História Arabella - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lu Han, Sehun, Xiumin
Tags Arabella, Chanbaek, Chanmin, Colegial, Hunhan, Kaisoo, Lemon, Rockabilly, Romance, Sexo, Twoshot
Exibições 56
Palavras 4.852
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oláaaaaaaaa. Olha eu aqui ~ de novo ~. Inicialmente, essa fanfic era pra ser uma oneshot, mas ela ficou grande demais e eu dividi os capítulos.
Estão todos bem? Espero que sim!
A fanfic se passa nos EUA dos anos 60, bem estimo Grease sim, com badboys e outras panelinhas. Escrevi pra um amigo.
E, sim, me inspirei na música Arabella, dos Arctic Monkeys. É uma delícia de música, se puderem ouvir, não vão se arrepender.
A fanfic é bem clichêzinho de romance adolescente, mas dêem uma chance a ela! Prometo que não vou decepcionar!
Enfim, boa leitura! 8D

Capítulo 1 - Capítulo I - O novato do colégio.


Arabella – Capítulo Único

O novato do colégio.

 

Estados Unidos; Califórnia, 03 de Fevereiro de 1964. 15:35 P.M.

 

O garoto de baixa estatura descia do carro dos pais, que estava estacionado em frente à sua nova casa. Ele odiava ter que sair de seu país de origem por conta da promoção que seu pai havia ganhado na empresa multinacional que trabalhava. Odiava a ideia de ter que deixar a Coreia. Céus, todos os seus amigos e família ficaram para trás, na sua amada Coreia.

 

Bateu a porta do carro, visivelmente de mau humor, recebendo um alerta vindo do pai, mas Byun Baekhyun sequer deu importância. Sua mãe já havia aberto a porta da nova casa. Byun odiava aquelas casas no estilo americano, padronizadas até demais. Todas eram iguais, oras!

 

Com sua mala em mãos, adentrou em sua casa, já mobiliada. Ao menos, não precisaria de ter o esforço de retirar móveis das caixas e organizá-los, mas este sequer era um problema para o filho único daquele casal de coreanos. Deu uma olhada na sala, vendo o rádio de madeira no chão e a televisão pequena. Finalmente teria uma televisão em casa!

 

Baekhyun havia trazido junto consigo na viagem seus álbuns de Rock e seu tocador de disco, além dos pôsters que iriam enfeitar as paredes feias de seu novo quarto. Nunca iria se acostumar com aquela casa. Mas apesar do estilo de música que ouvia, seu visual era bem reservado, ‘’certinho’’ até demais, com aqueles suéteres de lã em seu guarda-roupa e seus óculos com armação redonda, que era moda na Ásia. Lá na Ásia...

 

Sua mãe tentou puxar assunto, perguntando se o garoto queria um lanche. Baekhyun estava com fome por conta da longa e cansativa viagem, mas negou o lanche que sua mãe oferecia, apenas subiu as escadas e entrou em seu novo quarto, que possuía a vista da rua. Deitou-se na cama birrento, ajeitando a armação do óculos corretamente antes de observar as pessoas e carros que passavam na rua. Por Deus, todas pareciam iguais para si! Todas com seus olhos redondos e pele bronzeada, cabelos bem-arrumados. Demoraria muito para se adaptar à nova vida, disso Byun tinha certeza.

 

Mas o que mais o deixava aflito era o fato da nova escola que estudaria. Ele não falava muito bem o idioma daquele país, além da dificuldade que possuía para fazer amigos. Certamente sofreria bullyng por sua nacionalidade e Baekhyun ouvira dizer que os bullyngs que os americanos praticavam eram muito piores que os que sofria na Coreia. Ao menos, na Coreia ele possuía alguns poucos amigos.

 

Com seus olhos puxados, passou um tempo observando os moradores daquele bairro e algo lhe chamou atenção. Era um garoto com trajes nada semelhantes aos mauricinhos que havia visto. Muito pelo contrário, usava uma jaqueta de couro, calças rasgadas e um cabelo com bastante gel. Por conta de sua miopia, o pequeno teve que se aproximar mais da janela para poder focar no rosto daquele sujeito que parecia ser da mesma idade.

 

E, céus, os olhos daquele garoto também eram puxados como os seus. Não imaginava que teria outros imigrantes asiáticos naquela cidade, muito menos naquele bairro. E como se o Universo conspirava contra a sua dignidade, o garoto percebeu que estava sendo observado e direcionou o olhar a Baekhyun, que quase saltou de sua cama.

Por fim, o pequeno já envergonhado demais, escondeu seu rosto no travesseiro macio e decidiu que iria dormir, já que amanhã teria que visitar a escola nova.

 

[...]

 

Califórnia, 04 de Fevereiro de 1964. 6:00 A.M

06:00, era o que mostrava no visor de seu despertador que agora apitava de modo irritante e contínuo, fazendo o pequeno coreano acordar mal humorado e desligá-lo.

 

Já que havia dormido de óculos, enxergava tudo perfeitamente bem, ou nem tanto, às 6h da manhã. Deu uma olhada pela janela que havia fechado na noite anterior e constatou que o céu ainda estava branco por conta do frio. Levantou cambaleante da cama macia que parecia chamar por Byun, mas para seus pais não o deixarem de castigo, precisou ter a coragem para deixar a cama e tomar um bom banho.

 

Vestiu um de seus suéteres, porém um mais leve de cor violeta com alguns detalhes de coração. Usou também sua calça jeans de lavagem clara e por fim, os all-stars que tanto amava. Arrumou seus cabelos para o lado com gel, de modo em que a franja negra não caísse sobre seus óculos redondos. Parecia mais um nerd, mas, afinal: Era isso que Baekhyun era e com orgulho.

 

Pegou sua mochila jogada em um canto do quarto e desceu as escadas, adentrando a cozinha e dando de cara com sua mãe preparando o café-da-manhã. Seu pai comia ovos com bacon e café. Céus, eles estavam aderindo até aos hábitos americanos! Byun já sentia saudades da culinária coreana.

 

– Bom dia. – desejou, ainda com sono e se sentou à mesa.

 

– Bom dia, filhão. Pronto para o grande dia? – seu pai perguntou amistoso, bagunçando os cabelos que Baekhyun havia arrumado.

 

– Bom dia, meu neném. – por fim, sua mãe apareceu com uma frigideira em mãos, colocando os ovos e bacon recém fritados no prato de Baekhyun. O garoto optou por um suco ao invés de café, pois sua ansiedade piorava com cafeína.

 

– Não estou nada pronto e nem queria ir na aula. – fez birra, comendo garfadas daquele novo café-da-manhã que não estava habituado. Ao menos, aquilo era gostoso. – Quero meus hyungs de volta, omma!

 

– Já disse que nas férias vamos visitar seus avós, daí você pode ir nos seus amigos, simples. – a jovem moça falou, sentando-se finalmente com a família. – E além disso, você vai fazer novos amigos.

 

E aquela ideia de fazer novos amigos o assombrava tanto. Não queria deixar seus hyungs pra trás e nem queria ser substituído em sua antiga roda de poucos amigos.

 

– Você vai gostar da escola que te matriculamos, tenho certeza.

 

­– Mas, appa...

 

– Nada de ‘’mas’’, Baekhyun.

 

E o pequeno, já emburrado e com um biquinho no rosto, terminou de tomar seu café-da-manhã sem café o mais rápido possível e saiu de casa batendo os pés.

 

Não sabia muito bem onde ficava a Application HighSchool, só sabia que aquela escola ficava no centro da cidade e teria que ir a pé todas as manhãs. Além disso, era seu primeiro ano no Ensino Médio. Mais matérias, novos professores, novas responsabilidades, tudo aquilo o amedrontava.

 

Alguns adolescentes com mochilas andavam pelas ruas, então Baek avistou um que certamente teria a mesma nacionalidade que si. Ao menos, não teria que falar inglês corretamente. Se aproximou do menor – sim, Baekhyun conseguiu encontrar alguém menor do que si – e cutucou seu ombro.

 

Apesar de ter olhos puxados, os olhos do garoto eram bastante esbugalhados e redondos. Byun achara os lábios do garoto engraçados porque pareciam um coração.

 

– Hm... O-oi. – falou num inglês hesitante. – Você sabe onde fica a Application HighSchool?

 

– Ah, oi! Eu estudo lá, estou no primeiro ano. Eu sou Do Kyungsoo. – se apresentou, alargando um sorriso. – A gente pode ir junto pra lá. Não gosto de ficar sozinho naquela escola. Os veteranos são implicantes e valentões. – viu que o garoto fez um bico. Ele era amistoso, então faria o máximo para conseguir sua amizade.

 

– Eu sou Byun Baekhyun. – se apresentou enquanto caminhava ao lado de Kyungsoo. – Eu estou meio nervoso com a nova escola. Como são as pessoas de lá?

 

– É uma escola para alunos asiáticos ou que possuem descendência. Ao menos, eu me sinto mais na Coreia ao ver aquela quantidade de adolescentes de olhos puxados. – Kyungsoo falou animado. – Mas não se pode confiar muito neles... Eu tenho medo, algumas pessoas são bem ruins. Quando a gente chegar lá, eu posso te mostrar.

 

Ao saber que a escola possuía apenas alunos coreanos, Byun se animou minimamente. Mas toda a animação se esvaiu quando soube das pessoas ruins de lá. Torcia para que não sofresse bullyng por ser nerd novamente e rezava aos Deuses baixinho enquanto Kyungsoo falava sobre trivialidades naquela caminhada.

 

[...]

 

Califórnia, 04 de Fevereiro de 1964. 06:45 A.M.

 

De fato, era uma escola bem grande de três andares. Muitas pessoas entravam no portão principal como uma multidão e os dois baixinhos seguiam o fluxo. Só naquela caminhada, Baekhyun descobriu que Kyungsoo tinha 16 anos, que veio da Coreia quando tinha 8 anos. Seus pais eram divorciados e seu cachorro chamava Kim. E fora os detalhes do divórcio de seus pais que o garoto havia contado. Parecia até que Kyungsoo era hiperativo, oras!

 

Quando adentrou no colégio, recebeu um papel com o número e senha de seu armário, lista de matérias que teria em cada dia e um mapa da escola bastante detalhado. Kyungsoo explicou que era pra ele ficar bem longe dos vestiários dos jogadores de futebol americano porque é lá que eles levam pessoas para transar e que eles eram muito maus.

 

– ...E por isso não se deve mexer com as líderes de torcida. – Baekhyun saiu do transe com a voz doce do novo amigo e percebeu que não estava prestando atenção em nenhuma palavra do monólogo de Kyungsoo. ­– Qual é o número do seu armário?

 

Era muita informação pra processar e seu cérebro parecia que iria entrar em pane em qualquer momento. Muitas pessoas andavam no corredor repleto de armários vermelhos e algumas esbarravam em si e riam debochadas. Olhou para o papel, envergonhado.

 

– 5598.

 

– Ah, é ao lado do meu! Que legal, Baek! – e essa foi a deixa para que seu novo amigo tagarela falasse mais, caminhando até o armário e indicando o armário do amigo. ­– Amigo, esse é o seu. – mostrou e Baekhyun conferiu o número para finalmente colocar a senha escrita no papel e abri-lo.

 

Retirou a infinidade de livros e cadernos de dentro da mochila, guardando-os dentro do armário, deixando apenas os cadernos e livros necessários para as aulas que teria hoje. E graças aos Deuses, o cronograma das aulas de Baekhyun era o mesmo de Kyungsoo, ou seja, ambos estudariam na mesma turma.

 

– Baekkie, olha ali... – Kyungsoo apontou para um grupo de garotas que vestiam saias longas e rodadas. – Lim Kim, Park Bom, Sandara Park e Taeyeon. São as ricas do colégio e só conversam com os mauricinhos e os atletas. Elas ficam competindo com as líderes de torcida pelo título de Rainha do Baile.

 

– Aquele grupo é dos atletas. – apontou disfarçadamente para garotos que vestiam uniformes de futebol, com numerações na parte de trás. ­– Chen, Minseok, Yixing e Suho. ­Um deles é chinês, o Yixing. Todo mundo diz que ele é meio doido e que ele namora com Suho.

 

Byun estranhou aquela nova escola não ter preconceito com relações homossexuais e Kyungsoo o explicou que aqui as pessoas não se importavam quando alguém namorava um popular. Mas quando a pessoa namorava com um calouro sendo calouro ou se a pessoa fosse homossexual solteira, ela sofria bullyng e os diretores não faziam nada em relação a isso. Kyungsoo contou que tinha medo de que soubessem que ele era gay e Baekhyun confessou que também era.

 

Foi a primeira pessoa para quem Baekhyun contou isso. Sabia que seus pais não aceitariam porque era algo errado e até mesmo uma vergonha para a família na Coreia e temia que eles soubessem. Quando ele tivesse a própria casa e estabilidade financeira, poderia se assumir para a família. Mas com 15 anos ainda era muito cedo e até mesmo, perigoso. Não queria que seus pais ficassem desapontados consigo.

 

Kyungsoo mostrou os outros grupinhos de veteranos formados, mas o último fez até mesmo Kyungsoo estremecer.

 

– Aquele... É o grupo dos badboys. – apontou para um grupo de garotos de jaqueta de couro e muito gel no cabelo. Eram bastante estilosos, mas também eram intimidantes. – Park Chanyeol, Kim Jongin, Oh Sehun e o Luhan. Sendo que aqueles ­– apontou para o loiro mais baixo e com traços femininos e um loiro alto parecido com o anterior, porém mais másculo. ­– Luhan e Sehun namoram. Chanyeol namora com o Minseok, o atleta.

 

E Baekhyun encarou um garoto específico naquele grupo de pessoas com aparência intimidante. O mais alto dali era o garoto que havia observado pela janela no dia anterior.

 

– ...E bateram no novato no ano passado, eles são maus e...

 

– Quem é aquele ali? – apontou para o mais alto de cabelos negros e sorriso galanteador.

 

– Aquele é o líder deles, o pior de todos! – o menor falou com medo na voz. – É o Chanyeol. Eles frequentam o bar de rockabilly* todo sábado, saí ouvi dizer que um cara deu em cima do Minseok. O Chanyeol bateu tanto no cara que o garoto ficou em coma por dois meses.

 

E realmente ele era bem intimidante, era o tipo de pessoa que fazia bullyng com Baekhyun na antiga escola e certamente, Baekhyun se manteria longe tanto dele quanto dos badboys.

 

O sinal tocou antes de Kyungsoo abrir a boca. As pessoas corriam para suas respectivas salas e com Baekhyun e o novo amigo não foi diferente. O menor desviava das pessoas com rapidez e destreza já que a aula seria no segundo andar. Mas por Baekhyun não ter tanta destreza e ser um tanto desastrado até demais, acabou esbarrando em alguém.

 

Alguém alto.

 

Alguém alto que usava jaqueta de couro. Seu estômago já revirava de medo. Não tinha coragem para olhar para cima e ver quem era.

 

– Chanyeol. – ouviu alguém dizer e todos haviam parado para observar aquela cena que o pequeno desastrado protagonizou.

 

– Mas que diabos? – o pequeno escutou pela primeira vez a voz do garoto alto. Seu alguns passos para trás, fitando o rosto irritado de Chanyeol. ­– O que pensa que está fazendo, faggot?

 

No primeiro dia de aula, já havia arrumado confusão com o garoto mais temido de toda a escola. Baekhyun nem queria ter vindo pros EUA, muito menos para a Califórnia. Odiava praias, odiava aquele clima e agora odiava Park Chanyeol. Sabia que se ficasse calado, sua dignidade seria extinta. Se é que ela existe.

 

– Está cego ou quer meus óculos? Não viu que eu esbarrei em você, não? – tentou transmitir coragem em sua voz não tão grave, torcendo para que ela não falhasse. – Agora se me dá licença, tenho que estudar. Diferente de você, né? – ouviu o grito animado de algumas pessoas que haviam parado para assistir aquilo e olhou para o rosto de Kyungsoo como um pedido mudo de socorro.

 

Primeiro, Chanyeol ficou sem palavras diante daquilo. Jamais imaginaria que um nerd como aquele baixinho iria o desafiar, mas quando o garoto tentou passar, Chanyeol retomou aos pensamentos, não só impedindo que o baixinho passasse, mas também o jogando nos armários com brutalidade e prensando ele ali.

 

Os olhos de Baekhyun dobraram de tamanho quando sentiu suas costas esbarrarem nos armários com força. Aquilo havia doído, mas insistia em manter um contato visual nas orbes alheias, que percebeu serem esbugalhadas também.

 

– Qual seu nome, garoto? ­ – perguntou Chanyeol com sua voz firme e intimidante. – ME FALA!

 

– B-Byun Baekhyun. – droga, sua voz havia vacilado num momento justo aquele.

 

– Me dá essa porra! – tirou o papel que continha as aulas que Byun teria ao dia, lendo atentamente aquilo antes de jogar pra cima do baixinho com um sorriso largo e intimidante. – Olha só, teremos as mesmas aulas e ficaremos na mesma turma. Se prepare, Baekhyun, que eu não vou te perdoar e...

 

– Seu sorriso...

 

– O que? – perguntou confuso.

 

– Ele é estranho, seu olho direito fica mais aberto que o esquerdo. – Baekhyun e sua boca grande, mal notou quando já saiu falando. Quando percebeu o que havia dito, seus olhos dobraram de tamanho.

 

Havia deixado o grandalhão mais irritado do que estava e além disso, estava atrasado para sua primeira aula. Por que? Porque estava sendo o centro das atenções na escola.

 

Kyungsoo não evitou que um xingamento escapasse ao notar quem estava vendo aquela cena toda. Não podia negar que Chanyeol estava próximo até demais de seu amigo e com Minseok observando tudo aquilo, tinha certeza que renderia uma merda muito grande para Baekhyun e até mesmo para si. Mas não seria um covarde e ficaria ao lado do amigo caso algo acontecesse.

 

– Vou foder com a sua vida, Baekhyun. – proferiu lentamente no ouvido de Baekhyun, sentindo o nerd e seu novo brinquedinho estremecer por conta da frase.

 

Byun estava em estado de choque, sequer conseguia se mover quando Chanyeol liberou seu corpo e se direcionou para o segundo andar, deixando o baixinho assustado com a própria atitude. Algumas pessoas o parabenizaram pela coragem, mas Byun não conseguia nem sorrir. Os badboys decidiram seguir o líder, esbarrando propositalmente em Baekhyun e o chamando de ‘’faggot’’.

 

Quando toda aquela confusão havia acabado, Kyungsoo apareceu ao seu lado com uma garrafinha de água, entregando-a para o amigo que aceitou de bom grado, tomando quase a metade do conteúdo para se acalmar.

 

– Amigo, você foi muito corajoso, mas... Você não só está lascado pela parte de Chanyeol, como também está pela parte de Minseok. Ele viu tudo. – e só faltou Baekhyun desmaiar ali no meio do corredor com a afirmação do amigo. – Estamos lascados!

 

E, de fato, estavam com a corda no pescoço graças à coragem de Baekhyun e a arrogância de Chanyeol.

 

[...]

 

Califórnia, 4 de Fevereiro de 1964. 14:16 P.M.

 

No intervalo das aulas da tarde, Chanyeol ainda não estava satisfeito apenas por ter implicado com o baixinho de língua afiada que havia o desafiado. Estava irritado pra caralho, e descontava sua irritação e ira fodendo seu namorado em seu carro Cadillac estacionado não muito longe do prédio da escola.

 

– Você gosta de se acabar no meu pau, Xiumin. – falou na audição do menor, que já se encontrava sem calças e com a blusa aberta, exibindo seu tronco desnudo para o namorado, porém este continha marcas vívidas de chupões recentes.

 

Minseok não conseguia controlar os gemidos ao ter o membro de Chanyeol fundo em seu interior e ter sua bunda literalmente estapeada. Ele amava o jeito bruto que o namorado o fodia, amava as palavras sujas e as atitudes perversas.

 

– Olha pra mim enquanto senta, porra! – Chanyeol puxou os cabelos lisos do garoto com brutalidade, fazendo-o olhar para si com uma expressão que praticamente implorava para ser fodido com mais força.

 

O maior empurrou Minseok para o outro banco, deixando-o de quatro no mesmo antes de segurar em sua cintura e fodê-lo fundo e forte, sentindo seu pau sendo esmagado pelas paredes internas ainda apertadas do namorado e se concentrando em acertar a próstata do garoto apenas para ouvir este gemer alto e atrair a atenção de pessoas que passavam por ali.

 

Não demorou muito para que o menor chegasse ao orgasmo, sujando o banco do carona com seu sêmen, mas Chanyeol sequer prestou atenção nesse detalhe já que estava ocupado na tentativa de atingir o orgasmo logo, algo que aconteceu algum tempo depois, gozando dentro de Minseok antes de separar-se dele.

 

Ajeitou suas roupas e se sentou no banco do motorista, respirando pesadamente. De canto de olho, viu o namorado se vestir adequadamente e arrumar os cabelos bagunçados, sentando-se com dificuldade.

 

– Por que estava tão perto daquele garoto? - o menor perguntou, sem expressão, o que deixou Chanyeol mais irritado.

 

– Porque ele me irritou, porra! Ele me desafiou e agora... Agora ele vai ver só. – socou o volante irritado. Minseok tinha o dom de estragar seu dia.

 

– NÃO ME INTERESSA, PARK CHANYEOL! VOCÊ...

 

E mais uma briga havia se iniciado com aquele casal turbulento.

 

[...]

 

Califórnia, 5 de Fevereiro de 1964. 8:30 A.M.

 

Byun chegou em casa no dia anterior mais branco que já era. Não conseguia nem manter uma conversa com seus pais porque sua sanidade mental estava acabada por conta da ameaça que aquele garoto fizera para si. E se Chanyeol resolvesse bater em Baekhyun? Byun era fraco e baixinho, iria ser espancado e acabar em coma. Céus, por que foi se meter nisso?

 

Sua professora de Literatura explicava partes fundamentais do novo livro que a turma teria que ler, mas não conseguia se concentrar, já que Chanyeol puxava os fios do cabelo do menor. Chanyeol sentava atrás de si e isso era algo que irritava profundamente o menor. Chanyeol parecia mais uma criança implicante do que um badboy intimidante.

 

Baekhyun deu um tapa na mão do maior, despreocupado. Já não estava com tanto medo do garoto atrás de si. Ele só era... Irritante. Não era nada daquilo que as pessoas falavam dele. E, além disso, Minseok nem havia dado as caras na escola. Estava visivelmente mais aliviado, mas Kyungsoo ainda continuava alertando o amigo sobre o quão intimidante Chanyeol e seus amiguinhos eram.

 

O moreno com ar de badboy voltou a puxar os fios de Baekhyun, mas dessa vez o pequeno reagiu, rasgando uma folha de papel e a transformando numa bolinha, se virando para jogar no grandalhão.

 

– Vou enfiar esse papel na sua boca, Chanyeol. – desafiou, já que Chanyeol não fazia nada do que falava e se voltou para frente.

 

– Humpf, irritadinho. – o maior desistiu de irritar Byun, voltando sua concentração para o que a professora gostosa falava, porém foi breve, já que o sinal tocou alguns minutos depois.

 

Aos poucos, as pessoas foram guardando seus materiais e saindo da sala. Baekhyun fez o mesmo, guardou tudo conversando com seu pequeno amigo sobre a matéria, mas foi interrompido por Chanyeol, que apareceu ao lado dos dois. Ele poderia não intimidar Baekhyun, mas Kyungsoo sempre teria medo dele.

 

– Olhudo, vaza. – foi Chanyeol pronunciar apenas aquelas duas palavras para Kyungsoo se despedir de Baekhyun para sair correndo da sala, deixando-os sozinhos ali.

 

– O que foi, hein? – perguntou, apoiando os livros que guardaria no armário no peito.

 

– Você vai fazer o meu dever de casa de matemática. – o maior falou descarado, recebendo um bufo de Baekhyun como resposta. – Se não fazer, já sabe.

 

– Só vou fazer porque sou bom em matemática e preciso estudar pra prova. – revirou os olhos, ouvindo um ‘’bom garoto’’ vindo do mais alto que sorria abobalhado e que não evitou de dar uma olhada nada casta no traseiro robusto de Byun.

 

De fato, ele não o intimidava. Ele o irritava.

 

[...]

 

Califórnia, 5 de Fevereiro de 1964. 16:54 P.M.

 

Kyungsoo não havia esperado o baixinho naquele dia. Mas, apesar de Byun sentir a falta do falatório do amigo, não o culpava dele ter ido embora. Foi um dos últimos a sair da escola porque estava fazendo seus deveres. Só não os terminou lá na biblioteca porque teve preguiça. Tomou um milkshake numa sorveteria do bairro antes de voltar para casa, tendo que tomar um caminho diferente dessa vez.

 

Estranhou o caminho por conta deste ser mais deserto que o que voltava para casa normalmente, mas tentou ao máximo ignorar esse fato. Fez de tudo pra driblar o medo de sua intuição. Sua intuição sempre foi forte e sempre estava certa. Baekhyun temia que sua intuição estivesse certa ao passar por aquele beco que o levaria direto para a rua de sua casa. Afinal, era só um beco, não?

 

Errado, o grupo de Minseok havia armado uma emboscada para o menor, porque segundo Xiumin, Baekhyun foi o motivo do término que teve com Chanyeol, agora seu ex-namorado.

 

– Puta que pariu... – Byun deixou escapar, se vendo cercado por aqueles quatro garotos, tendo Minseok como principal. Xiumin fazia questão de se destacar, era egocêntrico até demais.

 

O Kim não falou nada, apenas acertou o primeiro soco no rosto de Baekhyun. Acertou em cheio. Depois do primeiro soco, uma série de socos e chutes fora direcionado ao baixinho, que tentava inutilmente se defender de tanta violência e injustiça que estava sofrendo.

 

Já que não conseguia se defender, ao menos teria a dignidade de agüentar tudo aquilo sem gritar ou chorar e assim fez. Estava caído no chão, cheio de hematomas em seu rosto e corpo, completamente ensanguentado. Foi essa imagem que os quatro garotos tiveram antes de deixar o pequeno indefeso naquele chão.

 

[...]

 

Califórnia, 7 de Fevereiro de 1964. 13:19 P.M.

 

– Finalmente ele acordou! – a primeira imagem que teve ao abrir os olhos foi sua mãe preocupada ao seu lado. Em seguida, uma forte dor de cabeça se fez presente ao tentar focar em outros pontos do lugar que estava.

 

Com poucas características do lugar e com o raciocínio demasiado lento, fora obrigado a perguntar para seus pais que estavam ao seu lado onde estava.

 

– Baekkie, você está num hospital... Seu amigo trouxe você até nós quando te achou, ele estava muito preocupado contigo. Ele estava esperando você acordar, mas teve que ir para a escola. – falou cautelosa, e logo imagens do dia anterior vieram à sua cabeça. – Chan... Chanul, acho que é esse o nome dele, aquele nosso vizinho alto.

 

Byun estava assustado e com medo de ter que encarar aqueles quatro novamente. Seu corpo doía tanto, apesar do soro que estava tomando. Tentou se alimentar direito, mas a comida daquele hospital era uma porcaria. Parecia uma lavagem.

 

O resto do dia, Kyungsoo apareceu para tentar animar o amigo, mas era visível que o baixinho também estava preocupado. Soo atualizou as notícias da escola para Baekhyun.

 

– O Chanyeol discutiu com o Minseok feio hoje lá na sala, ele estava muito irritado, Baekkie, você tinha que ver. – começou a contar, segurando a mão de Baekhyun e fazendo uma leve carícia. – Chamou o Minseok de cínico e covarde, quase bateu nele no meio da aula. Daí a professora Haneul mandou os dois pra direção. Ouvi dizer que ele e seu grupinho foi expulso da escola. Bem feito pra eles! Chanyeol ainda bateu no Minseok quando acabou a aula. Quase todo mundo do colégio viu a briga.

 

– Só espero que eles não mexam contigo... – Baekhyun falou, acariciando os fios negros do amigo que tentava transmitir animação num momento tão delicado como aquele.

 

– O Kai falou que ia me proteger! Hoje eu fiquei andando com o Chanyeol e a turma dele, né. – e mais uma fofoca era iniciada pelo baixinho. – Eles me trataram como um bebê. Eu achei que eles eram maus, mas não são! E o Chanyeol falou que quando você melhorar, vai te levar pra dançar. Legal, né?

 

E mesmo depois do amigo ir embora, Baekhyun passou a noite inteira no hospital, pensando no que ele havia dito sobre um certo grandalhão irritante.

 

[...]

 

Califórnia, 20 de Fevereiro de 1964. 06:48 A.M.

 

Há dias que havia recebido alta do hospital, mas ainda tinha medo de ir à escola. Kyungsoo fora visitá-lo todos os dias para contar as notícias, era como um jornalista investigativo. Contou que Chanyeol aparecia menos vezes na escola, faltava às aulas constantemente. Mas que também o baixinho seguiu muitas vezes aquele grupinho por conta de Kai, seu quase-novo namorico. Era adorável ouvir Kyungsoo passar horas falando de Kai, do quão amável ele era, mas ainda era intimidante.

 

Sua mãe passou dias o mimando, deixou até ele assistir a televisão da sala. Havia perdido muita matéria nesse tempo que esteve internado, tudo graças ao maldito Minseok!

 

Mas agora já estava pronto para voltar a freqüentar às aulas. Estranhou quando foi bem recebido por quase todo mundo, voltando a ser o queridinho dos professores.

 

Estava chovendo do lado de fora do colégio. Ouvia o barulho que as gotas de chuva faziam ao tocar os vidros embaçados da janela. Fazia dias que não via Chanyeol e aquilo estava o matando!

 

– Espero que seja taquicardia essa coisa que eu estou sentindo. Se for amor, estou lascado. – Baekhyun tinha essa mania de falar consigo mesmo, atraindo olhares curiosos de outras pessoas. Soltou uma risadinha, voltando a prestar atenção na aula de Inglês Básico.

 

Mas, céus, aquela matéria era muito chata. Ele já havia aprendido tudo aquilo nas escolas coreanas. Como não precisava prestar atenção, pois a matéria já estava fixa em sua mente, abaixou sua cabeça discretamente, deitando-a sobre o braço que estava em cima da mesa para tirar um cochilo. Kyungsoo percebeu aquilo, mas como imaginou que o amigo estava cansado, deixou-o dormir.

 

– Baekhyun. – foi cutucado insistentemente e o pequeno já estava a ponto de socar a cara do indivíduo, mas quando viu que este era Chanyeol, perdeu todas as falas que algum dia já teve. – Toma. – entregou um papel dobrado para Baekhyun com cuidado, temendo que a professora visse e o fizesse ler para a sala inteira.

 

Chanyeol havia cortado o cabelo, agora deixando-o livre de gel, mas continuava com aquela famosa jaqueta de couro que o deixava parecido com um rockstar. Óculos de sol estavam postos sobre seu cabelo, apesar de nem ter Sol. Chanyeol e suas peculiaridades.

 

‘’Baekhyun, primeiramente me desculpa por não ter ido te visitar quando esteve internado. Eu passei dias me culpando pelo o que aconteceu contigo e sequer apareci na escola. Andei pensando também sobre muitas coisas... E, porra, você não sabe o quanto essa saudade me matou.

Vou te fazer um convite: Esteja arrumado que passarei na sua casa de carro às 23h00. Se seus pais não deixarem, vá escondido. Vai valer à pena. Vou te levar pra dançar, Arabella. Quero ver o seu rebolado dançando Rockabilly na pista de dança.’’

 

E quando Byun terminou de ler, Chanyeol já havia sumido pela porta sem nem esperar uma resposta. Realmente, Chanyeol era um cara muito estranho.


Notas Finais


Ainda não terminei o lemon do último capítulo, mas quando terminar, pretendo postar o mais rápido possível!
O que acharam? Mereço favoritos? Comentários?
Qualquer dúvida, me perguntem. Elogios e críticas construtivas são muito bem vindas.
Até a próxima! 8D


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