História Aquela Noite - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Hiruzen Sarutobi, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Izuna Uchiha, Kakashi Hatake, Personagens Originais, Sasuke Uchiha, Shisui Uchiha
Tags Itachi, Izumi, Mangekyou Sharingan, Massacre, Novel, Sharingan, Tsukuyomi, Uchiha
Visualizações 26
Palavras 2.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Algo estava errado


Fanfic / Fanfiction Aquela Noite - Capítulo 6 - Algo estava errado



Havia chego em casa à alguns minutos, durante todo o trajeto o que me motivava a continuar era o simples desejo de tomar um banho e me atirar na cama, essas missões próximas a vila eram curtas mas muito desgastantes. Faziam duas semanas que eu havia completado a missão com Itachi e desde então, não nos vimos mais, em nosso breve momento de despedida ele havia-me contado que o Hokage antes mesmo de nossa partida já havia determinado outra missão e que ele deveria partir assim que chegasse. Ele havia me acompanhado até em casa, Itachi me deu um beijo rápido nos lábios e um leve toque em minha testa com a ponta dos dedos de um jeito muito fofo “até uma próxima” falou sorrindo e então partiu, tão rápido que mal percebi. Desde então, eu havia seguido minha vida normalmente, treinamentos, pequenas missões, às vezes ajudava mamãe com os afazeres de casa e sempre que possível ficava longe de todos para me perder em meus pensamentos, os quais eram basicamente sobre o que eu havia vivido, ou estava vivendo com Itachi, eu não tinha como negar, estava apaixonada.

Demorei um bom tempo no chuveiro, o que fez mamãe pirar, ela sempre reclamava dos meus banhos demorados, mas aqueles eram meus momentos, não tinha como evitá-los, eu sempre deixava que ela me chamasse, já era um costume, ou uma forma que encontrava de provocá-la. Terminei de me secar e vesti meu pijama, uma regata azul marinho e um short da mesma cor, mas o qual era repleto de borboletas, eu tinha uma paixão por borboletas, elas me encantavam. Sai do banheiro dei um beijo de boa noite em mamãe, entrei em meu quarto e abri a janela, estava uma noite linda, iluminada, uma leve brisa entrava e refrescava o quarto, um cenário perfeito para meu descanso. Deitei em minha cama abracei meu travesseiro, me revirei por várias vezes até que, quando estava quase pegando no sono sinto a presença de alguém ali, comigo. Instintivamente abri meus olhos e vi alguém em minha janela, era um ninja... era Itachi, naquelas alturas meu coração já estava a mil por hora, quase saindo pela boca. Itachi me olhava de um jeito debochado, achando  graça da situação, da minha reação. Ele ficou por um tempo parado me olhando fixamente, sem mais esboçar reação.


- Posso? – Falou baixo, pedindo permissão para entrar.

Confirmei com a cabeça e ele desceu da janela, caminhou lentamente com as mãos para trás deu uma olhada de relance no local e então veio até minha cama e sentou.

- Como você está? – Falou calmamente.

- Bem e você?

- Também, queria te ver. Então eu vim. – Ele observava minha reação querendo entender o que eu tinha achado de sua visita surpresa. Eu que estava agarrada em meu travesseiro o deixei de lado e me grudei em seu pescoço o abraçando.

- Estava com saudades Baka! – Itachi riu baixinho e então falou.

- Por isso eu vim. – O Uchiha depositou um beijo em meu pescoço e se afastou. – Trouxe algo para você. Ou melhor, para nós. – Disse enquanto abria uma pequena bolsa que carregava junto ao corpo. Era uma bandeja envolvida em um papel branco a qual me entregou e empolgado disse. – Abra!

Eu peguei o embrulho é então desenrolei o papel que cobria o conteúdo, a bandeja estava repleta de dangos uma quantidade diga-se de passagem exagerada. Direcionei meu olhar para o Itachi o qual sorria feito criança, ansioso por uma reação.

- Você se lembra, de quando você não queria dividir dangos comigo? – Sorriu sarcasticamente.

- Não seja bobo. – falei corando.

- É verdade, você se quer deixou eu responder se eu queria ou não, fala a verdade Izumi, você queria todos pra você.

- A verdade é que eu queria provocá-lo, eu sempre soube que você adorava dangos.

- É verdade. – Disse já colocando um porção na boca.

- Ei, me espera!

- Se você demorar não vai sobrar nada pra você. – Falou pegando a terceira porção.

Itachi estava sentado em minha cama, se ajeitou e se escorou na parede, parecendo tão descontraído, tão à vontade. Comemos todos os dangos que ele havia trazido, no fim a quantidade não havia sido exagerada quando se tratava de dois viciados.

 - Estávamos quase chegando a vila, quando passamos na frente de um bar com uma promoção de dangos. - sorriu fechando os olhos em satisfação. - não pude recusar, aquela situação pedia que eu trouxesse essas maravilhas para nós.

- Adorei a surpresa.- respondi retirando o embrulho vazio de cima da cama e colocando na mesa de cabeceira. Itachi me fitava de cima a baixo, ele era observador, analisava cada gesto, cada situação, era difícil saber o que ele pensava, eu por vezes tentava ignorar essa situação ou ficaria mais desconcertada que já ficava quando estava ao seu lado. Aquele homem era um mistério. Ele levou os braços a cabeça apoiando-se na parede, seus olhos estavam fechados, não disse nada por alguns minutos, eu estava sentada na cama com as pernas cruzadas observando o que acontecia. Itachi respirou fundo, se moveu na cama e se aproximou de mim, por vez olhou em meus olhos e então desviou o olhar como se estivesse com vergonha, voltou a me observar de uma forma carinhosa e então perguntou.

- Izumi, você quer namorar comigo? - suas palavras saíram rápidas e convictas, seu olhar era de receio, ele buscava minha resposta e eu não conseguia formular. Uma lágrima escorreu dos meus olhos e uma dor no fundo deles se fez, era como se eu tivesse tentando ativar meu Sharingan mas no conseguisse.

Acordei com mamãe esbravejando.

- Eu tento falar com essa velha chata, mas ela não entende, deixa esses bichos soltos e eles entram em minha horta, que nojo! - não estava entendendo muito bem o que estava acontecendo onde estava Itachi o que havia acontecido. Minha cabeça retumbava, doía muito, precisava tomar algo para passar.

- O que foi mãe? - Perguntei sem entender. - Que horas são?

- Aqueles gatos da vizinha entraram na minha horta e reviraram tudo, ah se eu pego aqueles felinos! - esbravejou. - são dez horas minha filha.

- O QUE? que dia é hoje? - Perguntei sem entender.

- Domingo Izumi, você está bem? Está um pouco pálida. - Eu não estava entendendo, eu tinha certeza que  o dia anterior era quinta-feira e que a alguns segundos atrás estava falando com Itachi, será que eu tive um sonho?

Voltei ao meu quarto a procura de algum sinal, de algo que me mostrasse que não havia sido um simples sonho, o que estava acontecendo. A dor passou. Me sentei na cama incrédula, levei as mãos a cabeça como forma de apoio, será que eu estava com algum problema?

-Izumi, vem cá estão te chamando. - minha mãe gritou da sala

- O que foi mãe? - quem seria?

Vesti uma roupa decente para ver quem era a pessoa que estava me procurando, coloquei uma regata roxa e uma calça preta, penteei meus cabelos o mais rápido possível e fui até a sala. E ali sentado em meu sofá estava Itachi, sorrindo ao conversar com mamãe. Pisquei várias vezes sem entender o que Itachi fazia ali, o encarei tentando buscar uma resposta silenciosa, mas ele ignorou minha súplica e continuou a conversar com mamãe.

- Ohayo - disse me fazendo presente.

- Ohayo - eles responderam me convidando a sentar.

- Aconteceu alguma coisa Itachi, por que você está aqui? - perguntei descaradamente.

- O que é isso Izumi isso é jeito de falar com seu namorado, eu não te dei educação menina? - NAMORADO? Como assim? O que mamãe sabia? Como ela sabia de nós? Engoli seco e arregalei meus olhos o que havia acontecido?

- Humm, na-namorado? - gaguejei ao perguntar.

- Você mudou de idéia? - Itachi perguntou calmamente. Olhei ao redor tentando entender, estou começando a pensar que ontem, ou anteontem não sei ao certo, mas que aquilo realmente não foi só um sonho e que Itachi realmente esteve aqui.

- Na verdade eu acho que nem te respondi não é? - tentei jogar um verde para ver sua reação. Ele deu um sorriso o qual não consegui interpretar sua intenção, a dúvida ficou no ar, mas assim que mamãe saísse dali iria descobrir.

- Bom vamos dar uma volta? - convidei Itachi tentando tirá-lo daqui.

- Senhora Hazuki, espero que aceitem o convite da minha família e que venham jantar conosco hoje a noite.

- Claro meu filho, iremos sim.

- JANTAR NA SUA CASA? - Gritei espantada, como assim? As coisas estavam muito estranhas.

- Vem Izumi, agora eu te explico. - Itachi me pegou pela mão e me puxou para a saída da casa.

- Caminhamos a passos largos em destino ao lago Yūyake, era meu local de paz, porque ele estava me levando pra lá? Fomos em silêncio o caminho inteiro, chegamos ao local alguns minutos depois, nos sentamos no cais  que ficava na beira do lago. Era naquele lugar que dividimos dangos a primeira vez. Itachi olhava ao longe, divagando perdido em seus pensamentos, eu o fitava esperando que ele se pronunciasse, que falasse algo, o silêncio era sufocante, Eu estava prestes a começar quando ele falou:

- Naquela noite quando eu te perguntei se você aceitava namorar comigo você desmaiou, eu fiquei com você durante toda noite, me certifiquei se você estava bem, provavelmente foi cansaço das missões, você apagou, no outro dia eu fui falar com sua mãe e ela disse que você passou o dia dormindo, hoje retornei a sua casa e vi que você estava bem, contei pra minha família que eu havia pedido você em namoro, todos ficaram felizes e sugeriram que você e sua mãe fossem jantar conosco. Eu sei que você não respondeu a minha pergunta. - disse suspirando. - Desculpe por isso. - Itachi me observava a espera de minha resposta. Não estava entendendo muito bem o que estava acontecendo. Mas naquele momento parecia não importar mais, eu aceitei o que ele me falou, eu não questionei, eu não duvidei, eu sabia que era estranho, mas nem a mim mesma eu estava reconhecendo.

- Você tem dúvidas da minha resposta? - perguntei a ele.

- A gente nunca sabe o que o outro pensa, acho que suposições são aceitáveis, mas não substituem o que a outra pessoa pensa ou fala. A única coisa que eu não posso ter dúvida é a respeito do que eu penso, do que eu sinto e disso eu não tenho nenhuma dúvida. - me falou colocando sua mão sobre a minha.

- Eu aceito namorar com você, ir jantar com sua família. - respondi sorrindo timidamente.

- Arigatou - falou enquanto se  aproximava a procura de meus lábios, nossas bocas se selaram em harmonia.

- Ficamos algum tempo parados ali, analisando as águas paradas do lago, do nosso lago. Itachi me contou como foi sua missão, mas sem muitos detalhes, eu fiquei imaginando o quão incrível ele deve ter sido. Rimos da minha reação quando encontrei ele em minha sala e perguntei curiosamente como minha mãe havia aceitado tudo.

- Bom, no dia seguinte eu cheguei em sua casa e contei por cima o que havia acontecido. Sua mãe estava varrendo a frente da casa e me deu uma vassourada quando eu falei que havia ido no seu quarto noite passada. - falou contendo o riso. - Mas eu vi que ela havia ficado feliz com nosso namoro. Então hoje eu fui novamente para ver se você estava bem e convidar minha na.mo.ra.da e sua mãe para jantar com minha família. - Itachi havia pronunciando a palavra namorada sílaba por sílaba com um tom sarcástico. Ele adorava me provocar. Dei um soquinho de leve em seu braço. E então fitei minhas mãos as quais estavam sobre meu colo, uma tristeza havia se alastrado sobre meu corpo, tão repentinamente, tão profundamente, tudo estava tão perfeito, mas ainda sim existia algo que estava me incomodando e eu não sabia ao certo, na verdade parecia que eu havia esquecido, estava apagado de minha memória.                 

   - Ei. - Itachi levantou meu queixo. Seus olhos estavam com um ar pidão… pareciam culpados. - O que foi?

- Nada. - disse com um sorriso amarelo.

- Você está feliz Izumi? - perguntou receoso.

- Acho que sim.

- O que eu posso fazer pra te fazer feliz? - seu tom era calmo, mas ele não parecia calmo.

- É… é, que tudo anda tão estranho, eu me sinto como se estivesse vivendo uma mentira, tem coisas que eu não lembro, eu me sinto estranha entende. - ele me puxou em um abraço e beijou minha testa.

- Entendo, as vezes a gente se sente estranho mesmo. Mas eu só quero que você seja feliz, eu quero te fazer feliz. Você deixa eu tentar? - Aquela pergunta parecia um pedido, uma permissão para algo, às vezes as coisas pareciam tão claras, flashbacks em minha cabeça de imagens aleatórias, mas eu os esquecia, como em um passe de mágica. E então eu percebi que um lado da minha cabeça estava em negação, uma voz interior dizia para eu tentar descobrir o que estava acontecendo, mas o outro lado me acalmava e suplicava para que eu aproveitasse a vida com Itachi. Eu não sabia o que pensar.


Eu não sabia qual voz ouvir.






Notas Finais


Tadinha da Izumi gente, ela tá lutando pra sair do tsukuyomi, e tá tri confusa com o que tá acontecendo. O que vocês acham, ela tem que aceitar de boas que vai morrer ou ela tem que tentar sair?
Espero que tenha gostado.


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