História Arco do tempo - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Bickslow, Charlie, Droy, Elfman Strauss, Erza Scarlet, Evergreen, Freed Justine, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Happy, Jellal Fernandes, Jet, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Mirajane Strauss, Nashi Dragneel, Natsu Dragneel, Pantherlily, Ultear Milkovich, Wendy Marvell, Zeref
Tags Gale, Gruvia, Jerza, Miraxus, Nalu, Stingyu
Exibições 281
Palavras 6.125
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Finalmente te encontrei


Fanfic / Fanfiction Arco do tempo - Capítulo 17 - Finalmente te encontrei

Durante o restante do tempo que passou entre os membros da Lamia Scale, Juvia não sentiu a presença do famigerado fantasma. Em contato com os demais, todos disseram ter presenciado coisas estranhas também, mas nada tão assustador ou preocupante. Portanto, a azulada resolveu relaxar. Se fosse alguém como Mavis, então, não teria problema, provavelmente estava apenas se divertindo.

Neste momento, estava ao lado de Chelia aperfeiçoando os dotes culinários. Os erros gastronômicos tinham diminuído bastante desde que resolveu ajudar na cozinha do refeitório. Entretida nos afazeres, nem percebeu que a rosada a olhava com uma expressão curiosa, somente quando a amiga a encarou descaradamente foi que parou de murmurar um cântico para entender o que se passava.

Chelia: Não sabia que cantava – Disse antes que Juvia lhe perguntasse o que havia com ela.

Juvia: Ah, isso – Compreendeu finalmente o motivo do espanto da colega e riu – Quando Juvia está fazendo alguma coisa, Juvia canta para passar o tempo e tornar os afazeres mais prazerosos.

Chelia: Sim, eu entendo – Continuava olhando-a com uma feição de encanto e de quem tinha acabo de ter uma ideia – Você canta muito bem.

Juvia: Juvia fica agradecida – Corou um pouco com o elogio.

Chelia: Por que não canta no festival? – Perguntou com os olhos brilhando.

Juvia: Juvia nunca cantou em público – Gaguejou um tanto nervosa com a ideia de aparecer perante uma plateia – Normalmente quem gosta de se apresentar dessa forma na guilda é a Mira e o Gajeel. Juvia nunca pensou nisso.

Chelia: Por que não tenta? – Insistiu – Depois do desfile, os meninos vão animar a festa tocando numa banda, você poderia se apresentar com eles.

Juvia: Não Chelia, Juvia ficaria envergonhada – Ruborizou.

Chelia: Pensa só, seria tão divertido, não acha?

Juvia: Divertido? – Lembrou-se da promessa à Nashi.

Chelia: Sim, imagina você animando todo mundo com sua bela voz. Tenho certeza que ficaria muito mais feliz ao ver todos alegres. O mundo precisa descobrir que você canta bem.

Juvia: J-Juvia acha que poderia ser divertido também – Sorriu minimamente.

Depois dos afazeres na cozinha, ambas foram para o lugar de ensaio dos meninos e os encontraram afinando os instrumentos. Era uma banda de três pessoa: Yuka Suzuki na bateria; Toby Horhorta no baixo e; Lyon Vastia na voz e guitarra. Assim que elas entraram, eles pararam o que estavam fazendo e as encararam curiosos. Lyon deixou a guitarra de lado e caminhou até elas, Juvia estava visivelmente encabulada.

Lyon: Juvia, meu amor, a que devo a honra? – Disse pegando a mão dela para um beijo.

Juvia: Bem... – Pronunciou-se puxando a mão de volta – É...

Chelia: Sabiam que a Juvia também canta? – Intercedeu – Ela tem uma bela voz, por que não colocam ela na banda?

Juvia: Pensando bem Chelia, acho que não quero fazer isso – Disse empurrando a amiga para fora do salão de ensaio.

Chelia: Nem pensar – Estacou no caminho e agarrou o braço da azulada para arrasta-la até o microfone.

Lyon: Você canta? – Sorriu de orelha a orelha – Vamos fazer um teste então!

Juvia: J-Juvia está nervosa – Encolheu-se atrás do pedestal.

Chelia: Não se preocupe, é só cantar como estava cantando antes.

Escolheram a música para a audição, era um rock animado e dançante. “A música perfeita para o festival”, Lyon pensou. “Ela canta bem”, maravilhou-se. Juvia inicialmente começou tímida, mas sua voz foi crescendo à medida que o semblante de Chelia se transformava em expressões de alegria e diversão. Viu a azulada o olhando como se esperasse alguma resposta e ela o recebeu. O mago acenou com a cabeça satisfeito e animado. Os demais também pareciam aprovar e Juvia sentiu seu peito inflar de felicidade. Quando a música acabou todos ficaram extasiados. Chelia parou de pular e gritar conforme o som da música e deixou-se cair da cadeira para descansar.

Lyon: Isso foi incrível!

Yuka: Ter uma voz feminina na banda será melhor ainda.

Toby: Eu concordo, vamos ser os melhores – Disse animado em voz alta.

Juvia: Obrigada pessoal – Agradeceu ruborizada.

Chelia: Eu sabia que você conseguiria, mal posso esperar para ver vocês no palco no dia do festival.

Assim, passaram a tarde toda ensaiando. Juvia estava exausta e precisava de um banho. Ficou imaginando o que o pessoal da Fairy Tail estaria fazendo e o que eles achariam dela cantando. Desejou que pudessem vir ao festival. Após o banho refrescante, caminhou rumo ao dormitório e, então, aquela sensação desconfortável a atingiu novamente.

Estava no mesmo corredor da última vez, parou encarando o nada e ouvindo a voz sussurrando: “rival no amor, rival no amor”. Juvia apertou os olhos e tentou focalizar a fonte, mas não encontrou nada. Aquela sensação de arrepio correu espinha acima novamente e decidiu se defender. Ficou em posição de ataque e varreu o corredor com uma onda de água. Foi o suficiente para ouvir um gritinho mínimo e uma mulher aparecer caída no chão, encharcada.

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É incrível como o tempo parece parar quando se tem pressa em determinados assuntos. Quanto mais rápido se pretende fazer algo, mais ele retarda. Gray estava inquieto. Mira parecia estar com problemas mecânicos na cozinha e a liberação de sua missão estava dependendo da agilidade dela.

Ansioso, queria logo sair de lá, pois estava concentrado em evitar dar justificativas desnecessárias a respeito do porquê havia pego aquele tipo de missão. Se alguém o visse, certamente o interrogaria e, mesmo no fundo, Gray também se perguntava a mesma coisa.

Felizmente, os dois novatos barulhentos subiram com o mestre e não teria a pequena rosada o atormentando com a sua língua afiada. Cana também parecia ter sumido, o que era um grande alivio do ponto de vista da discrição. Natsu e Lucy estavam entretidos um com o outro e o restante da guilda estavam ocupados demais para prestar atenção.

Mirajane: Aqui está, Gray – Entregou-lhe a autorização devidamente registrada – Desculpe a demora.

Gray: Sem problemas, Mira – Enrolou o papel da missão em forma de cone e disparou para saída, mas parou bruscamente no segundo passo ao lembrar de algo. Olhou sobre o ombro e falou para a amiga – Será que poderia não comentar que sai nessa missão?

Mirajane: Hm, o que está escondendo, Gray? – Perguntou com um tom provocativo na voz. O mago bufou impaciente e ela riu – Tudo bem, tudo bem. Vai tranquilo.

O rapaz assentiu e virou-se para sair, porém, deu de cara com Cana descendo as escadas. O impacto fez com que se desequilibrassem e caíssem, arrancando risadas de Mira e daqueles que estavam por perto. O folheto da missão voou para o lado da garota, que o pegou sem muita atenção e o abriu.

Gray: Devolve isso – Intercedeu a intromissão alheia, arrancando das mãos de Cana seu próximo destino. Mas, ao fazê-lo, percebeu que a amiga nem notou sua atitude, o que era muito estranho vindo da pessoa mais curiosa que conhecia.

Cana: Ah, Gray! Olha por onde anda – Falou brava.

Gray: Eu? – Franziu o cenho – Era você quem estava descendo as escadas toda distraída.

Ambos se levantaram e trocaram farpas de culpa, mas logo o desentendimento se transformou em uma briga generalizada e amistosa, na qual cadeiras e mesas voam e a guilda se torna uma grande confusão. Gray aproveitou o momento de distração para se distanciar e, enfim, seguir viagem.

Peace Village. Um vilarejo agrícola, especializado em vinícolas, que se localizava ao redor do Rio Elwynn; apenas um dia de caminhada até a cidade de Margareth, onde estava a sede da Lamia Scale. O moreno se dirigia neste momento à cidade da missão, cumpriria primeiro seu trabalho e, em seguida, partiria para confrontar Lyon.

Não havia estação de trem até o vilarejo em questão, então optou por utilizar a estação até Hargeon e o restante do caminho iria de carruagem. Assim que chegou, não se surpreendeu, o lugar era exatamente como havia imaginado: comunidade pacifica e calma; o sistema de irrigação, devido às inúmeras fazendas, era de grande ponta; típica vida no campo.

Seu contratante o esperava entre uma das fazendas que avistara. O sol brilhava no alto céu e pelo calor que fazia, analisando a direção do vento, supunha que em algum lugar ao norte dali devia estar chovendo bem forte. Passou por algumas vinícolas e chegou a um arrozal. Era o lugar. Havia alguém parado a porta da pequena casa de alvenaria.

Gray: O senhor é Magni? – Perguntou alto ao se aproximar.

Um senhor corpulento e de baixa estatura virou-se para o mago. Ele tinha uma longa barba trançada em tonalidade ruivo cobre. Um nariz protuberante e largo, bem como uma face rudemente corada. Carregava uma garrafa de bolso. Apenas de notar seu estado, Gray deduziu que aquele recipiente portava algum tipo de bebida alcoólica.

Magni: Magni Barbabronze, hic – Sorriu exibindo dentes nada saudáveis – Você deve ser.… hic... o jovem mago que vai me ajudar, certo? Hic.

“Ótimo, ele realmente está bêbado”, pensou com desgosto.

Gray: Isso mesmo, sou Gray da Fairy Tail. É uma missão de capinagem? – Olhou em volta para a plantação de arroz que tinha em seu campo de visão. Não era grande, na verdade, em meio dia poderia resolver tudo e se perguntou porque contratar alguém para isso.

Magni: Ah, isso mesmo. Hic. Daqui a quatro dias será o Festival na cidade de Margareth e.... hic... tenho várias encomendar para entregar. Hic. Será uma grande festa, por isso... hic... a demanda aqui aumentou. Não vou conseguir entregar sozinho se não tiver ajuda... hic. – O senhor olhou para o mago, que estava com uma expressão estranha no rosto, imaginou que poderia estar com sede e estendeu sua garrafa – Saquê?

Gray: Não, obrigado – Encarou a garrafa com repulsa e se voltou novamente aos pensamentos.

“Um festival em Margareth? Claro, é a comemoração anual da colheita. Provavelmente a Lamia Scale vai participar das atividades, será o momento ideal”, sorriu satisfeito. Porém, olhou novamente para o campo e suspirou. Onde, naquele lugar, tinha trabalho intenso para fazer? Aquilo não passava de uma pequena horta.

Magni: Bom... hic... se não está com sede, vamos... hic... começar – Entrou dentro da casa, que por suposto seria um tipo de depósito, e saiu de lá carregando algumas ferramentas. Entregou uma delas à Gray e seguiu para trás da pequena casa, desaparecendo de sua vista. O mago esperou seu retorno, mas nada aconteceu, até que Magni voltou com uma expressão zangada – Vem logo garoto... hic... vai ficar aí parado?

 Gray finalmente o seguiu e quando chegou ao outro lado, queria não ter o feito. Uma vasta plantação se estendia por quilômetros e se perdia de vista no horizonte brilhante. Ficou chocado. Aquilo não levaria apenas meio dia, levaria dias literalmente, talvez semanas.

Gray: Achei que você se referia à plantação na frente da casa – Falou com os olhos arregalados.

Magni: Ah, aquilo? Hic... aquilo... hic... é minha própria plantação, para a família e amigos... hic.... Isso – Apontou satisfeito para a paisagem – É para o comércio... hic.

Gray: Tudo isso é para o festival? Daqui a quatro dias?

Magni: Aham – Disse entre um gole e outro de saquê.

Gray: Ah... legal – Reagiu sem um pingo de emoção.

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Ele entendeu que deveriam buscar por qualquer coisa que parecesse preencher as lacunas, mas depois de horas procurando ao redor, não encontraram nada. Gajeel estava aborrecido, Zakum impaciente e Lily tendo uma infindável crise de espirros. O gato lembrou-se da antessala que havia encontrado antes de entrarem na passagem e suspeitou que talvez o lugar escondesse algo do tipo.

Lily: Eu já volto – Anunciou brindando Gajeel com um espirro direto no rosto.

Gajeel: Se fizer isso de novo eu arranco suas asas – Avisou limpando-se com uma parte da sua roupa.

Lily: Desculpe – Disse ao se afastar, voando de volta ao local de entrada.

Enquanto isso, Levy terminava de traduzir a última palavra das inscrições. Era como tinha suspeitado, haviam dois alfabetos, duas línguas distintas. Uma em Fendessol e a outra em Naarus. Pelas frases descritas dentro do círculo, aquilo mais parecia o segredo de uma chave. Os números existentes na parte de baixo também indicavam isso. A maga suspirou.

Levy: Precisamos mesmo desses objetos para as lacunas.

Zakum: Traduziu? – Perguntou em tom urgente, recebendo da maga um olhar de reprovação.

Levy: Sim, mas isso não ajuda muito sem as ferramentas certas.

Zakum: E então?

Levy: E então que precisamos achar o que estamos procurando – Rolou os olhos diante da óbvia conclusão.

Zakum: Não! Quero saber o que está escrito.

Levy: Bem – Falou cansada – Veja aqui – Apontou para os entalhes no pedestal e leu conforme seguia a tradução.

 

ਕਾਰਕ ਦੇ ਕ੍ਰਮ ਦਾ ਨਤੀਜਾ ਨੂੰ ਪ੍ਰਭਾਵਿਤ ਨਹੀ ਹੈ ਵਿੱਚ

(Na ordem dos fatores não interfere o resultado)

ਪਰ ਉਸ ਦੇ ਸੰਤੁਲਨ ਮੌਜੂਦਗੀ 'ਤੇ ਨਿਰਭਰ ਕਰਦਾ ਹੈ

(Mas de seu equilíbrio depende a existência)

45 ਵਾਰ ਦੇ ਲਈ ਆਪਣੇ ਇੱਛਾ ਟੈਸਟ ਕੀਤਾ ਜਾਵੇਗਾ.

(Por 45 vezes os desejos serão testados)

ਕੋਈ ਗੱਲ ਕਿਸ ਹਾਰਡ ਉਹ ਦਿੱਖ ਵੱਧਣ ਦੀ ਕੋਸ਼ਿਸ਼ ਕਰੋ

(Não importa o quanto tentem forjar aparência)

ਸਮਮਿਤੀ ਨੂੰ ਕੁਝ ਕਰਨ ਦੀ ਲੋੜ ਹੈ

(Simetria será algo requisitado)

 

Zakum: O que isso quer dizer?          

Levy: Não tenho completa certeza, mas acredito que seja o código de abertura de alguma coisa. Aqui – Indicou as inscrições da parte inferior – Estão alguns números e, ao que parece, seus significados.

 

1 ਨੂੰ ਉਦਾਸੀ             -          1 para tristeza

2 ਨੂੰ ਖ਼ੁਸ਼ੀ ਲਈ          -          2 para alegria

3 ਨੂੰ ਵਿਆਹ ਲਈ      -           3 para casamento ou união

4 ਨੂੰ ਮੌਤ ਦੀ              -          4 para morte

5 ਨੂੰ ਸਡ਼ਨ               -          5 para decadência

6 ਨੂੰ ਖੁਸ਼ਹਾਲੀ ਲਈ    -           6 para prosperidade

7 ਨੂੰ ਵੰਡ ਲਈ           -           7 para divisão

8 ਨੂੰ ਫਿਰਦੌਸ            -           8 para paraíso

9 ਨੂੰ ਨਰਕ               -           9 para inferno

0 ਨੂੰ ਜ਼ਿੰਦਗੀ ਲਈ     -          0 para vida

 

Enquanto isso, Lily se encaminha para a outra antessala. Assim que saiu da caverna sentiu uma gota escorrer por seu ombro, olhou para cima e viu pesadas nuvens de chuva, quase tão escuras quanto seu pelo. Apressou-se e entrou a câmara que havia encontrado e começou a vasculhar tudo. Acionou novamente o candelabro e a tumba moveu-se novamente.

Entrou na passagem com cuidado, não tinha nada para iluminar o caminho e muito menos a Levy para usar uma magia de fogo. Então, decidiu seguir em frente flutuando para evitar possíveis armadilhas. Demorou um certo tempo para que chegasse a um lugar com iluminação e quando chegou ficou decepcionado.

Gajeel: Onde você estava? – Ralhou irritado.

Lily: Nenhum lugar, aparentemente – Respondeu em auto ironia. O gato bufou diante da descoberta inútil: aquele caminho era só um atalho. Se o tivessem pego, provavelmente, poderiam ter escapado das armadilhas e da travessia na ponte.

Encontrou Levy debruçada sobre o pedestal com o já conhecido semblante de quem processava alguma informação. Sua crise de alergia estava neutralizada por respirar um pouco de ar fresco, então, aproximou-se dela para tentar ajudar. Sentou-se perto sobre o pedestal enquanto a azulada lhe explicava o que havia descoberto. Sem perceber, ao balançar a cauda de um lado para o outro, acabou esbarrando em alguma coisa na haste do pedestal que fez uma placa se desprender.

Levy: O que você fez? – Perguntou chocada.

Lily: Não sei, minha cauda simplesmente encostou em alguma coisa.

Levy se abaixou para olhar melhor a haste do pedestal e, onde havia os ornamentos druídicos, tinha um pequeno pino. Lily deve ter o acionado sem querer, era tão pequeno que nem notou. A placa desprendida debaixo da superfície do pedestal, na verdade, tratava-se de uma mini gaveta. Dentro dela haviam pequenas pedras da lua, em formatos hexagonais, com um número entalhado em cada uma. Números de zero a nove, observou com um sorriso.

Levy: Achamos! – Gritou feliz, coletando as pedras e espalhando-as ao lado das inscrições – Valeu Lily!

Gajeel: Ele desaparece e depois é agradecido – Murmurou bufando, enquanto se limpava após sair de um canto cheio de teias de aranha.

Zakum: E então? – Questionou com expectativa – Agora pode destravar isso?

Levy: Sim – Maneou a cabeça sorrindo – Agora podemos ir em frente – Então franziu o cenho e se concentrou – Isso certamente é para preencher as lacunas, mas não podemos colocar aleatoriamente. Há uma ordem certa.

Lily: E qual seria? – Coçou a cabeça

Levy: Bom, de acordo com o que está escrito “na ordem dos fatores não interfere o resultado” isso é um dos princípios matemáticos. Acredito que há alguma fórmula por trás desses números, mas que a disposição não realmente não altera o resultado. Porém, devem ter um equilíbrio.

Gajeel: Isso é confuso.

Levy: Sim, realmente é. Cada número tem um significado: tristeza, alegria, união, etc. Posso pensar que tal equilíbrio se refira a esses significados, então, seria preciso posicioná-lo de forma que tenha uma validade lógica entre eles. Isso faria sentido se pensar na segunda frase: “mas de seu equilíbrio depende a existência”.

Zakum: Então o que ele quer dizer com “por 45 vezes os desejos serão testados”?

Levy: Eu realmente não sei. – Encostou um dedo no queixo, pensativa – “Não importa o quanto tentem forjar aparência. Simetria será algo requisitado”. Isso mais uma vez reforça a ideia de equilíbrio. Talvez a questão matemática esteja em segundo plano.

Gajeel: Então, como vamos achar o lugar certo para cada uma?

Levy: Talvez o outro alfabeto nos de as dicas. Tenho uma certa ideia de alguns, por exemplo – Apontou para segunda lacuna do lado esquerdo superior, onde a letra η estava escrita – Eu sei que Eta (η) é uma letra do alfabeto Fendessol que também serve para substituir o número 8 – Seguiu com o dedo a linha reta que cortava o círculo até a lacuna oposta, onde a letra θ estava marcada – Enquanto Teta (θ), pode representar o número 9.

Zakum: Mas o que isso tem a ver com equilíbrio?

Levy: Se formos ver os significados vai fazer sentido. Aqui ele diz: 8 para paraíso; 9 para inferno. Há um liame lógico entre um e outro que indica certa simetria.

Lily: Entendi. Realmente, faz sentido.

As peças mencionadas foram depositadas sobre as lacunas indicadas por (η) e (θ). Imediatamente, as pedras oito e nove emitiram uma luz branca brilhante. A linha que as ligava também assumiu a mesma luminescência e Levy confirmou que estava no caminho correto.

Zakum: Deu certo? Isso significa que deu certo?

Lily: Sim, agora precisamos acertar o restante. Infelizmente, apenas Levy entende a estrutura do alfabeto Fendessol.

Gajeel: Foi mal, baixinha. Também queria te ajudar nessa – Deu de ombros.

Levy: Tudo bem – Falou sem dar muita importância, pois estava focada – Sigma (ς) é um símbolo que significa soma; das opções que temos apenas união e prosperidade poderiam se adequar a isso. Portanto, seriam os números três ou seis.

Zakum pegou a pedra cujo número três estava marcado e depositou sobre a lacuna de (ς). Logo, toda a luz emanada pelas demais peças já posicionadas se apagaram e se soltaram. O pedestal soltou uma lasca de suas bordas, deixando visível o pequeno número 45 inscrito ali. A suspeita de Levy se confirmou.

Levy: Temos mais 44 tentativas, acredito que depois disso não poderemos tentar mais – Explicou reposicionando as pedras iniciais para emitir novamente o brilho que indicava o caminho correto – Se a pedra três não é, logo, só cabe a pedra seis – A nova luz confirmou a resposta.

Lily: Seria mais fácil analisar o equilíbrio antes de colocar a peça em alguma lacuna, não é? – Comentou preocupado.

Levy: Realmente – Suspirou – Levando em consideração o equilíbrio, as próximas opção seriam decadência ou divisão. Porém, Epsilon (ε) é uma letra que costuma designar quantidades que tendem para zero continuamente. Ou seja, um declínio.

Gajeel: Hm – Pegou a peça com marcação de número cinco e preencheu a lacuna – Decadência – Outro brilho jorrou em seus olhos.

Levy: As próximas letras são Alfa (α) e Ômega (ω), que podem significar, respectivamente, início e fim. Nesse caso, essa marcação no meio – Indicou a inscrição π dentro do retângulo – Não se trata de um número, mas sim de uma outra letra: Pi (π), poeticamente, em uma circunferência refere-se ao ciclo da vida. Logo, as peças 0 para ‘vida’ e 4 para ‘morte’ seriam as mais adequadas.

Várias jogadas depois, estavam na trigésima segunda tentativa. Mais algumas e não haveria mais o que fazer. O clima abafado não ajuda e podiam sentir a caverna rugir com os ecos dos trovões que vinham de fora. Parecia que a qualquer hora aquele lugar desmoronaria.

Zakum: Não podemos ir mais rápido?

Lily: Se formos mais rápido, sem nos concentrar direito, vamos acabar errando tudo.

Levy: Não entendo. Esses são os únicos que restaram, mas parecerem não fazer oposição ao outro como os demais.

Gajeel: Verdade. E esses aí nem tem linhas os ligando – Falou com descaso.

Levy: O quê? – Surpreendeu-se com a própria falta de atenção – É isso! “Na ordem dos fatores não interfere o resultado”, nem todas as peças precisam estar em lados opostos, apenas naquelas cujas linhas de diâmetro estejam ligadas.

Gajeel: Ajudei? – Arqueou uma sobrancelha.

Levy: Pode-se dizer que sim – Riu minimamente – Sendo assim, Lambda (λ), que normalmente é utilizada para medir variações ou ondulações, seria representada pelas peças de alegria e tristeza, pois não há nada volúvel do que as emoções humanas. E, Gama (γ), não tenho completa certeza, mas sei que pode substituir o número três em algumas ocasiões.

Rapidamente moveu as pedras restantes para os locais indicados e a forte luz branca tornou-se ainda mais intensa. Houve um breve ruído de algo sendo destravado e a parte de cima do pedestal – onde estavam as inscrições e lacunas – desprendeu-se, revelando um pequeno fragmento de cor púrpura.

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Ótimo! Atrasados pela chuva, agora aguardavam presos em uma cabana à espera da trégua torrencial. O lugar era abafado e cheirava mofo, talvez pelo tempo de desuso. Estavam encharcados e o interruptor não funcionava, talvez faltasse luz no abrigo, o que não ajudava nem um pouco a situação. Felizmente, a luz do dia gerava claridade suficiente para enxergarem o necessário, do contrário seria bem problemático.

Pingos d’água gotejavam a partir das pontas do cabelo dele e caiam em seus ombros ou escorriam pelo seu rosto. O estado dela provavelmente não deveria estar muito diferente também, era o que supunha. E aquela visão inicial dele a fez vacilar quanto à compostura.

Jellal desprendeu o fecho da pesada capa e a pendurou rente à porta. Os movimentos naturais do corpo dele aliados à sua roupa colada, devido à umidade, acentuavam bastante a curvatura de seus músculos. Era quase hipnótico observa-lo e, sem perceber, era exatamente o que Erza fazia naquele momento. Bíceps, abdômen e peitoral dançavam diante seus olhos.

Ele percebeu que ela o olhava com luxuria e ficou sem graça. Sua inquietação aumentou mais ainda quando também começara a ter pensamentos lascivos. Se ela estava assim somente com a visão que tinha dele, então, ele estava enrascado, pois, olhando para Erza daquela forma, teria que se controlar em dobro.

A sensualidade dela beirava ao pecado. E para ele, macula-la seria mais um deles acrescentado à sua lista. Ela era luz; ele trevas. No entanto, vê-la abraçada a si mesma, fitando-o com desejo através daqueles grandes olhos de avelã, ao mesmo tempo em que mantinha a face corada, quase o fez hesitar em seus princípios.

Erza respirava pesadamente, ele notou. Usava um vestido branco, que colocara justamente para apreciar o piquenique que tanto queria ter. A imagem dela vestida daquele jeito lhe deixava nostálgico. Lembrava-o do dia em que sofreram aquele pequeno acidente na praia e isso o assustava. Seu coração disparou batidas violentas, ainda mais vendo como a água da chuva trabalhara para deixa-la atraente. Engoliu seco, procurando se conter.

Jellal: Vou buscar algo para nos secar – Disse, trazendo-a de volta de sua própria mente.

Erza: Ah, ok. – Falou sem perceber. Foi até o sofá e se sentou, encarando o nada. Ela não podia mais esconder. Era sufocante demais estar perto dele nesses tipos de situação.

Jellal: Não posso acreditar – Voltou reclamando. Ela o olhou especulativa e ele respondeu – Não há nada aqui, acho que levaram tudo da última vez que vieram.

Erza: Ainda podemos usar a lareira – Sugeriu.

Assentindo, ele novamente sumiu para dentro da casa e retornou com algumas madeiras secas. Assim que acenderam o fogo, ambos se sentaram sobre o tapete que havia próximo à lareira e agradeceram internamente pela temperatura acolhedora. Então, Erza soltou um breve espirro, atraindo a atenção de Jellal. Nas condições que estavam não podiam ficar, pois, do contrário, cairiam doentes. E os dois sabiam disso.

Erza: Precisamos dar um jeito nessas roupas molhadas – Comentou corada. Se estivesse na presença de qualquer outra pessoa, seu pudor não atrapalharia, mas ele não era qualquer pessoa. Logo, tomou um gole de coragem.

Jellal: S-sim – Concordou hesitante e arregalou os olhos quando Erza fez menção de começar a tirar o vestido. Virou-se rapidamente para o lado da parede, evidentemente vermelho, concedendo a ela a privacidade necessária.

Assim que ficou confortável, portando apenas uma calcinha preta e um sutiã da mesma cor, Erza sentou-se abraçada às suas pernas, de frente para o fogo. Então, olhou para o azulado que se refugiou mais ao canto.

Erza: É melhor você se livrar dessas roupas também, se ficar afastado do calor pode pegar um resfriado – Tentou parecer racional.

Jellal espiou sob os ombros e a viu enrolada em seu próprio corpo, vestindo apenas lingerie. Suspirou pesadamente em um misto de tensão, desejo e receio. Retirou a regata preta que normalmente vestia com agilidade e, logo, percebeu ela virar o rosto rapidamente. Podia não ser o certo para ele, mas tinha que admitir que era divertido ver suas reações.

Lá fora, a chuva caia sem perdão, ainda podia-se ouvir o som dos trovões. A breve claridade que, às vezes, invadia a cabana anunciava os raios que cortavam os céus. Enquanto do lado de dentro, cada um em seus pensamentos, encaravam seus fantasmas.

Depois de se despir, restando somente a cueca box preta, sentou-se ao lado de Erza e, em seguida, virou-se de costas. A ruiva imitou o gesto e assim permaneceram, em silencio. Aquecendo-se com o calor do fogo, com o contato de suas contas uma contra a outra e com calor de seus sentimentos.

 

♪ ”There's a calm surrender.

To the rush of day.

When the heat of a rolling Wind.

Can be turned away... ♪

 

Erza: Jellal – Quebrou o silencio, ouvindo um murmúrio como resposta. Detestava, mas precisava saber sobre aquele assunto – Como você está?

Jellal: Não sei – Abaixou a cabeça e juntou as mãos. Para ela vir com esse tipo de pergunta, só havia um tema possível – Tento buscar redenção, mas nada vai apagar a morte de Simon – Travou o maxilar, completando – Não entendo como você ainda fica próxima de mim.

A última frase fez a guerreira trincar os dentes e sentir um aperto no coração. Por que fica próxima dele, mesmo após o assassinato de Simon? Porque o amava! Então, irritou-se com as barreiras que ele erguia em torno de seus pecados.

Sem qualquer preocupação com pudor ou constrangimento, virou-se de frente para as costas dele e colocou as mãos em seus ombros, girando-o para força-lo a ficar de frente para ela. Foi uma surpresa, a primeira coisa que ele viu – fora os enormes seios – foram seus olhos determinados e sua expressão de certeza.

“Eu o amo profundamente, pois sei que é uma boa pessoa. Não me importa o que ele tenha feito, não me importa quem o persiga, jamais vou abandoná-lo e estarei sempre ao seu lado, independente das dificuldades”, lembrou-se das palavras da Jaina para o pai e mais do que nunca a entendeu.

 

♪ “...An enchanted moment.

And it sees me through.

It's enough for this restless warrior.

Just to be with you...” ♪

 

Erza: Como poderia deixa-lo distante? Não importa o que fale, ainda é o mesmo Jellal que conheci – Falou com os olhos marejados – Você é um guerreiro que corre riscos para consertar as maldades desse mundo – Moveu as mãos que estavam sob o ombro dele e deslizou-as, de forma acolhedora, para seu rosto – É aquele que se arriscava para me salvar quando éramos crianças e me recuso a pensar em você de outra forma.

Jellal sorriu timidamente, seu coração estava descontrolado. Estavam tão próximos naquele momento. Mal conseguia se concentrar, ou se segurar. Sentia aquelas emoções borbulhando dentro do peito, já nem sabia se eram suas ou de Erza. A marcação da magia de Meredy estava ativa desde que se encontraram. De tempos em tempos seus sentidos se cruzavam. Link Sensorial era uma magia perigosa.

Os mesmos pensamentos passavam pela cabeça dela. Se era a marcação ou não, se era a situação, não importava. Quando se tratava dele, sentia-se fragilizada. Com uma das mãos, Jellal limpou algumas lágrimas que escorreram pelo rosto de sua amada. O gesto aqueceu a alma da fada, principalmente, quando o viu desviar o olhar para seus lábios.

“Está errado, você pode se permitir ser feliz... Não deixe Erza escapar”, pôde ouvir claramente a voz de Nashi em sua mente e aquela parte dele que queria acreditar, tomou posse.

 

♪ “...And can you feel the love tonight?

It is where we are.

It's enough for this wide-eyed wanderer

That we've got this far...” ♪

 

Sem que percebessem, eles se aproximaram ainda mais um do outro. Ela, que também estava fixada nos contornos da boca dele, voltou a olha-lo nos olhos em tempo hábil para vê-los se fechando. Automaticamente, os dela também se fecharam, ao mesmo tempo em que sentia seus lábios se tocarem. Erza percebeu as mãos de Jellal pousar em sua cintura e, em seguida, rodeou o pescoço dele com seus braços e, assim, permaneceram.

Ele abriu um pouco a boca e ela, de bom grado, cedeu a passagem. Os lábios dele entre os lábios dela, em uma dança lenta, quente e carinhosa. Suas línguas se tocando geravam uma fusão indescritível de sensações cálidas. Jellal dominava o beijo como um dedicado comandante, provocando em Erza sensibilidades que não sabia existir. Coisa que, para ele, era igualmente novidade.

Seus corações batiam em um só ritmo, ambos sincronizados e harmônicos. Jellal subiu as mãos pelas costas nuas dela e a apertou contra si, enquanto os dedos de Erza passeavam entre os sedosos cabelos azuis à medida que aprofundavam o beijo. A necessidade de aproximação era enorme e unanime.

Ainda de olhos fechados, separaram-se para tomar ar e ao recuperá-lo, retornaram ao beijo com mais vontade, repetindo todo o processo com ferocidade. Abriram os olhos ao mesmo tempo, afastando seus rostos apenas para decifrarem no outro o que estavam sentindo e o que encontraram foi apenas o desejo puro e reprimido, que gritava para sair.

Erza pendeu um pouco seu corpo para trás e Jellal inclinou o seu para frente. Ambos perdidos no universo de seus olhares. Com uma mão nas costas dela para sustentar seu peso e outra pousada no soalho, iniciaram lentamente a descida até o chão, sem perder o contato do olhar. Ao fundo, a lareira crepitante brilhava como uma testemunha do momento.

 

♪ “...And can you feel the love tonight?

How it's laid to rest?

It's enough to make kings and vagabonds

Believe the very best...” ♪

 

Quando Erza finalmente estava deitada, Jellal estava posicionado entre suas pernas. Assim, ele fechou novamente seus lábios nos dela, calmamente, dando a ela todas as oportunidades para mudar de ideia, mas ela não o fez. Então, sugou eroticamente a língua dela e ela gemeu, incapaz de evitar. Os sentidos da ruiva inflaram e suas mãos passearam pela pele nua dele. Como se tivessem vontade própria, viajaram por seu peitoral até suas costas e seus dedos sentindo a rígida saliência de cada músculo. 

À essa altura, Jellal tinha mandado sua consciência tirar férias. Sua língua percorreu todo o caminho do pescoço de Erza e seus lábios pararam nos ouvidos dela, dando uma fraca mordida antes de sussurrar baixinho com uma voz rouca:

Jellal: Eu quero muito você. Diz que sim – Ondas de calor invadiram o corpo dela, provocando arrepios. Negar seria uma mentira óbvia e ele precisava da certeza dela.

 

♪ ...There's a rhyme and reason

To the wild outdoors.

When the heart of this star-crossed voyager.

Beats in time with yours... ♪

 

Erza: S-sim... – Mal tinha terminado de falar e a beijou novamente, levando-a até o largo sofá. O estofado cedeu ao peso deles quando se acomodaram.

Com um movimento, ele soltou o sutiã dela e o jogou em algum canto, enquanto suas mãos acariciavam seus seios. Em seguida, incapaz de se controlar, abaixou a boca até um deles e o sugou fortemente, fazendo a mesma coisa com o outro. Um aperto de puro prazer irrompeu dela, involuntariamente, arqueou as costas com os olhos fechados e segurou firme aqueles cabelos azuis, aproveitando a sensação de ser saboreada por ele. 

Jellal percorreu sua mão pelo corpo esbelto dela até chegar ao pano que a cobria. O atrito do algodão e dos dedos dele fez saltar suas terminações nervosas. Um gemido de espanto e de prazer lhe escapou quando ele subitamente tirou sua calcinha e se afastou para contempla-la. Então, voltou a beija-la com tamanha vontade que deixou suas cabeças girando.

Erza o sentiu deixando sua boca para chegar aos seus seios, deslizando de um para o outro, enquanto sua mão procurava a região central. Aqueles dedos a acariciaram conscientemente, como se ela tivesse lhe contado seus segredos, então, mordeu o lábio inferior para abafar os gemidos. Quando o polegar dele circulou o clitóris e um longo dedo deslizou para dentro, estremeceu com uma necessidade irreprimível.

Um ruído de protesto escapou de Erza quando ele parou. Ele retirara sua mão de onde estava e sua boca deixou seus seios, mas levou-a para baixo, passando por seu umbigo. Erza estranhou, porém, ao primeiro toque da língua dele, sua mente literalmente ficou vazia. Um longa e lenta lambida tomou conta dela, fazendo sua pele arder. Gemidos que não reconhecia como seu irromperam dela em volume crescente, ao mesmo tempo em que ele procurava a macia carne cor-de-rosa com golpes molhados. Erza se contorceu embaixo dele e fragmentos de euforia explodiram através do seu cerne.

Jellal deslizou de volta para cima, encontrando seu rosto extremamente corado e ofegante. Sem resistir à expressão que ela ostentava, beijou-a com paixão. A partir disso, a ruiva descobriu um novo sabor, provocativamente estimulante. Então seu corpo retesou ao percebe-lo retirando a cueca. Sentiu a rigidez dele perto de sua entrada e estremeceu. Seu coração batia forte com o nervosismo, mas ela era Titânia e havia apenas uma resposta:

Erza: Agora!

A sensação da carne dura sendo introduzida lentamente provocou em ambos tremores internos e arrancou de Jellal os suspiros até então guardados. Ele foi mais fundo, e a sensação de completo preenchimento espalhou-se sobre ela. Era íntimo de uma forma que nunca havia experimentado. Erza, apesar da ardência pelo rompimento, resolveu ignorar aquela parte dolorida e se entregar completamente.

Jellal: Tudo bem? – Perguntou receoso, mas relaxou ao vê-la assentir com uma expressão de desafio, fazendo-o esboçar um sorriso de canto.

Ele se movimentou dentro dela, inicialmente, com comandos calmos para que se acostumasse. Quando ela passara as mãos pelos seus braços musculosos, subindo até suas costas para cravas as unhas e deixar sua marca, Jellal urrou de prazer. E, então, puxou quase todo seu membro para fora e de volta para dentro em um único e forte movimento, o qual arrancou gemidos de ambos.

Erza: Mais... – Foi um pedido de pura exigência, que a parte racional dela não acreditara que havia verbalizado. Ele riu e, quase rosnando, aumentou a velocidade.

Jellal conseguiu puxa-la mais para perto, como se isso de alguma forma ainda fosse possível. Ela se esfregou contra ele para acompanhar os movimentos e rapidamente seguiu o ritmo. Cada novo impulso se tornou mais intenso e mais violento, as unhas dela ainda deixavam vergões em suas costas e foi ao sentir os dentes da ruiva em seus ombros que ele perdeu o controle.

Tudo parecia girar e perder a forma, com exceção deles. Logo, aquela sensação de aperto interior voltou dentro de Erza e se tornou cada vez mais forte, até seu corpo queimar e explodir com um grito de prazer. Jellal esboçou um sorriso de triunfo e continuou as estocadas mantendo o mesmo ritmo e intensidade, até ele mesmo urrar, torcendo o rosto de euforia. Erza nunca imaginara que o ver com aquela expressão lhe promoveria tamanha satisfação.

Por um momento, ambos se sentiam desconectados e sensíveis com seus corpos. Jellal caiu sob ela e logo mudou de posição para deitar ao seu lado. Não disseram nada, não pensaram em nada, apenas fecharam os olhos e colaram suas testas em momentâneo agradecimento.

O som trovejante da tempestade e o barulho das gotas de chuva que batiam no telhado da cabana compunham a trilha sonora daquele momento. Tanto tempo, tantas situações. E, finalmente, o amor chegou bem nesse lugar para os dois, cansados de esperar para se encontrar.

 

“...It's enough to make kings and vagabonds

Believe the very best”

 


Notas Finais


Hey.. Então, o que acharam? =x

Para quem quer saber a música que toca na hora Jerza, vou deixar aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=BBq8pqj9Z4Y


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