História Aprendendo a Viver - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Criminal Minds
Tags Spencer Reid
Visualizações 41
Palavras 1.525
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


FINALMEEEENTE!!! Como é bom ter uma folga!! Não acham? Me desculpem pela demora, espero que o capítulo compense minha demora. Não está muito grande, mas contém detalhes importantes para o desenrolar da história. Espero que gostem!

Capítulo 14 - Capítulo 14


Aquela acabou sendo uma das melhores tardes da minha vida. Ter meu filho de volta ao meu lado, poder abraçá-lo, beijá-lo e dar todo o carinho que a distancia me impede de dar era tudo que eu mais precisava, mesmo que fosse por pouco tempo. Já era noite e todos estavam na sala, assistindo Meu Malvado Favorito, um dos filmes favoritos de Ezequiel. Minha mãe e Kayla haviam dormido nos primeiros dez minutos de filme, já que ambas estavam muito cansadas. Nesse caso só ficamos acordados eu, Ezequiel e Logan, que naquele momento estava na cozinha fazendo pipocas já que segundo ele mesmo não tem como assistir um filme sem pipocas. Depois de um tempo, deixei Ezequiel sozinho na sala durante alguns minutos e fui até a cozinha falar com Logan. Chegando lá me escorei no armário de pratos, talheres e até de outras coisas que havia ali. Pensei no que iria dizer. Mesmo confiando em Logan há anos não posso evitar, é assim com todos que conheço. Preciso saber medir as palavras e dizer com jeito se preciso mesmo saber de algo, sei que ele não se estressaria com uma coisa dessas, mas é mais forte do que eu.

- Logan... – Comecei, meio receosa. Ele não me olhou, pois estava concentrado demais no que ele tinha no fogo, porém fez um som nasal para que eu continuasse. – Por que estão aqui? – Ele para o que está fazendo e me olha, sua expressão mostra confusão e surpresa.

- O que...

- Não que eu não goste de ter vocês aqui, é só... – Como eu posso dizer? - é seguro? – Falo. Ele suspira com a minha fala, imita o meu gesto e logo se apoia do lado do fogão, um pouco longe para não correr o risco de se queimar.

Muita coisa aconteceu desde que Ezequiel foi morar com Logan, e só Deus sabe o quanto eu fico triste em ter que viver longe do meu filho, mas a única coisa mais forte que a minha saudade no momento é saber que esse é certo a se fazer se eu quero ver o meu filho bem e a salvo, longe de qualquer perigo. Dói, dói muito. Mas isso é um mal necessário, amo o Ezequiel o bastante para ficar longe dele. Mas voltando à realidade, Logan parece estar na mesma situação que eu há alguns segundos atrás.

- Não recebemos nenhuma ameaça ou mensagem já faz semanas, você mesma disse isso. O Ezequiel queria muito ver você, ele estava morrendo de saudades, todos os dias me perguntava quando poderíamos ver você de novo. – Fez uma pausa. – Mel, consegue imaginar o que é ter uma criança de nove anos em cima de você porque está louco para ver sua mãe?

- Não. – Minha voz saiu falha, carregada de tristeza. Logan percebeu isso pois logo tratou de se desculpar. Realmente eu não sabia como era ter uma criança por perto desse jeito. – Não é culpa sua.

- Não, olha, você sabe que eu nunca faria nada que machucasse o Ezequiel ou nenhuma de vocês. Você sabe disso. – Falou convicto.

- Eu sei. – Respondi de imediato. Conheço Logan há anos, crescemos juntos, assim como Kayla. Sempre fomos amigos e eu sempre confiei plenamente neles e eles em mim. Sem sombra de dúvidas eu posso dizer que sempre poderei contar com os dois. – Eu confio em você, Logan. E acredito em tudo o que disse, e se você tem certeza de que estamos seguros, pelo menos, temporariamente, então é porque estamos. – Falei, e ele concordou com a cabeça.

Nada de muito importante aconteceu depois daquilo. Terminamos de assistir o filme enquanto comíamos a pipoca que Logan tinha preparado. Ele tinha feito de um jeito diferente, e colocou um recheio que segundo ele “é receita de família”... sei. Quando terminou o filme, Ezequiel já estava quase desmaiando no sofá. Levei ele para se ajeitar e ir dormir, já estava pondo ele na cama quando ele começa a falar:

- Mamãe. – Sua voz fraca e levemente triste chamou minha atenção.

- Que foi, querido? – Perguntei dando um leve carinho em seus cabelos.

- Como será o dia amanhã? – Não entendi sua pergunta.

- Como assim, Ezequiel? – Ele pareceu exitar por um momento.

- Eu ainda vou estar aqui, né? – Ao ouvir aquelas palavras, senti meu coração apertar, senti meu coração doer. Finalmente tinha entendido o que meu filho quis dizer. – Eu não gosto quando ficamos separados, eu sinto saudade. – Falou, seus olhos marejados, tenho certeza que os meus não estavam diferentes. Aproximei-me mais dele e o abracei, ele retribuiu o abraço com a mesma intensidade que eu.

Minha garganta começou a se apertar. Eu queria chorar, mas não podia fazer isso na frente dele. Não queria que ele me visse assim. Ele só tinha nove anos, era inocente ainda. Não conseguia entender, não podia entender a situação em que vivíamos.

Uns dez minutos depois do nosso momento ele dormiu. Ele já estava com sono, mas mesmo assim, por via das dúvidas, cantei a música de ninar favorita dele, como já era de costume. Quando terminei o cobri mais na cama e dei um leve selinho em seus cabelos e saí do quarto com todo o silencio do mundo. Quando já estava do lado de fora, encontrei minha mãe que me olhava encantada com um grande sorriso no rosto.

- Que foi? – Perguntei, desconfiada. Ela chegou para mais perto de mim até que pudesse ficar na minha frente. Sorri também, já adivinhando o motivo dela estar assim.

- A senhora ouvir, não foi? – Perguntei, receosa. Não gostava quando as pessoas me ouviam cantar, por mais próximas que elas fossem. Não que seja de propósito, é só que todos têm o costume de dizer que minha voz é linda, que eu canto bem... mas eu não acho isso. Por mais que eu me esforce eu não consigo ouvir a voz doce que todos dizem ouvir. Gosto de cantar pro meu filho porque me relaxa, me conforta, e sei que para ele também. Mas se não for ele...não me sinto confortável.

- Nunca me canso de ouvir essa musica de você. – Falou enquanto me olhava nos olhos. Mesmo que eu estivesse me desviando dos mesmos.

- Pelo visto ele também não. – Falei, tentando disfarçar meu nervosismo.

Ela sorriu novamente, e logo depois me abraçou. Ao contrário do que muitos pensam, minha mãe é muito emotiva, quem sabe até mais do que eu. Falo isso porque sei que para muitos ela parece mais uma mulher que já passou da fase de festas e bebedeiras, que é mãe e por isso deveria se comportar como tal, que parece não ter mais jeito, entre vários outros comentários que eu já fingi ignorar. Às vezes sinto que ninguém a conhece de verdade, além de mim. Nem suas irmãs. Eu sei o que ela já passou, o que já sofreu. Só eu sei realmente o que ela já teve que aguentar porque eu também tava lá. E também porque, na maioria das vezes, eu era o motivo daquele sofrimento todo. A causa de vários anos de dor e angústia.

- Sei que está feliz por ele estar aqui. – Falou quando nos soltamos do abraço. – Eu também estou, por isso quero que aproveite. Amanha quero que se divirta com ele. Leve ele pra passear no parque, leve seus animais com vocês. – Concordei com a cabeça.

- Ok, eu vou. – Falei. Ela me lançou um último sorriso antes de se virar e ir pro quarto dormir.

Olhei meu relógio, já eram 23h48min da noite, não era à toa de que todos já estavam dormindo. Só eu estava acordada ainda, tratei-me então de ir dormir logo. Fiz minhas higienes e troquei de roupa. Porém, antes de ir dormir resolvi ver meu celular, vi que tinham quinze novas mensagens, todas de Jennifer. Resolvi visualizar, não sei dizer se isso foi uma coisa boa. Talvez fosse, se eu não tivesse chorado muito aquela noite.

Eram fotos. Várias fotos de quando eu e minha mãe estávamos lá, e apenas de três eu me lembrava. Várias fotos que eu nem estava prestado atenção quando foram tiradas. Na praia, no restaurante, no bar, no parque de noite. Porém de todas elas, teve uma que mais mexeu comigo. A foto mostrava todos nós, quando fomos almoçar no restaurante, eu estava entre minha mãe e o Spencer. Spencer. Ver aquelas fotos me fez chorar, porque me fez pensar que eu não sou feliz e talvez eu nunca seja. E tudo isso por causa de homem. Um único e maldito homem que faz questão de me atormentar todos os dias nos últimos treze anos. Um ser desprezível que faz questão de estragar minha mente, meu corpo, tudo o que eu sou e não só a minha vida mas a de todos que eu tenho algum tipo de carinho.

Por quê? Por que comigo? POR QUÊ?

Guardei meu celular e fui dormir. Peguei no sono naquela noite entre lágrimas e soluços, implorando para que o dia seguinte me fizesse esquecer esse momento que acabara de ter. Pedindo por favor que isso acabe, que eu consiga finalmente me libertar, me livrar desse pesadelo.


Notas Finais


Então? O que acharam? Quero saber, deixem nos comentários.


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