História Aqueles Seus Olhos Azuis - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Homestuck
Personagens Bro Strider, Dad Egbert, Dave Strider, Jade Harley, John Egbert, Karkat Vantas, Rose Lalonde, Terezi Pyrope
Tags Homestuck, Humanstuck, Johndave, Pepsicola, Striders Com Sardas, Woc Jade
Exibições 24
Palavras 2.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEY EU ESTOU VIVO SIM
então tipo, a fic já tá toda escrita e postada no nyah, mas eu tenho PREGUIÇA de transcrever ela toda num dia porque DÁ TRABALHO. se eu sumir, não se preocupem, a fic segue, eu só tô fingindo de morto msm.
ENFIM bora ler yall

Capítulo 9 - Maquiagem é coisa de maricas


Aqueles Seus Olhos Azuis

Capítulo IX - Maquiagem é coisa de maricas

Na frente do espelho do banheiro, Dave passou o pente pela franja para ajeitá-la pela milésima vez. Puta merda, ele estava arrumando-se há pelo menos duas horas e nada! Continuava com o mesmo bedhair, péssimo, por sinal, e seu cabelo nunca fora tão rebelde quanto estava hoje.

A tragédia começara oito da manhã, quando o loiro acordou. Logo depois de lavar e secar o rosto, ele se encarou no espelho, e quase gritou ao ver o vulcão dolorido de pus que decidira nascer no meio de sua testa, como um chifre de rinoceronte. E, somado a seu cabelo, que não contava com nem um mísero fio no lugar, ele se sentia um verdadeiro animal selvagem. Sério, por que tinha que parecer um homem das cavernas no dia de seu encontro com John?! Parecia que era alguma rasteira da Vida. Ele conseguia ouvir o Universo rindo baixinho ao fundo, da peça que pregara. Maldita seja sua sorte.

Ele começara os reparos pelo mais fácil, o cabelo. Afinal, podia muito bem tirar dois minutos de seu dia para estourar aquele ser alienígena que brotara em sua testa, mas além de doer como um tiro no cu, ele corria o risco de infeccionar a coisa e torna-la ainda mais vermelha do que já estava. E arrumar uma cicatriz. Não o leve a mal, cicatrizes eram maneiras, mas não as de espinha.

Por isso, ele passara a manhã toda tentando voltar o cabelo para a cabeça de alguma maneira, e pra isso usara fixador, mousse, spray, gel, e todas as outras porcariadas femininas que Bro usava para manter sua própria cabeleira loira pra cima, sem um fio sequer fora do lugar. Ou isso, ou era tudo de plástico, mas Dave nunca saberia.

-Ei, pirralho, dá pra desocupar?! –falando no diabo, ele ouviu o irmão espancar a porta, parecendo bem brabo.

-Só um minuto –Dave pediu, concentrado em pentear a franja sem arrancar a espinha fora.

-Você tá dizendo isso há mais de uma hora, desgraça. Eu preciso mijar! –esmurrou a madeira de novo- Eu vou mijar no seu suco de maçã, seu bastardinho.

Diante de tal ameaça, Dave se viu obrigado a abrir a porta. Pôs as mãos na cintura, ainda segurando o pente, e encarando, com os olhos vermelhos expostos, os óculos do mais velho, que refletiam sua imagem deplorável.

-Dá pra você esperar só mais um pouco? A porra está séria aqui, e eu não consigo me concentrar com você fazendo a porta de saco de pancadas a cada cinco minutos!

Bro fez um estalo de desgosto com a língua. Empurrou o irmão, que gritou um “ei!” ao ser tirado do caminho, e entrou no banheiro, simplesmente erguendo a tampa do vaso e botando seu carinha pra fora, aliviando-se na presença do mais novo mesmo.

-Bro! Argh, pelo amor de Deus! –ele cobriu os olhos com o braço.

-Aaaah... –fez o irmão, que realmente vinha prendendo aquilo há muito tempo- Qual o problema, pirralho? Somos irmãos, o seu é sardento igualzinho o meu; e não é como se eu não tenha limpado essa sua bunda aí um milhão de vezes. –mostrou a língua, enquanto botava o amiguinho pra dentro e fechava a calça.

-Tá, mas puberdade acontece, e eu não sou obrigado a ficar olhando como se fosse algum show de perversão. –ele revirou os olhos vermelhos- Já basta os seus bonecos pornográficos espalhados pela casa.

-O termo certo é smuppets –ele corrigiu, indo lavar as mãos- E deixa de drama, que eles não ficam tão espalhados assim!

-Tem um na banheira, Bro! –Dave exclamou- E ontem eu encontrei um na minha gaveta de cuecas.

-Só um artifício pra te convencer a começar a usá-los. –o mais velho riu quando Dave ficou vermelho e murmurou um palavrão, e secou as mãos- Mas falando nisso, e não tem nada a ver o que eu vou comentar agora, que porra é essa na sua testa? Parece uma ameixa. –ele apontou, fazendo o irmão mais novo cobrir o defeito com a mão.

-É uma espinha, e daí? Eu consigo esconder com a franja.

-Aaah, vem com essa. Do jeito que o seu cabelo acordou rebelde? Nem com brita. Essa é uma espinha de estresse, não é? Você vai sair com o Jonathan hoje, não vai?

-John –Dave corrigiu, já se irritando- E não é da sua fodida conta o que eu vou ou não fazer hoje.

Bro deu risada. Ele afastou o garoto mais uma vez, dessa vez pra pegar algo na gaveta da pia, e agarrou seu rosto.

-Tira a mão –ele mandou, ignorando os protestos do mais novo- Fica quieta, criança. Tá, foda-se que você não é mais criança, tem que ficar me lembran---para de se mexer! E de falar. De preferência nem respire, eu tenho que me concentrar aqui.

Ele abriu o tubinho que tinha nas mãos e colocou um pouco do conteúdo bege nas pontas dos dedos. Com eles, passou a coisa grudenta na testa de Dave, onde estava a espinha, e espalhou-a mais um pouco, retrucando com palavrões os resmungos de dor do mais novo. Pegou um potinho com um pó da mesma cor dentro da gaveta, e passou ali também, chutando a canela do garoto quando ele espirrou.

-Agora deixa eu ajeitar com os dedos e...voilá! Novo e sem chifres. Agora olha no espelho.

Dave fez o que lhe foi dito, mesmo que contra sua vontade, e não conseguiu conter um engasgo ao perceber que o defeito em sua testa tinha simplesmente evaporado.

-Ah! Q-quê? Cadê a espinha? Ela tava bem aqui... –ele esticou a mão para tocar a própria testa, e foi contido pelo irmão, que agarrou seu pulso.

-Ei ei ei, nada de mexer! Eu passei base, seu ignorante, e ela não sumiu, só foi disfarçada. Por sorte, você tem o mesmo tom de pele que eu.

-Base? –Dave olhou para ele com o cenho franzido- Isso é coisa de mulherzinha.

-Diz o cara que quer dar pro John Egbert. –deu risada, e soltou o outro- Nem vem com preconceito, valeu? Base e pó é coisa de homem também, serve pra esconder espinhas como essa e outras manchas. Muito eficiente em cicatrizes de batalha. Mas sobre o seu cabelo, eu não sei o que fazer... –ele coçou o queixo- Acho melhor deixar como está. Diz pra ele que é um estilo novo, o pateta acredita em tudo o que você diz.

Dave ia retrucar, mas no último segundo, deu de ombros. Era verdade.

-Não pense que eu vou te agradecer –ele disse- Mas até que você é bem útil às vezes.

Bro deu um joinha e saiu do banheiro. O menor ainda ficou um tempo admirando-se no espelho, impressionado com o sumiço da espinha.

*~*

Pontualmente às uma e meia da tarde, Dave estava pronto. Admirou-se no espelho, gostando do que via – a camiseta vermelha com uma engrenagem mais escura estampada no peito, as calças jeans pretas e os inseparáveis (e surrados) all star vermelhos caiam como uma luva em sua figura esbelta, e os cabelos arrepiados e fora do lugar davam uma aparência rebelde a ele. Puta, ele estava bem. Estava muito bem. Modéstia à parte, estava um gato, e John era realmente muito burro se não caísse nos braços dele assim que o visse.

De qualquer modo, ele se despediu do irmão mais velho (“Foda-o direto por trás” fora a recomendação) e pegou o skate pichado de labaredas na garagem, dirigindo-a pela rua até chegar na casa de John, a alguns quarteirões de distância. No mp3, ouvia uma música eletrônica que gostava bastante, “The Beginning of Something Really Excellent” (N/A: procurem por essa música no youtube, é do álbum Homestuck vol 5), que achava que combinava bem com a situação. Era animada, e ele não demorou a ritmar suas passadas com a canção, chegando rápido na casa de Egbert. Parou na porta e desligou o som, tirando os fones, e batendo a campainha enquanto guardava o mp3 no bolso de trás, junto com a carteira.

-Deixa que eu abro, pai, deve ser o Dave! –ele ouviu John falar lá de dentro, e a voz de seu pai, grossa e adulta, responder:

-Não vai convidá-lo para entrar e comer um pedaço de bolo?

-Não precisa, pai. E não leve a mal, mas...o Dave não curte muito os seus bolos.

A porta foi aberta, e um John sorridente atendeu. Strider engasgou ao observar como ele ficava uma gracinha com aquela camiseta azul, com o símbolo do ar estampado no peito, calças jeans – por que tão apertadas?! – e tênis pretos. O sardento espantou pensamentos desnecessários (“PUTA QUE PARIU QUE MOLEQUE ADORÁVEL”) e trocou um soquinho com o moreno, que sorriu travesso:

-Hey, Dave. E esse cabelo pra cima aí?

-Ah, estou lançando uma nova moda –ele viu sua chance- Chamo isso de “bagunçado-rebelde”. Faz parecer que eu acabei de sair da cama, né?

John deu uma risada alta, e disse:

-Bem, você está meio atrasado, porque o Gamzee já usa esse estilo. Apesar de que o dele está mais pra “bagunçado-eu-nunca-escovo-mesmo”.

Dave revirou os olhos. Aquele palhaço maconheiro sempre o irritara um pouquinho. Ele fez um gesto de “tá, foda-se” em direção a John e cumprimentou o pai do amigo, que lia o jornal no sofá, com um menear de cabeça.

-Fala, sr. Egbert. Vou levar teu filho pra um encontro, falou? –ele disse, sem pudores, passando o braço sobre os ombros de John, cujo rosto tingiu-se de escarlate quando o pai franziu a testa.

-A-ah!! Não é nada disso, pai, é brincadeira dele, hehehehe –ele riu de nervoso. Dave se fez de ofendido:

-Como assim, John? Eu te falei que era um encontro romântico. Trouxe essas flores pra nada? –ele o estendeu o buquê de rosas que comprara no caminho, e que ele não vira em suas mãos até o momento. O moreno não podia estar mais vermelho.

-Umm, eer...então –ele engoliu em seco e pegou as flores- Eu deveria, eh, botar isso na água, né? –ele coçou a nuca, e se livrou do abraço de Dave- É, eu vou. Licença! –e correu para a cozinha.

O loiro ficou sozinho com o sr. Egbert na sala, e tossiu para quebrar o silêncio estranho. O pai voltou a ler, e disse de repente, sem sequer olhar nos olhos do garoto:

-Eu nunca suspeitei que ele fosse gay.

-Desculpe? –disse Dave, um pouco confuso.

-John. Eu nunca achei que ele fosse homossexual. E quanto àquela garota Vriska?

Dave deu de ombros. Pai espiou por cima do jornal. O sardento também não sabia como conquistaria John, uma vez que ele gostava de garotas, e namorara uma por um longo tempo. Ele também não suspeitava que o amigo era gay, mas hey, deixem o menino Strider ter um pouquinho de esperança. Por que não? Era possível.

-...cuide bem dele –disse o pai de repente- Caso ele seja mesmo o que você diz que é. Por sorte meu filho está saindo com você, e não com aquele outro menino de quem tanto fala...Karkat? Algo assim. Não gosto dele, é mal educado. Mas você é um bom garoto, Dave. E seu irmão também. Sempre gostei que John frequentasse mais a casa de vocês do que de qualquer outro.

O orgulho de Dave inflou-se e ele se permitiu um sorriso. Nunca passara por sua cabeça que o pai de John gostasse tanto dele, desde a primeira vez que fora em sua casa, e olha só agora! Fora aprovado pelo pai de seu futuro namorado. Pulara pelo menos uns três degraus.

-Ah, pronto! –John apareceu de novo na sala, menos corado- Vamos, Dave? Temos um parque pra atravessar.

-Divirtam-se, vocês dois –disse o homem sentado no sofá, subindo o jornal novamente- Mas voltem antes do jantar.

-Pai, não somos mais crianças! –reclamou John, igualzinho uma criança. Dave riu.

-Cinco minutos antes do jantar. Nem mais, nem menos. Não se machuquem.

John fez um bico, mas saiu com o loiro. Pegou sua bicicleta no jardim de casa, e os dois saíram pelas ruas, fazendo barulho com suas rodas e sentindo o vento pelos cabelos. Dave gostava da sensação de um skate, era como voar – liberdade sobre rodas, era a expressão perfeita. O chão tremendo sob seus pés, os braços livres, o equilíbrio perfeito que ele tinha, era tudo realmente muito prazeroso. Ele imaginou se conseguiria acoplar foguetes em seu skate, qualquer dia. Justificaria as labaredas desenhadas.

Ao chegarem no parque, John pediu para que apostassem corrida. Uma volta pelo caminho de pedras, e quem chegasse ao banco na beira do lago primeiro tinha que pagar um refri. Dave aceitou de bom grado:

-Você vai comer poeira.

-É o que vamos ver. Eu sou o herdeiro do ar, esqueceu?

E quando o “JÁ” foi gritado pelos dois juntos, Dave teve que admitir que John era rápido. E só agora ele sacava o negócio de “herdeiro do ar”...era como se o próprio vento empurrasse John para frente e ele para trás. Quando chegou no banco, o moreno já estava lá há um bom tempo, encostado em sua bicicleta, rindo da demora do outro.

-Você é bem rápido –ofegava Dave- É assim pra gozar, também?

-Vai ter que descobrir –John ergueu e baixou as sobrancelhas várias vezes, achando que era tudo brincadeira. E era, mesmo, apenas uma provocação; apesar de que, quando ele terminou de falar, Dave imaginou ter visto um chumaço de cabelos loiros se moverem em uma moita perto deles.


Notas Finais


grito


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