História Aqueles malditos olhos - Capítulo 2


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Lincoln, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clexa, Elycia, The 100
Exibições 62
Palavras 2.363
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, FemmeSlash
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oioi seres! Eu disse que ia postar mais cedo, mas meu dia foi super corrido e só tive tempo agora. Sorry!
Se vocês tiverem alguma dúvida sobre o capitulo ou sobre a historia, podem perguntar, ficarei feliz em esclarecer. E é isso, espero que gostem. XOXO

Capítulo 2 - Capítulo 2 - Aqueles olhos


Lexa POV

 Fazia alguns minutos que estávamos andando em silêncio. Acho que nenhuma das duas sabia ao certo o que dizer. Eu não ligava pra isso, afinal, se tudo correr como eu planejava, eu seria expulsa em questão de semanas. Já estávamos quase no final da área onde ficavam os alojamentos, e ela seguia em frente. Franzi as sobrancelhas quando saímos da área dos alojamentos e parei de andar.

 - Então loirinha, não queria falar nada não, mas os alojamentos ficam ali atrás, aqui não tem nada.  Ela parou de andar, se virou para mim e sorriu como se conversasse com uma criança. Se ela fizer isso de novo eu vou sentar a mão na cara dela, pensei.

 - Eu sei Alexandra

 - Lexa. Disse corrigindo-a

- Desculpa, Lexa. Ela disse meu nome em uma entonação diferente, como se achasse graça daquilo e sorriu antes de continuar. Pelo o que eu percebi, você sabe que eu sou filha da diretora. Como ela passa o dia inteiro aqui, ela dorme no campus, e quando eu vim estudar aqui, ela me obrigou a ir ficar com ela. Disse revirando os olhos. Então eu não fico no alojamento com os outros alunos, fico em uma casa que minha mãe construiu, que fica um pouco afastada do restante.

 Então eu vou ficar na “casa” da diretora por um tempo? Isso é o universo facilitando minha expulsão, certamente.  Não consegui evitar e acabei dando um sorriso largo, eu estava explodindo de felicidade por dentro, e por fora também.

 - Ah sim, mas isso não prejudica sua vida social não? Ela riu enquanto voltávamos a andar.

- Por incrível que pareça, não. Quando eu cheguei aqui, eu achei que isso ia atrapalhar totalmente minha vida, mas acontece que os alunos gostam muito da minha mãe, e ela não fica muito tempo lá. O que fode é a distância entre o campus e a casa. Ela soltou uma leve risada e olhou para mim. Nossa, agora eu reparei que ela é muito bonita. Seus cabelos são loiros, e seus olhos são azuis.  Eles me lembram o mar, e das minhas poucas visitas à praia. E dão um sensação de paz, sabe? Como se dissessem  que não importa o que aconteça, as coisas irão se ajeitar. Saio dessa hipnose causada por aqueles olhos, aqueles malditos olhos, quando tropeço em uma pedra e caio no chão. Sinto uma ardência imediata nas duas mãos, e uma dor forte na cabeça. Como eu tinha caído de bruços, me viro ficando deitada de barriga para cima. A primeira coisa que vejo é Clarke vindo me socorrer.

 - Meu deus, você está bem? Pisco algumas vezes para clarear minha visão.

- Sim. Tento me levantar e quando apoio minhas mãos no chão sinto um dor forte e dou um grito baixo. Olho a palma das minhas mãos e percebo que elas estavam sangrando. A direita estava pior. Aparentemente, um idiota quebrou uma garrafa e deixou os cacos de vidro ali. E um deles entrou na minha mão. Arregalo os olhos quando vejo a situação. MEU DEUS, TEM UM FUCKING CACO DE VIDRO ENFIADO NA MINHA MÃO. Clarke, vendo meu começo de desespero, se abaixou perto de mim.

 - Hey, calma. Pelo que posso ver o caco não entrou muito, vamos pra minha casa e eu dou um jeito nisso. Afirmo com a cabeça e me levanto, dessa vez sem apoiar minhas mãos no chão.  Fico tonta ao me levantar, e automaticamente passo a mão esquerda, que estava melhor que a direita, na minha testa. Sinto uma dor ao encostar os dedos, e vejo que ela estava sangrando também.  Porra, eu sou sensacional mesmo. Acabei de chegar nesse colégio e já ferrei com minhas mãos e com minha testa. Continuo andando e não comento nada com Clarke sobre a testa, mas ela provavelmente viu e não falou nada para não me desesperar mais ainda.

Com um minuto de caminhada chegamos na bendita casa. Primeiramente, reparei na parte de fora. Tinha uma escada com quatro degraus, e um balanço na varanda da casa, que era toda de madeira. Clarke subiu os poucos degraus e abriu a porta, dando espaço para eu entrar primeiro. Ela entrou em seguida, e ouvi a porta se fechar atrás de mim. Virei para olhar Clarke e vi ela colocando minhas malas no chão. Eu tinha ficado tão focada no meu “acidente” que acabei me esquecendo delas.

- Obrigada pelas malas. Sorri timidamente.

- Sem problemas. Ela disse enquanto subia as escadas.

- Não vai me apresentar a casa? Sorri brincando enquanto ia atrás dela. Ela virou bruscamente e ficou meio sem jeito. Ri e subi mais dois degraus, ficando ao lado dela

- Estou brincando, loirinha. Sua expressão suavizou na hora. Pelo visto essa garota levava tudo a sério.

 

Clarke POV

Subi o restante da escada com Lexa e abri a primeira porta à direita, a porta do meu quarto. Deixei Lexa entrar primeiro e entrei atrás dela. Fui direto ao banheiro pegar o kit de primeiros socorros. Porque isso ficava no MEU banheiro eu não sei. Voltei para o quarto e me deparei com Lexa próxima à parede, observando meu mural de fotos. Especificamente uma foto em que eu era pequena e estava em um parque com meus pais. Sorri me lembrando daquele dia. É uma das melhores lembranças da minha infância, antes de meu pai largar minha mãe.

 - Eu acho que isso aqui vai resolver seu problema. Ao ouvir minha voz ela tomou um susto. Acho que não tinha escutado eu chegando. Suas bochechas ficaram avermelhadas, o que me fez sorrir. Ela ficava fofa assim. Sentei na cama e acenei para ela sentar ao meu lado. Tirei o que seria necessário para limpar os machucados e a olhei antes de começar.

 - Desculpa. Antes de deixar ela dar alguma resposta eu puxei o caco o mais rápido que consegui. Minha mãe sempre diz que “quanto mais rápido você tirar o band-aid, menos irá doer”. Errado. Totalmente errado. Eu vi a dor estampada no rosto de Lexa quando eu puxei o caco de vidro. Meu coração se apertou vendo a carinha dela. Voltei minha atenção para o machucado. Como eu havia dito, não tinha sido profundo, então não houve complicações. Passei um pano umedecido limpando o sangue de toda sua mão.

 - Você poderia ao menos ter me avisado que iria tirar. Ela disse enquanto eu colocava uma faixa na mão dela, e finalizava o curativo colocando uma fita.

 - Se eu avisasse, você iria ficar com medo e dificultaria o meu trabalho aqui. Disse rindo

 - Quem disse? Não tire conclusões precipitadas sobre mim, loirinha. Levantei meu rosto para olhá-la e me deparei com um sorriso irônico, um pouco malicioso estampado em seu rosto. Senti meu rosto se esquentar. Na verdade, senti meu corpo todo ficar quente. Direcionei meu olhar e minha atenção para a outra mão dela. O que caralhos essa garota estava fazendo comigo?

  Lexa POV

 Clarke limpou os machucados na minha mão, e fez curativos. Pelo visto, ela não tinha percebido o machucado na testa, e eu deixarei assim, prefiro arrumar essa parte sozinha. Ela pediu licença e disse que iria tomar um banho rápido para relaxar, e que eu poderia dar uma olhada na casa. Não quis, a cama dela era bem confortável. Enquanto olhava para o teto de madeira, milhares de coisas se passavam pela minha cabeça. Como será que meu pai está? E meus amigos? Eu ainda seria aquela mesma garota perfeitinha se tivesse continuado na minha cidade? Será que minha mãe está bem?  Como eu iria realizar o plano para ser explusa? O PLANO! Eu havia me distraído e esquecido disso. Levantei em um pulo e fiquei andando de um lado para o outro pensando em como poderia dar início. CIGARROS,  É CLARO! Ok, confesso que não me orgulho muito desse hábito (ou vício,chame como quiser), mas não consigo evitar. Fui correndo para minha mala e a abri. Fui até onde tinha escondido um maço e um isqueiro e tirei-os dali. Fechei minha mala e me levantei. Como eu tinha conseguido trazer cigarros, já que aqui era proibido?  Simples, eu escondi um maço e um isqueiro dentro de um pacote de absorventes, porque homens tem medo de mexer nessas coisas. E o idiota do guarda nem percebeu quando revistou minha mala. Fui em direção à janela do quarto de Clarke, e a abri. Meu objetivo era alguém me ver fumando, e eu ganhar uma punição. Mas se ninguém ver, pelo menos eu terei feito alguma coisa que eu gosto desde que cheguei aqui. Tirei um cigarro do maço, levei-o até minha boca e o acendi. Guardei o restante e o isqueiro no bolso de trás da minha calça. Dei duas tragadas, e quando estava soltando a fumaça escuto a porta do banheiro se abrindo e fechando, me viro e dou de cara com uma Clarke surpresa e espantada.

 - O que você está fazendo?  Ela perguntou imóvel

- Acho que é meio óbvio. Sorri e dei uma tragada profunda olhando nos olhos de Clarke.

 - Você sabe que é proibido fumar aqui. Ela falou enquanto eu virava o rosto para soltar a fumaça fora do quarto. Eu não seria tão filha da puta ao ponto de deixar o quarto de Clarke com esse cheiro.

 - Desculpa, eu ainda não vi escrito nas regras da escola que é proibido fumar no quarto da Clarke. Disse com um sorriso irônico. Agora eu estava de frente para Clarke, apoiada no parapeito da janela.

 - Lexa. Ela disse com um certo tom de irritação na voz. Por favor apaga isso, sem brincadeirinhas.

 - E se eu não apagar? Você vai sair daqui como um bom cachorrinho e ir contar para a mamãe que a novata está fumando? Ou vai agir como uma jovem normal que não dedura os coleguinhas? Disse provocando-a. Percebi que eu atingi um ponto fraco dela, e agora ela não sabia o que fazer. Depois de alguns segundos pensando, ela deu de ombros e suspirou.

 - Quer saber? Faça o que você quiser, mas se ficar com problemas não diga que eu não avisei. Ela disse enquanto se dirigia para o armário e pegava um moletom. Dei um suspiro meio derrotado, apaguei o cigarro no lado de fora da janela e o joguei longe. Me aproximei de Clarke devagar.

- Não fica brava, loirinha. Disse falando baixo no ouvido dela. Sorri,peguei algumas coisas em uma das malas e entrei no banheiro, fechando a porta atrás de mim.

Clarke POV

 Meu deus, essa garota é louca. Ou melhor, ela me deixa louca. Esse sussurro em meu ouvido foi inesperado, acho que por isso teve um impacto ainda maior.

Lexa entrou no banheiro com algumas coisas, provavelmente foi tomar banho. Eu peguei um livro que tinha começado ontem e me sentei na cama, enquanto a esperava.  Eu estava com tanto sono, que acabei adormecendo enquanto lia.

- Acorda, loirinha. Era Lexa falando diretamente no meu canal auditivo. Isso era estranho e gostoso ao mesmo tempo, eu não ficaria incomodada de ser acordada assim todo dia. Pisquei os olhos algumas vezes para focar minha visão, e a primeira coisa que enxerguei foi Lexa, sentada na cama ao meu lado. Ela estava com o cabelo úmido jogado em um só ombro, e me encarava com aqueles lindos olhos verdes. Sorri e me espreguicei.

- Quanto tempo eu dormi? Falei com uma voz de sono.

 - Desde que eu saí do banheiro, meia hora só. Eu não ia te incomodar, mas eu estou morrendo de fome. Ela disse rindo e se levantando da cama.

 - Eu também, não como desde cedo. Sorrio e esfrego os olhos em uma tentativa de “ficar mais acordada”.

 - Então levanta logo, Clarke, a não ser que você queira uma pessoa morta por falta de comida na sua casa. Ela disse já saindo do quarto e indo para a cozinha. Me levanto e vou atrás dela.

 Chegando na cozinha vejo Lexa sentada no balcão me encarando. Dou a volta e pego um copo d’água.

 - Você quer comer o que? Falo de costas para ela.

 - Qualquer coisa serve. Me viro e a olho de cara fechada.

 -Ou você escolhe alguma coisa, ou morre de fome. Ela me olhou e levantou as sobrancelhas.

 - Tá bom,loirinha. Se possível, eu gostaria de um copo de chá e alguns biscoitos. Ela disse debochada. Rio e abro a porta do armário onde ficavam as embalagens de chá.

- Você já pegou seu horário de aulas? Digo enquanto colocava a água para ferver. Lexa continuava sentada no balcão.

 - Sua mãe me entregou.

- E qual é a sua primeira aula? Pego um prato e coloco alguns biscoitos para nós.

 - Sei lá, não tive vontade de olhar. Solto um riso nasalado e me viro para ela.

 - Você é sempre assim? Ela cruzou os braços e me olhou com as sobrancelhas franzidas

 - Assim como?

- Desligada, independente, desinteressada...  Ela riu e descruzou os braços

 - Sou assim nos meus melhores dias.

 - E nos piores? Sorrio e ela nega com a cabeça.

- Acredite, você não vai querer saber.

 Dou de ombros enquanto continuo sorrindo timidamente. Alguns instantes depois vejo que a água já estava fervida, e prepara os chás. Entrego uma xícara preta para ela, igual a minha e me sento no balcão perto dela, com o prato de biscoitos entre nós. Bebo um gole do chá e olho Lexa, que estava mastigando um biscoito.

 - Como você escondeu? Digo, os cigarros. Pergunto do nada. Ela sorri e faz um sinal negativo com a cabeça.

 - Você ainda não está pronta para saber dos meus truques, jovem Padawan. Ela ri da própria piada, e fico um pouco surpresa. Lexa não tinha cara de quem gostava de coisas geeks.

 - Perdoe-me mestre Jedi, sei que tudo tem sua hora. Rio da cara que Lexa faz. Ela ficou surpresa por eu gostar de SW, da mesma forma que eu fiquei por ela saber sobre alguma coisa geek. E assim começamos uma longa conversa sobre Star Wars.

 Chá, biscoitos, Star Wars, e Lexa. O significado de noite perfeita.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Eu sei muita gente (inclusive eu) esperava alguma coisa "mais emocionante" nesse capítulo. Mas eu quero ir com calma, pras coisas não ficarem muito jogadas. O próximo capítulo vai compensar hehehe


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