História Arabella - Capítulo 50


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alex Turner, Arabella, Arctic Monkeys, Musica, Tumblr
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Palavras 4.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


hello.

Capítulo 50 - 49. O motivo é você.


GABRIEL HAYES

E quando me ver assim, sorrindo sem motivos.

Saiba que o motivo é você. (fonte: tumblr)

Foi uma surpresa enorme quando pouco depois da minha discussão com a Arabella o Julien chegou acompanhado da Stella e do meu sobrinho. Com certeza uma surpresa bem-vinda. Eles estão morando na Inglaterra agora o que fez eu me distanciar daquela criaturinha chamada Edward. Sou fascinado por crianças e sempre me dou muito bem com elas, talvez por isso minha obsessão em ter um filho. Não em qualquer momento, só quando achar aquela pessoa que será a certa. Tem momentos que me sinto aquelas menininhas que acreditam em contos de fadas e esperam o príncipe encantado. No meu caso, seria uma rainha.

Uma rainha e uma princesa.

Acho que Arabella está mais para Rainha. Sorri balançando a cabeça, sou muito bonzinho com ela às vezes e isso me irrita, quero dizer, tento respeitar ao máximo seu espaço e o quanto ela se sente confortável ou não com determinadas situações, porém não quero no final de tudo ela simplesmente me afastando quando eu poderia ao menos tentar fazer alguma coisa e me sentir útil de qualquer forma.

Arabella quer ser independente acima de qualquer coisa, ela é um tipo raro de livro, geralmente quando você for ler algo eles fazem sentido, os acontecimentos são estrategicamente pensados para desencadearem em outros acontecimentos que unirão as pessoas principais da história. Entretanto a Roth é diferente disso, é tudo embaralhado e para você conseguir achar algo? Vishe. Ela é cheia de erros, palavras grandes demais, mas bem, não amamos a perfeição... Amamos os errinhos que deixam qualquer ser único.

Não sei exatamente um ponto que tenha me feito começar a amar tanto ela. Talvez uma junção de tudo? Eu achava fofo ela querendo fugir sempre que me via, e a segunda vez que a vi estava adorável com o cabelo parecendo uma juba de leão... Eu tinha um apelido referente a isso. O ponto inicial de tudo foi quando me deixei amar novamente, abri completamente o coração para qualquer coisa que estivesse por vir envolvendo nós dois. Foi a melhor decisão que tive em anos, tenho plena certeza disto.

Minha cunhada me tirou dos meus devaneios falando que alguém havia tocado a campainha, eu estava sem camisa porque o pequeno Eddie havia me sujado todo com seu vômito, isso é para eu aprender a não ficar balançando um bebê que acabou de mamar. Qual era o meu problema afinal? Acho que foi a felicidade dele todo sorridente na minha direção.

— Vai ver se não é o Julien — ouvi Stella falar enquanto tirava toda a roupa daquele gordinho. Oh garoto mordível! Meu irmão havia saído para comprar fraldas.

Não era o Julien que havia voltado. Meu sorriso se expandiu de um canto da boca ao outro. Aquela coisa de força do pensamento conseguir fazer algo, bem, eu havia pensado tanto na Arabella que ela simplesmente estava ali, na minha frente. A cada dia que se passava parecia que a sua beleza só aumenta, os seus intensos olhos verdes estavam deixando claro a quão descarregada ela estava. Leve.

— Oi Arabella — ponderei. Observei o sorriso que surgia desaparecer, olhei na direção que ela, algo atrás de mim. Ajustei meu corpo analisando a situação fazendo um singelo riso sair pela minha garganta. Eu sem camisa, uma moça atrás de mim. Oh sabia muito bem o que a mente maquiavélica da jovem a minha frente estava arquitetando. — Entra — continuei, puxando-a pela mão para dentro da minha casa.

— Pare de pensar em coisas absurdas, você não deveria pensar isso, sou eu e estava ansioso pela sua visita — sussurrei notando Stella vir na nossa direção com o Eddie vestido com nada além de uma cueca.

— Boa noite — ela murmurou e Arabella ficou estática ao meu lado. Só faltava ela pensar que o bebê era meu, nunca duvidaria de ela estar pensando exatamente isso.

— Boa — sussurrou de volta. Eddie estava serelepe novamente, peguei-o avisando que iria subir para colocar uma camisa limpa, ainda sentir o odor do leite materno e vômito misturados.

Deixei-o sentadinho na minha cama enquanto pegava uma camisa sem tirar os olhos do rapazinho, não é como se ele tivesse ficado diplomaticamente sentado. O garoto estava comendo a minha colcha quando finalmente estava vestido e o peguei fazendo imediatamente ele fazer barulhos de quem estava zangado. Não tem nem um ano de vida e já manda num cara de quase vinte e quatro. Como pode isso?

Deixei-o na cama me sentando ao seu lado, ele sorria mostrando as covinhas e a gengiva com poucos dentes. A criança puxou tudo da mãe, porque meu irmão feio do jeito que é não deve ter sido. Ao pegá-lo percebi que o bebê fazia caretinhas, analisei sua expressão, qual é? Qual era o problema dessa vez? Foi então que percebi serem as mesmas expressões de quando o tirei dos braços da Stella.

— O Tio tá fedendo do seu vômito, né? — perguntei encarando o pequeno. Acho que eu ia precisar de um banho.

Desci as escadas com a criança em um braço, Arabella estava sentada no sofá extremamente pensativa, parecia que ela nunca tinha estado aqui em casa antes ou que a gente já não tivesse transado neste mesmo sofá. Quando ela me notou parecia mais nervosa, yeah, a gente precisaria conversar.

— Cadê a mãe dessa bolinha de carne? — perguntei apontando para o Eddie. Arabella sorriu e porra, como eu sentia saudades desse sorriso dela. Dela por inteiro.

Estar perto nunca foi físico. Porém eu me senti longe dela de todas as formas.

— Foi pra cozinha fazer alguma coisa relacionada à comida. — Sua voz suave entrando pelos meus tímpanos, realmente apreciei isto. Arabella com vergonha de mim é... Interessante.

— Você pode segurar ele enquanto eu banho? O garoto me deixou fedido com o vômito de leite dele — murmurei estendendo ele pra ela, que apenas assentiu com um movimento de cabeça. Balancei a cabeça enquanto voltava o caminho para o meu quarto, ela queria foder com a minha cabeça de novo.

[...]

Não demorei muito me banhando, queria apenas tirar o fedor que o moleque tinha me feito ficar, então quando desci as escadas pela quadragésima vez nas últimas horas encontrei com a Stella rindo observando algo acontecendo com a Arabella e o Eddie, tentei ver o que era mais a minha cunhada ocupava totalmente a minha visão, não que ela fosse muito alta, já que minha namorada estava sentada no sofá e isso prejudicava. Cheguei mais perto observando o garoto apalpar os seios da minha namorada. Certo, ele é um bebê, mas foda-se.

— Pequeno Eddie quer roubar a namorada do titio — cantarolou Stells e eu a encarei com um olhar mortal. Ele com certeza não irá roubá-la. Bufei observando a Arabella entregar a criança para minha cunhada.

— Acho que ele precisa trocar a fralda — murmurou ao se levantar e observei ela toda mijada. Não me segurei e ri.

— Titio vai ter que te dar umas dicas de que não é mijando na moça que vai conseguir ela não — murmurei para o pequeno que gargalhou para mim, o garoto me ama e é um sentimento totalmente recíproco.

— Oh meu Deus! Desculpe-me, o Julien foi comprar fraldas e ainda não voltou, se eu soubesse não teria deixado ele tanto tempo assim, realmente eu...

— Sem problemas Stella, não é a primeira vez que isso acontece. — Porque ultimamente a voz da Arabella parecia mais suave? Ou era eu mais apaixonado que antes?

— Os primos da Arabella são maioria crianças, ela tá acostumada — falei tentando tranquilizar a Stells. Ela mordeu o lábio saindo em seguida. A bichinha realmente ficou constrangida.

— Acho melhor eu ir embora... — Comunicou me analisando.

— Por quê? É só pegar uma roupa minha, você amava vestir minhas roupas, algo mudou? — perguntei procurando seus olhos. Então foi a segunda vez que nos encaramos, só nós ali.

— Seu irmão e a esposa dele estão aqui e...

— Eles não irão nos atrapalhar aqui, teremos a noite toda e o resto de nossas vidas para conversar, relaxe minha menina — falei suavemente e ela soltou um longo suspiro. Comecei a entender as coisas.

Já seria meio complicado ela chegar aqui e conversamos, pela forma como agiu pode estar se sentindo culpada, certo que não gostei de ter sido excluído porque me sentir inútil para ela foi uma sensação horripilante, porém isso não significa que eu a culpe por qualquer coisa, ela não tem culpa dos traumas, nem dos medos ou do seu passado. Ela apenas pode mudar como agir no agora e no seu futuro. E bem, com a Stella ali é como se tivéssemos que fingir que aquela conversa no quarto dela não aconteceu, realmente discuti qualquer coisa assim não é agradável. Apenas queria ela mais relaxada, só.

— Vem, deixa-me lhe apresentar o meu quarto, ele não é muito grande e já que nós fomos atacados por um garotinho hoje, penso que temos muito em comum... — fiquei falando coisas banais observando ela sorrir ao meu lado até ir se banhar, outra que preferiu o certo primeiro. Xixi de bebês nem fedem assim, mas o cocô... Aquilo é uma obra do capeta nas fraldas deles.

Ouvi o barulho de campainha, fiquei no alto da pequena escada e vi o Julien com as benditas fraldas, Stella parecia contar algo à ele que o fez rir, não deu de ouvir o que era, mas pela risada imagino que seja sobre o filho dele.

— Meu garoto batizou sua namorada, foi? — Ele gritou rindo mais alto, com a Stells batendo no ombro dele. Bufei voltando para o quarto, Arabella está em pé no meio do quarto mordendo os lábios, tentando com certeza imaginar o que ela faria a seguir. Como eu conheço-a tão bem, não é?

Entrei mais no meu quarto e fui pegar algo para ela vestir, tinha um vestido dela ali, aquele tipo camisa normal só que no comprimento de vestido, esse povo inventa muita coisa, né? Entreguei pra ela junto com uma cueca Box preta limpinha. Joguei-me na minha cama observando-a.

— Você vai ficar olhando eu me vestir?

— Claro! Adoro voyeur, talvez um dia você possa se masturbar pra mim sabe, tipo quando eu tiver...

— Gabriel! — exclamou com as bochechas coradas. Sorri me levantando e puxando ela pra perto de mim.

— Nunca mais me distancie, porque não vai ter próxima vez, eu vou estar nem aí se você vai me querer lá ou não, eu estarei lá. — Olhei seriamente para ela enquanto falava, ela ainda estava enrolada na minha toalha, não deu tempo de responder já que ouvimos batidas na porta.

Levantei-me a deixando deitada na nossa cama. Abri a porta o mínimo possível e analisei o Julien.

— Então a gente tá indo — ele falou com um sorrisinho no rosto. — Você me falou que vocês haviam se distanciado nos últimos dias e não sou eu que irei atrapalhar nada, passamos uma semana aqui e foi bastante tempo até, vamos pra casa dos pais da Stells, depois marcamos algo para todos sairmos — falou e suspirei assentindo com um movimento de cabeça.

— Ainda quero ver meu sobrinho antes de vocês voltarem pra Londres — sentenciei e ele riu.

— O garoto gamou em você — analisou. — Boa foda de reconciliação — falou piscando os olhos, fiz que fosse chutar a bunda dele e o idiota saiu rindo.

Fui me despedir deles na porta de casa, demorou poucos minutos já que amanhã eles iriam para a casa dos pais da Stella, as coisas já estavam tudo arrumadas prontinhas para a mudança de residência. Dei vários beijos no meu sobrinho entregando-o para a Stells depois. Quando voltei para dentro de casa, encontrei minha bela namorada no meio da minha sala claramente se sentindo deslocada. Porque ela adora tanto ficar triturando os lábios assim?

Fiquei ali, encostado perto da porta observando-a. Isso pareceu deixá-la mais nervosa, inicialmente não me importei muito com isto. Apenas foquei em como alguém pode tão facilmente ser inocentemente sexy, não é como ela force isso ou queira, hoje em dia ela evita menos que no início e sei que isso vai além do que apenas se esconder dos outros e eu realmente a ama e amo cada dia mais quem ela está se tornando por conta própria, muito orgulho da minha menina.

— Como você consegue? — perguntei fazendo ela me olhar mais intensamente. — Você é incrível — conclui me aproximando.

— Desculpa por ter sido rude e por... Senti quase como se tivesse expulsado o seu irmão e a esposa dele daqui, junto com o Eddie.

— Shii... Não se preocupe com isso. Eles já iriam sair amanhã, só adiantaram algumas horas. Tem certas coisas que não é como se pudéssemos comandar o que vai ou não acontecer. Fico feliz em saber que você será sincera comigo até em momentos que possivelmente dirá algo que não me agrade, isso demonstra muito pra mim. Quero sua confiança, sua honestidade. Quero você inteira — falei passando delicadamente a ponta dos dedos de uma mão na sua bochecha. Ela soltou um suspiro longo.

— Quando cheguei aqui e vi você com a Stella, eu achei que você tivesse se cansado de mim e do tanto de problemas que...

— Arabella! Você não tem nada de problemática, sério. E o que eu falei sobre não me distanciar de novo está valendo pra valer a partir de agora, não me importo mesmo se vai ou não me querer lá, mas é ao seu lado que eu irei estar. Nenhum ser humano é simples, somos complexos e isso torna cada um singular. Eu te amo do jeito que você e ver você evoluindo apenas me dá mais orgulho de quem está se tornando — sentenciei e ela sorriu, puxão meu dedo na mão em que estava acariciando seu rosto e colocando na boca.

— Você não está zangado comigo? — perguntou sugando meu dedo em seguida. Aquilo deu uma fisgada certeira no meu pau.

— Com certeza não — murmurei mexendo meu dedão dentro da sua boca.

— Então... Agora que nos resolvemos, teremos sexo de reconciliação? — O olhar ingênuo com a mistura de sedento que ela estava me lançando não me ajudava a manter o controle.

— De a menina deslocada sentada há pouco tempo no sofá para uma garota sedenta por sexo? — perguntei com um fio de voz. Eu conseguia manter o controle com tudo, menos com o que ela me faz. Tirei meu dedo da sua boca, puxando-a para mais perto finalmente nos beijamos.

Não foi algo demorado nem delicado. Foi numa intensidade que valeria por milênios. Sabia que não era o momento para testar outros cômodos da casa, então a peguei no colo subindo para o nosso quarto. Ao entrar coloquei-a na cama, automaticamente ela abriu as pernas e puta merda. Ela realmente estava preparada pra isso.

Seus olhos fechados, seus cachos espalhados pela minha cama... Algo rugiu dentro do meu peito. Deitei-me por cima do seu corpo, não perdendo tempo e estimulando sua b.oceta. Infernos! Aquele vestido e sem calcinha, ela queria me levar pra cova. Porém antes, iria dar a ela exatamente o que queria, meu pau no seu corpo, dentro.

— Eu... A psicóloga me fez notar o quão bem você me faz, em todos os sentidos — gemeu e eu sorri satisfeito. Muito satisfeito em saber que ela pensava e falava em mim além do fato de ajudá-la. É a minha garota e nunca mais seria inútil pra ela.

— Você falou que gosta como eu te coma? — perguntei começando o talk dirty, sabia que ela gostava dessa linguagem mais sacana, que a ajudava ficar mais solta.

— Ah! Não... Você poderia me chu.par? Quero muito isso agora. — engoli em seco, Arabella já havia me falado isso, mas daquela forma, a voz derretida de desejo... Eu com certeza estava duro pela minha menina naquele momento.

— Eu estou com bastante sede — rugi, parando o que estava fazendo. Levantei seu vestido tirando-o de uma vez, deixando ela completamente exposta pra mim. Estava começando a incomodar minha ereção dentro da cueca. Tirei a blusa ficando com a calça de moletom. As coisas seriam nas minhas regras.

Meu corpo estava sobre o seu, meus lábios brincavam com a pele do seu maxilar, descendo pelo pescoço chegando aos seus seios macios. Eu beijava, lambia, soprava... Estimulei seus mamilos claramente intumescidos, aqueles piercings eram um dos meus pecados, com certeza. Uma de minhas mãos continuou brincando com seus seios enquanto minha boca descia, mordendo, lambendo. Até o ponto de chegada, sua boceta pingando por mim.

Pincelei meus dedos a sentindo toda molhada, deslizei um para dentro com outro em seguida. Eu sei que ela não gosta muito de dedos dentro, ao menos não ela fazendo, mas estranhamente comigo ela gosta. Oh! Eu com certeza quero ter o prazer da vista dela se dando prazer, em algum momento se ela deixar. Voltei meu foco, beijando em cima até chegar aos lábios. Seus olhos estavam fechados e sua boca aberta, aquilo com certeza era a imagem mais erótica que vi em toda a minha vida.

— Olhe pra mim, Arabella. Quero que saiba de quem é a língua que vai te dar prazer agora — Ordenei, seus olhos pareciam pesados de tanto desejo. Dei um meio sorriso, puxei seu corpo mais pra ponta da cama ficando de joelhos na sua frente. Ela me analisava com curiosidade.

Não notei receio ou medo, seu corpo estava completamente relaxado em minhas mãos. Então desci de boca, estimulando seu clitóri.s com a língua, sugando. Tomando cuidado para não ser muito rude e acabar machucando, já que ela estava muito excitada e sensível. Realmente não tive pressa no que estava fazendo, brinquei bastante saboreando seu gosto, até sentir todo o seu prazer se desmanchar e derramar na minha boca. Acariciei meu pa.u por cima da calça, resolvi ficar logo nu. Retirei observando com prazer a bela obra-prima a minha frente. Ela não é minha, ela é dela, a única pessoa que tem total domínio sobre Arabella é ela. Sorri satisfeito observando ela encarar meu pau enquanto lambia os lábios.

— Eu poderia...

— Agora não. Eu realmente necessito entrar em você — interrompi, observando seus olhos atentos na minha mão enquanto eu me estimulava, não pra ficar mais duro do que já estava, entretanto para tentar aliviar um pouco. 

Fui em direção ao criado mudo sob seu olhar atento pegar camisinha, ela sorriu.

— Você sabe, não precisa. — Seus olhos estavam fechados. Foi tão baixo que duvidei que tivesse ouvido qualquer coisa.

— Como assim?

— Eu sou limpa e você é também. Tomo anticoncepcional agora, estamos liberados... — informou abrindo os olhos em seguida, me lendo. Ponderei por alguns segundos e não deixava de ser um fato.

— Se você quer...

— Quero muito sentir sua pele na minha, — sussurrou. Ela é extremamente sexy? Sim, mas nunca deixa de ser fofa.

— Arabella, fica de quatro — pedi deixando a camisinha onde estava. Ela me olhou questionadora, fazendo o que lhe havia pedido.

Ela fez. Ajeitei seu corpo fazendo a posição ficar mais confortável, sua cabeça poderia facilmente encostar-se ao colchão se ela assim o preferisse.

— Você sabe que não é sexo anal, não é? — questionei e ela mexeu a cabeça. Segurei seus quadris empinando mais sua bunda, fazendo meu pa.u bater nela. Tranquei a mandíbula na hora.

— Eu confio em você — sentenciou e sorri, não existia algo que eu mais gostasse nela do que sua confiança. Exatamente por saber o quão complicado ela é e o quão difícil é conseguir entrar no seu "Mundo de Arabella".

Espalhei o pré-gozo na cabeça do meu pau, segurei pela base arrastando na sua bo.ceta. Arabella estava de quatro comigo por trás, meu corpo praticamente por cima do seu, então segurei seu pescoço puxando seu corpo mais pra cima pegando-a de surpresa, eu vi o seu sorriso. Ela sabia. Era simplesmente a minha posição favorita. Com a mão livre observando seu rosto de lado, entrei. Tudo. Até bater as bolas.

— Wow — ouvi-a pronunciar.

Ainda segurando seu pescoço aproximei meu rosto de suas costas, mordendo-a. Mordi seu ombro quando comecei a me movimentar, movimentos em sincronia.

— Pode rebolar a vontade — murmurei próximo ao seu ouvido, ouvi-a resfolegar. Ela o fez inicialmente muito timidamente, soltei seu pescoço o que fez ela se soltar na cama, seu rosto encostado no colchão e os olhos em mim.

Arabella adora contato visual durante o sexo, não seria eu a negar isso. Sua bunda empinada estava rebolando sem vergonha alguma. Foi incontrolável não desferir tapas nas suas nádegas macias. A palma da minha mão batendo na sua pele é uma sensação deliciosa. Minhas mãos foram pra sua cintura, pela posição subindo até um pouco acima do quadril. Ali ficaram até eu lambuzar sua bo.ceta com meu gozo e ela vir depois. Ainda dei algumas entocadas depois de gozarmos. Até eu girar seu corpo a fazendo ficar de frente pra mim, sorri vendo todo o meu sêmen escorrendo nela. Porra, aquilo era demais.

Então suas pernas me enlaçaram e fizeram meu corpo cair sobre o seu, me ajeitei ao seu lado puxando ela pro meu peito. Beijei o topo da sua cabeça enquanto fazia carinho em suas costas. Notei o quão vermelho estava sua bunda, seu pescoço e seu rosto. 

— Machuquei você? — perguntei carinhosamente. Ela me encarou colocando o queixo no meu peito.

— Nenhum pouco. Foi o melhor que fizemos ate hoje — concluiu me fazendo rir, puxei seu rosto dando um beijo singelo em seus lábios.

— Ótimo, era essa a intenção — murmurei, ela continuou me encarando, sorri. — Pergunta logo!

— Vai demorar muito pra... — então ela fez o gesto com um dedo de algo de levantando. Foi impossível não gargalhar.

— Ai, Arabella. Alguns minutos, você nem aguentaria outra agora — falei a fazendo virar violentamente.

— Não tem aquilo de dizer que se sente gelatina? — perguntou e assenti com movimento da cabeça. — Eu estou água pura mesmo — falou e acabamos os dois gargalhando.

— Você é muito importante, garota, eu te amo.

— Eu sei, você tem bom gosto — ela brincou.

— Minha Arabella está de volta?

— Ela nunca saiu daqui, só estava meio perdida — sentenciou e acolhi suas palavras.

Ficamos em silêncio, apenas fazendo carinhos inocentes e ouvindo nossas respirações. Sabia que não havíamos falado sobre a Ariel e não sabia se aquele era o momento certo. Estávamos compartilhando um momento inteiramente nosso ali, porém eu queria deixar algumas coisas claras para ela, coisas que algumas horas atrás não consegui me concentrar para falar com Arabella me olhando daquela forma.

— Seria muito errado eu querer explicar o porquê de não ter falado explicitamente da morte da Ariel, agora? — sussurrei analisando bem como seria sua reação, nada mudou, nem sua respiração que continuava serena.

— Não, se você quer.

— Desculpa se não te falei dela ter morrido, foi num período conturbado da minha vida, a gente nem namorava mais e não foi um término bonitinho, mas sempre desejei tudo de bom pra ela... Aí veio a notícia da morte, descobri o tumor... Complicado. — comuniquei. — Ela nunca foi algum tipo de ameaça pra você ou pra gente, por isso nunca me estendi muito no assunto. E não falo isso por ela estar morta, o que tivemos ficou no passado e já falei tantas vezes que meu futuro é você. Qual é, eu te amo.

— Vamos viver nosso presente, planejar o futuro e deixar o passado sendo o que ele é. Ele não vai comandar a gente como bonecos de fantoche, então vamos viver — manifestou e eu simplesmente sorri. Não só pelas palavras, mas pelo o quanto elas significavam. Minha menina estava claramente evoluindo nisso de lidar com o que ocorreu no seu passado e isso simplesmente enche meu peito de orgulho.

Seus dedos brincavam no meu peito, todo o clima continuava da mesma forma. Arabella em nenhum momento pareceu incomodada ou irritada, acho que eu estava rindo igual bobo. Estávamos suados, um banho não seria nada ruim.

— Que tal a gente ir banhar? 

— Você já está...?

— Não quer dormir hoje mesmo, né?

— Nenhum pouco — sussurrou, me levantei da cama pegando-a em seguida. Ela deu gritinhos quando coloquei dentro do Box do chuveiro, o piso de cerâmica todo frio e a gente quente.

— Ótimo, não deixarei você dormir então — sentenciei quando ela ligou o chuveiro, Arabella estava toda molhada e tão incrível. Acho a coisa mais sexy do universo mulher de cabelo molhado, e ai vem a minha mulher de cabelo molhado no meu chuveiro. Não era qualquer mulher, era a Arabella. Ah!

Pressionei meu corpo no seu embaixo da água morna, e nos beijamos. A noite não seria tão longa, estava na hora de testar outros locais da casa e bem, alguém amanhã iria acordar muito manhosa. Sorri no meio do beijo, triturando seus lábios com os meus, mordendo. A brincadeira não iria terminar tão cedo.

Capaz de a Arabella inventar brigas comigo só pra ter sexo de reconciliação, ela gostou mesmo disso. E eu simplesmente amo fazer as coisas que ela gosta, satisfazer suas vontades por menores e possivelmente insignificantes que seja para os outros.

Quando se começa um relacionamento com alguém, mostramos nossas qualidades, o nosso melhor, queremos sempre acertar. Com o passar do tempo ao lado, vamos deixando escapar os defeitos, manias, os medos, os erros. O foco de só acertar se perde em algum lugar e bem, não é errado. É a vida. E eu realmente não odiei saber mais dela, na verdade todos os defeitos delas juntos se tornaram algo que eu amo, que eu admiro, que eu sinto orgulho. Porque simplesmente, tudo junto, é a Arabella.


Notas Finais




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