História Are We Perfect? - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7
Personagens Chanyeol, D.O, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Mark, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V, Xiumin
Tags Bangtan Boys, Bts, Imagine, Jimin, Melanie Me Inspira, Original
Visualizações 51
Palavras 3.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


~ Oi *-*

~ Boa leitura gente <3

Capítulo 10 - Apenas mais um dia


Fanfic / Fanfiction Are We Perfect? - Capítulo 10 - Apenas mais um dia

Após aquilo eu me senti totalmente inerte a qualquer situação, mesmo que esta fosse simples, eu não conseguia raciocinar mais nada. Me sentia completamente desnorteada.

- Alôou? Terra chamando Nathalie. - Era a terceira vez que eu ouvia a Ashley me chamar estalando os dedos perto de meu rosto.

- Ah, o que foi?

- Qual o seu problema? Desde cedo que você está assim.. - Ela franziu o cenho - Não é normal.

E o que seria normal para mim naquele momento?!

- N-Normal? Do que está falando? Eu estou perfeitamente bem.

- Não.

- Não está não. - A Hanna concordou negando com a cabeça.

Eu ri - nervosamente -, achando a situação um tanto quanto sem escapatória.

- E-Eu não sei do que estão falando.

- Não sabe nem disfarçar.

- Me deixe em paz. - Ela deu de ombros.

- Você sabe... - Ela me fuzilou - Uma hora ou outra terá que me contar.

- Aish.

Eu deveria pensar nisso em outro lugar...

~....~

E lá estava eu, sentada no carro, indo rumo até minha casa, com a mente ocupada por uma única pessoa: Park Jimin. Este que tem ocupado muito meus pensamentos nos últimos dias. Na verdade assim que eu pus os pés naquela escola, parece que eu fui "consagrada" a ser atormentada diariamente por aquele ser... extremamente sexy, que ocuparia minha mente e pensamentos, até quando eu estivesse dormindo. Sim, eu já sonhei com o Park, nem me pergunte como foi, n-não quero falar sobre isso - eu nunca havia imaginado que minha mente era tão pervertida a ponto de desejar o Park daquela forma.

A imagem de Jimin com os cabelos repartidos e escuros como a noite, se fez em minha mente. Aquele corte que só o deixava mais sexy do que já era, aqueles fios negros que ele fazia questão em puxar para trás só para vir 'pra frente de novo, e de novo, em um movimento completamente sensual, parecia que ele fazia de proposito até mesmo quando era involuntário - ou seja, sempre. Aquelas roupas sempre coladas de cores escuras - ou até mesmo claras -, que sempre ajudavam quando se tratava de provocação. Provocação, ah, isso destingia bem o que aquele garoto era: Uma provocação. Uma provocação criada por Deus para testar suas filhas, e eu não estava me saindo bem. Não conseguia resistir a nenhuma coisa sequer que ele fazia, por mais simples que fosse, tamanha era a sensualidade daquele garoto.

Aquele garoto, era o significado da palavra tentação. Suas roupas, seus olhos, sua boquinha, seus cabelos, tudo em si era milimetricamente sedutor. As vezes era irritante ver que eu não era a única consagrada aquele tormento. Ver ele passando pelos corredores com aquelas calças de couro coladas, demarcando aquela imensa bunda - vulgo raba -, fazendo todas as garotinhas olharem para si com desejo em olhos. Isso me deixava irritada. Ver elas olhando para ele com o pecado capital mais definido como luxuria, olhando para ele com cobiça, olhando seu corpo com desejo, olhando sua boca com intensidade. Me deixava possessa. 

As garotinhas eram loucas por si. Ficavam olhando-o - vulgo secando - descaradamente quando ele passava, dando suspiros e até risadinhas - hihihihi. O que era mais engraçado - lê-se irritante -, era que nenhuma delas tinha coragem o suficiente para chegar perto daquele pecado que era Park Jimin. Elas apenas suspiravam mais e mais, sem fazer algo que importassem realmente. Elas pareciam ser coagidas por ele, este que só ria com tudo.

Desgraçado

Elas pareciam desejar ele como ninguém, porém se estremeciam apenas por um olhar seu dirigido a si - o que, geralmente, nunca acontecia. Elas não tinham coragem para nada, pareciam ter medo dele na mesma intensidade que o desejavam. O olhavam com tanta cobiça que parecia estarem tendo toda uma fantasia consigo. 

Eu queria enfiar uma faca nos globos oculares de cada uma, tamanha era minha raiva...

E o pior de toda história, eu nem sabia o porquê de tanta irritação de minha parte, não era algo comum meu. Como a Ashley disse...

Eu estava estranha...

- Qual o meu problema? - Perguntei para mim mesma em um murmurio baixo.

- Falou algo senhorita? - Escutei a voz de meu motorista se fazer presente.

- N-Não, eu não disse nada.

Era melhor eu parar de pensar nisso até chegar em casa...

~....~

Ao chegar em minha casa, fui andando em passos - um tanto quanto muito rápidos - até o andar de cima. Não queria encontrar com minha mãe, ela poderia ver algum chupão que havia ficado marcado em meu pescoço.

- Já voltou querida? - Escutei a voz vir do sofá onde parecia estar sentada.

- S-Sim.

- E para onde vai com tanta pressa?

- S-Subir para... Tomar um banho! Estou suja, não quero engordurar as coisas com minhas mãos sujas.

- Entendo, bom, se é assim, vá rápido!

Assenti rapidamente subindo as escadas na mesma velocidade.

- Espere um segundo... - Meu sangue congelou no mesmo instante que sua voz soou novamente, ela se virou para mim franzindo o cenho.

Essa é a hora em que eu morro

- O que é isso no seu cabelo? - Ela apontou para um lado de meu cabelo indicando com o dedo que havia algo de errado ali.

Levei minhas mãos trêmulas ao local, tirando uma folha de meu cabelo.

- Pronto, muito melhor. - Disse voltando sua atenção para a televisão.

Assenti novamente, correndo pelas escadas igual ao flash para o andar de cima, rumo a meu quarto. E, ao cheguei neste, joguei minhas coisas no chão - que acabaram no pé da cama -, e me joguei logo após em meu colchão.

Bati minha cabeça diversas vezes contra o travesseiro, tentando me livrar de meus pensamentos sobe aquele garoto inoportuno, que me deixava do avesso.

- Aish! Por que eu não paro de pensar nele?! - Disse batendo com minha mão em meu travesseiro.

Dei mais um murro no travesseiro, desejando que este fosse ele. Tão irritantemente atrativo...

- Arg! - Resmunguei enterrando meu rosto no travesseiro mais uma vez.

Apertei um lado de meu pescoço em plena frustração, sentindo uma dorzinha súbita emergir, eu tinha apertado o roxão que ele havia deixado em meu pescoço - um dos.

- .... - Toquei em meu pescoço, com mais delicadeza dessa vez, sentindo meus pelos se arrepiarem, pressionando outra vez o roxão.

Fui até o espelho, olhando meu reflexo neste. Eu estava cheia de marcas pelo pescoço, a maioria roxa e algumas vermelhas. 

Como eu iria esconde aquilo tudo de minha mãe?

Afastei um pouco minha blusa de meu ombro, vendo mais mordidas ali. Passei a mão por elas me arrepiando novamente. Meus lábios estavam avermelhados, e meus cabelos bagunçados.

Mordi o lábio inferior pensando em como eu havia chegado naquele estado.

Ah, é mesmo, o Jimin...

Tudo culpa dele, aquele idiota. Se bem que em parte, a culpa também era minha, eu deixei e... Ah, deixa 'pra lá.

Era mais simples por a culpa toda nele - mesmo sabendo que parte dela era minha. Colocaria a culpa toda nele, e em suas roupas, seu jeito de dançar e falar comigo. Colocaria culpa em suas provocações.

Falando nestas já fazia meu corpo arrepiar só de pensar. Eu ainda sentia suas mãos em minha cintura, seus lábios em meu pescoço me marcando com aquela arcária dentária perfeita. Sentia meu rosto esquentar só de lembrar dele segurando em minha cintura com possessão, trazendo meu corpo para mais perto de si, me beijando com intensidade, sua língua deslizava com tanta facilidade e maestria por minha boca, sua boca era tão boa de sentir.

Ele era tão quente...

- Oh, meu Deus Jimin... - Neguei com a cabeça, vendo que já pensava nele novamente.

Meu rosto estava queimando.

O que eu tinha feito com ele era errado - errado demais -, e se meus pais descobrissem eu estaria morta.

- Okay... - Abanei meu rosto com minhas próprias mãos, tentando amenizar o vermelho em minhas maçãs.

Eu teria que dar um jeito naquelas marcas, custe o que custar, senão eu teria sérios problemas...

~....~

- Mamãe... Posso sair?

- Para onde vai querida? - Perguntou sem desviar o olhar de sua revista de moda.

- Ah... - Toquei levemente no contorno de base que havia em meu pescoço, ele estava bem feito - Vou comprar algumas roupas.

- Está com o seu cartão de credito?

- Estou.

- Ótimo. Qualquer coisa coloque na conta do seu pai.

- Okay. Estou indo.

- Goodbye, querida.

- Tchau, mama.

Apertei a alça de minha bolsa, correndo levemente até o portão principal. Logo encontrando o motorista.

- Para onde vai senhorita?

- Para o centro, por favor.

- Certo.

Me ajeitei em meu acento, sentindo o carro dar a partida começando a andar, iria demorar um pouquinho até eu chegar ao meu destino...

~....~

- Por que está vindo comigo?

- A madame me mandou acompanha-la.

- Hum... - Murmurei pegando uma camisa - Você pode me ajudar então?

- Claro senhorita.

- Tem como você segurar essas roupas para mim? 

- Ah, claro.

- Segura esses que eu vou atrás de outros.

- Oh, okay.

- Obrigada. - Disse procurando outras roupas.

Eu estava com um amontoado de roupa em minhas mãos, procurando mais uma calça.

- O que é... - Achei uma calça rasgada num tamanho maior do que o meu, acabei por analisa-la curiosa.

Parecia o tipo de calça que o Jimin usaria, aliás ele tinha uma calça daquela no modelo masculino, era preta e rasgada, combinava consigo. 

Como ela ficaria em mim?

  Ela era branca, eu não havia gostado daquela cor.

- Posso ajuda-la? - Uma vendedora se aproximou, parecia estar arranhando o pouco inglês que sabia.

- Ah, sim obrigada. - Respondi em inglês, com um sorriso tímido logo em seguida - Eu queria saber se por um acaso você teria essa calça num tamanho menor. - Respondi em coreano, para que ela pudesse entender bem.

- Ah... - Ela parecia aliviada por eu saber coreano - Sim, eu verei um número menor. - Ela disse com um sorriso, pronta para se retirar - Ah, e mais uma coisa, qual a cor a senhorita gostaria que eu trouxesse?

- Uh... - Preto - .... - Preto - .... - PRETO! - Me traga uma rosa.

Meu irmão...

- Certo, também temos uma parecida com essa, jeans, gostaria de provar?

- Ah... Okay, pode trazer.

Eu não iria levar, obviamente minha mãe me mataria se me visse com uma "destroyed" daquela, eu só queria provar por diversão. Eu já estava ali mesmo certo?

Fui atrás das outras roupas que eu havia me agradado.

- Depois daqui iremos comprar sapatos. - Disse para o mesmo que estava segurando minhas roupas - Não aguento mais sair de casa usando salto alto.

- Achei que a senhorita gostasse.

- Querido, acredite, ninguém naquela casa gosta do que faz. - Ele arregalou um pouco os olhos, me fazendo sorrir - É brincadeira.

Na verdade, não era não...

- Ah... - Ele riu de leve, assustado.

- Shhh. - Coloquei o indicador na boca indicando segredo, ele assentiu ainda assustado.

Peguei nos dois cantos de minha boca com meus indicadores, puxando-os no ar para cima, indicando um sorriso forçado, ele assentiu com a cabeça rapidamente. Eu parecia estar assustando demais o garotinho.

- Hey, eu nunca lhe perguntei. Quantos anos você tem?

- Vinte anos, senhorita.

- Hmm, você ainda é jovem. - Ele riu de leve, envergonhado.

Voltei a procurar as roupas, tendo uma voz me chamando logo após alguns minutos.

- Senhorita, aqui. - A moça apareceu me entregando as calças.

- Muito obrigada. - Me curvei levemente para ela.

- De nada, estou aqui para isso. -Respondeu com um sorriso - Mais alguma coisa senhorita? Eu tenho uma camisa linda que combinaria bastante com a calça rosa.

- Pode trazer. - Eu não iria levar a calça mas vá que eu gostasse da blusa.

- Ok, vou lá pegar. - Ela disse se retirando.

- Aqui. - Joguei mais roupa por cima de meu motorista, vendo o coitado com roupa até no rosto.

Muita roupa....

~....~

Depois de experimentar todas as roupas, eu acabei por chegar nas calças que a moça havia me dado - cujo eu já havia me esquecido de tanta roupa que eu havia pegado -, as duas calças e a blusa.

- Bom, eu não tenho nada a perder mesmo. - A não ser a vida.

Vesti a primeira calça, a rosa, vendo como eu havia ficado bem nela, decidi levar. Mamãe iria me matar, mas tudo bem... Morrer é lucro..

- Ok, vamos ver essa... - Disse segurando o outro modelo, jeans.

Vesti este, que ficou muito melhor que o anterior, muito melhor mesmo. Tamanha era a graciosidade daquela calça, ela delineava minhas pernas por completo até as curvas - que eu não tinha - apareciam!

- Woa. - Disse rodopiando mais uma vez, virando de costas.

Havia ficado maravilhosa em mim, eu queria muito leva-la, mas eu não iria ter coragem de usa-la.

Bom... Não por enquanto...

- Mas.... Se mamãe achar isso no meu closet, ela me mata. - Murmurei mordendo o lábio inferior em pura tentação.

Levar ou não levar? Levar ou não levar?

- Não foi você mesma que concordou que é bom "sair da zona de conforto" às vezes? - Um frame do Jimin me perguntando isso me veio a mente.

Eu havia concordado com isso, mas nunca fazia o dito...

Qual era meu problema?

- .... - Ri soprado balançando a cabeça negativamente, aquele garoto me revirava por completo.

Eu havia concordado, mas nunca tentei quebrar uma regrinha, por mais que está fosse idiota ao meu ver.

O Jimin tinha razão...

E lá estava eu pensando nele novamente.

- Ah, meu Deus... - Ri novamente negando - Só o senhor na causa.

Tirei a calça, pegando tudo em mãos, indo até o caixa para pagar.

Eu deveria tentar pelo menos uma vez "sair da minha zona de conforto", mesmo que isso só fosse comprar a peça, joga-la no meu closet sem nem ao menos sair com esta. Eu deveria tentar pelo menos uma vez...

- Cartão ou á vista?

- Cartão. - Lhe mostrei meu cartão, entregando-lhe o mesmo.

Fiquei olhando para os lados sem me importar realmente com o valor que acabaria dando aquilo tudo, não eram muitas roupas - talvez algumas á mais -, então, não daria um valor muito alto.

Mas espera um pouco, eu disse aquilo com o Mark. Como ele sabia que eu havia concordado com isso?

Ele havia escutado minha conversa com o Mark? Por que ele faria isso?

- Obrigada, volte sempre. - A moça me entregou as sacolas de roupa com um sorriso, me despertando de meus devaneios.

- Obrigada! - Sorri de volta, entregando algumas sacolas para meu motorista.

- Vamos para onde agora?

- Loja de sapatos!

- Então vamos. - Disse ele com um sorriso fofo.

Tão lindinho...

- Ah, hey. - Olhei-o enquanto caminhávamos até o carro, para por algumas compras neste - Você é descendente de alguma coisa? Você sabe, japonês, coreano etc.

- Oh, eu sou descendente de japonês senhorita, mas, sou americano.

- Entendo.

Meu motorista sempre foi tão legal assim?

~....~

- Senhorita, não é necessário! - Ele dizia pela vigésima vez.

- Aceite! É um presente meu! - Disse apontando para o sapato.

- M-Mas é muito caro!

- Meus pais são ricos, eu não me importo.

- E-Eu não posso.

- Aceite.

- Não, senhorita.

- Aceite.

- N-Não...

- A-C-E-I-T-E!

- Tá! Tá bom! Eu aceito.

- Muito bem. - Sorri.

Eu tentava empurrar em si, um sapato que o mesmo havia visto na vitrine da loja em que entramos, ele parecia ter gostado do sapato, mas era caro demais.

- Quer outro?

- N-Não! Já chega!

- Não seja grosseiro, eu faço isso por que gosto de você, quero ver você bem, bonito, feliz e---

- E-Eu já entendi, desculpe. - Ele disse vermelho.

- Uhum, você é fofo. - Toquei uma de suas bochechas vendo o mesmo corar mais ainda.

- Pare com isso!

- Desculpe. - Olhei para o atendente que já estava vindo com meus sapatos - Ah, senhor, tem como você me trazer um desse aqui? - Apontei para um tênis branco belíssimo.

- Claro.

- Ah, e trás um desse daqui também.

- Certo---

- E um desse daqui também!

- Okay.

- E um desse.

- Mais alguma coisa?

- Não, obrigada.

- Certo, vou lá buscar.

- Estarei aqui esperando. - Disse vendo ele se direcionar as escadarias do estabelecimento.

Eu não iria comprar nenhum salto alto...

- Vai levar isso tudo?

- Vou sim.

- E se o seu cartão esgotar?

- Como se eu acabei de fazer ele?

- Hm... - Ele apertou um pouco os olhos.

- Não se preocupa. - Sorri docemente.

- Ok, senhorita.- Ele olhou para o chão.

- Não me chame de senhorita. - Fiz um bico emburrado - É desconfortável.

- Então como devo chama-la?

- Nathalie, ué. - Cheguei mais perto de si - Só me chame de senhorita quando minha mãe estiver presente. - Sussurrei piscando para si, ele riu.

- Certo.

Os meus pensamentos foram interrompidos pelo atendente que já havia chegado com os meus sapatos.

- Aqui senhorita.

- Muito obrigada.

Mais meia hora para provar todos os sapatos...

~....~

Após sairmos daquela loja, eu andava com ele pela rua, com as sacolas em mãos, com ele perguntando se não queria que ele levasse as sacolas que eu segurava o tempo todo, estávamos prontos para ir para casa.

Conversando e conversando, para se distrair das vidas alheias, eu caminhava consigo até o carro.

- Hey, quer fazer uma coisa?

- Hm?

- Deixamos as compras aqui, e vamos comer. O que acha?

- Hm, não sei.

- Vai, vamos!

- Mas e se algo acontecer ao carro?

- É Coréia, um dos lugares mais seguros até onde conheço. - Dei de ombros - Acredito que nada irá acontecer, e além disso, eu tô morrendo de fome.

- Hm... - Ele parecia relutante em deixar o carro sozinho - Tudo bem, vamos.

- Yes! - Disse com animação, jogando tudo dentro do carro, e puxando a si logo em seguida - Vamos!

- Calma, aí, N-Nathalie! - Ele disse tentando me acompanhar nos passos.

Tão divertido

No caminho do "restaurante" eu pensei em ter visto o Jimin, mas esqueci esse fato improvável de minha mente, talvez fosse apenas loucura de minha parte por estar pensando tanto em si.

Ou podia ser um cara parecido com ele, nunca se sabe...

- Chegamos. - Disse soltando o braço do garoto.

- Vamos entrar então? - Disse um pouco ofegante.

- Vamos! - Eu estava empolgada por comer num restaurante chinês após um bom tempo.

Entramos neste, que parecia ter um ambiente agradável, não condizia muito com nossas roupas mas entramos mesmo assim.

- O que vai querer? - Me sentei a mesa vendo ele fazer o mesmo.

- Ah?

- Pode pedir.

- N-Não! A senhorita já gastou demais comigo hoje.

- "Senhorita" - Realcei com um sorriso.

- D-Desculpe, não estou acostumado.

- Tudo bem, você continua sendo fofo.

- Pare com isso. - Ele cruzou os braços.

Eu comecei a rir, tanto que nem notei o garçom se aproximando.

- O que vão pedir? - Ele olhava seu caderninho - Ah, você por aqui?

- Hm? - Olhei-o direito, vendo que era o menino da festa da Hyorin - Dongsun? - Ele assentiu - Você trabalha aqui?

- Trabalho.

- Achei que fosse coreano.

- Em partes.

- Como assim?

- Tenho nome coreano, mas sou chinês. - Ele sorriu, um eye-smile - Adotei um nome coreano.

- Ah... - Ele parecia coreano aos meus olhos, mas como não sou especialista nisso preferi ficar calada.

- E então, o que vão pedir?

- Eu quero um Guioza acompanhado de camarão, e um arroz chop suey. - Me virei para ele que anotava tudo - E você?

- Hm?

- O que vai querer?

- É sério isso, Nathalie?

- Claro! Eu lhe trouxe aqui para você não comer?! Isso seria falta de educação.

- Você vai mesmo insistir nisso mesmo se eu te dizer que estou bem, certo?

- Vou sim.

- Ah... - Ele bufou revirando os olhos - Então... Eu quero "carne chop suey", por favor. - Ele se virou para nosso garçom que anotava tudo com atenção.

- Certo, só isso? Nada há mais? - Ele olhou para mim.

- O que você nos recomenda? - Seu olhar me soou sugestivo.

- Ah... - Ele chegou perto de mim com um sorriso suspeito - Aqui... - Ele apontou levemente para um prato no cardapio que estava em minhas mãos.

"Mapo Tofu"

- "Mapo Tofu"? - Repeti o nome do prato, achando este um pouco estranho.

- É gostoso, confie em mim.

- Okay. - Sorri - Vou confiar, em você. - Ele retribuiu o sorriso - Me traga dois deste.

- Certo. - Disse anotando - E bebida, o que vão querer?

- Ah... - Eu havia me esquecido da bebida - Pode ser refrigerante mesmo.

- Já trago. - Disse ele piscando e se retirando, me deixando mais vermelha do que as rosas que se encontravam no centro da mesa, decorando-a.

- Vocês são amigos?

- T-Tipo isso.

Qual era a problema dele e do Jimin?

~....~

- Estou cheio.

- Eu também.

- Seu amigo acertou em cheio naquele prato, hein?

- Verdade. - Sorri - Fica ai. Vou pagar e já volto.

- Certo. - Ele apoiou a cabeça ali na parede me ocasionando uma risada baixa.

Fui até lá, passando meu cartão, vendo que uma boa quantidade de pessoas já haviam ido embora, mas ainda estava cedo.

- Eu já estou indo. - Disse indo até o Sun que estava limpando uma mesa.

- Ah, mais já? - Perguntou fazendo um biquinho de maneira manhosa.

- É eu tenho que ir, senão minha mãe me mata, sabe como é, né? - Ele assentiu rindo de leve.

- Sim, eu entendo. - Ele deixou o pano e a mesa de lado, vindo em minha direção - Foi bom te ver de novo.

- Igualmente. - Disse abraçando-o com animação.

Separei do abraço vendo-o vermelho, sorrindo sem graça.

- Tchau, Sun.. Até amanhã.

- Espera. - Ele me puxou encostando nossos lábios em um selar um pouco demorado.

Seus lábios eram macios, ele me lembrava o Jimin por completo. Ele me deixou de olhos arregalados, não era uma ação que eu esperava de si.

- Assim, eu não sinto tanta saudade. - Ele sorriu após nossos lábios se separarem.

- C-Certo, e-eu estou indo.

- Tchau Nath.

- T-Tchau Sun.

Ele me lembrava muito o Jimin...

Será que eu tinha algum fetiche por aquele embuste?

Mais uma coisa para eu pensar no caminho de casa...


Notas Finais


~ Espero que tenham gostado <3
~ Esse capítulo não foi AQUELE capítulo, foi mais um capítulo descontração para saberem um pouco mais do que se passa na cabeça da embuste da Nathalie, mas espero que tenham gostado de qualquer forma, não esqueçam de comentar, eu amo ler comentários <3
.
.
.
~ See ya!


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