História Arabella - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Arabella, Brasil, Livro, Namjoon, Romance, Viagem
Visualizações 59
Palavras 2.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeiramente eu queria agradecer pelos favoritos. Eu tô muito empolgada para escrever essa história e ver que vocês estão gostando é um incentivo muito grande a continuar ♥

Sobre o spin-off que disse no capítulo anterior, um deles já foi postado e vou deixar o link nas notas finais. Ele se passa antes de Arabella e os personagens são os mesmos (ou seja, o Namjoon daqui é o de lá, o Seokjin também e por aí vai). A ~anneirwin quem irá escrevê-lo e vocês podem ler junto com Arabella se quiserem, porque fizemos de uma forma que não interfere em nada.

Meu twitter de fanfic é @mywritterworld e meu twitter de kpop é @suninlov ♥

Beijos e boa leitura ♥

Capítulo 2 - Secrets


Fanfic / Fanfiction Arabella - Capítulo 2 - Secrets

"Você é tão bonita. Eu não consigo tirar meus olhos de você. Como um espinho em uma flor, eu sei que vou me machucar, mas eu quero você. Tão linda, tão linda"

Beautiful – MONSTA X

 

Namjoon P.O.V

Eu estava sentado no sofá da sala com o controle em mãos mudando de canal. Eu não conseguia entender nada que estava escrito na tela nem o que era falado, mas estava torcendo para que, apesar disso, eu conseguisse tirar alguma inspiração daqueles programas para escrever.

Ontem quando chegamos da lanchonete lá para as 19h da noite, eu fui direto para o quarto começar a escrever, enquanto Seokjin se trancou em seu quarto dizendo que iria dormir, pois estava cansado. No começo eu acreditei sem questionar, dando boa noite e fechando a porta do meu quarto. Mas, minutos depois, quando levantei na intenção de ir à cozinha pegar uma garrafa d’água, escutei sua voz vindo do quarto e me aproximei, curioso. Eu não conseguia entender o que ele queria dizer com tudo o que falava, apesar de entender claramente cada palavra.

– Eu sei. Eu sei. – Ele dizia e logo total silêncio, provavelmente recebendo uma resposta ao telefone. – Eu vou começar amanhã. – Ele respondeu. – O que? Eu não podia hoje. Ele desconfiaria. – Ele argumentou, sabe-se lá para quem, me deixando intrigado. Será que esse “ele” era eu? Obviamente sou eu. Não há mais ninguém por aqui que Seokjin conheça além de mim. Pelo menos foi o que ele me disse quando estávamos no avião rumo ao Brasil. Eu estava nervoso e lhe perguntei se ele conhecia mais alguém por aqui, para não sentir que éramos apenas nós dois e ele me disse que no Rio de Janeiro ele não conhecia ninguém. Quando veio para cá, foi devido ao trabalho, então não chegou a fazer amizade com ninguém como quando viajou para Minas Gerais por contra própria, durante uma de suas férias.

Foi então que me aproximei mais da porta na esperança de escutar melhor a conversa, mas ele havia desligado a ligação. Ao menos o silêncio no quarto estava durando mais do que o esperado, então achei melhor deixar para lá, voltando para o quarto sem a garrafa d’água, para não correr o risco de encontra-lo quando estivesse vindo da cozinha e fechei novamente a porta, me sentando na cadeira de frente para a pequena mesa que havia sido colocado em um canto do quarto.

Nela só cabia meu notebook, um caderno de anotações, meu estojo e um porta retrato que eu havia trago para colocar alguma foto que eu pretendia tirar de algum cenário bonito do Rio de Janeiro para observar quando faltasse inspiração. A ideia era que fosse algum lugar que me inspirasse, mas até aquele momento eu não havia visto nenhum.

Foi nesse momento que a imagem da garota que nos atendeu retornou a minha mente, me fazendo sorrir. Eu já havia visto algumas fotos de algumas garotas brasileiras quando comecei a escrever Arabella ainda na versão para a internet, na intenção de ter uma referência física para a personagem, mas nenhuma delas era como aquela garota. Aquelas eram como essas fotos de perfil fake para a internet, mas a da lanchonete era diferente.

Ela tinha cabelos castanhos escuros nem muito longos e nem muito curtos. Conforme ia chegando as pontas, eles iam clareando em um tom castanho claro. Suas sobrancelhas não eram finas, mas também não eram grossas demais. Seus lábios eram bem desenhados e estavam pintados por um batom rosa claro. Ela estava usando o uniforme da lanchonete, o que deveria deixa-la um pouco descuidada, como eu havia visto em outra funcionaria de uma lanchonete do aeroporto, mas com ela era diferente. O uniforme só dava um ar de seriedade a uma garota com rosto de uma meiga e, segundo Jin, língua afiada.

Aos poucos, naquele mesmo momento, a lembrança de quando a vi do lado de fora da lanchonete voltou a minha mente também. Ela estava de costas, vestindo uma calça jeans e um casaco preto fechado. Lembro de tê-la observado olhar para os dois lados da rua, se certificando de que não vinha nenhum carro e atravessar, apesar do sinal ainda estar fechado. Na mesma hora que observei isso da lanchonete, balancei a cabeça pensando que aquilo não deveria ser feito e Jin riu, percebendo o motivo de eu ter feito isso.

E sentado de frente para o notebook, mal me dei conta de que em meio às lembranças eu abri uma página do Word, começando a digitar o primeiro capítulo, descartando todos os três capítulos que havia escrito antes do meu bloqueio aparecer.

Aquela desconhecida da lanchonete havia me feito conseguir iniciar um capítulo, perdendo minutos depois para o sono, que me impediu de terminar o primeiro capítulo deixando-o pela metade.

E agora, sentado de frente para essa televisão relembrando todo o dia de ontem desde que saímos desse apartamento, eu só tenho certeza de uma coisa. Eu não sei seu nome, seu telefone e muito menos como vamos nos comunicar já que ela não fala minha língua, mas uma coisa é certa: Eu preciso vê-la. Logo.

 

Sabrina P.O.V

Eu respirei fundo, pedindo mentalmente para que tudo aquilo não passasse de mais um sonho ou, talvez, um pesadelo daqueles em que seu melhor amigo resolve que você trabalhar de segunda a sexta de manhã até a tarde já não é o bastante e resolve te acordar as 11h da manhã no seu dia de folga para ir a lanchonete em que você trabalha sem o menor motivo.

– Vamos Sabrina. – Hoseok diz, me fazendo bufar.

Ótimo. Não era um sonho nem um pesadelo. Era realidade.

– Vai embora. – Resmungo, querendo dormir mais.

– Depois você dorme. Hoje é seu dia de folga.

– Exatamente. – Respondo, ainda de costas para ele. – Hoje é meu dia de folga. Me deixa dormir.

– É rápido. Prometo.

Bufo, tateando a mesinha ao lado da cama em busca do prendedor para prender meu cabelo e me sento na cama, prendendo o cabelo enquanto falo.

– E você hein? Não devia estar trabalhando?

– Jungkook trocou de horário de almoço comigo hoje. Então, depois de almoçar vim para cá.

– Jungkook trocando horário de almoço? Essa é nova. Ainda mais com você. Vocês nunca foram tão próximos assim… – Comento, desconfiada das intenções do meu ex. Ainda mais que as palavras do coreano não saiam da minha cabeça. Jungkook estava ameaçando Hoseok com um segredo pelas minhas costas. Mas, afinal, qual segredo era?

– Tem um motivo para isso. – Ele diz, dando de ombros, como se não fosse nada demais. Mas, bondade vinda de Jungkook com Hoseok era algo demais.

Com certeza aí tem, penso.

– E qual o motivo? – Pergunto, curiosa.

– Vem comigo até a lanchonete que você descobre.

Reviro os olhos, jogando uma almofada nele.

– Às vezes eu me pergunto por que dentre tantas pessoas no mundo, fui escolher logo você para ser meu melhor amigo. – Digo, me levantando da cama em direção ao guarda-roupa para pegar uma roupa.

– Sabe que às vezes eu me pergunto a mesma coisa? – Ele diz, se virando para mim.

– Você vai ficar me devendo uma depois só por me arrastar daqui justo no meu dia de dormir até dizer chega.

– Tudo bem. Eu te pago uma casquinha.

– Uma casquinha? Nada disso. Você vai me pagar um milk-shake. Ou então podemos ir naquele podrão da esquina de novo. – Comento, me lembrando da última vez que fomos e do hambúrguer que pedi, sentindo meu estômago roncar de fome. – Ótimo. Agora estou com fome.

– Lá na lanchonete você come algo. – Ele diz e se levanta. – Não demore. Por favor. – Ele pede e sai do quarto. Pego a roupa que eu havia separado e saio também do quarto, seguindo para o banheiro. Tomo um banho rápido, me visto e volto para o quarto para pentear os cabelos e passar apenas um batom claro, só para não ficar sem maquiagem.

Encontro com Hoseok minutos depois sentado no banquinho de frente para a bancada da cozinha com dois copos de Nescau a sua frente. Paro próximo a ele, falando para irmos logo e ele me estende um copo.

– Só para você não ir de estômago vazio. – Ele diz e pego o copo, bebendo o chocolate logo e colocando os copos dentro da pia assim que ele também acaba.

~ x ~

Nós entramos na lanchonete e na mesma hora eu senti pena dos meus outros colegas de trabalho. O lugar estava movimentado e talvez isso se devesse ao fato de ser feriado. Mas, por sorte, hoje o lugar fecharia mais cedo por causa disso, então o movimento teria que ser suportado por eles só por enquanto.

– Você veio. – Jungkook comentou, alegre, se aproximando de mim e me abraçando, enquanto eu tentava inutilmente me desvencilhar de seu abraço, o problema é que ele era maior que eu e me apertava forte contra si, como se não quisesse que eu o soltasse.

Em partes, eu acreditava naquilo. Nosso namoro durou anos e durante todo esse tempo nós éramos muito cúmplices um do outro. Talvez pelo fato de que tudo começou com uma amizade e foi evoluindo para um romance aos poucos graças às aulas de canto que fizemos juntos. Mas, como tudo que é bom uma hora acaba, depois de anos nosso relacionamento chegou ao fim quando eu o vi aos beijos com outra garota na escada do prédio onde ele morava. Ela sempre era abandonada, já que todos costumavam usar o elevador que era mais prático, mas naquele dia em especial que resolvi visita-lo de última hora para contar sobre meu novo emprego, o elevador estava quebrado e tive que ir pela escada, encontrando-o nos degraus do segundo andar, com as mãos na cintura garota, enquanto ela passava as mãos pelo cabelo dele exatamente como eu fazia.

Eu sofri muito quando vi aquela cena, gritando para ele que acabou, recebendo um olhar apavorado em resposta. Eu saí descendo os degraus correndo e ele me seguiu, disposto a falar comigo, mas era tarde. Eu não queria escuta-lo, então corri para a rua em direção ao ponto de ônibus e peguei o primeiro que apareceu, descendo em um ponto um pouco mais a frente e fazendo o caminho para casa a pé. Afinal, eu entrei em qualquer ônibus para fazê-lo pensar que eu ia para um lugar onde ele não poderia me encontrar e não para ir realmente para qualquer lugar. Eu só queria engana-lo para ficar sozinha sem o risco de ele vir atrás de mim e no fim, deu certo. Passei o resto do dia chorando, sozinha no meu quarto e dois dias depois voltei a encontra-lo, terminando tudo de uma vez.

Ele tentou se explicar e me ter de volta durante o resto do mês. Foi difícil fugir dele, porque ele insistia em aparecer dizendo que terminar era uma péssima ideia, mas eu tentava. Eu fugia dele e no fim do mês, ele aceitou isso. Mas, de uns tempos para cá, desde que ele começou a trabalhar também na lanchonete, ele vem tentando me reconquistar, além de estar sendo carinhoso comigo. Mas, eu perdi a confiança nele e não consigo tê-la de volta.

– É. Eu vim. – Respondo, quando ele finalmente me solta. – Agora podem me dizer o que tem de tão importante para eu vir? – Pergunto, sem tentar disfarçar a minha falta de animação em estar ali.

– Agora é com você. – Hoseok diz, indo pegar o bloquinho para atender os clientes.

– Vem comigo. – Jungkook pede, segurando em minha mão e me levando para uma mesa onde estava sentado um homem com uma câmera na mão, observando algumas fotos. – Tae? – Jungkook o chama, fazendo o homem levantar a cabeça. Ele tinha cabelos castanhos num tom médio, seus olhos pareciam ser pretos de tão escuros e sua pele era bronzeada. Ele estava vestindo uma camisa preta, calça jeans e All Star. – Sabrina, esse é Kim Taehyung, um amigo. – Jungkook diz, nos apresentando. – Tae, essa é a Sabrina de quem te falei.

– Oh sim. – O homem diz, se levantando para me cumprimentar e o cumprimento, encarando Jungkook, confusa.

– Taehyung é fotografo. – Jungkook explica. – E ele tem uma proposta para você.

– Proposta? – Pergunto, ainda confusa.

– Sim. Uma proposta. – O tal Taehyung afirma, fazendo sinal para que eu sente na cadeira de frente para ele e assim o faço, esperando que ele continue.

– Vou trazer seu preferido para você. – Jungkook diz para mim e só então noto que Taehyung já está fez seu pedido antes mesmo de eu chegar. Eu assinto e ele sai, na mesma hora em que seu amigo começa a falar.

– A proposta é o seguinte. – Ele começa e o observo, escutando tudo atentamente.

 

Seokjin P.O.V

Eu estava sentado novamente de frente para Namjoon na lanchonete que fomos ontem para comer antes de voltarmos para casa, já que ainda não tínhamos muitas opções de coisas para se preparar no apartamento, porque iríamos às compras hoje. Ele estava com seu caderno de anotações em cima da mesa enquanto bebia um pouco de café, lendo as anotações que fez ao decorrer do dia em nosso passeio por um shopping que ficava algumas ruas depois do nosso apartamento.

Eu podia não estar vendo o que estava escrito ali, mas tinha quase certeza de que Namjoon havia suavizado tudo o que vimos pelo shopping. Até porque, ele nunca escreveria em suas anotações que havia poucas lojas que realmente lhe interessavam, que havia diversos jovens dos colégios fazendo bagunça pelo lugar, que a praça de alimentação era uma gritaria só e isso muitas vezes incomodava, que uma funcionária havia sem querer deixado um prato cair, quebrando-o e alguns jovens riram, zombando da mulher por um erro e principalmente, que ele estava se sentindo estranho por perceber os olhares de algumas pessoas em nossa direção, estranhando o fato de um asiático estar ali ou até mesmo fascinados por isso.

Abro a boca para falar algo quando ele levanta a cabeça, observando a vista do lado de fora e logo olhando para a porta do local rapidamente, como se visse alguém de que era fã chegar e quisesse ficar de olho em todos os detalhes da pessoa.

– Seokjin, é aquela garota de ontem? – Ele pergunta e sigo seu olhar para a garota sendo abraçada pelo mesmo garoto que nos atendeu quando chegamos.

– Ela mesma. – Respondo, novamente desconfiado. Desde ontem Namjoon parecia estar tendo um interesse nessa garota que me deixava intrigado. Ele nem a conhecia direito e também não sabia seu nome. A única coisa que sabia é que ela trabalhava aqui, não falava nosso idioma e tinha um garoto que queria conquista-la que estava ameaçando estragar sua amizade com outro funcionário contando um segredo. Então, porque tanto interesse repentino?

Pensei em pergunta-lo novamente, torcendo para que dessa vez ele me respondesse, quando escutei meu telefone tocar, me fazendo levantar e pedir licença a Namjoon, esperando sair da lanchonete para tira-lo do bolso e atender, já imaginando quem era.

– Alô?

“Já começou a busca?”

– Ainda não.

“Seokjin, você foi aí para isso.”

– E é isso que farei.

“Quando? Hoje é seu segundo dia e ainda nada. E eu sei muito bem que horas são aí. As buscas já deveriam ter começado.”

– Olha, não é tão fácil encontrar alguém com esse nome no Brasil, ok? Ele não é comum.

“Justamente por isso deveria ser mais fácil. As listas diminuem.”

– E as chances de alguém conhecê-la com esse nome também.

“Faça o que for preciso então, mas a ache, por favor.”

– Não se preocupe Jimin. Eu vou encontrar sua Gipsy. Isso ou eu não me chamo Kim Seokjin.


Notas Finais


♥ Gipsy (spin-off escrito pela ~anneirwin): https://spiritfanfics.com/historia/gipsy-8745261


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