História Are You Crazy? Because I am! - Capítulo 123


Escrita por: ~

Postado
Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way, Ray Toro
Tags Automutilação, Drama, Frerard
Exibições 11
Palavras 4.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi pessoal 0/
Mais um aula desse dois, eles são um exemplo de como ser um péssimo aluno :3 hahha
Bora lê

Capítulo 123 - Hsitory


A aula de historia já tinha começado há algum tempo e a professora já tinha explicado sobre sua matéria e repassou algumas coisas dos dois bimestres passados verbalmente, mas era uma pena que eu mal frequentei as aulas e não sabia do que ela estava falando — bom, isso estava acontecendo com todas as aulas, não era em especial essa e a culpa era minha esta tão pedido, por isso depois perguntaria para o Frank sobre o assunto, aposto que ele já tinha estudado e teria a maior paciência do mundo para me explicar.

Dei um suspiro um pouco frustrado por esta perdido, mas o que eu poderia fazer? A culpa disso tudo era minha e agora estava colhendo as consequências de ser tão irresponsável. Levantei-me levemente e olhei para a janela ao lado curioso, assim espairecia um pouco a mente daquilo tudo, assim vi um pequeno corredor com algumas arvores plantas ali para preencher algum espaço ou para ser mais sustentável — ate que eu gostava de ter esse “contato com a natureza”, era como se o mundo não estivesse completamente perdido.

Voltei a me sentar de forma correta e olha para aquele caderno aberto com algumas perguntas e um enorme espaço em branco para respondê-las, mas eu não sabia a resposta e nem ao menos tinha como eu procurar no meu caderno — podia se dizer que historia era uma das matérias que eu não tinha nada, não porque eu a odiava e sim porque eu nunca gostei de copiar texto, eles eram muitos chatos e cansativos.

Ainda olhava para o meu caderno com insistência, como se as respostas fossem aparecer ali ou na minha cabeça como um passe de magica — ah, a mesma coisas que aconteceu em geográfica e sabia que nenhuma magica iria me salva agora, pois não aconteceu isso na primeira aula e duvida que um dia eu tivesse prestado em alguma coisa que meus professores diziam.

Olhei ao meu redor vendo a maioria do pessoal conversando enquanto eu tentava responder aquelas malditas perguntas, mas aquele barulho me incomodava um pouco para pensar — na verdade eu nem ao menos queria fazer aquilo, a única coisa que eu pensava era no Frank e na cama quentinha que eu tinha deixado em casa hoje de manhã, sentia muito falta dela, assim como eu sentia falta dele, por isso achava um pouco injusto a gente não ser da mesma sala.

Olhei para frente vendo a professora concentra em alguns papeis e os folheando com atenção, ela parecia fazer algo muito importante, pois nem ligava para a barulheira que estava instalada na sala de aula e a pequena bagunça que todos ali estavam fazendo — a professora de historia era uma das mais legais que tinha, posso dizer que ela e a de português eram a mais calmas e por isso que as aulas delas fluíam bem.

Olhei para a lousa um pouco desanimado e vi aquelas perguntas escritas em giz branco, ainda tentava entender o porque dos professores estarem passando tanta matéria com perguntas para responder, ainda era o segundo dia de aula e todos ainda estavam em clima de férias, duvida que alguém quisesse responder aquilo ou simplesmente se lembrava do assunto daquela matéria.

Peguei a minha caneta ali e a balancei em um ritmo qualquer, assim fazendo um leve barulho enquanto batia na carteira de madeira — se eu continuasse me esforçando para pensar sobre como iria responder aquilo, meu cérebro viraria suco e eu sentia que a cada momento eu ficava mais burro — deveria ser o contrario, não é mesmo?!

— Ahhh, eu estou a um ponto de parar de estudar e virar mendigo, não parece tão ruim assim — Abaixei a minha cabeça e apoie meu queixo na mesa de madeira dura, então o outro se virou para falar comigo, talvez tivesse ouvindo a minha reclamação.

— Esta falando serio sobre isso? — Riu levemente daquilo e eu apenas fiz cara de cachorro abandonado como se quisesse que alguém sentisse pena de mim.

— Estou pensando seriamente sobre o assunto, não parece tão ruim e é muita coisas para um Gerard Way só — Dei um suspiro chateado e olhei de relance o relógio ali pendurado na parede branca, faltava pouco tempo para a hora do intervalo e eu agradecia por isso, não via a hora de ver o meu amado e tirar um descanso mental de toda aquela matéria.

— Isso que acontece querer aprender tudo de uma vez só, vai morrer pirado e mesmo assim não vai conseguir entende, espero que suas “férias” de dois bimestres tenham valido a pena — Dei um sorrisinho pensando sobre aquilo.

Não posso dizer que mata aula não era bom, ficar sem fazer nada como uma criança de cinco anos talvez fosse a melhor coisa que já fiz na minha vida, não tinha responsabilidade e nem comprometimento, minha vida era um ”parque de diversão”, mas um dia todo mundo tinha que crescer e cumpri com as tarefas que a vida impunha sobre você, e o meu momento tinha chegado, não era como se eu pudesse fugir — na verdade eu tinha fugido por muito tempo e uma hora teria que encarar, e essa hora tinham chegado, não dava para ser criança eternamente... Ao menos que você fosse o Peter Pan.

— Sabe que valeram?! — Endireitei-me e me espreguicei, meu corpo já estava doente de ficar na mesma posição por horas, não estava acostuma a ficar bastante tempo sentado no mesmo lugar estudando, além de ser de manhã, acho que era o pior horário para o meu cérebro funcionar.

Minhas férias de dois bimestres só não tinham sido melhores porque eu não tinha conhecido o Frank, se não, aposto que ele já teria me convencido a transar há muito tempo e era provável que uma dessas ocasiões acontecesse no banheiro — ah banheiro, você parece um lugar bem excitante e um fetiche muito bom, parece que o perigo de alguém encontra a gente lá, faz com que as coisas se tornem especiais.

— Você já tirou uma folga na aula de geografia, acho que não deveria esta assim — Voltei para o mundo real e tinha um sorrisinho no rosto com o meu pensamento — O que esta pensando? — Perguntou desconfiado e me olhando de forma estranha.

— Ah, não demais — Tentei disfarça me fingindo de indiferente com o meu pensamento — Não foi a minha culpa, o Frank me prendeu no banheiro e não me deixava sair, ele queria transar — Falei de forma indiferente como se eu fizesse isso todos os dias — Eu não poderia falar não para ele, ele tem controle sobre mim — Dei um sorrisinho e peguei a minha caneta ali de canto que tinha jogado há minutos atrás e comecei a desenhar um gatinho no canto da folha que estava aberta na matéria de historia.

Eu sempre gostei de gatos, mas eu nunca tive a oportunidade de ter um, além de que a Donna que mandava em casa e ela não gostava tanto de gatos, então ela sempre me impediu de ter um quando criança e agora que eu tinha ficado “adulto”, eu nunca tinha pensando no caso — por enquanto, eu acho que vou ficar apenas com Chimchim, quem sabe eu não pegue um quando tiver a minha casa?!

— Vocês transaram no banheiro da escola? — Ele demorou um pouco para fazer a pergunta, mas a feita de forma surpresa, acreditava que ele estava ligando os fatos.  Eu o olhei ainda mais surpreso por sua pergunta, mas depois ri da sua cara.

— Esta maluco?! Quem transa no banheiro da escola? Não inspira a coisas românticas, além de ser fedido... — Pensei um pouco sobre aquilo e aquele lugar, ri levemente imaginando a gente transando lá — Só tem adrenalina, porque se a gente fosse pego, ai sim iria foder com tudo... Além de ser fodido, acho que não é uma boa ideia.

Parece que o banheiro da escola estava me chamando para fazer algo pervertido, não sei por que hoje estávamos falando de sexo, estava começando a me sentir culpado por não ter aproveitado o momento ali no banheiro, pois parando para pensar, parecia uma experiência legal... O que eu estava falando? Acho que meu cérebro estava derretendo mesmo.

— Não duvido mais nada sobre vocês dois, vocês adoram fazer coisas fora do comum e um dos casais mais estranhos que eu já vi... — O olhei feio e ele parou para pensar um pouco — Estranhos em um sentido bom, não quis ofender — Ele levantou as mãos em sinal de rendição e eu dei uma risadinha.

— E que ele não te contou a historia da manteiga — Comentei baixinho para mim mesmo voltando para o meu desenho, como se nem ao menos tivesse falado nada e tentava esquecer aquela historia.

Como eu podia esquecer daquilo?! E a mesma coisa que você ser criança e saber que seus pais transam, e uma coisa que marca você para sempre e você não vai ver as coisas da mesma forma, por exemplo; eu nunca vou ver manteiga do mesmo jeito e não quero mais chegar perto de uma, se eu fosse morar com o Frank, nem ao menos compraria essa coisa, só para evitar mais pesadelos excitantes.

Posso dizer que fiquei com um pouco de ciúmes daquele menino, qual era o nome dele? Não importava, estava começando há ficar um pouco frustrado que eu era virgem e Frank não queria que nos dois perdêssemos isso juntos, mas já era tarde demais para um de nos. Dei um suspiro um pouco chateado, queria tanto que tivesse sido apenas nos dois, sabe?! Seria um momento super especial e era como se tivesse acabado o encanto depois dele ter-me contato aquela historia, me sentia o segundo da fila de prioridades dele.

— O que? — Ele perguntou parecendo não ter ouvindo e eu apenas continuei o que eu estava fazendo, como se eu não tivesse falado nada e nem pensando naquela nojeira inesquecível.

— Nada, a gente e um casal fora do comum mesmo... — Voltei a falar fingindo que não estava pensando em nada, nem mesmo que fiquei chateado por chegar em minha conclusão — Se não, seria muita sem graça nossas vidas e aposto que se fosse assim, nenhum teria chamado a atenção do outro — Dei um pequeno suspirou terminando o meu gatinho ali, então o olhei e dei um sorrisinho.

— Tenho certeza que sim, são feitos um para o outro e eu continuo afirmando isso — Falava-me olhando de forma desconfiada, como se quisesse decifrar o que eu tinha pensando naquele momento, mas esperava que ele não pergunta-se ou mencionasse qualquer coisas do tipo.

— Eu também acho isso... E estranho à gente ter se encontrado, eu nunca disse que gostava de...  Hã, você sabe?! Então do nada ele apareceu e eu me apaixonei, mudou muitas coisas desde então, ate mesmo minha sexualidade que eu nem sabia qual era de verdade — Dei um sorrisinho me lembrando dele e pensando o que ele deveria esta aprontando, pois sabia que o Fran adorava aprontar e arranjar encrenca, ele apenas se escondia na carinha de ser um menino meigo — Frank sempre esteve fora dos meus planos de vida, agora não consigo ficar sem ele... — O olhei ainda anestesiado por pensar no outro, era como se eu não pudesse esconder que o amava — E estranho como as coisas mudam de um dia para o outro.

Eu sabia que minha mudança de personalidade não foi rápida, mas desde o dia que eu o tinha visto, eu sabia que ele era algum tipo de encrenca ou que ele mudaria algo, por isso não quis me aproximar, mas foi inevitável, ele que se aproximou e insistiu em mim, foi como se eu não tivesse como negar a sua aproximação.

— Ah, vocês acham que mais para frente vão morar juntos ou coisa do tipo? Sei lá, vocês pensam em ter uma família com filhos e tudo mais? — Ele perguntava animado e de forma curioso, eu apenas sorri com a ideia, pois eram os meus planos para o futuro; construir algo mais concreto com ele.

— Eu acho, eu tenho quase certeza que nos dois queremos morar juntos, assim teremos um pouco mais privacidade, parece ate estranho falar de privacidade, mas é porque a gente não tem nenhuma, pois parece que em todo lado que vamos, tem alguém olhando torto ou com preconceito, é horrível! E muito ruim ter que planejar cada passo que devemos dar, ate mesmo em nossas próprias casas... — Dei um suspiro chateado pensando sobre aquilo, pois me incomodava muito e o mais hipócrita era que, se eu estivesse com uma garota, eu não teria esse “problema”, mas o que eu podia fazer? Eu amava estar com ele e ninguém mudaria a minha ideia sobre isso — Talvez um dia teremos filhos, não sei, não sou muito responsável e tenho medo de não conseguir cuidar deles.

Eu sempre falava da minha família e como eu iria ser diferente se tivesse uma, mas eu nunca pensei realmente no assunto, ainda era novo e tinha muito o que planejar, pois se um dia a gente decidi ter filhos, eu não queria que eles ficasse jogados por ai ou que eu não tivesse tanto tempo para eles, queria forma uma família diferente da minha e fazer tudo o que eu acho que os meus pais falharam sobre a minha criação.

— Boa sorte para você, pelo jeito vai ser o primeiro a se casar entre-nos — Falou de forma brincalhona e eu ri daquilo, mas pelo jeito que as coisas estavam indo, sua brincadeira estava bem próxima da realidade.

Ele voltou a se sentar direito e me deixou com os pensamentos no ar — eu sabia que não seria o primeiro a transar com o Frank, esta bem, e dai Gerard Way? Isso realmente importa?! Ele te ama e ele sempre vai ser o primeiro de seu coração, não precisava ficar pensando sobre essas coisas, além de ser algo bem fútil, o que importava era o quanto ele me amava e não o seu passado em si.

Todo mundo cometia erros, eu mesmo errei me apaixonando por uma cretina, mas eram os erros que faziam a gente chegar mais próximos dos acertos e eu achava que o Frank foi o meu maior acerto — nossa, como eu consegui conquistar esse menino?! Sentia-me tão sortudo por nos termos um ao outro, parecia que nunca iriamos nos separar... Não iriamos nos separar, nunca!

Olhei para o caderno e já tinha desistido de responder aquilo há muito tempo, apenas estava esperando o tempo passar para dar a hora do intervalo — eu já tinha me conformado que não conseguiria responder sem ajuda de algum material ou de alguma pessoa.

Eu tinha que colocar o meu caderno em dia o quanto antes, o único problema disso era: eu tinha perdido muita matéria e eu não sabia quem da minha sala tinha o caderno completo para me empresta... Esta bem, tínhamos mais um problema, eu era tímido demais para pedir o caderno para alguém.

Olhei ao meu redor tentando achar algo interessante, então parei meu olhar sobre o Thomas e o quanto ele conversava animadamente com uma garota praticamente ao seu lado — olhando ele assim em um clima descontraído, nem parecia que ele era uma praga!

Eu não sabia muito bem o que pensar sobre aquele menino, mas a única coisa que eu tinha certeza e que lá no fundo ele tinha um coração mole, pois sempre durões eram mocinhas por dentro que só queriam um abraço — pelo menos eu era assim e não duvidava dele, então uma hora ele iria encontrar alguém que o entenderia, assim como o Frank fez comigo.

Ouvi o barulho estridente daquele maldito sinal pela sua quarta vez no dia — serio, alguém deveria tirar aquela porcaria e arranjar um método melhor que não doesse tanto os ouvidos, além daquilo ser completamente desnecessário naquele momento, todo mundo estava esperando o intervalo e era obvio que ninguém iria ficar aqui na sala e perder seus trintas minutos de fazer baderna.

O pessoal começou a sair de forma afobada como sempre — eu não sabia qual era o problema dessas pessoas, não podiam esperar um pouquinho e ir em uma fila organizada?! Pelo jeito não e eu que não iria me importa, se nem a professora se importava com isso, acho que por ela, eles podiam se matar tentando atravessar aquela porta que ela nem se mexeria daquela cadeira — será que eles não sabiam que dois corpos não ocupam o mesmo espaço?!

Eu deixei como de costume todos irem na frente para a sala ficar mais calmo, assim aproveitava para fechar o meu caderno e guarda a caneta no estojo, pois quando eu chegasse, tudo estava arrumadinha e não teria razão para nada se perde.

Eu levantei-me e me espreguicei mais um vez para me esticar, praticamente tinha passado três aulas e eu já estava morto, meu corpo doía de ficar na mesma posição, como o sono ia me dominando aos poucos — duvidava que não dormisse em alguma aula e a única coisa que ficava cada vez mais presente em meus pensamentos, era a minha cama que estava me esperando quando eu chegasse em casa.

Eu tinha prometido algumas coisas para o Frank, mas juro que estava pensando duas vezes sobre isso, pois a minha cama parecia bem mais tentadora naquele momento... Ou melhor, a gente podia dormi a tarde toda, parece a melhor ideia do mundo e a mais gostosa que eu tive hoje — dormi estava na minha lista de prioridade e das mais prazerosas.

— Hoje é apenas terça-feira e eu já estou morto — Comentei bocejando de sono e passando a mão no rosto tentando desperta — Apenas queria a minha cama quentinha nesse momento e um bom café... Ah, café, melhor que sexo — Ri daquilo e passei a mão pelo cabelo o bagunçando levemente.

— Quem não queria?! — Ele riu daquilo se levantando e ficando de frente para mim — Aposto que acompanhada de Frank Iero — Nos dois rimos levemente daquilo e começando a caminhar em direção à saída, pois o tumulto ali na sala já tinha cessado e agora só estávamos nos e a professora, que já estava arrumando suas coisas para sair.

— Acho que sim, mas minha cama sozinha ainda perece boa, acho que nem precisa de acompanhamento, mas se ele quiser vim, bom, melhor para ele ou para mim, adoro esta com ele, ate mesmo quando estudamos, e bem divertido — Lembrei-me da ultima vez que fizemos isso, foi bom, ate que a Linda chegou e estragou tudo.

Eu não sabia mais o que pensar sobre ela, eu apenas a via com um empecilho, mas podia fazer o que? Ela era mãe do Frank e não é como se eu pudesse a tirar dele, pois por mais cruel que ela seja, ainda sim era da família dele e a gente meio que estávamos de mãos atadas, pois o Frank era de menor e qualquer coisa que ele aprontasse me envolvendo, eu que seria responsável.

— Eu não sei o que e pior, estudar de manhã e tem que acorda cedo ou estudar de tarde, que e chato e parece que você perde a tarde toda, apesar de que quando você chega em casa de uma manhã de aula, você quer dormi, ai perde a tarde também... Os dois são ruins — Comentei mudando o foco do meu pensamento, não adiantava nada eu ficar pensando sobre a família do Frank, tudo se resolveria quando fosse à hora.

— Talvez o pior e ter férias de um mês — Apenas concordei com a cabeça, pois ele tinha toda razão, pareceu que foi apenas uma semana sem aula, ainda não tinha descansado mentalmente para esta aqui.

— Oi meninos — A professora disse de forma simpática se aproximando de nos dois, assim nos três começamos a caminhar juntos — Como foi à aula? — Ela perguntou curiosa por nossa opinião, mas olhava com atenção para mim, eu apenas disfarcei.

Eu conhecia a professora de historia um pouquinho, pois ela sempre tentava conversar comigo quando eu estava em suas aulas, mas a minha timidez nunca deixou que nossas conversas se estendessem por muito tempo — não era como a professora de português que eu tinha mais intimidade.

— Foi interessante, historia e interessante, eu gosto, ainda mais quando e aula com vídeo, acho que fica mais fácil de guarda as coisas, não é mesmo Gerard? — Ele me perguntou animado me dando um leve cutucão no ombro, eu apenas o olhei um pouco desnorteado, pois nem estava prestando atenção no que eles diziam.

— Eu não sei, ainda estou aprendendo a gostar das aulas — Disse de forma indiferente não ligando muito para aquele assunto de aula, aposto que eles podiam falar algo mais interessante do que isso.

— Não liga para ele, ele não gosta de nada — Apenas ignorei seu comentário, pois a única coisa que eu não gostava de conversa; era sobre aula, achava esse assunto bem desinteressante.

Demos o primeiro passo para fora daquela sala e ela fechou a porta, assim começamos a caminhar por aquele corredor praticamente vazio, pois a maioria dos alunos já estava no pátio — ninguém gostava muito de ficar perdendo “tempo” aqui no corredor, pois todos queriam pegar o melhor lugar na cantina.

Eu apenas deixei os dois conversando e eles pereciam bem animados com o assunto da aula — eu não vi nada demais na aula de hoje, para mim foi só mais uma aula sem graça, não via nada de legal para conversa sobre ela.

Olhava para frente e mais a frente eu reconheci os dois meninos que vinham em direção contraria ao fluxo. Um totalmente calmo e o outro completamente estabanado — nem precisava dizer quem era aquela criatura estabanada, pois só existia uma pessoa assim e ela se chamava: Frank Iero.

— Gee — Gritou enquanto vinha em minha direção e pulou em mim, me abraçado apertado, eu apenas fiquei por um momento estático e por um instante fiquei feliz pelo corredor esta praticamente vazio — Estava morrendo de saudade! — Todos ao nosso redor nos olharam e eu fiquei corado com vergonha — Ah, oi professora, depois do intervalo e sua aula e eu adoro ela — Ele falava de forma empolgada e eu comecei a duvidar que só eu que não gostava muito de historia.

— Obrigado Frank... — Ela disse sem jeito olhando aquilo tudo e analisando o “escândalo” que ele tinha feito — Não sabia que vocês dois eram amigos?! — Disse sem ao menos saber o que pensar e eu apenas fiquei com mais vergonha.

— A gente é, adoro ele — Ele se ajeitou ali em mim e eu apenas o apertei levemente — Melhor pessoa do mundo — Dizia animado com um sorriso no rosto e eu senti o quanto ele me amava, então o apertei mais forte querendo esmagar ele por ser tão fofo.

— Tenho certeza que sim, apenas preguiçoso para estudar — A professora ao nosso lado disse de forma descontraída como se fosse nossa amiga.

— Sim, mas a gente esta mudando isso — Ele deu um passo para trás ainda sorrindo e meu irmão se aproximou de nos olhando a cena todo e rindo levemente.

A maior parte do tempo o Mikey o achava irritante, mas não podia negar que o Frank animava as coisas ao seu redor e às vezes ele era engraçado com suas trapalhadas, então era impossível o odiava por definitivo.

— Que bom que os quatros estão empenhados e eu gosto de saber que vocês estão estudando... Deveriam criar um grupo de estudo — Ela parecia bem animada com a ideia, pelo jeito ela gostava de seus alunos e que eles aprendessem.

— Verdade, assim fica mais fácil, não é mesmo? — Frank perguntou animado com a ideia e ela apenas concordou com a cabeça — De vez vocês dois ficarem jogado videogame o dia todo, porque não ajuda a gente a estudar de tarde?! — Perguntou de forma mandona e cruzou os braços fazendo bico, eu apenas dei uma leve risada o achando engraçado, amava o ver bravinho, era tão fofinho.

— Serio? — Mikey perguntou um pouco aborrecido e desanimado com a ideia.

— Serio, assim a gente ajuda o Gerard ao mesmo tempo em que a gente aprende um pouco mais, vai ser legal! — Ele dizia animado como se fosse uma forma de contagiar os outros, mas não pareceu funcionar muito bem.

— Frank, vamos falar disso depois?! — Disse ainda envergonhando por comentar desse assunto em frente da professora, pois eu me sentia o mais burro entre todos, então ele tentou falar algo e eu coloquei meu dedo indicador entre seus lábios — Melhor ficar quietinho — Ele deu um sorrisinho malandro e depois beijou a minha bochecha, isso me fez sorri.

Continua...


Notas Finais


O Frank bravinho e estabanado, fofinho ^-^
Ate o próximo cap
Bjs


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