História Aprisionado - Drarry - Capítulo 37


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Aventura, Draco Malfoy, Drarry, Harry Potter
Visualizações 168
Palavras 1.502
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ESSE CAPÍTULO É TENSO, UMA AMOSTRA DO QUE VEM POR AI. ESPERO LER OS COMENTÁRIOS DE VOCÊS.

Capítulo 37 - 37



- É questão de ter mais força nos braços...eu acho.- Comárco coçou a cabeça e voltou a olhar para a escuridão da parte interna da chaminé. 

Oliver olhava desconfiado para a nossa única saída e vez ou outra fitava Comárco protetoramente.

- Pronto?- senti braços fortes rodearem a minha cintura e sorri ao sentir um leve beijo na minha nuca. 

- Eu não sei.- segredei baixinho. 

- Não sabe?- Potter me virou olhando profundamente em meus olhos. A maldita sensação de proteção tomou conta de mim.- Eu estou aqui pra te proteger. 

- E eu estou aqui para te proteger das suas idiotices.- ri baixinho quando Potter fez um bico. 

- Eu te amo.- meu coração pulou uma batida; ainda não me acostumei com tudo isso e acho que não me acostumarei tão cedo. 

- E-eu também te amo.- na ponta dos pés deixei um selinho em seus lábios, mas parece que não foi o suficiente. Potter me puxou pela cintura aprofundando o beijo; como se fosse automático meus dedos se enrolaram em seus cachos que já estavam bem abaixo dos ombros. 

Sua língua invadiu minha boca e foi impossível segurar algum barulho na minha garganta.

Nossos corpos estavam grudados mas mesmo assim eu o queria mais perto. Senti as mãos de Potter deslizarem para baixo chegando bem perto minha bun-

- Acho que o clima esquentou.- me separei bruscamente do moreno que bufou irritado pela separação. 

- O que quer?!- Potter quase gritou para o homem que nos atrapalhara. 

- Se acalme, irmãozinho.- Nev passou por nós e piscou maliciosamente em minha direção.- Vamos dar o fora daqui ou teremos que esperar os dois foderem? Olha, eu ouvi falar que sexo ao ar livre é divino. 

- Nós não...bem eu-nós... 

- Ele não te deve nenhuma explicação, Nerville. 

- Eu nunca pedi, foi só uma dica.- Nev continuou caminhando mas dessa vez ele batia os pés como uma criança birrenta. 

- Harry, não!- segurei seu braço quando ele parecia prestes a pular em Nev, me arrependi no momento em que os olhos verdes me olharam um pouco...decepcionados?

- Você gosta mais dele, não é? 

- O quê?! Ele é seu irmão, Potter! 

- Eu não estava falando dele. 

- Ah...bom...- me dei conta do que o havia chamado e fiquei mais calmo.- Foi sem pensar, desculpa. 

- Eu estou tentando me controlar, por você, eu juro que estou; mas a única coisa que eu mais odeio é a que eu não consigo me livrar. 

- Espera...você odeia o seu...outro "eu"? O Harry?- por essa eu realmente não esperava. 

- Isso é horrível, não acha? Tecnicamente eu sou o que deveria ser odiado.- ele suspirou.- Se-se eu te contar uma coisa você vai me odiar? 

- Eu nunca te odiaria, babe.- ele pareceu se acalmar mas ainda parecia agoniado. 

- Eu tento ou tentava, eu não sei, me livrar do Harry. Mas-mas eu percebi que o único que pode "morrer" aqui dentro...- disse cutucando a própria tempora- Sou eu. 

§§§§§

- Eu e Cedric subiremos primeiro, depois, quando dermos o sinal, o próximo sobe. 

Cedric foi sem se despedir, tenho certeza que se o fizesse ele desmoronaria em lágrimas.

Todos estavam reunidos no salão da fornalha e pouco era dito, o nervosismo e medo era perceptível em todos nós. 

O meu medo talvez fosse o maior, depois de Tiago ter me dito que não queria desaparecer eu fiquei temeroso. Eu nunca pensei nessa possibilidade, na verdade eu já estava me acostumando com essa ideia te ter os dois.

Tiago me contou praticamente tudo o que estava martelando em sua cabeça; ele era considerado o malvado porque Harry não teria coragem de matar uma mosca, e quem faz esse trabalho é ele. 

Por um momento eu o agradeci, se não fosse por ele Harry já estaria morto.

Afastei esse pensamento e me concentrei no homem ao meu lado. Eu não saberia dizer qual deles estava ali, mas me concentrei em seus músculos sendo alongados, se preparando para o que poderia ser a nossa morte.

- Preste atenção, anjo.- ri internamente. Tiago me puxou pela mão e paramos dentro da chaminé.- Viktor já subiu, vamos esperar o sinal e nós seremos os póximos. 

Já? Não podemos ser os últimos? Digo...eu se eu cair?- senti um bolo se formar em minha garganta e o ar lutar para sair dos meus pulmões. 

- Draco, me escuta.- Tiago colocou as duas mãos em meu rosto e me fez encara-lo.- Nós vamos entrar nesse porra e vamos sair daqui vivos, entendeu? Eu não vou te deixar cair. Nunca. Eu prometo.

Engoli em seco e respirei fundo tentando me controlar. Mesmo no calor da prisão eu comecei a suar frio, assenti para Tiago e olhei para trás onde meus amigos estavam.

- Dray.- Rony sussurrou choroso. 

Antes de qualquer coisa eu o abracei o mais forte que pude. Blásio também me abraçou e logo todos fizeram um abraço coletivo.

- Nós vamos conseguir.- Jorge disse otimista e todos concordaram.- Vamos dar adeus à maldita Mors. 

- Crianças tolas.- a voz que já havia sido esquecida retornou e não era imaginação. Filch ainda está aqui. 

- Ora, ora, ora, fico feliz que tenha vindo dar adeus. Realmente não conseguiria partir sem dar mais uma olhada em seu belo rosto.- Tiago ficou na minha frente, Blásio, Nev, Simas e os gêmeos montaram guarda já esperando o pior. E ele veio. 

Como sombras mais homens apareceram, por volta de oito ou mais. 

- Antes de sentirem a tão desejada liberdade, eu tenho que resolver alguns negócios que foram deixados para trás.- Filch gargalhou e mostrou uma lâmina. 

- Seria realmente libertador te matar.- Simas disse ameaçador.

Escutei um barulho vindo da chaminé e percebi ser o sinal de Viktor.

- Vão.- Blásio empurrou Rony até que ele estivesse na chaminé.- Malfoy? 

- Eu não vou, não sem vocês. 

- Escute-o!- Tiago sibilou e logo voltou a atenção para Filch que sorria como um psicopata prestes a fazer mais uma vítima. 

Tiago fez um sinal chamando Comárco e Oliver. Os dois subiriam conosco. 

- Blásio...- Rony tremia muito, se eu ficasse ele teria que ficar também. 

Dei uma última olhada no meu moreno e sorri ainda sentindo o gosto do nosso último beijo.

"Espero que não tenha sido realmente o último"

- Não morram.- Blásio sorriu mostrando os dentes afiados e beijou Rony antes de nos ajudar a subir. 

- Blásio.- Rony chorava agarrado no maior e com a ajuda dele, que segurava uma lamparina, se apoiou com os braços e pernas nas paredes da chaminé. 

- A subida é escura, tenham cuidado para não perderem nenhuma abertura.- Blásio parecia prestes a chorar mas se segurou. Assenti e movi os meus lábios formando palavras que pareceram confortar Blásio. 

"Eu irei protegê-lo." 

Já na chaminé nós subimos. Comárco e Oliver vieram logo depois e quando nós já estávamos alto o suficiente eu vi a luz desaparecer.

Eu consegui ouvir vários gritos e muitos deles me assombrariam para o resto da vida.

Enquanto subíamos eu rezei, rezei para todos os deuses que conhecia pedindo para que os gritos não tenham sido das pessoas que tanto lutei para proteger e amar.

§§§§§
-
Meu braço dói.- Rony reclamou. Ele ficou em silêncio durante muito tempo e já estava me preocupando. 

- A primeira abertura dever estar próxima.- Oliver ofegava enquanto tentava falar.

Meus músculos pareciam queimar a cada impulso que era dado, por sorte encontramos a primeira abertura e nos enfiamos nela.

Ofegantes e extremamente cansados. Era isso que nos resumia naquele exato momento. Além de que eu não conseguia escutar nada, nenhum som vinha lá de baixo.

- Vocês acham que...?- Comárco parou no meio da frase.

- Não.- respondi com certeza.- Eles vão sobreviver. 

Ele prometeu nunca me deixar cair.

§§§§§

Parecia que horas haviam se passado e ainda estávamos subindo. Contei mais duas aberturas e mesmo assim a chaminé parecia nunca ter fim. 

Foram incontáveis as vezes em que quase caímos, a dor em nossos braços e pernas se tornou tão insuportável que em um dado momento a minha cabeça começou a latejar apenas para piorar a situação.

Durante toda a subida eu evitei pensar nos homens que deixamos para trás, eu tinha medo de que se pensasse nisso o desespero tomasse conta de mim.

Paramos em mais uma abertura e nos demoramos mais, a cada parada o tempo em que ficávamos descansado era maior. Nos primeiros descansos nós conversávamos, agora nós ficamos no silêncio; a minha boca estava tão seca que no mínimo movimento dos meu lábios ela se cortava. Meus músculos pareciam dormentes e isso estava me atormentando, e se por algum acaso eles decidam parar de funcionar? A queda não seria nada agradável.

Olhei para cima tentando enxergar algo, talvez Viktor ou Cedric mas tudo o que via era escuridão. Para cima ou para baixo, para todas as direções tudo o que encontrava era a escuridão. 

Afastei o indício de preocupação que apareceu e me preparei para mais uma subida. 


Notas Finais


Bom gente, esse é o inicio ou fim para nossos queridos personagens. por favor, comentem é importante mesmo para mim, percebam que nem peço para vcs favoritarem que também é mega importante mas para mim os comentários são essenciais para saber o que estão achando da história. obg


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