História Arco e Flecha - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Taekook, Vkook
Exibições 55
Palavras 2.116
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Piii, fico muito agradecida com comentários e pelos favoritos♡ Como tenho muitas ideias para essa fic, prometo não demorar para atualizar.

Kissu da Flinna w.w

Capítulo 2 - Prisioneiro


Fanfic / Fanfiction Arco e Flecha - Capítulo 2 - Prisioneiro

Kim Taehyung, 18 anos e filho secreto do Empresário Kim. Não conversar com ele, pois convence facilmente as pessoas ao seu redor. Foi preso por ter ateado fogo em uma das Empresas de seu pai. Motivos do ato: Desconhecido. Cela: 19. Ficará sozinho na cela, até segunda ordem. As únicas pessoas que são permitidas a entrar na cela: Policial Park e o filho do Senhor Jeon. 

Nossa, nem por meu nome eu era chamado, tinha que ser filho do Senhor Jeon. Não é assim que quero ser reconhecido nos lugares, como filho de alguém corrupto. Ignorei isso por um momento e resolvi entrar de uma vez na cela do garoto. 

Regras básicas que devo seguir:

Não encarar ele, eu fico muito vulnerável quando uma pessoa me encara demais. 

Não falar com ele, vai que ele  realmente consiga me influenciar? 

Por último, não tocar nele. Nem eu sei o porquê de ter colocado essa regra na minha cabeça. Só deduzi que assim seria melhor. Talvez seja o medo que eu tenha em me relacionar com outras pessoas, sem ser meus parentes. Devem ter percebido isso quando o policial estava comigo e meu pai. Eu não falei durante a presença dele. O mundo acha que eu sou aqueles filhos mimados que se acham superior a qualquer ser humano, e que por isso eu não sou visto namorando ou saindo com amigos riquinhos e mimados como eu. 

Só saibam que eu não sou assim. 

Eu só sou solitário e que geralmente não conversa com ninguém sem ser por causa maior, quando meu pai me obriga a falar com gente "importante", e só preciso seguir essas regrinhas para me dar bem nesse emprego. 

Entrei na cela, com a prancheta do relatório e guardei o bilhete no bolso. Parei em frente a grade que me separava dele e assim que sentiu minha presença, passou a me encarar.

-- Não encare de volta, não encare de volta -- murmurei, mas a curiosidade me venceu e eu encarei de volta. 

Ele estava sentado no chão, e usava um macacão e  nele tinha o número 19 estampado no bolso esquerdo. Na parte descoberta de seu braço, pude perceber as tatuagens que ele tinha, eram bem bonitas e eu tenho um certo fascínio por tatuagens e as deles eram incríveis.  

-- Quem é você? -- Não respondi, parei de encarar e sentei no chão,  virado de costas para a grade. 

-- Sabe, não é muito educado invadir a cela de um desconhecido e sentar de costas pra ele. -- Não respondi novamente, já ficava meio desconcertado em ter que ficar no mesmo ambiente que ele, imagina conversar. 

-- Realmente vai ficar ai me ignorando? Porque está aqui e por acaso é mudo? 

Como não estava conseguindo me concentrar, resolvi responder ele pois já estava enchendo minha paciência. 

-- Me chamo Jeon Jungkook, mais conhecido como filho do Senhor Jeon e estou aqui para vigiar sua cela, até que seja retirado daqui ou por segunda ordem. Não posso conversar com você ou olhar para você pois são regras que recebi. -- Falei rápido, mordendo meu dedo mindinho. Eu fazia isso quando estava nervoso. 

-- Jeon? Aquele filho da puta, tem um filho? Você deve ser do mesmo tipinho do pai, um desgraçado que adora uma corrupção e mata pra receber dinheiro. Tenho nojo de gente como vocês. -- Concordo com tudo que ele falou sobre meu pai,  menos a parte de eu ser como meu ele. Mas era assim que toda a população achava que eu era, não a nada que possa fazer para mudar isso, só me resta ignorar. 

-- Não vai defender seu pai? Fazer a ceninha de filho mimado que faz exatamente tudo que o papai manda? -- Ele atingiu meu ponto fraco, não podia ficar calado depois dessa.

-- Não, eu não sou um filho da puta corrupto como meu pai. E se quiser falar mal dele fique a vontade, nunca ouvi tantas verdades como disse agora a pouco, mas não fale de mim sendo que não me conhece e agradeço se ficar calado. 

Olha, para quem fala 100 palavras por dia e que geralmente é péssimo falando com estranhos, até que dessa vez me dei bem. 

-- Nossa, se odeia tanto seu pai porque você o obedece? Ah, entendi. Você não quer perder o luxo e muito menos ficar longe dos privilégios de ser filho dele.-- Suspirei irritado, não aguentava ser julgado desse jeito. Me virei, ficando de frente para grade, e meu rosto estava bem próximo do dele, só a grade nos separava. 

-- Caralho, pare de me julgar assim! Não ligo pra porra do dinheiro dele e muito menos para seus privilégios. Eu não sou mimado, só sou solitário e não estou acostumado a estar próximo de pessoas que não sejam parte da minha família. 

-- Então prove que não é assim. Desobedece seu pai e me tira daqui. -- Quase cai nessa, mas apesar de tímido eu não era burro. Estudo o sumiço do valor de X desde os 9 anos. Não que isso seja relevante no momento. 

-- Se acha que eu vou desobedecer ele só porque você quer sair daqui, está muito enganado! Eu não vou ser influenciado. 

-- Você é difícil hein? -- Ele se afastou da grade e se levantou arrumando os cabelos castanhos. Ele era muito bonito, tinha que admitir. Acho que deve ter muitas garotas interessadas nele. Eu sempre me achei simples demais e muito estranho.

-- Então tá, eu tentei te convencer. Você viu um policial baixinho por ai? Ele já devia ter chegado... Não fique enciumado sim? Você é o único que vai ter que me aturar o dia inteiro. Jimin não pode ficar o dia inteiro comigo. 

Enciumado? Só deve tá brincando. Eu nunca amei ninguém pra chegar a ter ciúmes de uma pessoa, ainda mais de alguém como ele. Ciúmes, dá pra acreditar? 

-- Você estuda aonde? Nunca vi você em nenhuma festa... Você tem cara de festeiro, aquele que bebe a noite toda, e com essa aparência deve passar o rodo, e depois recebe reclamação do pai por ter chegado tarde. Esse trabalho é por conta de alguma festa que você foi? -- Ele não parava de falar, e tinha que ser de mim? 

--Não fale sobre minha aparência, sei que sou feio, não precisa zoar. Preferia quando tu tava xingando meu pai... Conhece a minha mãe? Pode xingar ela também, se você quiser. 

-- Feio? -- Ele deu um sorrisinho de lado, sim eu estava encarando ele novamente. Ele era lindo demais, imagina aí um cara alto, rosto perfeito e cabelo que aparentava ser muito macio... Você com certeza iria encarar. -- Você ficaria ainda mais feio com um alargador preto e com o braço cheio de tatuagem. -- Ele umideceu seus lábios e pude perceber que ele tinha um pirceng na língua. Coitada das garotas que beijam ele, deve doer beijar alguém com pierceng. 

-- Acha mesmo que ficaria ainda mais feio com tatuagem? Sempre quis fazer uma... -- Fiquei frustrado, tava na esperança de ficar um pouco apresentável quando fosse colocar tatuagem, acho que não é bem assim.

Ele suspirou alto e se aproximou da grade, eu ainda tava virado de frente para ela. 

-- Você não tem espelho em casa não? Não me diga que seu pai te proibiu de se olhar no espelho? 

-- Na verdade, ele sempre disse que eu tinha que me enxergar e ver o quanto eu era parecido com ele e o quanto eu era feio. Se eu fosse parecido com minha mãe... Seria lindo demais e não teria que ficar evitando me olhar no espelho. -- Eu estava conversando com um estranho sobre minha aparência. A que ponto eu cheguei? Não era permitido conversar com ele e eu além de conversar, o encarava a cada dois minutos. Já infringir duas regras. 

-- Eu vou até ficar calado na minha aqui. Nunca ouvi tanto absurdo na minha vida. Você acredita em tudo que seu pai fala sobre você? 

--  Em algumas coisas,  sim. 

Assim que terminei a frase, o policial baixinho entrou na cela e me encarou novamente, e dessa vez o encarei de volta. Logo desviou o olhar e encarou o garoto atrás das grades. 

-- Kim, tenho boas notícias. O resto do grupo conseguiu explodir o escritório do seu pai e eles foram muito cuidadosos e provavelmente não serão descobertos. 

-- Hum... Que ótimo. Eu queria tá junto da farofa, mas como pode ver estou preso com um garoto que está proibido de conversar comigo. E o novato? Você o aprova? 

-- Sim, ele foi muito bem nessa missão. Ele é simplesmente perfeito no que faz, devia colocar ele dentro do grupo. 

-- Faça um teste de confiança. 

-- Acha mesmo que é necessário, Tae? Ele não tem cara de T.C

-- Ainda quero que você faça. Sabe o quanto esse grupo é importante para mim e que não pode ter uma imperfeição.

Como não estava entendendo nada da conversa dos dois, decidi me afastar da grade e pegar a minha prancheta e anotar sobre o garoto e o horário da visita do Policial, que pelo que vi no seu uniforme, se chamava Jimin, Park Jimin. Assim que terminei de anotar, encarei os dois que pareciam estar resolvendo algo bem sério. 

-- Coloquei uma câmera na sua casa, será útil na hora de descobrir algum podre de seu pai. Sabia que ele tá tirando tudo que é seu de lá? Vou sumir por um tempo, depois da explosão, seu pai ficou mais cuidadoso e tá sempre me querendo por perto. 

--  A câmera está sendo monitorada pelo novato, certo? Fique de olho nele, não sabemos se ele pode ser confiável ou não. 

-- Sim, eu vou vigiar ele. Só tem mais uma coisinha... -- Ele me olhou de canto e eu passei a encarar minhas anotações e morder meu dedo mindinho, eu queria saber da tal coisinha -- Eu transei com o novato. -- arregalei os olhos e segurei a risada mordendo meu lábio inferior.  Kim não fez o mesmo e soltou a sua hiena interior. O garoto ficou completamente vermelho. 

-- Park Jimin, você não sabe se segurar hein? Deve ser gato demais, pra você ter dado tão rápido para ele... Queria ter essa sua sorte, mas parece que não vou ter sexo durante um bom tempo. 

-- Ninguém mandou ter deixado a sua raiva te dominar. Agora tenho que ir... 

-- Tchau bebê, procure me manter informado tá?

O baixinho saiu. Ele era bem fofo, e tem um corpo bem agradável de ser ver. Uma ótima visão, entendo o motivo do tal novato ter pegado ele tão rápido. 

-- Ele é seu amante? Ele parece ser gente boa... -- voltei a sentar perto da grade. Até que não era tão ruim conversar com ele. 

-- Não, ele é só um amigo. Já ficou com ciúmes foi? 

-- Claro que não, só queria saber se tinham algum relacionamento. Eu meio que não conheço muito esse lado e nunca namorei então, só fiquei curioso. 

Ele abriu um sorriso sacana, por algum motivo,  parecia estar aprontando uma... Que medo. 

-- Eu posso te ensinar, se quiser é claro. 

-- Não é uma má ideia... Mas vai querer algo em troca? Já falei que não posso soltar você. 

-- Não, pelo menos por enquanto. Já será incrivelmente satisfatório te ajudar a conhecer esse lado da força. 

-- Tudo bem. Até amanhã então, diferente do que você disse não ficarei de olho em você durante o dia todo e sim só pela parte da manhã. Tenho aula com meu novo professor a tarde. 

Me despedi dele e fiquei ansioso com o que iria me ensinar. Sempre quis aprender mais sobre relacionamentos, como lidar com brigas, ciúmes e essas coisas. Entreguei a prancheta para o Policial Park que ao ler sorriu com o que havia escrito.

-- Foi um prazer te conhecer, Jungkook. Sinto pena de você por ter que vigiar o Kim, não caia nas conversas dele, viu? 

-- Ele é um mala, mas não se preocupe. Não costumo ser bobo a ponto de cair nas conversas dele. 

Me despedi dele e logo depois liguei para o mordomo de minha casa e pedi para vir me buscar,  pois já estava na hora de estudar.

Relatório do dia 29 de agosto de 2017:

Kim é um garoto quieto e não pronunciou uma sequer palavra na minha presença, só falou com o oficial Park, por volta das 9:56 da manhã e pediu para ele trazer um copo de suco de laranja. 

Ele se comportou e por enquanto não disse nada suspeito. 

Ass: Jeon Jungkook, vigilante da cela 19. 

Porque eu menti sobre o que tinha ocorrido essa manhã? Nem mesmo eu sei. 



Notas Finais


Esse capítulo ficou bem ruim, mas prometo recompensar no próximo... Nesse queria mostrar um pouco a personalidade do Tae e a inocência do Jungkook. Bom, é isso.

Até mais w.w


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