História Aprisionado - Drarry - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Aventura, Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter
Visualizações 182
Palavras 1.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, Postei esse capítulo hoje porquê Dumbledore me pediu! simples assim e ponto final. espero que vcs curtam.

Capítulo 35 - 35



Minha garganta se fechou ao ver que todos estavam ali, era tão surpreendente que pisquei várias vezes para ter certeza de que estavam realmente vivos.

- Ei, Dray.- fechei os olhos com força e assim fiquei.- Abra os olhos, anjo. 

Uma mão grande e quente tocou a minha bochecha, arquejei e abri os olhos lentamente.

A primeira coisa que meus olhos focaram foi no verde, depois o cabelo bagunçado entraram no meu campo de visão. Lentamente levantei a mão para tocá-lo, eu estava tremendo tanto que Potter segurou-a e deixou um beijo em meus dedos.

- Ha-har- 

- Shhh.- ele me pegou no colo e, como se eu fosse um filhotinho, escondi o rosto na curva de seu pescoço. 

Ele está bem, todos estão.


§§§§§


- Isso é suicídio!- Cedric levantou os braços exasperado. 

- Será se não tentarmos.- Simas rebateu calmamente.- Eu estou aqui há mais tempo do que todos vocês juntos. 

- Quanto?- entrei na discussão. Senti os braços de Potter me apertando suavemente e me aconcheguei para sentir mais de seu abraço.- O ano eu digo, você se lembra? 

- Eu acho que foi no fim de 1995, eu tinha vinte e um na época.

Alguém assoviou surpreso e fiz as contas mentalmente.

- Vinte anos preso.- sussurrei.

Ele sorriu e parecia um pouco envergonhado com a atenção repentina. Os gêmeos, percebendo a atenção, levaram isso como ciúme se aproximando mais dele.

- Achei que fosse menos.- Simas suspirou.- Fez as contas, Oliver? 

Franzi as sobrancelhas e voltei minha atenção a Comárco e seu parceiro, Oliver. Ele revirou os olhos e bufou irritado; quando o vi achei seu rosto engraçado e um tanto quanto fofo; seu cabelo em total desordem o deixava com um ar mais jovem.

- Ninguém se importa.- Oliver resmungou. 

- Malfoy, suponho que, se minhas contas estiverem certas, estamos em 2016?- Simas chutou. 

- Talvez, eu fui preso em Novem...- parei um pouco pensativo. Quando me dei conta de que não fazia ideia do tempo que estou aqui um peso se instalou em meus ombros.- Eu-eu não sei ao certo. 

- Vamos acreditar que foi em Novembro de 2015.- Simas olhou para Oliver e com receio falou o resultado.- Você tem vinte e seis anos. 

- Espera...- Cedric contou rapidamente em seus dedos e não conseguiu esconder a surpresa em sua voz.- Você foi preso com nove anos?! 

Oliver suspirou e sorriu grato quando Comárco se aconchegou nele.

- Foi em 98.- ele respondeu sem vontade.- Nem todos aqui são ruins. Ou não eram.- todos se aproximaram um pouco mais para não perderem nem um segundo sequer.- Quando você está com fome e as ruas não te alimentam vale a pena furtar um pão. 

Apertei a mão de Potter que me abraçou mais forte. Quantas pessoas inocentes não tiveram suas vidas arrancadas por Mors? Pensei em uma pequena criança indefesa no meio de todo esse horror e senti repulsa, achei que as pessoas não pudessem mais me surpreender, mas estava errado. 

- Mors é mais do que apenas uma prisão para monstros.- Simas completou.- Quando o garoto entrou aqui eu o acolhi. Uma criança! Eles prenderam uma criança no meio de homens que não pensariam duas vezes antes de atacá-lo.

- E fim.- Comárco acabou com a conversa rudemente. Oliver estava com o maxilar tenso e com a feição nervosa.

- E o tamanho dessa tal chaminé?- Nev sorriu amarelo e tentou fugir do assunto, creio que se continuássemos falando sobre isso alguém iria surtar, e esse alguém estava com as mão fechadas fortemente, deixando os nós dos dedos mais brancos, e tinha um Comárco tentando acalmá-lo.- A maioria aqui não está em condições de subir metros à fio. 

- Bem...esse é o problema, eu não sei o tamanho dela.- Simas demorou para se dar conta do que Nev estava fazendo mas logo se recompôs.

- Ótimo.- Blásio bufou. 

O falatório reiniciou e todos parecia brigar pela ideia de subir a chaminé ou morrer de fome em uma montanha.

- Simas...- o chamei fazendo o grupo se calar.- Como você sabe disso? 

- Essa fornalha funcionava como um monstro faminto.- sua voz mudou de tom na medida em que ele parecia se afundar em lembranças.- Um sinal era tocado e todos sabiam que era a hora de trabalhar. Eu comecei a perceber que o primeiro sinal significava que lá fora a noite dominava e o segundo sinal era o dia. Depois do primeiro sinal nós trabalhávamos como loucos, nessa época alguns soldados ficavam nos observando, se você saísse da linha um único tiro resolveria o problema. Depois do segundo sinal, a fornalha deveria ser desligada.

- Você.- murmurei 

- Sim.- ele sorriu amargo.- Ninguém tinha coragem o suficiente, ou força para aguentar. Durante alguns metros subindo a chaminé tudo que você encontra é poeira e as paredes ásperas, depois surgiam uns tipos de aberturas nas paredes, onde eu descansava. 

- Por que você nunca contou isso?- Potter parecia bravo mas não a ponto de matar alguém. 

- Você realmente acredita que eu seria louco o suficiente para deixar aqueles homens saírem? Eu cometi muitos erros na minha vida, Potter, esse não seria mais um. 

- Ele tem razão.- foi a primeira vez que Viktor falou depois que nos encontramos.- O mundo já é ruim o suficiente sem pessoas como as que temos por aqui. 

Eu raciocinei tudo em silêncio, mesmo que Simas esteja preso há duas décadas, ele ainda tem a parte humana que o mundo precisa. O encarei e vi os gêmeos abraçados a Simas como se ele fosse o lugar mais seguro que pudessem ter.
- Por que fecharam a fornalha?- Cedric o encarou receoso. No fundo todos sabiam a resposta. 

- Vocês não são os primeiros que pensam em uma fuga; a diferença é que naquela época o minério era encontrado em uma quantidade enorme, hoje não sobrou nada. 

- O que o minério tem com a fuga?- Blásio perguntou impaciente. 

- A fornalha estava prestes a ser fechada por conta da saída do exército que estava em Mors e junto a um grupo eu tentei fugir.- Simas beijou o topo da cabeça de um dos gêmeos e demorou para continuar; quando voltou a falar sua voz saiu dolorosa.- Eu não queria morrer aqui, e ainda não quero. Então tentei subir; quando estávamos subindo alguém acendeu a chaminé. 

Foi como se todos tivessem prendido a respiração.

- ...eu estava perto de uma das aberturas e consegui me esgueirar para uma delas, o resto não suportou a fumaça e despencou por metros e metros. Quase que eu morri, a fumaça parecia me queimar por dentro, mas no meio da bagunça eu percebi que nenhum sinal havia sido tocado. 

- Era dia.- Viktor concluiu. 

- Exato. Depois disso eu demorei para descer, os tiros pareciam nunca acabar. 

- Tiros?!- Nev se assustou levantando um pouco a voz.- Os caras entraram aqui?! 

- Eles tinham que limpar a sujeira para criar outra. Mas eles não fizeram a limpeiza por inteiro. 

- Você sobreviveu.- Potter riu sem humor algum. 

- Por sorte, sim, eu consegui escapar. 

O silêncio veio repentinamente e junto o medo. A saída que temos pode ser a nossa morte, nem mesmo fazemos ideia de quantos metros teremos que escalar.

- Se preparem.- Potter anunciou.- Vamos escalar aquela merda o quanto antes. 

- E se a gente não conseguir?- sussurrei sentindo desespero.- E se alguém cair e levar nós todos para baixo? 

Estremeci só de imaginar alguém despencando de volta para a escuridão e morte.

- A vida não pode ser feita apenas de 'e se?- ele sussurrou confiante.

- Mas... 
 
- Nós vamos conseguir.- Potter falou em voz alta, passando confiança para todos. 

E que a nossa fuga se inicie.

umbledore me pediuy,


Notas Finais


se quiserem comentar eu agradeço.


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