, e de um lugar para ficar, era teimoso o suficiente para embarcar em um ônibus com o destino a Cuiabá - a cidade da faculdade - sem ter nada certo e seus pais sabiam disso.

Comprou tudo que queria, das réguas mais caras, esquadros, compassos e muitas canetas coloridas, dizia que precisaria para desenhar os vetores.

Parecia uma criança do fundamental comprando os materiais, o que certamente fez Bora sorrir. Aquele era seu garoto afinal. 

A mulher nem mesmo discutiu se tudo aquilo seria útil nas aulas, apenas deixou-se levar naquele dia de compras com seu filho, aproveitando-se de seus sorrisos.

Chanyeol ainda não tinha um lugar para ficar, e isso o assustava, precisava da ajuda de seu veterano mais uma vez. Sentia-se já um estorvo para o outro.

Quando chegou o dias de compras, enviou uma mensagem pelo whatsapp:

 

Chanyeol: Olá, de novo. Sou eu, o calouro chato. Sinto muito, mas você sabe de uma república ou apartamento mais barato? Meus pais estão controlando minha mesada pois não querem que eu faça esse curso. Desculpe o incômodo.

 

Do outro lado do país, o garoto de cabelos negros observou e sorriu, achava o seu novo calouro mimado demais.

Chanyeol viu o telefone tocar com o sinal de uma nova mensagem, desbloqueou a tela e sorriu com a mensagem:

 

Baek Hyung: Quanto foi o limite, calouro?

 

Baekhyun não precisou esperar muito para ver a resposta do mais novo, sorriu ao pensar no desespero do outro.

 

Calouro Mala: 1 salário mínimo. Acha que consigo algo?

 

Leu a mensagem duas vezes, como assim? Seria um salário para aluguel ou para o outro viver? 

Mal conhecia o calouro mala, mas sabia que seria muito difícil dele conseguir tal façanha.

 

Baekhyun: Vou ver aqui, eu não disse nada antes pq pensei que vc queria um apartamento grande ou um quarto só pra vc, mas na nossa república tem uma vaga. Mas temos regras rígidas, e vc teria que conversar com o Jongdae antes, e é claro, aqui vc dividiria um quarto.

 

Calouro Mala: Quanto é? Eu não me importo, contanto que eu tenha um lugar para ficar.

 

Baekhyun: R$ 350,00, mas é próximo da faculdade, internet e água inclusa. Mas a luz nós dividimos, assim como o mercado pois o RU não abre aos fins de semana. Os móveis do quarto são de sua responsabilidade, mas o resto da casa não, ela é toda mobiliada, sala, cozinha, dois quartos e banheiro.

 

Calouro Mala: Por mim fechou (:

 

Baekhyun: Vou falar com o Jongdae, mas acho que está tudo okay. Qualquer coisa entro em contato.

 

Calouro Mala: Obrigado mesmo, de verdade, de coração, vc é d++++++, melhor pessoa e melhor veterano de todo o universoooooooo ((((((((((:

 

Baekhyun: Não me faça arrepender de querer dividir meu quarto com vc.

 

Chanyeol sorriu olhando para o aparelho de celular, se o tal Jongdae concordasse, ele teria um lugar para ficar, Baekhyun era um anjo em sua vida, acreditava nisso.

 

—X—

 

Jongdae havia concordado com a vinda do calouro de Baekhyun para a Korean House – a bendita república – afinal, os dois não estavam dando conta de manter a casa, precisavam mesmo dividir com mais alguém, desde que o dono havia subido o aluguel e uma das bolsas estudantis de Baekhyun haviam sido cortadas, os amigos se encontravam em uma situação apertada.

Dividir o aluguel em três partes, com a internet e água inclusa, aliviaria para os dois, já que Jongdae arcava com a maior parte, e quem seria afetado era Baekhyun mesmo, que teria de dividir o seu amado quarto.

O único medo de Jongdae era se o bendito “calouro mala” manteria a república organizada, e se ajudaria com as tarefas domésticas, pois eles não possuíam condições de pagar uma empregada doméstica.

Porém o quase físico havia prometido falar tudo com o novo morador e ensinar as regras da Korean House, inclusive sobre a faxina semanal, e a limpeza diária.

Jongdae confiava no melhor amigo, e por isso não questionou ou discutiu sobre, aceitou, pois sabia que o outro precisava dessa ajuda, apenas sorriu daquela forma que Baekhyun gostava tanto, quase fechando os olhos enquanto cozinhava as suas famosas panquecas.

O fato era que Baekhyun era um bolsista completo, não tinha pais para o ajudar e contava apenas com a verba que a faculdade dispunha e muitas vezes, esta atrasava ou simplesmente não caía. E o garoto de baixa renda, odiava depender tanto do melhor amigo, mas às vezes isso era necessário.

Estudava como se sua vida dependesse daquilo – na verdade dependia – Mantinha as notas acima da média sempre, nunca faltava – nunca mesmo, chegou a ir com dengue a aula – e sempre mantinha a sua pesquisa em dia com medo de perder a bolsa de Iniciação Científica.

Além do fato de Bacharelado em Física não ser um curso fácil, ou com professores amigáveis, Baekhyun já havia comido o pão que o diabo amassou com o rabo naqueles dois anos de faculdade, mas mantinha-se firme com a sua turma de agora oito pessoas – eram trinta no início.

Jongdae estava no terceiro ano de engenharia, e via o outro ralando – não que seu curso fosse fácil ou que não tivesse professores carrascos -, mas sabia que para Baekhyun era tudo potencializado.

A lei de Murphy amava Baekhyun. Chegava a ser irônico tanto azar em apenas uma pessoa.

Assim, ficou decidido que o calouro mala, um também descendente de coreanos, viveria na Korean House, e que dividiria o quarto com Baekhyun, o que fez o veterano chorar ao ter que arrumar espaço no seu cantinho.

Baekhyun levou a escrivaninha para a sala, praticamente aos prantos, pois sabia que ao ver a televisão iria querer sentar e assistir - maldita hora que a avó de Jongdae havia lhe oferecido esse presente -, além do fato do sofá ser mil vezes mais confortável que sua cadeira de escritório de terceira mão. 

Baekhyun tinha a impressão que sucumbiria às tentações e que não iria conseguir se focar nos seus cálculos.

O seu criado mudo ele venderia, e se tudo desse certo ainda lucraria um pouquinho. Ele conseguiria organizar seus produtos de higiene pessoal - maquiagem, cremes e afins - em uma das partes de seu guarda roupa de solteiro, pelo menos acreditava que conseguiria.

Quis desistir da ideia. 

Várias vezes. 

Mas quis ainda mais ao calcular mentalmente o quanto a respiração de uma pessoa poderia afetar a temperatura do ar. No seu quarto não tinha ar condicionado, e não tinha dinheiro para comprar um, além do aparelho gastar muito kilowatts por hora. 

O quase físico sempre se virou com um bom ventilador.

Mas sabia que estava subestimando Cuiabá, the little hell.

Acabou conseguindo dividir o quarto exatamente no meio, Jongdae sentiu uma pontada de orgulho, e, para comemorar os amigos compraram uma coca-cola, beberam felizes, esperando o novo inquilino.

 

--X-- 

 

Chanyeol estava fazendo as malas, e colocava tudo que achava necessário, animadamente, cantando algumas músicas da sua playlist aleatória. 

Fez uma mala só com cobertores. Imaginava que Cuiabá era quente, mas pensava sozinho: “Toda cidade faz frio, não é?!”. 

Também teve a mala com seu amado Playstation 4 e seus jogos. Aquela era sua mala mais preciosa.

A mala com roupas de verão, a mala com roupas de inverno.

E para finalizar a pequena mudança, fez uma mala com seus produtos de maquiagem, aqueles que pegava escondido da mãe e alguns mais que comprava, afinal, uma pele lisa é uma pele lisa e não se tem isso sem esforço.

No final, ansioso pelo dia do embarque, Chanyeol guardou suas quatro malas grandes e sua mala de mão, juntamente à mochila com as coisas que usaria na faculdade.

Dormiu com a sensação de trabalho cumprido.

Heechul viu tudo aquilo de bagagem e as colocou no carro, tendo a certeza que seu filho voltaria para casa em menos de um mês e que venceria a aposta que havia feito com a esposa.

Bora estava assustada, nem ela conseguía juntar tanta coisa para viajar, mas decidiu não falar nada, afinal o plano era Chanyeol aprender a viver sozinho.

Chegaram no aeroporto e Heechul teve de pagar um absurdo pelo excesso de peso. Imaginava como seu filho iria se virar com apenas um salário a partir daquele momento, era no mínimo improvável.

Chanyeol se despediu chorando, sabia que sentiria falta dos pais, mesmo que eles fossem um pouco malucos e aloprados. Sentiria falta de casa, do carinho da mãe e do pai, das maratonas de jogos juntos, ou simplesmente de pegar o violão e tocar com os dois.

Na sua mente não existia uma família mais perfeita.

Embarcou e colocou a sua playlist para momentos da bad. Sempre imaginou como seria legal sentar na janela do avião e ficar pensando na vida e chorando, como nos filmes. 

Mas haviam diferenças:

1: Nos filmes não eram aviões, mas ônibus.

2: Chanyeol não conseguia chorar e acabava fazendo caretas estranhas, a aeromoça acabou acreditando que ele estava passando mal e foi lhe perguntar isso.

No final das contas, o pobre Chanyeol acabou  dormindo, sonhando com a sua nova vida.

 

--X--

 

Jongdae estava animado, cantarolando na cozinha enquanto cozinhava algumas comidas tipicamente coreanas, já que o novo colega era descendente como ele, estava animado, quase dançando com as colheres enquanto mexia nas panelas.

Baekhyun estava cansado, olhava para seu antigo quarto e sentia vontade de chorar desesperado, sentiria falta de suas coisinhas que teve de vender para conseguir espaço para o seu calouro mala.

Sabia que essa noite o tal Chanyeol dormiria na sala, afinal não teria como ele trazer os móveis na mala, certo?

Riu com sua imaginação e seguiu limpando o banheiro, odiava fazer aquilo, mas era sua missão aquela semana. 

Jongdae terminou toda a comida e colocou na pequena mesa da casa, Baekhyun limpou o banheiro e sorriu vendo tudo brilhar. Não iria mentir, gostava de tudo limpinho.

Estavam assistindo um filme aleatório que passava na televisão: Era Barbie e o Quebra-Nozes. Os amigos quase choravam na cena dos dois dançando juntos, mas mantinham a pose e apenas se olhavam de canto de olho, sabendo que no fundo ambos estavam emocionados.

Barbie era legal, esse filme em especial era emocionante, o que os amigos podiam fazer a respeito? 

Estava quase na hora, mas nada do calouro. 

— Dae, será que o vôo atrasou? — Baekhyun perguntou olhando para o celular, nem sinal do novo morador.

— Acho que não, daqui a pouco ele chega aí. — Disse levantando e estalando as costas, tinha essa mania.

— Espero mesmo, porque eu tô morrendo de fome… — Acabou fazendo uma careta olhando para a comida e depois para Jongdae.

— Nem pense nisso, — O mais velho meneou a cabeça negativamente enquanto estalava a língua na boca. — Vamos comer juntos, Baek, juntos, nem pense em roub… — Viu algo na mão do mais novo que sorria. — Seu desgraçado, isso aí são meus kimbaps? 

Jongdae partiu com tudo para pegar a comida de volta e colocar na mesa, mas Baekhyun fugiu gritando que estava com fome e que o mais velho era um monstro, no meio da gritaria e dos xingamentos do cozinheiro podia ouvir o interfone tocando.

— Porra Dae, me solta! — Baekhyun esbravejou. — Merda, tu tá surdo? — Jongdae pouco se importava, havia conseguido os kimbaps. — O interfone, sua anta.

Baekhyun deu um peteleco na cabeça de Jongdae e este atendeu o interfone, enquanto segurava com força o tapoer com a comida.

— Oi, seu Zé! — Disse fazendo uma careta ao ver Baek tentar roubar o arroz. — Sim, nós temos um novo morador, pode mandar ele subir. — Chutou a bunda do colega que estava com seu prato cheio de arroz. — Como assim? Ah entendo, já vamos descer. — Desligou o interfone e deu um tapa nas costas de Baek. — Temos que descer, o calouro trouxe muitas malas e não vai conseguir subir as escadas.

— Como assim? 

— Segundo o seu Zé, um monte mesmo, tipo... Umas seis ou sete.

— Caralho!

Baekhyun imaginava que Chanyeol era um sem noção, mas nunca pensou que seria a esse ponto, desceu as escadas - afinal o prédio não tinha um elevador - e pôde constatar que o garoto alto era ainda mais idiota que na sua imaginação.

Praguejou até a vigésima geração do boneco de posto com pernas de alicate e seguiu vendo Jongdae em sua típica cara feliz.

Baekhyun viu Jongdae se apresentando e pegando duas malas, deu apenas um oi e pegou a mochila e a mala pequena, deixando duas malas gigantes para o ser alto carregar.

— Obrigado pela ajuda, não sabia que aqui não tinha elevador.

— É um prédio pequeno, Chanyeol. — Jongdae sorriu mesmo que achasse que as malas pesadas.

— Mas até na minha casa têm. — Chanyeol parou para respirar, aquilo era trabalhoso. — Se bem que minha casa é bem maior, faz sentido. — Disse pausadamente, o ar lhe parecia faltar.

Baekhyun imaginou como seria a casa dele, provavelmente uma mansão. Sorriu com isso e seguiu apressado deixando os outros dois para trás. Estava com fome. 

Jongdae acreditava que o novo colega era louco, mas nada falou, apenas carregou as duas malas gigantes - teve certeza que com um pouco de esforço conseguiria entrar dentro delas - e quando chegou em casa e viu Baek comendo sem os esperar quis o matar.

Deixou as malas na porta mesmo, o calouro que se virasse, precisava matar Baekhyun por sua heresia.

Pegou o ladrão de comida pela camisa e o fez soltar o prato na mesa. Os dois brigavam feito gato e rato.

Chanyeol estava assustado, parado onde Jongdae o havia deixado.

— Senta na merda dessa mesa direto. — Jongdae, que havia vencido a pequena disputa disse: — Agora tu vai esperar o resto da casa, ou vai ficar sem comida por um mês! Entendeu?

— Hum... mas... mas, hyung... — Apelou, sabia que Jongdae se comovia com a língua natal. — Eu tô com fome.. — Fez um biquinho.

Jongdae não cairia nessa novamente, deu um tapa leve na cabeça de Baekhyun e chamou Chanyeol para comer.

— Hey, calouro, vem comer! — Chanyeol o encarou incrédulo, aquele parecia ser novo nome. — Ou o Baek vai comer tudo antes de nós.

— Vou indo, mas onde deixo as malas? 

— Depois o Baekhyun vai te ajudar! — Jongdae disse sorrindo, empurrando de leve um Chanyeol da sala até a cozinha.

— Nem mor… — Baekhyun levou um peteleco na cabeça. — Dae, isso dói, porra.

Chanyeol caiu na gargalhada, uma que parecia que ele morreria a cada novo som, completamente espalhafatosa e cheia de energia.

— Vocês são divertidos! — Bateu na própria coxa tentando controlar a risada. — Obrigado pela recepção.

Jongdae ficou emocionado com o agradecimento e com a forma feliz que o calouro comia, amava cozinhar, mas amava mais ainda quando comiam felizes.

Baekhyun apenas se sentiu aliviado por poder finalmente comer, a comida de Jongdae era magnífica.

Terminaram tudo, Jongdae insistiu em ficar com a louça enquanto o amigo apresentaria a casa ao outro, Baekhyun, bem humorado como sempre fez seu caminho, mandando o calouro o seguir.

— Aqui é a cozinha, lar de Kim Jongdae, o primeiro de seu nome. — Jongdae fingiu usar uma faca como espada e Chanyeol riu. — Aqui é a sala, onde você vai ficar até comprar os móveis do quarto. — Chanyeol sorriu e concordou. — Aqui é o quarto, aquele espaço é o seu, o outro é meu, nem ouse tocar nas minhas coisas! — O calouro achou o lugar minúsculo, era menor que seu banheiro, mas ficou calado. — Aquela porta é o quarto de Jongdae. E por último o banheiro. — Abriu a porta e Chanyeol quase teve um treco. — Pronto, é isso aê.

Baekhyun terminou de falar e se jogou no sofá, precisava descansar depois de comer. 

Chanyeol ainda encarava o banheiro. Aquilo era sério? De verdade? Aquele era o banheiro?

Colocou uma mão no peito enquanto pensava.

Era aquilo mesmo?

Okay. Não que estivesse esperando uma jacuzzi com a sua, mas queria ao menos um box.

Como ele tomaria banho? Molharia tudo! 

Continuou encarando incrédulo, entrou e mediu, mal o caberia ali. Como caralhos ele se vestiria?

— Calma cara! — Jongdae apareceu lhe dando tapinhas nas costas. — Cada um tem seu cesto de roupas, não se preocupe, amanhã te mostro a área de serviço.

Chanyeol quis chorar, mas apenas segurou as lágrimas, não se daria por vencido, aprenderia a tomar banho naquela lata de sardinha sem problemas.

Estava cansado e Baekhyun lhe ajudou a arrumar o sofá para dormir.

— Vou pegar meu edredom. — O veterano segurou o riso enquanto o outro ficava nas malas.

Cuiabá era quente para se usar um edredom mas não falaria nada. 

Não falaria nada, até que viu que porra de edredom era aquela, como assim estampa do Homem de Ferro? 

Oi?

Em que mundo o calouro vivia?

— Então você é team Iron Man? — Arqueou uma das sobrancelhas.

— Óbvio, ele é foda! — E lá se foi toda a possível amizade que poderiam ter um dia.

— Cara, não, só não. — Baekhyun negava a si mesmo que dividiria o quarto com esse merdinha que estava falando o quanto Tony Stark era foda e como o capitão era um frouxo.

Se recusou a discutir, com gente burra não se deiscute, se deixa elas se foderem lentamente enquanto são consumidas por seus próprios ideais idiotas.

Deixaria o calouro morrer no calor de Cuiabá com aquele maldito edredom.

“Welcome to little hell...” Pensou enquanto desligava o ar condicionado da sala - e o único da casa.


Notas Finais


não me matem -q

Obrigada por lerem!


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