História Aquele Olhar - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Diego Ribas da Cunha, Everton Cardoso da Silva, Paolo Guerrero
Visualizações 195
Palavras 812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu amo quando vocês comentam ♡

Capítulo 3 - Capítulo 2 - A conexão


Diego 

 

Mais uma vez, eu agradeci por ficarmos em quartos separados no hotel. 

 

Fazia exatamente uma semana da partida contra o Galo. As coisas ficaram cada vez melhores pro time, e eu cada vez mais distraído. Nós estávamos em Santos pro próximo jogo e a comissão tinha me deixado sozinho com os meus pensamentos - nesse momento, isso definitivamente não era uma boa ideia, mas ainda era melhor do que ter que disfarçar perto de algum dos meus colegas.

 

Eu queria procurar aquela garota. Vez ou outra me lembrava dela, do jeito desastrado e de como parecia querer morrer quando viu que tinha tropeçado em mim. Ela era engraçada, espontânea, mas tinha algo a mais. 

 

Talvez fosse o jeito confiante, mesmo quando envergonhada; talvez fosse o sorriso simpático ou o fato dela não ter surtado quando me viu. Ela era bonita, sim, e tinha um corpo... Ainda assim, não era isso. 

 

Eu já tinha visto muita mulher assim por ai, e com nenhuma delas eu senti essa conexão.  Eu já senti desejo - e ele passou, tão rápido quanto veio, porque eu me lembrei que eu tinha uma esposa que eu amava me esperando.

 

Mas alguma coisa nela me deixou vidrado, e isso tava me matando. 

 

Foi a troca de olhares, tenho certeza. Eu sempre fui muito sensível, de certa forma, e a intensidade do olhar dela me assustou. Era uma sensação diferente... um aperto no estômago, uma certa felicidade em conversar com ela.

 

E aí acabou. Ela se virou e foi embora - não sem antes me presentear com aquela cena cômica da camisa do garçom manchada de vermelho-sangue, é claro. O seu jeito educado também me deixou impressionado - até mesmo o garçom, visivelmente irritado com a bagunça, acabou relaxando quando percebeu o quão meiga e atenciosa ela tinha sido; com certeza, num lugar caro daqueles, muita gente não devia nem reconhecer a existência dos garçons.

 

Agora, por algum motivo, eu não conseguia parar de pensar sobre o que tinha acontecido com aquela menina. Não vi pra qual mesa ela foi, nem muito menos sinal dela no meio da torcida que foi se despedir da gente no aeroporto. Ela simplesmente evaporou.

 

De repente, eu me lembrei da foto, e sorri.

 

Ela provavelmente postou a foto em algum lugar. Os torcedores tem costume de nos marcar nas fotos; e se ela tivesse feito o mesmo? Era só achar... Bem, não era tão fácil assim, já que tinha uma semana e eu devia ter sido marcado en um milhão fotos, mas ela estava ali em algum lugar.

 

Quando tava quase desistindo de procurar, eu achei. 

 

Eu abri a foto meio sem jeito - tinha que admitir que já tinha visto ela uma meia dúzia de vezes na galeria do meu celular - ansioso mesmo pela legenda. E pelo nome dela: Bella.

 

Um sensação deliciosa de satisfação me atingiu quando eu vi o que ela escreveu.

 

"Quando você passa vergonha até na frente do crush @diegoribas10"

 

Fui consumido pela curiosidade, e acabei abrindo os comentários. 

 

"QUE HOMEM" - algumas meninas tinham, como esperado, surtado. Pra ser sincero eu nem me achava assim tão bonito - talvez porque nos meus vinte e poucos eu realmente fosse um desastre - mas não era hipócrita de dizer que eu não gostava de toda aquela atenção. Eu só era correto demais pra deixar aquilo me subir à cabeça.

 

Bom, exceto agora, quando a ideia de que aquela garota - Bella - sentia algum tipo de atração por mim. Mas por que ela ficou tão indiferente aquele dia?

 

Um sorriso maldoso começou a se formar no meu rosto. Ela provavelmente não achava que eu ia ver essa postagem... Curti a foto, e quis muito poder ver a reação dela quando a notificação chegasse. Mesmo assim, não era suficiente. Eu precisava de contato, de uma resposta. 

 

Resolvi comentar.

 

"Coitado do garçom", eu disse, com uns emojis de risada. Tava tudo bem, né? Não tinha nada demais no meu comentário. 

 

Bloqueei o telefone e joguei pro lado na cama, tentando me desligar do assunto. Podia até considerar alguma coisa como uma amizade, mas ficar pensando nela o tempo inteiro era um pouco demais. Fui pro banho, procurando pensar em outras coisas - como o que os meus filhos deviam estar fazendo e que horas eu chegaria em casa. 

 

Amarrei a toalha na cintura e me deitei na cama, me distraindo um pouco com a TV, até ouvir meu celular apitar. Não me toquei no que podia ser até que eu vi o nome dela piscando na tela. Era uma resposta.

 

"@diegoribas10 coitada de mim que esqueci de pegar um autógrafo"

 

Eu sorri automaticamente. Isso era a cara dela. 

 

De repente, me veio uma ideia louca na cabeça. Pela primeira vez, antes que eu pudesse ponderar os riscos, segui meu instinto e mandei uma mensagem no inbox.

 

"Qual o seu endereço?"



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