História Aprendendo literatura com Todoroki Shouto - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 894
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Slash, Super Power, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá galerinha! Não resisti e voltei com outra TodoDeku >y<
Essa fic terá capítulos pequeninos e será curtinha tbm ^^
Espero que gostem e Boa leitura! XD

Capítulo 1 - Cobiça


 

 

Entrelacei os dedos ao apoiar os cotovelos sobre a mesa de madeira caríssima, fazendo uma análise rigorosa de sua fisionomia. Os orbes esmeraldeados encontram-se grandes, espantados, trêmulos; assim como seu corpo empalidecido. 

Está completamente assustado. 

Assustado como um gatinho filhote desencontrado entre os galhos de uma árvore alta.

Assustado como uma criança que se perde dos pais em um passeio de sábado.

Céus, esse olhar me excita... Gosto de vê-lo assim. Ridiculamente espantado. Podem chamar de doença, sadismo ou qualquer outro cunho popular, mas é assim que sinto a satisfação subir-me o peito: quando encontro algum motivo para vê-lo se desesperar. Um motivo para vê-lo estremecer.

– Explique-se Midoriya Izuku. – Ordeno em tom quase impassível. 

Certamente a situação anterior me tirou as estribeiras. É plenamente de meu agrado assistir ao medo do esverdeado, todavia, quando sou o causador deste, não quando um meliante qualquer metido a herói se acha no direito de importuná-lo. Nesse caso, fico bastante irritado. Irritado como nunca. 

Izuku abaixa os olhos, mexe nos dedos hora ou outra, balbuciando algo que não fora de meu entendimento, tentando evitar a conversa. 

– Midoriya Izuku. – Pronuncio lentamente, observando até mesmo seus ossos tremerem perante o tom de minha voz. – Você pode explicar-me o porquê de sua avaliação de literatura japonesa ter parado nas mãos de Bakugou Katsuki? – Inquiri, arqueando uma das sobrancelhas para si.

Seus lábios entreabrem-se nervosamente, os pés cobertos pelos tênis vermelhos balançando em ritmo frenético. 

– E-eu... E-eu sinto muito Todoroki-sensei! – Grita fechando os olhos fortemente, puxando os punhos cerrados para o meio das pernas e abaixando a cabeça ao apresentar 
suas escusas. 

Encarei-o atentamente, assistindo o balançar de seus fios esverdeados que lhe cobrem o rosto, o mesmo que continua curvado. 

Esse garoto... 

Tão doce. O indubitavelmente doce Midoriya Izuku. Mas tão ridiculamente estúpido...

– Você sente muito? – Reviro os olhos, descruzando os dedos e esticando as costas na cadeira. – Tão hiperbólico, Midoriya – Repreendo; seu rosto rapidamente voltando-se 
para mim. 

Os olhos estão novamente a fitar-me nesse delicioso tom resignado. Sobejos orbes esmeraldeados, um olhar deliciosamente passivo. Passivo... Essa palavra me soa como música. Uma portentosa melodia lasciva. Uma valsa de salão. Fica apenas mais deleitoso estando seus lábios avermelhados entreabertos. 

– Sensei?... – Sussurra, não escondendo o quão perdido está; encolhendo-se um pouco mais em sua carteira, não desviando os olhos.

– Não o entregaria realmente, entregaria? – Questiono dando de ombros, pondo-me de pé ao soltar um suspiro enfadado. – Pensa que sou cego? – Indago vendo-o se retrair aos poucos, recolhendo os dedos enquanto aperta os lábios. 

– O senhor viu... – Assevera em sua perspicácia.

Apoio uma das mãos sobre sua mesa, vislumbrando-o de baixo, fuzilando-o com meu olhar. 

O rotularia como o sábio mais retardado de todos. Como pôde deixar uma circunstância como a ocorrida minutos atrás se repetir constantemente sem defender a si mesmo? 

Com toda a força que possui seu corpo, oriundo de sua individualidade, óbvio que poderia fazer algo, nem que após as aulas. Entretanto ele simplesmente deixa acontecer, de novo e de novo e de novo. Isso me deixa exasperado em demasia. 

– Incontestavelmente. – Afirmo mantendo o olhar severo. – Estou constantemente atento aos passos de Bakugou Katsuki. Seria impossível não ver o instante em que ele puxou sua prova e trocou com a dele. – Verbalizo ainda o mirando. – Céus, por que não o entregou de uma vez? – Pergunto ligeiramente irritado, voltando-me para minha mesa, analisando a sala de aula completamente vazia senão por nós dois. 

– O Kacchan... Ele... Ele apenas... – Pensou por alguns segundos, ponderou, calculou, desistindo por fim.

Arregalei minimamente os olhos, sentindo aquela hipótese queimar-me a garganta: Não teria Izuku medo do louro, teria? 

Que não. Posso estar sendo bastante egoísta, porém quero que todo seu medo seja direcionado apenas a mim, não a adolescentes rabugentos e inconsequentes. Definitivamente não. 

Passo os dedos vagarosamente pelos fios alvos ao lado direito de meu corpo, virando-me de costas para si. 

– Estou o autorizando a fazer outra avaliação. Amanhã mesmo, na primeira aula, me procure na sala dos professores. Vou disponibilizar uma sala vazia para que possa realizar o teste. – Dou o ultimato, ouvindo o suspiro de alivio atrás de mim.

– Desculpe-me pelo transtorno Todoroki-sensei. Obrigado pela segunda chance. – Verbaliza polidamente, curvando-se em reverencia antes de enveredar-se à saída. 

– E peça ao Bakugou que venha até aqui. Mesmo que fazer isso seja contra minha vontade, ele também terá outra oportunidade. – Murmuro, virando o rosto para contempla a fisionomia do menor, vendo-o assentir com a cabeça, logo retirando-se, fechando a porta na sequência. 

Puxei o ar profundamente, enchendo os pulmões. Seu cheiro está impregnado na sala. Um odor levemente amadeirado, doce. Talvez um odor o qual recorde alguma essência de chá. 

Puxo um curto sorriso. Mesmo que minha idade sobrepuja muito a dele, não me importo. 

Os onze anos que tenho a mais são como sal no oceano. Insignificante.

Enquanto conversávamos, o único pensamento sadio o qual me devorava a mente era erótico: debruçar Midoriya Izuku sobre esta mesa de madeira caríssima e fodê-lo até que esquecesse seu próprio nome. 

Certamente conseguirei essa proeza após algum átimo. Um encontro no corredor, talvez.

Basta convidá-lo para uma xícara de chá no momento propício, arrastá-lo para minha sala e contar-lhe uns segredos. Fantasiar seu rosto espantado enquanto arranco de seu corpo o uniforme escolar é a melhor das refeições.

Sendo assim, tudo que não desejo ter, é sanidade; já que apenas um louco tentaria realizar minhas quimeras.

 


Notas Finais


IMPORTANTE:
Coloquei sadomasoquismo nos avisos porque o envolvimento será meio que nesse âmbito, mas não coloquei violência porque não quero fazer nada muito pesado ~ não consigo maltratar o Midoriya ç.ç!
Não consigo maltratar muito* hehehehe

Em fim, deixem suas opiniões! Quero saber o que acharam >y<
Beijinhos e até o proximo capítulo XD


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