História Aquilo que os olhos não vêem. - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.897
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Ei meus amores, estou de volta, viu? agora nem estou demorando muito.
Capítulo meio grandinho, porque vocês merecem.
Só queria dizer que amei esse capítulo, e espero que vocês também gostem. <3
Esqueçam os errinhos básicos, levem em consideração que estou caindo de sono, porque ontem madruguei em uma festa de aniversário, rsrsrs... mas, mesmo com sono não pude deixar de aproveitar o fim de semana e postar.
E é isso, obrigada por tudo meus amores, estou sentindo saudade de alguns comentários, de pessoas especiais.
Leitores fantasmas: se manisfestem amores, eu não mordo.
Beijão e boa leitura, adoro vocês, meus fofinhos. <3

Capítulo 17 - A luz no fim do túnel.


Fanfic / Fanfiction Aquilo que os olhos não vêem. - Capítulo 17 - A luz no fim do túnel.

 

Pov Christian Ferraz

Pedro e eu estávamos na sorveteria a espera de Gina, iríamos fazer o trabalho ali mesmo, já que não tínhamos intimidade suficiente para fazer na casa de algum de nós, confesso que eu me sentia estranho em finalmente poder ter um grupo para fazer um trabalho.

Pedro olhava o relógio impaciente, olhando cada canto da rua e batia o pé ansioso, volta e meia sorria simpático para mim e voltava a encarar todos os lados da rua, um sorriso bobo brotou de seu rosto enquanto olhava para alguma direção, mirei meus olhos e pude ver Gina vindo em nossa direção, ela estava distraída com as vitrines das lojas, mas, assim que fixou seus olhos na nossa mesa Pedro disfarçou rapidamente o sorriso, o que me fez ter certos pensamentos sobre esses dois.

- Desculpem o atraso. – Gina disse assim que se aproximou de nós com um sorriso amigável, ela era linda e até eu não podia deixar de notar.

- Tudo bem, nem demorou tanto assim. – Pedro disse dando de ombros, quem vê pensa que ele não estava morrendo de impaciência.

Gina sentou-se na cadeira ao meu lado e de frente para Pedro que a seguia com os olhos feito um bobão, ah para Christian, deixe de zoar o garoto mentalmente assim, isso é feio.

- Que tipo de grupo resolve fazer um trabalho em uma sorveteria? – Gina perguntou rindo e colocando os livros em cima da mesa.

- O tipo de grupo que não são amigos entre si. – falei dando de ombros.

- Será que a mulher deixa a gente fazer o trabalho aqui? – Gina perguntou olhando para mim e Pedro.

- Desde que a gente continue comprando sorvete acho que não tem problema nenhum. – falei e Gina sorriu.

- Porque resolvemos fazer esse trabalho ás sete da manhã? – Pedro perguntou coçando os olhos, até eu estava com sono.

- Para ficarmos o resto do sábado livres. – Gina disse sorrindo, como ela podia ficar tão animada logo pela manhã?

Pegamos nossos livros e começarmos a observar o que o professor havia pedido para fazermos, iríamos falar sobre a degradação do meio ambiente, é um assunto interessante e repleto daquelas maneiras preventivas que nos ensinam a cuidar melhor da natureza, porém, no fim das contas ninguém faz nada pra ajudar e tudo continua do mesmo jeito, é como falar e vão.

- Vocês vão querer que sabor? – Pedro perguntou com um pequeno cardápio em mãos.

- Mamão. – falei e eles me olharam incrédulos. – que foi? – perguntei cruzando os braços.

- Sorvete de mamão? É sério isso? – Pedro perguntou confuso, ri da sua expressão.

- Isso é... diferente. – Gina falou me olhando estranho.

- Não sejam chatos, gosto desse sabor. – falei emburrado e eles riram.

- Okey, gosto é gosto. – Pedro fez sinal de rendição com as mãos. – então será um sorvete de mamão e dois sorvetes de baunilha com chocolate. – ele disse por fim.

Peguei o pequeno cardápio e segui até a balconista, alegrando que iria adiantar a entrega do sorvete, se eu podia esperar irem até a nossa mesa e perguntarem o que queríamos? Sim, eu podia, mas, arquitetei todo o plano maligno para deixar os pombinhos a sós.

Ah Christian, você e essa sua mania de se meter em tudo.

Pov Gina Borges

Pedro encarava seus próprios pés e nem se quer levantava o seu olhar a mim, enquanto eu esperava apreensiva a volta de Christian, afinal, nem eu entendia porque ficar sozinha com Pedro era algo constrangedor, mas, era.

- Você sabia. – falei sorrindo apoiando os cotovelos na mesa.

- O que? – Pedro perguntou levantando seu olhar para mim.

- O sabor que eu ia pedir. – falei dando de ombros.

- Ah, claro. – Pedro coçou a nuca, ele parecia... sem jeito? – Temos gostos parecidos Borges. – ele sorriu.

Sorri de volta, e logo um silêncio constrangedor se instalou ali novamente, eu sei que devia alguma coisa a ele, a minha notinha mental não me fazia esquecer, eu devia um pedido de desculpas.

- Me desculpa. – falei, dessa foi eu quem abaixei o olhar e encarei meus pés, nunca pensei que seria tão difícil pedir desculpas a alguém.

- Pelo que? – Pedro perguntou me fazendo encara-lo.

- Por ter sido tão rude com vocês das últimas vezes que nos encontramos. – falei sendo sincera.

- Não precisa pedir desculpas, tá tudo bem. – Pedro sorriu de canto.

- É claro que preciso, você foi muito legal comigo quando me deixou fazer o trabalho com vocês, e eu só retribuí com arrogâncias, desculpe, agi como uma egoísta e descontei meus problemas em você. – falei liberando tudo que eu queria dizer.

- Gina, tá tudo bem. – Pedro disse me tranquilizando.

- É só que eu realmente fui muito chata com você, eu não queria ser tão rude, quer dizer, eu meio que queria, ou não, espera, é que eu... – comecei a falar toda atrapalhada e ele riu, acabei rindo junto.

- Sério, esquece isso. – Pedro falou sorrindo largamente, se eu dissesse que o sorriso dele não era um dos mais lindos que eu já vi eu estaria mentindo.

Pov Elena Campbell

Estava jogada sobre o sofá sentindo meus olhos pesarem, mas, a curiosidade não me deixava nem se quer tirar um cochilo, meu pai tinha acordado todos da casa e nos obrigado a ficar na sala esperando ele voltar, disse que tinha uma surpresa.

- Será que ele não vai voltar nunca? – perguntei já sem paciência.

- Calma, seu pai acabou de ligar disse que já está chegando, então, prepare seu coração mocinha, é uma grande surpresa. – Vera disse com uma voz risonha, sorri de lado.

- Você já sabe o que é? Me conta. – insisti curiosa.

- E estregar a surpresa? Nem pensar. – Vera falou bagunçando meus cabelos, devo estar horrível, caída de sono.

Marina estava na escola, ela sempre acordava bem cedo e ia toda animada para poder estudar, admirava a sua coragem, afinal, ela não tinha amigos por lá, os únicos amigos que ela tinha de sua idade eram as crianças do hospital, que enfrentava o mesmo problema que ela, elas eram incríveis, e eu sempre me animava quando ia visita-las, meus pensamentos foram interrompidos pelo barulho da porta sendo aberta.

- Chegamos. – ouvi a voz animada de meu pai, estranhei, desde quando ele fica animado? ouvi alguns passos.

- Quem está com você? – perguntei surpresa.

- Não lembra de nós querida? – escutei uma voz tão conhecida por mim e abri um sorriso enorme.

- Tia Anne? É você? – levantei desajeitada do sofá e abri os braços a espera de um abraço que sei que viria.

E logo senti ela me envolvendo em um abraço apertado, inalei aquele perfume acolhedor e confortável que ela tinha, e uma lágrima cheia de saudade rolou pelo meu rosto, aquele cheio lembrava tanto a minha mãe que chegava a partir a alma, mas, de certa forma ter a tia Anne ali, por perto, me fazia manter minha mãe ainda mais viva dentro de mim.

- Você está tão linda, nem parece aquela garotinha que vi a cinco anos atrás, veja, você se tornou uma linda mulher. – ela me rodopiou, me fazendo rir sem jeito. – me lembra a sua mãe.

Uma pequena tosse foi ecoada por ali fazendo a tia Anne rir, e eu mesma sem entender acompanhei o risinho baixo que ela deu.

- Eu não vim sozinha minha querida, adivinha quem eu trouxe? – tia Anne fez suspense.

- Seus primos chatos e feios. – aquela voz fez meu coração disparar fortemente, e um sorriso mais gigante ainda brotou dos meus lábios.

Fui puxada para um abraço forte, e mais acolhedor que o primeiro, um abraço que fez as minhas pernas bambearem, e foi só eu tocar naqueles cabelos macios para ter certeza de quem se tratava, Alan, o meu Alan.

- Senti tanta sua falta, louquinho. – sussurrei em seu ouvido, o fazendo rir e afagar os meus cabelos.

- Pelo visto ainda lembra de mim. – Alan falou sorrindo, e separando o abraço aos poucos para beijar a minha testa. – você está muito linda. – ele disse naturalmente, me fazendo corar.

- Você também está lindo, sei disso porque andei te stalkeando há alguns meses atrás, antes de... ah, você sabe. – falei meio desconfortável, mas, sem desfazer o sorriso.

- Eu só queria dizer que eu também existo, lembra de mim Elena? Adam, seu primo invisível. – ouvi a voz indignada de Adam ecoar.

- Idiota, venha aqui. – abri os braços e logo o senti me abraçar. – também morri de saudades de você, pequenino.

- Ei, sem apelidos de infância, por favor. – Adam disse reclamão, gargalhei alto.

- Nem acredito que vocês estão aqui, não haveria surpresa melhor pai. – falei animada e ouvi a risada do meu velho ecoar pela sala.

- Que bom que está feliz, porque eles vão morar aqui. – meu pai falou animado beijando a minha testa.

- O que? Isso é sério? – não conseguia conter minha surpresa e animação.

- É sério sim querida, vamos morar aqui, pelo menos por enquanto, até as coisas melhorarem. – Tia Anne disse suspirando.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntei preocupada.

- Sim, estamos falidos, sem grana, sem nenhum centavo, passando fome. – Adam disse naturalmente.

- Não seja exagerado Adam, as coisas vão melhorar, papai vai arranjar um emprego em breve, pode acreditar. – Alan disse confiante.

- Ás vezes seu otimismo me irrita. – Adam falou seco, dei um sorriso fraco, como eles podiam ser tão iguais e tão diferentes ao mesmo tempo?

- Bom, enquanto isso, podem contar com a nossa ajuda, para o que precisarem. – meu pai falou generoso, era a milésima vez que ele me surpreendia, e tudo isso em um único dia.

- Obrigada Carlos, ficaremos eternamente gratos por tudo que está fazendo pela nossa família. – Tia Anne disse agradecida.

- Imagina, vocês são minha família também. – meu pai falou sorrindo. – bom, até mais, tenho que ir trabalhar, fiquem a vontade a casa é de vocês, qualquer coisa é só pedir ajuda a Vera.

- Tudo bem Tio Carlos, bom trabalho, e obrigada por tudo. – Alan disse sorrindo, eu sabia diferenciar perfeitamente a voz de Alan com a de Adam.

A voz de Alan era doce e um pouco rouca, já a de Adam era mais fina e baixa, senti alguém me abraçar de lado, e logo pude perceber que era Alan, sorri largamente, o cheiro dele era tão bom e inebriante.

- Venha Anne, vou mostrar o seu quarto e o quarto dos meninos, me acompanhe. – Vera disse simpática.

- Obrigada Vera. – Tia Anne agradeceu.

- Bom, como sou um ótimo irmão vou preparando o nosso quarto, ouviu Alan? – Adam perguntou.

- Ah, deixa que eu vou te ajudar. – Alan disse já se afastando um pouco de mim, que me sentei no sofá.

- Nem pensar, não quero atrapalhar os pombinhos. – Adam disse e só pude escutar os barulhos rápidos de seus passou subindo as escadas, enquanto gargalhava sem parar.

- Desculpa Elena, meu irmão é louco. – Alan disse deitando sua cabeça em meu colo, fiquei surpresa e envergonhada.. – mas, me conte, e as novidades? – ele perguntou curioso.

Sorri enquanto lhe contava algumas coisas que haviam acontecido comigo durante o tempo em que ele esteve longe, eu estava tão feliz, a presença dele me fazia tão bem, não só a dele, a de Adam e a da Tia Anne também, eles eram como uma luz no fim do túnel. 


Notas Finais


É isso, beijos.


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