História Aquarela - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Vocaloid
Personagens Gakupo Kamui, Gumi Megpoid, IA, Kaito, Len Kagamine, Luka Megurine, Meiko, Miku Hatsune, Rin Kagamine, SeeU
Tags Gakuluka, Gakupo, Luka
Visualizações 78
Palavras 1.055
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora.

Capítulo 8 - Mesmo que ela não saiba


Fanfic / Fanfiction Aquarela - Capítulo 8 - Mesmo que ela não saiba

 

Mesmo que ela não saiba.

                Apenas observá-la estava me corroendo, não saber se ela gostava ou não da minha presença era assustador.

                Luka as vezes parecia uma viga de aço enquanto pintava, mas durante pequenos segundos o olhar dela se enchia de solidão, não sabia o que ela escondia, muito menos quais segredos ela guardava, mas não queria que ela carregasse tudo sozinha.

                Sabia que ela ainda não confiava em mim, nem mesmo fazia ideia se algum dia ela vira a confiar em mim algum dia, as vezes me pegava tendo pensamentos assim e me punia internamente por conta disso, o que eu sabia dela? Nada, e mesmo assim pensava em coisas que não deveria.

                Conseguia ouvir a leve música de piano que vinha do apartamento dela, conseguia sentir daqui o cheiro do café, como que ela conseguia fazer algo tão simples se tornar esplêndido? Esse era um mistério que ninguém conseguia responder.  

                Não sabia quais eram os pensamentos dela em relação ao mundo, mas sentia uma vontade imensa de saber, conforme o tempo ia passando sentia a necessidade de sentir as fresco.

                Conforme descia as escadas conseguia ouvir o som dos risos, conversas, choros, de todas as pessoas que passavam em frente ao prédio, as pessoas pareciam tão ocupadas em observar apenas o próprio mundo que não observavam as coisas simples, será que Luka observava essas coisas pequenas como uma gota solitária de chuva escorregando preguiçosamente pelas grades do bueiro.

                Comecei a andar sem rumo pelas calçadas até que avistei um ser de cabelo azul que andava meio que dançando pela calçada movimentada, Kaito dava bundada nas pessoas que ousavam andar próximas a ele, observei durante um tempo a animação dele até que ele se empolga com a música que estava ouvindo e canta bem alto " Macarena" o que acabou assuntando as pessoas que passavam perto dele, o mesmo nem se tocou no que acabara de fazer, Kaito parecia uma criança que acabara de receber um brinquedo novo.

                Me aproximei devagar, mas me mantive em silencio, esperava que ele percebesse minha presença o que não demorou muito.

                -Que surpresa, me assustou engraçadinho- Kaito fazia caretas enquanto falava, parecia que hoje ele estava com um ótimo humor.

                -Agora esta fazendo apresentações de dança ao ar livre?- Minha vontade de andar continuava a aumentar a cada instante, não para fugir de Kaito.

                -Só no tempo vago, estou tomando conta de meus afilhados- Kaito olhou na direção de duas crianças loiras que estavam observando uma vitrine de doces, os dois eram bem parecidos a diferença era que um era uma menina e outro um menino, se me lembro bem o nome deles eram Rin e Len, Kaito havia comentado sobre eles quando estávamos de campanha, pelo o que me contava imaginava que eram a reencarnação da peste em carne e osso, mas aparentavam serem calmos e pacíficos.

                -As crianças infernais?- Tinha de tirar a dúvida.

                -Ao vivo, em carne e osso- Kaito riu depois da própria piadinha.

                -Quem era aquela menina de cabelo rosa, daquele dia?- Kaito puxava um assunto aleatório apenas para que não ficássemos no silencio, mas sabia que na verdade ele estava curioso em relação a Luka.

                -Minha vizinha- Não queria que esticássemos mais esse assunto, não que quisesse  fazer de Luka um segredo que apenas eu conhecia, não tinha nem mesmo esse direito, mas não gostava muito da ideia dela interagir com pessoas ao qual não conheço.

                -Vizinha... Sei- O sarcasmo na voz de Kaito era inconfundível.

                -Ainda bem que sabe- Mesmo o meu resmungo sendo baixo, vi um sorriso maroto se formar no rosto de Kaito, ele havia escutado e entendido, conforme conversávamos entre nós, as crianças "infernais" se aproximaram andando na maior paz.

                -Tio Kaito poderia por obsequio nos ceder dez reais, para comprarmos doce- A menina falava com a maior inocência, enquanto o menino se mantia em silencio.

                -Toma- Kaito arrancou a nota do bolso e entregou a menina, que logo saiu para a loja de doce, com seu irmão em seu encalço.

                -Prefiro entregar o dinheiro logo do que argumentar com ela, eles são assustadores- Kaito resmungava.

                Ficamos um bom tempo conversando até eles tiveram de ir embora, fiquei um tempo sentado no banco da praça apenas observando as outras crianças brincarem, tentava me recordar de quando brincava igual a elas, mas eram lembranças vagas de um passado distante, tão distante que apenas me recordava dos ecos de risadas.

                Quando uma chuva fina começou a cair, decidi que já era hora de voltar para casa, conforme andava de volta sentia como se fosse invisivel, ninguém liga para quem está andando ao seu lado, pode ser qualquer um contando que não ultrapasse seu espaço pessoal.

                Quando cheguei nas escadas do prédio pude sentir o agradavel cheiro de café que vinha da portaria, sabia que a essa hora o porteiro fazia café e servia para todos os empregados que quisessem beber.

                Quando cheguei no andar em que ficava meu apartamento pude ver Luka pendurando enfeites na porta, eram pequeninos flocos de neve de cor azulada e meio esbranquiçados, quando Luka me viu ela abriu um belo sorriso.

                -Para trazer sorte quando o inverno chegar- Ela sorriu e voltou a colar os flocos de neve na porta.

                -Precisa de ajuda?- queria ficar um pouco na presença dela.

                -Claro, pendura esses no batente da porta, por favor- Luka falava enquanto me entregava alguns floquinhos de neve que tinham um fio de náilon preso, era só colar com fita adesiva no batente da porta que a cada brisa que soprasse naquele corredor os floquinhos de neve iam se mexer.

                Pendurei todos os flocos de neve que Luka me deu, ela observava com um sorriso, seus olhos estavam brilhando de uma forma tão bela que me sentia indigno de observá-los.

                -Obrigado- Luka falava de uma forma tão doce.

                -Disponha- Quando a respondi vi ela da uma risada.

                Quando Luka ia falar algo o seu celular começou a tocar.

                -Me desculpe, mas eu tenho que atender- Quando ela disse isso a única coisa que pude fazer foi acenar positivamente com a cabeça, Luka juntou o resto das coisas que sobraram numa caixa de papelão e entrou no apartamento novamente, não pude escutar oque ela falava no telefone, mas estava feliz com apenas esse pequenino momento em que passei com ela, mesmo que ela não saiba.


Notas Finais


Espero que tenham gostado


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