História Aprisionada - Capítulo 16


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Ação, Camila Cabello, Camren, Corrida, Corrupção, Drama, Drift, Fifth Harmony, Gangues, Lauren Jauregui, Lésbico, Orange, Policial, Yuri
Visualizações 187
Palavras 2.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Orange, Policial, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Alvos


- Como assim você não sabe? Você está defendendo uma pessoa que nem sabe quem é?

Camila se sentou na cama, cobrindo sua nudez com o lençol.

- Olha aqui. Eu posso tolerar qualquer coisa de você, Camila. Menos mentira. Jamais minta para mim.

- Lauren, eu estou falando a verdade.

- Eu não estou mentindo, Lolo.

- Tá. Mas não essa história não faz sentido.

- Eu apontei uma arma para ele, ele deveria ter cumprido o acordo. Mas eu não atirei.

 

 

Brad Simpson estava ao telefone falando com alguém importante. Um Aston Martin importado, freia à 100 metros dele, nos fundos da famosa boate ClubSpace.

Brad se vira, uma garota pergunta que horas eram ou se ele tem um cigarro, uma pergunta que não tem importância, e ele se vira. Uma garota mascarada está com uama arma apontada para sua cabeça,

Ele desliga o telefone, mas não coloca no bolso.

- Você não cumpriu com seu acordo, Brad.

Então percebe que a garota era Camila Cabello, ex parceira de negócios e namorada de Austin Mahone.

- Não atire Camila. Me dê mais uma semana e eu posso consertar tudo, por favor!

- Eu sinto muito. – Camila baixou a cabeça e destravou a arma

 

**********************************

 

Mas depois de alguns segundos de puro pânico, ela baixou a arma e com os olhos marejados, a travou novamente. Guardou na cintura, e voltou correndo para dentro do carro. Não atirou, não era uma assassina.

O Aston Martin sai cantando pneus, e em segundos some totalmente da cena. Mas Simpson ainda está com o celular nas mãos, aflito e morrendo de medo. Ele disca, mas o número não atende, e ele insiste de novo.

O assassino se posiciona atrás dele, no mesmo local onde Camila Cabello esteve instantes antes. Mas agora não é um mascarado, é alguém que ele jamais suspeitaria que fosse. O assassino aponta a arma para sua cabeça e dispara, sem levar nenhum pertence de valor.

Não foi Austin Mahone, ele tinha álibi. Não foi Camila Cabello, então quem matou Bradley Simpson?

 

- O que ele devia à vocês?

- Brad tinha de encontrar uma pessoa para nós.

- Que pessoa?

- Para nosso patrão. Você sabe quem é Daniel Lugo?

- Acho que já ouvi falar. Um magnata.

- Sabe quem são Los Gerentes?

- Sim, Normani e Ally me contaram sobre eles. São uma facção odiosa daqui de Miami que quer se sobrepor às outras.

- Los Gerentes tem poder suficiente para acabar com qualquer gangue de Miami. Hoje quem comanda é Daniel Lugo, mas tem um problema.

- Que problema?

- Ele não é o líder legítimo. E fontes dizem que uma família chamada Los Herderos são os verdadeiros líderes de Los Gerentes. Mas boatos dizem que essa mesma família não está totalmente morta.

- Sabe que, uma garota me parou na joalheria, e me contou uma história parecida com essa?!

- Joalheira, Lauren?! – Camila perguntou

- Err. Missão. Com a Ally, sabe? – disfarçou, muito mal, aliás

- Okay, - Camila fingiu deixar a questão de lado

- Bem, ela disse que. . que. . – e gaguejou, pensando se deveria confiar em Camila ou não

- Diz de uma vez, Lauren!

- Seus pais eram empregados de uma família, onde foram todos mortos.  A família dela teve de sair de Miami por isso, porque sabiam o segredo de uma família que não estava totalmente morta.

- Mas seria coincidência demais.

- Como é o nome dessa garota?                      

- Eu não sei. Ela só me disse várias coisas enigmáticas e sumiu.

- Se lembra dela?

- Magra, cabelos castanhos claros, estava de saltos e roupa elegante.

- Ela falou com a Ally?

- Não, só comigo.

- Eu preciso saber de mais, Lauren!

- Mas por quê? Foi só uma estranha que me deu um toque!

- Como eu te explico?! Saber onde estão Los Herderos poderá mudar totalmente a história de Miami! Todos estão atrás deles!  

- E o que pretende fazer quando encontrá-los?

- Não sabemos se devemos dar o poder aos verdadeiros, ou matá-los. Daniel é um homem cruel, Lolo, mas trocá-lo pelo desconhecido?

- Já parou para pensar que essa decisão não cabe a nenhum de nós?

Camila concordou em silêncio e fez sinal para Jauregui se sentar na cama.

- Tá. Mas voltando ao caso. Sobre o Aston Martin. Esse carro, é o mesmo de Austin?

- Ele era. Austin trocou de carro, e magicamente o carro sumiu.

- Como assim sumiu?

- Austin mandou jogar o carro no fundo do mar. Para que não provassem que o carro era dele.

- E quem estava no carro com você?                           

- Lolo, não era um homem que estava no carro comigo.

- Mas este carro não é um carro tão fácil à ser dirigido por mulheres! As evidências diziam que eram um homem, a não ser que. . .

- Que fosse um piloto experiente. – concluiu Camila

- Quem era então?

- Era uma mulher. E ela é minha amiga, não posso entregar ela.

- Ela pode ser a testemunha de que você não atirou, Camila.

- E-eu não sei, Lolo. Promete que não fazer nada com ela?

- Prometo. Se você me prometer que vai marcar um encontro com ela.

- E se ela não quiser?

- Estamos ficando sem tempo. – Lauren beijou sua cabeça e fez um carinho em seus cabelos -Usted es mi sol, Camila. – ela ronronou em espanhol.

- O que disse?

- Tu me encendiste, Karla Camila. Eres mi luz.

- Y tu eres mi luna, Lauren Michelle. A iluminar todo el camino

Lauren sorriu e lhe beijou com carinho. Camila correspondeu o beijo, se sentando em seu colo, entrelaçando os dedos.

- Gosto quando você fica assim, carinhosa. – a latina sorriu -

Lauren abraçou seus quadris, se levantando, e se olharam nos olhos, com uma cumplicidade que só as duas entendiam.

- DJ. É o máximo que posso revelar. Ela é minha melhor amiga e se eu sei tudo o que eu sei, é por causa dela.  

- E ela é só sua amiga?                                  

- Sim. A DJ é minha melhor amiga, como uma irmã mais velha.

- Pode deixar, Camz, agora o assunto é entre mim e ela!

 

• [ ALLYSON ] •

 

Ally estava na banheira, os braços para fora, enquanto ela se concentrava em seus alvos.

“Você precisa ser certeira em seu alvo, Ally” – Mike Jauregui era como um guia nesses momentos

 

_______[FLASHBACK]_______

- Quer ajuda com o churrasco, senhor Jauregui? – a adolescente se aproximou

- Oh, não, Ally. Pode ir lá com as meninas. – Mike continuou espetando os hamburgueres

O policial estava concentrado na churrasqueira, mas ao seu lado, seu walk-talkie zumbia alto, passando coordenadas de policiais em toda a região. Olhos na carne, ouvidos na polícia.

- Eu quero ser uma policial também, senhor Jauregui.

- Você só vai ser se parar de me chamar de senhor e me chamar de Mike.

- Me desculpe, Mike.

- Certo, Allycat. Minha filha também quer, sabia?

- Eu sei, mas tem algo a mais. Eu não quero pegar em armas nem matar ninguém, eu quero ir atrás dos grandes, Mike. Dos donos.

- Okay. – ele enxugou as mãos no pano de prato e fez sinal para Ally se aproximar – Primeira regra como policial. Nunca deixe que saibam o que você está pensando. Segunda regra. Ninguém pode saber que você é policial.

- Mas você sempre anda com esse rádio e...

- Shhh. Terceira regra, respeite seus superiores e nunca questione.

- Desculpe.

Mike sorriu e fez um carinho em seu nariz.

- Vamos lá. Se você quer ir atrás dos grandes, tem de ser boa. Você tem que ter um alvo, alguém que seja a ponte de comunicação entre os bandidos e a lei. Quando chegar neste alvo, você vai saber o que fazer.

- Uau!

- Entendido? Tenha um alvo, Ally. Tenha um alvo.

- Pare de encher ela com essas paranóias, Michael. Ally tem apenas 17 anos, não coloque coisas na cabeça dela.

- Esse vai ser nosso segredo. – e ele fez shhh

Ally apenas consentiu e fez o shhh

 

______[FLASHBACK]______

 

- Quem é meu alvo? Quem poderia chegar a me levar aos grandes?

Ally assistiu atentamente sua parceira entrar na delegacia, pegou sua maquiagem para disfarçar. Lauren usava uma jaqueta de couro e uma inseparável pasta do caso de Karla Cabello

- Que cara é essa? – perguntou Ally finalizando o rímel e estalando os lábios para grude do batom – Tudo bem, Lauren?

- Sim. Tudo bem sim.

- Tá com uma cara de quem teve que carregar um caminhão com as mãos. Você tem dormido bem?

- Sim. – como sempre suas respostas eram curtas

- Alguma novidade do caso?

- Só alguns palpites.

- Diga. – Ally agora era toda ouvidos para a parceira

- Acho que tem alguém rico envolvido. Alguém que influencia...  Tipo. . . um figurão como...

- Como. . . – Ally sabia muito bem quando Lauren escondia algo

- Simon Cowell.

Ally quase caiu para trás com o espanto.

- O empresário?

- Sim. Não estou dizendo que seja ele em específico, sabe? Mas só dando um palpite.

- Escuta aqui, Lolo. – Ally segurou os ombros de Lauren – Se você não confia na sua parceira ela não vai confiar em você. Preciso que me diga o que você sabe.

Jauregui mostrou seu celular, mostrando as fotos do dia anterior, onde Simon aparecia em um beco com Karla Cabello.

- PUTA QU- Ally não terminou a frase, ela mesma tampou seus lábios para não terminar

Ally demorou um certo tempo para se recompor, piscando os olhos diversas vezes.

- E você a prendeu?

- Não, ela escapou por pouco.

- Ele te viu?

- Não. Eu fiz uma escalada doida e subi em cima de um prédio.

- Menos mal. Por que não pediu reforço?

- Foi tudo muito rápido, Ally. Mas isso não é o pior.

Detetive Brooke relaxou um pouco mais para trás, mas cruzou os braços.

- Qual o tamanho da merda que você meteu a gente, Lolo?

- Isso não é o pior Ally, eu acho que ela não é culpada.

Ally levantou uma sobrancelha. Confiava muito em Lauren e se ela disse algo, era lei.

- Você acha que Karla Cabello não é culpada?

- Não acho. Acho que ela é apenas um peão. Ela está falida, se ela realmente fosse criminosa, ela teria mais dinheiro, e ao que parece a pessoa que bancava a advogada de Karla se retirou do jogo.

- E quem é a advogada dela?

- Normani Hamilton.

 

 

Aquela era o alvo. O Seu Alvo.

Normani Hamilton

 

Ally passou os dias seguintes pesquisando sobre toda a carreira de Normani, o quanto ela deveria receber e os principais figurões, a probabilidade de ganhos nas causas. E dito e feito.

Normani conseguiu inocentar Stifler Kallahari, um brasileiro traficante internacional de drogas avançadas como Oxandrolona, Oxcitocina, Ketamina e ecstasy. O chamavam de Einsenberg brasileiro.

Ela conseguiu inocentar um dos capagas de Daniel Lugo, Adrian Doorbal, acusado de homicídio e trafico de armas.

E uma série de outros criminosos que ou respondiam em liberdade, ou acabavam sendo inocentados.

- Eu vou pegá-los, um por um. – Ally disse com determinação, olhando sites após sites dos demais departamentos de polícia. – Mas como...

Normani. Ela deveria ter telefones, endereços e contatos familiares. Mas como Ally poderia se aproximar de Normani?

Mais atentamente, ela acompanhou o caso da jovem Tori Kelly. Normani foi ajudá-la contra um namorado violento e acabaram se apaixonando. O pequeno rapaz Josh, foi morar com elas e pareciam muito felizes. Dra. Hamilton em declarações disse que odiava violência doméstica, e jamais perdoaria um homem que batesse em mulher.

Já sabia como então pegar o seu alvo.

O primeiro passo seria realmente pedir o divórcio de Troy, se queria uma farsa, teria de ser convincente.

 

_____[FLASHBACK OFF]_____

 

Ally emergiu da banheira. Quando abriu os olhos, Troy estava sentado na borda, segurando uma caneca.

- QUE MERDA! – ela quase deu um pulo

- Bom dia, baby!

Ally levou as mãos ao peito, tentando cobrir a nudez, ao mesmo que tentava buscar a toalha mais próxima para se enxugar.

- Mas que merda, Troy! Não me assuste mais assim!

- Você que me deu susto, amor, ficou esse tempo todo debaixo da água.

Ela deu de ombros e se levantou, enxugando os cabelos e vestindo um roupão.

- Amor, você está bem? – ele a seguiu

- Você não está atrasado para seu plantão?

 

- Ally, você está estranha... primeiro o divórcio, depois anda seca e me tratando deste jeito... o que está acontecendo, amor?

- Nada, Troy. Preciso ir trabalhar. – Ally entrou e fechou a porta do quarto na cara de seu marido.

Ally se vestiu o mais rápido que pôde. Um sobretudo marrom escuro, uma camisa social branca, calças escuras e bota. Colocou uma franja cobrindo bem o rosto e brincos. Ligou e desligou para Normani. Menos de 30 segundos a advogada retornou.

- Mani?

- Sim, Ally?

- É o Troy. – ela sussurrou

- O que houve?

- Ontem, Troy veio para casa, ele pediu desculpas, me deu flores e...

- E... – Normani estava impaciente e preocupada pelo seu tom de voz.

- Ele viu a pasta do divórcio, e agiu estranho. Por favor, tem como você vir me buscar?

- Onde você está?

- Estou em casa. Mas não venha, por favor... me encontre na delegacia.

 

(...)

Assim que Normani estacionou na frente do prédio de Miami PD, ligou para Ally. A mesma desligou a chamada e respondeu com uma mensagem, informando que estava saindo.

Logo a advogada a avistou, timidamente olhando para um lado e depois o outro, e então atravessou a rua em direção ao seu carro. Assim que a viu, ficou levemente, desconfiada pois detetive tinha óculos escuros e uma franja cobrindo parte de seu rosto

- O que houve?

- Nada. Apenas podemos sair daqui?

- Ally, o que está escondendo?

- Nada Normani, por favor, apenas vamos!

Mani olhou fixamente para ela e então removeu os óculos.

Allyson tinha um olho roxo.

 

BOTAS FINAIS

Ally não estraga Normally não. Nós tá shippando tanto vocês, please não ilude a Normani!!!



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