História Aqueles Olhos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias ReLIFE
Personagens Akira Inukai, An Onoya, Arata Kaizaki, Chizuru Hishiro, Honoka Tamarai, Kazuomi Oga, Nobunaga Asaji, Rena Kariu, Ryo Yoake
Tags Arachizu, Arata, Chizuru, Hishiro, Kaishiro, Kaizaki, Relife
Visualizações 14
Palavras 1.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem ♥

Capítulo 1 - Capitulo I - Oceano


Fanfic / Fanfiction Aqueles Olhos - Capítulo 1 - Capitulo I - Oceano

Capitulo I - Oceano

Chizuru POV’s ON

Domingo, vinte e seis de março de 2017.

11h58min AM

 

Despertei com flashes de luz que invadiam a sala pelas frestas nas persianas, sentia a cabeça latejar e pesar enquanto, lentamente abria os olhos para encarar a minha nova e antiga realidade. Assim, ao avistar Onoya-san dormindo com a cabeça apoiada na mesa de centro, pude assimilar tudo o que ocorrera no ultimo ano, ou quase tudo.

Durante alguns minutos não fiz nada além de me concentrar para segurar as lagrimas que já invadiam por completo e agora deixavam a minha visão turva, mas elas não me impediram de reparar na aparência da novata da divisão de apoio do laboratório ReLIFE que me encarava, sonolenta... De fato sua feição envelhecera, e eu senti um o meu coração apertar, tive medo de me olhar e ver que estava de volta, que voltara a ser a mulher de sempre, a mulher de sempre agora com um coração partido. E não sabia ao certo o porquê, mas cheguei à conclusão de que eu sou egoísta, cheguei à conclusão de que eu queria estar nas memorias de todas aquelas pessoas com quem convivi por todo esse tempo. O máximo que pude fazer foi perguntar: – "Onoya-san você está bem?" - Não me sentia capaz de conversar sobre a experiência do ReLIFE sem cair em prantos, então resolvi desviar desse assunto em particular... Ela me olhou por alguns segundos e então me respondeu:

- "Oh! Sim Hishiro-chan, não se preocupe comigo... Mas e você, como se sente de volta a sua aparência real?" – Eu ponderei um pouco, na verdade, pensei em não responder para não trazer aquelas memorias a tona, mas respirei fundo e quando me senti segura o suficiente respondeu:

- "Hum, me sinto incompleta, eu acho..." – murmurei – "Não sei ao certo o porquê, mas sinto o meu coração apertar, e droga, eu não faço ideia do por que desses sentimentos, se eu já sabia que esse seria o fim..." – Disse com a voz trêmula - "M-mas é só que... sinto-me mais perdida do que achei que ficaria, como se faltasse alguma coisa!" – As palavras saíram com certo desespero, e eu senti meu estomago embrulhar quando flashes de momentos que vivi passaram como um filme em minha mente. Kariu-san e Tamarai-san me abraçando, agradecidas após a final do campeonato de vôlei. Tamarai-san com sempre sendo protegida por seus amigos de infância, Inukai-san e Asaji-san; Kazu-kun nos pedindo concelhos sobre como se confessar para Kariu-san, e lembrei-me de como me senti feliz em ver os dois juntos no festival, em ver como eles se amavam, e como eu estava errada em pensar que não valeria a pena amar alguém que você sabe que terá que se separar um dia. E então eu senti na pele o quão inútil é tentar evitar um sentimento tão forte, e droga! eu não entendi o porquê, mas senti uma dor imensa, quase como num click, senti a minha pele inteira se arrepiar ao mesmo tempo em que sentia o corpo queimar e tremer descontroladamente, o coração acelerado, e as lagrimas novamente dançavam em meus olhos, ameaçando cair, e elas caíram pesadas e cheias de sofrimento, elas caíram quando eu respirei fundo tentando me acalmar, mas a minha mente me trouxe imagens subjetivas de lindos olhos azuis, não como o céu, ou águas cristalinas, mas sim como um oceano, profundo e sombrio, eu podia sentir-me imersa naquele azul, eu podia sentir todas as sensações de estar procurando a superfície, tentando sobreviver, se debatendo contra o cruel destino, mas não conseguir resistir, e após um mergulho reconfortante no oceano calmo que me acolhia, senti-me devastada, totalmente vulnerável e sozinha, longe do conforto e serenidade que era aquele oceano em tempos que eu desconheço.

Agora eu estava como nunca estivera, fraca e com a guarda totalmente baixa, chorando descontrolada na esperança de que aquela dor insuportável fosse embora junto com as lagrimas cheias de pesar que varriam a minha face, repousavam e eram absorvidas pelo vestido da mulher que agora tentava me acalmar me segurando firmemente num abraço de compaixão, a cada espasmo de sofrimento eu sentia as lagrimas escorrendo, densas quase que jorrando, mas elas não pareciam ter fim, eu tentava me acalmar, tentava respirar fundo, mas os soluços não me permitiam, e a minha mente se retorcia porque eu tentava achar uma explicação para tudo isso, tentava recordar do momento que pude conhecer tais olhos de oceano. Mas era inútil, quanto mais tentava entender, mais confusão era criada, por que, droga, eu não sabia de onde diabos vinha tanto sofrimento... Durante esse ano de RELIFE eu sempre tive em mente que seria duro ter que me despedir dos amigos que fiz, mas sempre tive esperança de reencontrá-los um dia, mesmo com a diferença de idade, nós nos entendemos muito bem, não teria problema algum em tentar me enturmar novamente... Então isso me confortava e me mantinha serena, e por isso eu simplesmente não consigo entender o porque de estar me sentindo tão desamparada.

-

05h37min PM

   Quando senti-me fraca demais para continuar chorando, e fraca demais para pensar em qualquer coisa, permaneci ali, imóvel durante alguns minutos, sentia o dedos de Onoya-san adentrando próximo à raiz dos meus cabelos e se estendendo pelo comprimento dos fios, até retornarem ao ponto inicial e recomeçar em partes diferentes em toda a minha cabeça, me trazia uma sensação nostálgica, como lembranças invisíveis de algum momento em que me senti segura e feliz... Eu gostei daquilo. Então tentei me concentrar na sensação gostosa daquele afago, tentei me concentrar no aroma das flores de cerejeira que estavam florescendo naquele entardecer de Março, pude sentir o vento frio da primavera recém-chegada que adentrava pela janela e causava arrepios em minha pele alva, respirei fundo, sentindo o oxigênio preencher por inteiro os meus pulmões e soltando lentamente, tentando me livrar de todos os sentimentos ruins. Sempre li em artigos de autoajuda que técnicas de respiração podem ajudar a encontrar equilíbrio em momentos difíceis, ao menos essa minha descoberta nas inúmeras pesquisas ao Google Sensei me foi útil. – “Hishiro-chan, sente-se melhor? Quer conversar?” - Onoya-san resolveu quebrar o silêncio, mas eu não me senti incomodada, pelo contrario, me senti preparada para conversar, e acho que estava precisando disso. – “Sim, Onoya-san, Obrigada por permanecer todo esse tempo ao meu lado...” – Murmurei agradecida. Quando eu levantei de seu colo ela sorriu, e eu sorri de volta um sorriso sincero, de gratidão e afeto, pude finalmente considera-la como uma amiga. Na verdade eu não entendo o porquê da rejeição que eu nutria por ela, e droga, eu me arrependo por tê-la desprezado tantas vezes sem nenhum motivo aparente, quando tudo o que ela queria era me ajudar, e ser minha amiga, antes mesmo de ser o meu suporte. Mas agora decidi que irei honrar o meu ReLIFE, irei honrar Onoya-san, Yoake-san e... bom, acho que também devo isso a mim mesma, por todo autossofrimento, devo isso para aquela criança se se sentia deslocada o tempo inteiro, aquela garotinha traumatizada, teria orgulho da mulher que eu me tornarei daqui pra frente!

 Com as costas das mãos, sequei a umidade que restou em meu rosto, e me levantei decidida – “Onoya-san, vou preparar um chá, e você irá me passar todos os detalhes do meu novo emprego!" Quero começar com tudo sobre controle, quero ser uma funcionaria exemplar! – disse com pensamento determinado.

Com os olhos marejados, ela sorriu, mostrando os dentes brancos, e respondeu – “Sim Hishiro-chan, eu estarei ao seu lado para tudo o que necessitar! Estou orgulhosa!”.

 

Chizuru POV’s OFF

 


Notas Finais


Críticas construtivas são sempre bem-vindas, fiquem à vontade para comentar.
Nos vemos no próximo relatório ASKASJKASKJ ;P


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