História Aquele Olhar - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Diego Ribas da Cunha, Everton Cardoso da Silva, Paolo Guerrero
Visualizações 320
Palavras 819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Pra quem me conhece de outras histórias, vai perceber que eu coloquei o Marco e a Nick de volta nessa fic (como outros personagens, claro) pq eu amo eles demaaaaais e to com saudades ://

Capítulo 2 - Capítulo 1 - O tropeço


 Bella

 

Eu rolei mais uma vez os resultados da busca no meu celular, olhando atentamente pra cada foto e tentando gravar cada detalhe de que eu pudesse recordar. 

 

As lembranças daquele dia não eram algo a ser esquecido. 

 

Quando lembrei que estava destinada a viver apenas com elas, deixei meu corpo cair na cama absolutamente consumido pela frustração.

 

Numa comemoração pós-jogo em BH, dentro de uma churrascaria famosa, depois de uma cena bem desastrada da minha parte, eu tropecei num jogador de futebol do Flamengo. 

 

Diego. Diego Ribas.

 

Tinha sido bem engraçado, pra quem olhasse de fora: eu tropecei nele na saída do toalete, derrubei seu celular no chão e quase esqueci de pedir uma foto. 

 

Logo que voltei pra mesa, não tive coragem de dizer pros meus amigos o que tinha acontecido. Primeiro porque Nicole e o irmão, Gabriel, iam surtar; segundo, porque o namorado dela ia me encher de piadinhas até o próximo século, e eu não estava afim de aturar Marco naquele dia; mas, principalmente, porque eu ainda estava muito absorta naqueles sentimentos pra dizer qualquer coisa sem acabar revelando a eles algo constrangedor.

 

Mais tarde, quando a foto foi parar na interner, Nicole  realmente surtou.

 

Eu contei, é claro, a história pra ela. Só o que ela queria saber; sobre o tropeço, a minha vergonha e tudo o mais. E como ele era ainda mais bonito pessoalmente; mas não sobre o resto.

 

 Não falei de como meu coração falhava uma batida a cada vez que ele sorria, nem que ele tinha um falar manso, doce, que era capaz de acabar com uma guerra se quisesse.

 

E,  principalmente, eu não falei daquele olhar. 

 

Se Diego tivesse feito tudo exatamente igual, mas não tivesse aquele olhar, eu teria entendido. Ele era um jogador famoso e eu uma fã sendo atendida - acabava ai. Não tinha espaço pra mais nada nessa relação.

 

Mas o fato é que ele tinha o olhar. Intenso, fixo, completamente incoerente com a indiferença que eu tenho certeza de que ele sentia. Diego olhava pra mim como se eu fosse uma série nova que ele tinha acabado de descobrir - e que não conseguia parar de assistir. Alguma coisa ali me deixou - por mais absurda que fosse a hipótese - com esperança. Ele olhava como se tivesse esperando alguma coisa.

 

AH! - eu ri de nervoso, lembrando o que eu estava deixando passar. - Meu Deus, eu quase esqueci. - meus olhos reviraram. - Tira uma foto comigo, por favor! 

 

Diego abriu um sorriso gigante. - Pensei que você nunca fosse pedir. Já tava quase indo embora.

 

O alívio me tomou por inteiro; era muito mais fácil lidar com a simpatia dele com uma fã do que com o que eu pensava ter visto nele.

 

 Mas é claro; tava bom demais pra ser verdade. 

 

- Porra, eu não trouxe meu celular. A gente tava no estádio... Aaaaaaaaaarh!

 

Ele riu quando eu bati na testa com a mão, completamente frustrada. - Tudo bem, tudo bem. Eu tiro com o meu. 

 

Eu o olhei sem expressão. Diego me olhava, ainda, e aquela sensação estranha de frio na barriga voltou. Com uma mão muito educada na minha cintura, ele puxou o celular do bolso e tirou uma selfie, exibindo um sorriso brilhante, enquanto o máximo que eu pude fazer no meu estado foi sorrir sem mostrar os dentes.

 

- Eu posto na story do instagram e você tira um print, pode ser?

 

Sorri. Será que alguém na vida já conseguiu discordar dele? - Claro que pode.  Muito obrigada, Diego. Você foi incrível. 

 

 O sorriso brilhante atingiu seus olhos com o meu sorriso, e eu podia jurar que vi as bochechas dele corarem um pouco.

 

Dá pra se apaixonar por alguém em cinco minutos?

 

Diego respondeu algo como 'imagina', e eu pensei que fosse caminhar de volta pra sua mesa. Mas não; ele hesitou, o sorriso diminuindo um pouco, e aquele olhar voltou. Quando eu entendi, devolvi o olhar, completamente desacreditada.

 

Ele me olhava, encantado, exatamente como meu ex-namorado fazia quando queria me beijar. 

 

Conferi a aliança no dedo dele, só pra confirmar. 

 

Aí, antes que eu ficasse louca, sorri e fui embora. Eu só queria voltar pra mesa dos meus amigos, beber umas caipirinhas e esquecer que esses cinco minutos estranhos tinham acontecido. Só que, sendo eu, acabei saindo quase correndo daquele pequeno hall escondido, pegando um garçom desprevenido e trombando nele também. Só que ele carregava duas taças de vinho, que foram parar diretamente na sua camisa branca. 

 

Eu só pude ouvir as gargalhadas de Diego quando ele passava por nós em direção às escadas que levavam até a área reservada pros jogadores.

 

E tinha acabado. De volta pra realidade, no meu quarto, eu ainda estava deitada na minha cama, passando todas aquelas fotos e tentando não esquecer nenhum detalhe dele. Podia sentir que a minha paixão platônica ainda ia me dar muitos problemas.

 



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