História Aquele Olhar - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Diego Ribas da Cunha, Everton Cardoso da Silva, Paolo Guerrero
Visualizações 145
Palavras 652
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aaaaaa galera, primeira fic que escrevo com jogadores brasileiros, dêem um crédito rsrs
E eu não coloquei o nome da garota nesse cap por motivos de não escolhi ainds kkkkkkk conto com vocês, tava com saudade desse site ♡

Capítulo 1 - Prólogo


Loucura. 

 

Era isso que essa história era: loucura. 

 

Nada me tirava da cabeça que eu estava cometendo o pior dos pecados, e que era bem provável que ardesse no fogo do inferno pelo resto da eternidade - tudo por causa desses poucos minutos no céu.

 

Eu encarava o teto com preocupação... Isso não podia acabar bem, e eu iria me odiar pelo resto da vida se causasse algum problema pra minha família. O melhor a fazer era me levantar e ir embora pra nunca mais voltar; apagar o seu contato e suas lembranças, pra não correr o risco de uma recaída, e sumir. 

 

Como se estivesse lendo meus pensamentos, o corpo macio ao meu lado se mexeu, se aninhando no meu braço e passando uma coxa entre as minhas - me prendendo ali. Inconscientemente, eu me movi para que ela se acomodasse melhor.

 

Dois segundos depois, eu me culpei por isso também.

 

- No que você tanto pensa?

 

A voz, rouca pelo sono, me pegou de surpresa. Eu não sabia muito bem o que dizer - não tinha necessidade de magoá-la dizendo algo como "estou tentando mensurar o tamanho do erro que você é". Então, quando eu não respondi, ela espalmou uma das mãos sobre o meu abdômen, deixando um beijo carinhoso sobre o meu peitoral.  

 

E, é claro, eu me derreti com a doçura do momento, terminando com nossas mãos entrelaçadas e o meu coração aquecendo o corpo inteiro. 

 

- Que eu tenho um vôo daqui a três horas. - suspirei. Ao menos não era de todo mentira. - Eu provavelmente deveria ir. 

 

Ela fez um biquinho, apertando o corpo um pouquinho mais contra o meu. -  Você devia ficar. Pra sempre. 

 

E era por isso que ficava tão difícil ir embora. Abandonar um clube e mudar de país era uma decisão muito mais fácil do que abandonar essa garota, sem mudar um nada na minha vida. Como nos separar quando o que nós dois queríamos era justamente o contrário?

 

Sem responder, eu beijei a sua testa da forma mais delicada que encontrei. 

 

É claro que, com o mínimo de responsabilidade que eu tinha, sempre me policiava pra não dar a entender que nós tínhamos algum futuro. A última coisa que eu queria era magoar essa criança, mesmo sabendo que isso era inevitável.

 

Só de pensar em perder esse olhar de admiração que ela tinha pra mim, quase como se eu fosse um herói, meu coração se apertava em angústia. Era esse olhar que me perseguia, e que me trazia de volta toda vez. 

 

O mesmo olhar que os meus filhos tinham. 

 

Eu realmente precisava voltar pra casa. 

 

- Você quer uma carona? - eu perguntei, descendo os dedos pelo lado do seu corpo, prolongando a minha tortura o máximo possível. 

 

Ela me abraçou um pouco mais, causando arrepios em nós dois. 

 

-  Acho melhor não. Vai ser meio suspeito se eu chegar em casa num carrão, não acha? - a risada dela, verdadeiramente divertida, me aliviava um pouco a tensão. Eu duvidava que a garota tivesse dimensão do escândalo que nós iríamos causar se fôssemos descobertos mas, de alguma forma, a sua despreocupação fazia tudo parecer mais simples. 

 

Quem dera se o nosso maior problema fosse sua família desconfiar. - Eu posso te deixar na praça. 

 

A esperança na minha voz fez ela finalmente olhar pra mim. E não, não era aquele olhar de admiração que eu tanto apreciava, nem o de desejo quando eu a beijava em qualquer situação... não, era pior. Era um olhar apaixonado, sorridente (mesmo que seus lábios não o acompanhassem). 

 

Ela percebeu. É óbvio que sim. Todos os sinais estavam lá; o coração disparado, o anseio, a necessidade de passar cada segundo possível ao seu lado, tudo isso era bem claro pra quem quer que visse. O que eu mais temia tinha acontecido e eu não sabia o que fazer: eu me apaixonei por ela. 



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