História Aprisionado - Drarry - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Aventura, Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter
Visualizações 199
Palavras 1.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oii xuxus

Capítulo 32 - 32



Jorge olhava de um lado para o outro tentando encontrar algum esconderijo; eu sentia as minhas mãos tremerem incontrolavelmente e o medo de que tudo isso, no fim, não nos leve à saída. 

Me aproximei da fornalha, ainda temeroso com o tamanho e aparência daquela máquina, e toquei seu metal frio, que há muito tempo, queimava tudo. 

- E se...- eu estava quase sussurrando.- Nos escondermos aqui? 

Ao longe ouvi gritos, eles estavam se aproximando.

- Jorge!- sibilei, ele olhou para mim e vi seu desespero.- Tem como abrí-la?- recebi um olhar confuso e apontei para a fornalha. 

- Eu não sei-eu acho q...Espera!- Jorge mancou até o lado da fornalha, onde vi uma outra máquina mas de um tamanho bem menor, e tentou puxar um tipo de maçaneta de ferro que pertencia à uma porta minúscula, quase como a de um forno de cozinha.- Me ajuda!

Me juntei ao gêmeo e tentamos abrir a passagem, ela não se movia nem um centímetro; apoiei meu pé na parede e grunhi com o esforço feito. Senti a porta se mexer e puxei mais forte, quando Jorge se impulsionou, dessa vez com mais força, ela finalmente se mexeu e conseguimos abrí-la. 

Ajudei Jorge para que ele entrasse primeiro, e depois foi a minha vez. As vozes pareciam estar do meu lado, quando vi uma feixe de luz aparecer no corredor eu fechei a porta. 

Ainda tínhamos a lamparina, o que nos deu um boa visão de onde estávamos. O ar ainda tinha um cheiro pesado de carvão e fumaça, pelo que Jorge me contou, era um tipo de depósito de carvão. O espaço parecia grande, mas por ainda ter carvão, nós ficamos apertados.

- E agora?- perguntei enquanto quebrava um pedaço de carvão nos dedos. Vi minha pele ser pintada de preto e nem me dei o trabalho de limpar. 

- Eu não sei.- Jorge suspirou.- Vamos esperar um tempo, depois saímos daqui. 

Então esperamos. 

Ficamos em silêncio durante um tempo, mas quando eu estava quase caindo no sono puxei conversa com Jorge, eu contei alguns casos da minha vida, nada muito interessante, contei piadas e ri das histórias dele.

Depois de muita conversa eu pedi que contasse como ele e seu irmão vieram parar aqui, ao ouvir a história, percebi que é impossível um viver sem o outro.

P.o.v Jorge- passado.

- Ei, Fred!- chamei o idiota do meu irmão que, mais uma vez, fingiu estar 
dormindo. 

Eu senti tanto a sua falta...

Olhei para seu rosto e senti meu peito esquentar. Eu o amo, mas talvez o que sinto seja maior do que penso. 

Me aproximei dele e beijei seu pescoço, o senti tremer um pouco mas mesmo assim ele ficou de olhos fechados. Adentrei seu suéter com as minhas mãos e acariciei sua pele macia, Fred provavelmente não está ligando, costumávamos dormir juntos, mas a fisgada que senti no estômago fez com que eu me sentisse a pior pessoa do mundo.

Porra, ele é o meu irmão!

É irônico, não? Acabei de matar nossos pais e eu estou me sentindo um monstro por imaginar meu pau afundando no ser ao meu lado. 

Nossos pais nunca poderiam ser considerados um tipo de modelo a ser seguido, mas eu ficava quieto e cuidava de Fred, ele é o mais medroso entre nós dois. Mas as coisas pioraram depois da morte da nossa irmã que, depois de muito sofrimento, não resistiu ao câncer.

Eles se tornaram a razão do meu ódio.

Papai chegava bêbado ou na pior das hipóteses à beira de uma overdose e o nariz cheio de pó branco. Nossa mãe? Ah, essa virou uma vadia. Eu sabia que ela não ia trabalhar, os caras do bar no centro da cidade são mais interessantes. 

Eu escondi tudo isso de Fred. Ele é o mais novo por apenas seis minutos, mesmo assim eu me sinto no dever de protegê-lo de qualquer coisa. Então eu o levava para um parque que fica perto da nossa casa, nós gastávamos horas e mais horas contando piadas e imaginando um futuro, quando seríamos livres para viajarmos o mundo.

Mas isso talvez nunca mais aconteça.

Há um ano completamos dezessete anos, Fred arrumou uma namoradinha, eu odiei essa fato mas deixei que ele fosse feliz e continuei na minha, mesmo assim eu sempre o protegia.

Mas nossos pais ficaram piores.

Os desgraçados viviam em um inferno criado por eles mesmos. Mas com o tempo eles decidiram nos levar junto.

E eu não consegui mais esconder de Fred o que estava acontecendo. Quando descobriu ele chorou por horas, mas se recompôs e decidiu sair de casa para morar com a namorada. Ele me abandonou.

Mesmo assim eu ainda o protegi.

Eu continuei morando naquela casa, ao contrário do meu irmão eu não tinha dinheiro ou alguém com quem pudesse ficar. Ele nem mesmo ofereceu um lugar para que eu pudesse morar.

Aguentei tudo, até que um dia meu pai veio me atacar, mais exatamente há dois dias. Ele tentou se aproveitar de mim enquanto eu dormia, mas um bêbado não consegue fazer muita coisa contra um adolescente sóbrio e o pior, com muita raiva.

Me desculpe vovó, mas quebrei a cabeça do seu filho com o vaso que a senhora deu de Natal.

Quando mamãe chegou em casa eu dei um café especial para ela. Saí antes que ela vomitasse sangue.

Fiquei fora por quase um dia inteiro; voltei para casa, troquei de roupa, e fui atrás do meu irmão. Eu tinha que pelo menos me despedir.

Agora estou aqui. Talvez eu tenha invadido a casa da namorada dele, mas isso realmente não importa. Angelina, sua namorada, já estava na escola, então aproveitei o momento e pulei a janela.

- Acorda, Fred.- beijei sua nuca e deixei uma mordida no local, escutei seu risinho e continuei. 

- Você é um delinquente.- murmurou.- Realmente invadiu meu quarto? 

Meu quarto. Ele vai ficar bem sem mim, vai se esquecer rapidinho.

Afastei esses pensamentos e me foquei no que realmente importa. 

- Talvez.- ri abafado por estar com a boca na sua nuca.- Eu vim dizer adeus. 

Ele virou bruscamente para me encarar. Quando vi seus olhos eu quis chorar, como pude ficar tanto tempo sem vê-lo?

- Adeus?! Você vai pra onde?- sua voz continuou baixinha. Uma das grandes diferenças entre nós é que ele mantêm a calma com mais facilidade, já eu, bem... 

- Eu não sei, mas olhe, não me odeie. 

Quando Fred decobrir o que fiz ele vai desejar nunca ter nascido com o mesmo rosto que o meu. Só de imaginar o ódio que ele vai sentir, e que será todo para mim, meu coração já se aperta.

- O que você fez?- ele perguntou novamente, dessa vez eu tenho que dar uma resposta. 

- Você vai saber em breve. 

Saí do aconchego da cama e o olhei uma última vez. Ele me encarava preocupado, seu rosto ainda estava marcado pelo sono, mas seus olhos me encaravam como uma águia.

- Eu te amo.- sussurrei antes de pular a janela e ouví-lo gritar meu nome. 

Fim p.o.v Jorge

- Como vocês se reencontraram?- perguntei afobado, eu estou tão entretido que me sinto em um livro.- Que dizer...se não quiser contar está tudo bem. 

- Bom...- ele pigarreou e terminou de contar a história.- Como você pode ver eu fui pego, eu tentei chegar até o México mas não deu muito certo. Fred me encontrou no julgamento, eu estava esperando a minha sentença quando ele entrou no tribunal e gritou que ele também era culpado. 

- Nossa, ele foi realmente corajoso.- reconheci. 

- Se você diz...- ele deu de ombros e sorriu ladino.- Eu costumo falar que Matt foi idiota. 

- Vai me dizer que não ficou feliz por saber que seu irmão estaria ao seu lado? 

- Eu não sei, eu nunca quis que ele viesse para um lugar como esse. Eu nem mesmo sabia da existência dessa merda!- sua voz ficou embargada mas continuou.- Ao mesmo tempo que me arrependo eu me sinto feliz, Fred é a única coisa boa que já me aconteceu. 

Eu não tinha o que responder, então decidi desenhar coisas aleatórias na palma da minha mão usando um pedaço de carvão. No meio desse meu passa-tempo a lamparina se apagou, nos deixando no completo breu; isso só fez com que um pequeno ataque de claustrofobia tentasse me fazer perder a razão. Jorge pegou no sono um tempo depois, mas eu, mesmo querendo, não conseguia dormir.

Tentei escutar algo através das paredes de ferro mas como já imaginei, não consegui ouvir um ruído sequer. 

A ar estava se tornando abafado e já sentia uma leve falta de ar, o cheiro forte de fumaça já estava me dando dor de cabeça e náuseas, mas como eu não sabia se já era seguro sair esperei até que Jorge acordasse.

- Podemos sair?- mal esperei que abrisse os olhos e deixei a pergunta, que mais parecia que estava implorando, escapar. 

Escutei Jorge grunhir e a lamparina se acendeu novamente, ele coçou olhos preguiçosamente e segurou a nossa fonte de luz.- Acho que sim.- ele se aproximou da pequena porta de ferro e com os pés a empurrou.- Espero não morrer.- o ouvi sussurrar.

Foi um alívio imenso ao abrir a porta. Não havia ninguém tentando nos atacar.

Andamos pelo corredor em passos lentos e cautelosos, desviamos de um corpo estirado no chão e continuamos nosso caminho até chegarmos na entrada da mina.

- Eles não estão nas águas?- sussurrei com medo de que alguém saísse de algum buraco e nos atacasse. 

- Eu não sei. Quer ir olhar lá primeiro e depois voltamos para o quarto?- Jorge sugeriu. 

- Acho melhor.- concordei. 

Então fizemos nosso caminho de volta. Mas algo me diz que toda essa tensão está longe de acabar.
 


Notas Finais


comentem pelo amor de Deus,vocês estão me desanimando.


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