História Aprisionado - Drarry - Capítulo 36


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Categorias Harry Potter
Tags Aventura, Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter
Visualizações 169
Palavras 1.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


e aí mores, esse cap é super fofis, gostei quandp li. e se preparem que os momentos que vcs querem ler estão chegandoo.

Capítulo 36 - 36



Senti meus músculos reclamarem do aquecimento que estava fazendo. Se eu quero subir metros e metros é preciso preparo.

Enquanto isso Potter quis "testar" o nosso método junto com Simas, Viktor e Blásio. A sala das águas estava muito mais receptiva que a fornalha, por esse motivo estou aqui tentando de uma hora para outra ter força o suficiente para essa loucura.

- Acho que eu não vou conseguir.- Rony sussurrou deixando o aquecimento de lado. Também parei e vi que ele mordia os lábios em sinal de nervosismo. 

Estava tentando formular palavras que o reconfortasse quando quem eu menos esperava se pronunciou.

- Weasley, ninguém aqui é de ferro.- Nev se ajoelhou na beirada da pequena fonte de água e molhou o rosto.- Se isso te conforta, eu estou me cagando de medo. Isso é um trabalho em conjunto, se um cair todos os outros caem também. 

- Belas palavras.- Fred bateu palmas. Estava cada vez mais fácil diferenciá-los.

- Eu sou fraco!- Rony apontou para o próprio corpo.- Vocês sobrevivem sozinhos. 

- Escuta o que você tá falando.- Cedric bufou.- Ninguém aqui sobreviveria sozinho! Nem lá fora e muito menos aqui dentro. 

- Somos uma força em conjunto.- o abracei de lado e recebi um pequeno sorriso em troca. Mesmo assim ele ainda não estava calmo. 

- Olha, cara.- Cedric massageava o pescoço e respirava cansado.- Não se sinta diminuído ou mais fraco, ok? O cara lá- apontou para o corredor que ia até a fornalha - pode ser mais forte que você, mas tenha certeza, Weasley, se o Blásio te perder ele perde tudo. 

Assenti concordando com as palavras de Cedric. Ainda me lembro muito bem da vez em que Blásio ficou em uma cela comigo; ele quase surtou.

- Você é tão forte quanto Viktor.- Nev perguntou ironicamente.- Por que não está lá, Diggory? 

- Respondendo a sua pergunta, eu prefiro cuidar das pessoas que me esforçar fisicamente.- Cedric respondeu seco.- E você, Nerville? Blásio, Viktor... quem vai ser a sua próxima vitima? 

Se fosse um desenho animado Nev estaria com fumaça saindo pelas orelhas e prestes a explodir.

- Essa não é a hora para discutir a relação.- Jorge interviu.- Se as moças não se importarem temos uma chaminé para escalar. 

- Jorge tem razão.- suspirei enquanto via os dois se encararem em uma raiva contida. 

Puxei Rony até um corredor que já era familiar de mais, todos os outros nos seguiram até que a fornalha entrasse em nosso campo de visão, ela parecia ficar mais assustadora.

Apenas Blásio estava de pé próximo a chaminé, escutei alguns ruídos e deduzi que os outros estavam escalando. Pelo jeito o teste não terminou.

- Eles não se cansam?- Rony abraçou Blásio e olhou para a fornalha preocupado. 

- Potter não quer parar.- Blásio cuspiu no chão e continuou.- Perdi as contas de quantas vezes ele já caiu. 

- Bem a cara dele.- Nev bufou irritado.- E, sinceramente, esse tal teste não serve de nada. 

Nerville está certo, se for para cair então vamos cair. Esse teste não pode prever se… - Ele não me escuta.- Blásio retrucou. 

Foi questão de tempo até que escutássemos um baque pesado e uma poeira negra tomasse conta do local. 

- Porra!- Viktor xingou alto e veio a passos rápidos até nós.- Acho que Potter se machucou feio. 

Rolei os olhos já imaginando que isso seria possível. Potter é teimoso e às vezes precisa de um chacoalhão para acordar, talvez essa seja a hora de um.

Simas passou por mim balançando a cabeça como se estivesse chateado; pedi para que me deixassem a sós com o  emburrado para que assim pudesse ao menos tentar resolver as coisas.

Potter estava sentado tendo a parede da fornalha como apoio e massageava o pulso provavelmente machucado. Ele estava de cabeça baixa e alguns fios de cabelos caiam em seu rosto bloqueando seus olhos; ao me aproximar mais vi um filete de sangue em sua bochecha esquerda e vários arranhões em seus braços.

- Ei.- me agachei perto o suficiente para que pudesse limpar seu rosto mas ele se esquivou se afastando mais.

Isso vai ser mais difícil do que parece.

Me sentei a uma distância segura e fiquei em silêncio durante um tempo com a esperança de que ele falasse algo, mas tudo que eu ouvia era a sua respiração que antes era alta e se tornou baixa e controlada.

Tentei me aproximar mais uma vez e novamente ele se afastou.

- O que houve?- tentei iniciar uma conversa. 

- Nada.- ele respondeu frio. 

Suspirei e tive minha atenção tomada por seu pulso que agora era massageado fortemente, quase que com raiva.

- Vai piorar.- tentei tocar em seu pulso e como já imaginava ele se afastou mais uma vez.- Potter, é sério, o que foi isso? O que é isso?- abri os braços me referindo á situação anterior.

- Já disse que não foi nada. 

- Isso não me parece "nada". 

Caímos em um silêncio desconfortável que apenas eu queria quebrar.

- Você está com medo, não é?

Silêncio.

- Eu não vou te deixar, não até eu pelo menos descobrir o que tem de errado em ter medo. 

- Eu não estou com medo. Agora vai embora.- ele respirava fortemente e mantinha o maxilar travado. 

- Potter, pelo menos me diga o que aconteceu? 

- Não aconteceu nada!- gritou. 

- Para de mentir!- gritei de volta. 

Nós dois nos escarávamos e mantinhamos expressões fechadas.

- Quer saber o que aconteceu?- assenti deixando a minha "raiva" de lado.- Não te importa. 

- Se te envolve então é do meu interesse.- me levantei exasperado. Potter também se levantou e me arrependi amargamente. Droga, ele é mais alto. 

Ele tentou se afastar, indo até a saída, mas fui mais rápido e o segurei pelo braço.

- Me solta!- ele gritou tomado pela irritação. 

- Eu não vou deixar você assim! Não quando eu não sei o que você vai fazer. 

- Eu estou perfeitamente bem.- ele limpou o sangue da bochecha e tentou se soltar. 

Ele não está bem.
- Não, você não está.

- Malfoy, me solta!- gritou mais uma vez. 

- Não! 

- Eu não estou brincando!- ele conseguiu se soltar mas peguei em seu pulso machucado.- Caralho! 

- E você acha que eu estou?! 

Eu sabia que estava brincando com fogo, ah se sabia.

- Suma antes que eu te mate! 

- Então vá em frente!- bati em meu peito. 

- Por que você não me deixa em paz! 

- PORQUE EU TE AMO, IDIOTA! 

Ah, droga.

Potter ficou em silêncio e se encostou na parede até que se sentasse no chão me encarando perplexo.

- Potter eu.

Quer saber? Dane-se.

- Eu te amo, seu imbecil.- senti um alívio imenso ao ouvir essas palavras saírem da minha boca.- Eu te amo, eu te amo, eu te amo. 

Ri sentindo algumas lágrimas molharem meu rosto. Se é para acabar que acabe com tudo sendo dito.

- Eu te amo, mesmo com todos os problemas que você tem e todos esse "caras" dentro da sua cabeça, mesmo com essa covinha incrivelmente fofa na bochecha, com esse olhos verdes quase que esmeraldas, com os seus cabelos bagunçads que me dá vontade de acariciar, com o seu abraço sendo o melhor que eu já tive....- eu soluçava igual um idiota e quase gritava.- Eu te amo... mesmo você sendo a minha casa. 

Potter estava mudo, me encarando em uma mistura de medo e perplexidade. Eu estava odiando o silêncio que nos rondava, qualquer coisa, até um grito ou um choro, me deixaria mais calmo.- Vem cá.- me agachei e esperei um soco ou algo como "Não te quero mais aqui". 

Mas ele me beijou.

E, porra! Foi o melhor beijo que eu já recebi. Era calmo, doce, mas ao mesmo tempo dizia tudo que ele não conseguia colocar em palavras. Automaticamente meus dedos se encontraram com seu cabelo e o beijei mais intensamente, sentindo sua língua pedir passagem e sua mão acariciar a minha cintura.

- Eu-eu... 

- Não precisa falar.- sussurrei sentando em seu colo para ter ter mais de seus lábios. 

- Eu preciso.- parei de beijá-lo um pouco relutante e esperei.- Draco, eu sou doente e mesmo assim você não me deixou. Por quê? 

- Eu não sei.- fui sincero.- Confesso que é assustador mas acho que com o tempo a gente se acostuma.- dei de ombros e ele riu baixinho.

- Tiago não é bom com ninguém, apenas com você e mesmo assim ele te machucou. 

- Eu me viro.- o beijei mais uma vez.- Os Potters estão na palma da minha mão. 

- Jura? 

- Você não faz ideia.- beijei seu queixo e lentamente limpei a sujeira que grudou em seus arranhões. Potter me encarou durante todo o processo o que, por vezes, me deixou desconfortável. 

- E-eu te amo.- se não estivesse prestando atenção eu com certeza não escutaria de tão rápido que foi dito. 

- Eu também os amo. 

Por um segundo o vi ficar confuso mas logo entendeu o que eu quis dizer.

- Você é louco, Dray. 

- Por te amar? 

- Por lutar por isso, por mim.

Deitei a cabeça em seu ombro e acariciei seu pulso machucado. Não foi nada grave, em pouco tempo ele vai se recuperar. 

- Quando nós sairmos... 

- O que é que tem? 

- Você vai me deixar? 

- Por pensa isso?- o encarei. 

- Aqui eu meio que sou o "único", lá fora há mais pessoas e pessoas normais. 

A sua insegurança o deixava incrivelmente fofo.

- E quem te disse que eu vou querer outras pessoas?- beijei o canto da sua boca e sussurrei.- Você é o único e sempre será.
 
 


Notas Finais


por favor, comentem. percebi que nos últimos dias os comentários caíram muito e isso não é bom. poxa... não custa nada comentar gente..


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