História Aquele Abraço - Capítulo 6


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Draco Malfoy, Harry Potter, Personagens Originais, Remo Lupin, Rose Weasley, Scorpius Malfoy, Sirius Black, Ted Lupin, Tiago S. Potter
Tags Amor, Drama, Drarry, Gay, Jeddy, Romance, Scorbus, Trans*, Wolfstar, Yaoi
Visualizações 249
Palavras 1.688
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Abraço de Stalker


Em Hogwarts, Scorpius aprendera espanhol, português e francês e ele podia dizer que era um ótimo aluno. No entanto, estudar em uma escola onde todos falavam francês o tempo todo e ainda assim manter as notas acima da média e fazer amigos se mostrou impossível para Scorpius.

Astoria, preocupada, o incentivou a se abrir com um psicólogo. Ele sempre fora um menino alegre e amável, mas, naqueles dias, ele se isolava em quarto e mal comia. Astoria sabia que podia ser só uma fase de adolescente, mas todos esses anos como médica a diziam o contrário.

Eram três da tarde de uma terça e Scorpius estava sentando numa sala de espera acompanhado de uma recepcionista com mais de quarenta anos que pintava as unhas de um vermelho escuro.

De repente, o telefone tocou e, cuidadosamente para não manchar as unhas recém pintadas, a recepcionista o atendeu.

"Oui." Disse a recepcionista. " Le Malfoy est ici. Je l'envoie en?" Depois de alguns segundos, a recepcionista desligou e pediu em um inglês decente que ele entrasse no consultório do doutor Greyback.

Já era tarde demais para fugir. Pensou o garoto de catorze anos se dirigindo a porta de madeira indicada pela recepcionista.

"Boa tarde, senhor Malfoy. É um prazer recebê-lo." Fenrir Greyback parecia um cara legal, mas, ainda assim, a última pessoa pra qual ele se abriria.

Scorpius se sentou no divã em frente ao homem de quase meia idade que o observava atentamente. Seus olhos eram cansados e emoldurados por rugas; seu cabelo um pouco longo, o suficiente para fazer um coque se ele quisesse; seus lábios estavam pressionados numa linha fina; tudo na sua expressão dizia cansaço, porém esperteza.

"Então, senhor Malfoy, o que te levou a procurar um psicólogo?"

Scorpius abriu a boca, mas não conseguiu dizer nada. Como ele podia explicar tudo aquilo que passava em sua cabeça? Como ele poderia explicar as suas crises de choro, o seu desepero à noite ao perceber a sua solidão, a solidão que o sufoca e o paralisa e o impede de realizar coisas tão básicas quanto levantar da cama?

Greyback sentiu a hesitação do garoto e se esticou para alcançar um pequeno pote de vidro na mesa e o abriu.

"Pegue um biscoito." Disse o psicólogo oferecendo o pote para o adolescente. "Vamos, pegue um biscoito. Eu só quero ser seu amigo."




"Eca. Eu não mereço ver isso essa hora da manhã!" Exclamou Albus ao encontrar o seu pai lambendo a bochecha de seu marido suja de calda de chocolate. Scorpius riu da infantilidade do garoto.

"Falando assim nem parece que é o mesmo que eu flagrei assistindo pornô gay na sala de madrugada." Disse Draco com muito prazer ao assistir a expressão de Albus se transformando em horror.

"Isso é verdade, Albus?" Falou Harry com o rosto sério. "Você tem quase 16 e já vai pra faculdade, não me importa se você vê pornografia, mas na sala... onde James poderia descer a qualquer hora! Você está de castigo."

O sorriso de Draco se desmachou e ele olhou assustado para o marido. Harry quase nunca aplicava castigos aos filhos. Se James tirasse notas baixas, Harry passaria horas ao lado do filho repassando a matéria; se Albus entrasse numa briga com algum homofóbico, Harry o daria uma bronca por ter apelado para a violência. Seja o que fosse era improvável Harry passar um castigo para um dos filhos.

Albus, por sua vez, estava estupefato. Era o melhor filho, nunca dava problemas, nunca tirava notas baixas e agora ficaria de castigo por gostar de assistir pornô numa TV de 42 polegadas.

"Nós quatro iremos sair pra jantar sushi e você vai ficar em casa e comer o que você cozinhar." Continuou Harry.

Scorpius, que estava apenas observando a treta enquanto comia a sua panqueca, sentiu pena do garoto porque ele sabia que Albus amava sushi.

"Isso é injusto!" Protestou Al. Harry ignorou o protesto e voltou a comer a sua panqueca com chocolate, Albus olhou para o Draco e viu ele dizem "me desculpa" silenciosamente. Albus sentiu vontade de chorar, mais pela humilhação do que pelo sushi que ele iria perder.

Pisando forte, ele foi até a fruteira, pegou uma maçã e a mordeu com raiva. Era revoltante ver todos eles ali comendo com toda a calma do mundo, enquanto ele borbulhava de ira.

"Será que esse dia poderia ficar pior?" Resmungou Al.

Sim, poderia!

De repente, a campainha tocou e um grito de James, que desgustava de um pizza do dia anterior na sala, ecoou até a cozinha, dizendo que ele iria atender.

"Ô, Albus!" Cantarolou James. "O seu namorado chegou!"

Três coisas aconteceram naquele momento: Albus deixou a maçã mordida cair no chão, Scorpius se engasgou com a massa da panqueca e Harry gargalhou como se não houvesse amanhã.

"Acho que isso já é castigo suficiente pra você, Al."

"Ô, Al, não deixe o seu mozão esperando." Cantarolou James de novo. Albus xingou mentalmente a sua sorte.

"Eu já tô indo!" Albus parecia que a qualquer momento poderia entrar em pânico. Agitado, ele levantou e braço e cheirou o suvaco.

"Eu estou fedendo muito? Eu nem tomei ban..."

"Sim." Falaram o três em uníssono.

"Que bom." Scorpius estranhou o fato de Albus achar bom ele feder antes de encontrar o suposto namorado que em duas semanas ele não soube de sua existência.

Albus passou dois dedos sobre a panqueca de Scorpius e, com os seus dedos melados de calda de chocolate, ele lambuzou o canto da boca e a bochecha. Além disso, ele dessarrumou os cabelos de modo que, para Scorpius, fazia ele parecer um punk, um sexy punk de bochecha suja de chocolate. Terminado a sua desarrumação, Albus correu para fora da cozinha.

"O Al tem namorado?" Perguntou Scorpius depois que o moreno saiu, o deixando com dois adultos risonhos.

"Não." Respondeu Draco. "Esse é o Victor Krum, ele meio que persegue o Al desde que eles se beijaram numa festa."

"E o Al já tentou de tudo pra afastá-lo, até chegou a ligar para a polícia, mas nada adiantou." Continuou Harry.

"Para a polícia? Mas porquê?"

"Um vez eu fui acordar o Al pra ele ir pra escola e eu achei eles dois dormindo na mesma cama. O Al levou um susto e gritou horrores quando o viu na cama dele e por isso eu acreditei quando ele me disse que o Krum tinha entrado escondido no quarto dele."

"Mas no fim, o Albus não teve coragem de fazer a denúncia." Draco terminara de comer a panqueca e fora pra pia lavar o seu prato. "Fora esse incidente, o Victor é um fofo. Dá flores, faz serenata, o convida pra velejar, para uma viagem em fibra para a Alemanha, traz comida... Sinceramente, ele é uma vergonha para todos os homens no mundo que tentam ser românticos."

"Eu fui sequestrado por sua causa!" Protestou Harry. "Qualquer outro homem no mundo teria desistido de você e o que eu fiz? Te amei mais ainda."

"Você quer um prêmio por isso?" Rebateu Draco.


Na sala, James se divertia observando o desconforto do irmão parado só de pijama no meio da sala.

"Oi, Krum. Eu não esperava ver você tão ced..." Albus foi pego de surpresa com o abraço que o maior deu nele e se surpreendeu com o cheiro tão másculo dele.

Poxa, Albus poderia facilmente amar o Victor se ele não fosse um stalker.

"Eu voltei mais cedo da Alemanha." Disse Victor coçando a nuca meio envergonhado. Ele não era idiota, ele sabia que Albus não sentia o mesmo por ele, mas isso não impedia de ficar mais apaixonado toda vez que o via com o cabelo desarrumado e com a barba rala por fazer.

Victor Krum conhecera Albus em uma festa de Halloween particularmente chata. Na época, ele tinha já quinze anos, porém, apesar de porte atlético e seus 1,92 de altura, ele não era o típico pegador que se esperam dele. Alguma batida eletrônica tocava na festa, mas Victor não estava a fim de dançar, então ele optara por ficar no canto junto a um rapaz fantasiado de Hobbit com um copo de cerveja na mão.

"Oi, príncipe encantado." Victor levou um susto ao ouvir a voz gritando em seu ouvido por cima da batida. Se virou e olhou para o rosto sorridente do Hobbit. "Bela fantasia!"

"Foi de última hora." Falou Victor com um sorriso tímido.

"É uma bonita fantasia. Me impressiona não ter um bando de garotas te dando mole."

"A maioria das meninas aqui são amigas minhas. E você? Você está uma fofura com essa roupa de bilbo, o bolseiro, porque não tem um monte de meninas apertando a sua bochecha?"

"Acho que ninguém aqui é fã de Tolkien ou porque eu sou absurdamente gay." Essa revelação fez as mãos de Victor suarem mais e os seus olhos se arregalarem. A confiança no tom de voz do garoto era tão grande que contagiou Victor e foi isso que o levou a se aproximar dele e passar o resto da noite ao seu lado.

Talvez Victor não soubesse respeitar os limites, talvez ele não conseguisse levar as negativas de Albus à sério e, com toda certeza, ele não sabia a hora de parar, mas, para Krum, ele nunca foi nada menos do que um fofo para Al.

"E como está a sua vó?" Falou Albus tentando ser gentil. Quanto mais grosso ele fosse, mais grudento Victor ficava.

"Ela morreu." Por mais que Victor tentasse esconder, a tristeza ficou óbvia e isso desmoronou a pose indiferente de Albus.

"Eu si-sinto muito."

"Tá tudo bem, Albus."

Al não sabia bem o que dizer, portanto, ele apertou o seu ombro a fim de comfortar o rapaz. Às vezes, um gesto era mais reconfortante do que palavras. Victor sorriu com gesto e, entusiasmado com a reação do rapaz, Albus subiu mão e acariciou a bochecha do rapaz.

Enquanto isso, Scorpius (apenas de cueca, como sempre) observava de cara fechada a interação dos dois rapazes.

"Que cara é essa, Scorp?" O loiro se assustou com a presença súbita de James ao seu lado.

"Você quer me matar do coração, Jay?" Dramatizou Scorpius.

"Só vim dizer que não precisa ficar com ciúmes. Victor tá querendo algo com Al faz quase um ano e não deu em nada até agora."

"Eu não tô com ciúmes!" Protestou Scorpius. James apenas levantou as sombrancelhas e saiu em direção as escadas."Eu não estou com ciúmes." Repetiu Scorpius baixinho para si.


Notas Finais


Eu gostei muito desse capítulo e tô quase shippando Albus com o Krum de tão fofo que eles ficaram juntos.

Obrigada pelos 100 comentários.
Não esqueçe de favoritar e comentar, beijos


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