História Are you my clarity? - Capítulo 23


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Homossexual, Lesbicas, Romance
Exibições 509
Palavras 3.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Orange, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


QUEM É VIVO SEMPRE APARECE!!! Apareci!

Explico tudo nas notas finais, não vou encher o saco agora, vocês querem ler que eu sei. Boa leitura!!

Capítulo 23 - Armadilha


Sara's POV

A tensão no ar era palpável enquanto a mãe de Renata me olhava, na verdade me encarava, enquanto nós duas esperávamos ela dizer alguma coisa. Acho que ela nunca havia me visto antes. Imaginei que Renata teria falado sobre mim para ela quando cheguei na cidade, mas pelo visto, não. 

 

-- Irmã? -- a mãe dela franziu o cenho, confusa. -- Ah, sim! Você é a moça que chegou faz pouco tempo, não é? Filha do Jorge? Miranda me falou sobre você.

 

Meu coração parou de querer sair do peito e eu esbocei um sorriso. Ela disse aquilo de um modo aberto, convidativo, então me senti mais à vontade.

 

-- Isso mesmo -- fiquei ainda mais tranquila porque ela sorriu de volta. -- Cheguei faz pouco tempo aqui.

 

-- Prazer, meu nome é Sandra -- deu alguns passos, se aproximando de mim, e estendeu a mão. Apertei. -- Desculpa, hã... Sara, não é? Não sabia que você tinha dormido aqui. A Renata não me falou nada.

 

Ambas olhamos pra Renata, que estava com uma cara de assustada. Os olhos meio arregalados, acho que ansiosa por estar me apresentando à mãe. Seu rosto branquinho e sardento foi ficando vermelho à medida que ela ficava com vergonha.

 

-- É porque ela chegou aqui de madrugada, mãe -- Renata começou a falar, a voz meio trêmula. O que dizer? Eu também não tinha nenhuma desculpa na cabeça.

 

-- Perdão, dona Sandra, não queria incomodar -- eu interrompi, não queria deixar Renata sozinha nessa. -- É porque eu recebi uma ligação da minha família do Sul ontem, me avisaram que uma tia minha havia morrido. Tava me sentindo muito mal em casa, liguei pra Rê e ela me convidou pra dormir com ela. Pra não ficar sozinha à noite. Ela só tava querendo me ajudar.

 

Dona Sandra fez uma cara de surpresa, logo passando para uma expressão de pena. Colocou a mão no meu ombro e falou:

 

-- Meu Deus, que coisa horrível. Sinto muito, Sara. Pode passar o dia aqui, quanto tempo precisar. Fica, almoça conosco. Eu convidaria para tomar café, mas pelo horário...

 

Olhei nos olhos dela, sem saber o que dizer, e olhei pra Renata. Ela abriu um sorrisão e praticamente deu pulinhos de alegria. Incrível como ela e a mãe eram parecidas. Os olhos, o sorriso, o nariz fininho... Coitado do pai, não teve vez na genética. Renata era praticamente uma cópia da mãe.

 

-- Isso! -- Renata incentivou. -- Eu já tinha convidado ela pra ficar, mãe, mas ela é toda desconfiada. Agora com você pedindo ela não tem como recusar. Fica, vai, Sara?

 

Com ela me pedindo daquele jeito, me olhando com aquela carinha, não tinha como dizer não. O pedido da mãe dela não me convenceu nem 1% do tanto que o dela me convencia.

 

-- Se não for incomodar... -- eu tava realmente tímida. -- Mas não vou demorar muito, o pessoal lá em casa deve estar preocupado comigo.

 

-- Eles não vão se incomodar, qualquer coisa eu aviso que você está aqui -- dona Sandra já foi puxando uma das cadeiras da mesa, oferecendo para eu sentar. -- A comida já está saindo, só estou esperando ficar pronta. Podem se sentar, meninas.

 

Renata sentou em uma das cadeiras e fez um gesto para eu sentar ao seu lado. Sua mãe se afastou, foi checar as panelas no fogão. Eu sentei e suspirei, aliviada. Achei que ela levaria uma bronca, que um clima chato iria se instalar por eu ter aparecido ali sem avisar. Mas deu tudo certo.

 

-- Ela gostou de você -- Renata sussurrou pra mim, sorrindo. -- Eu conheço a velha. 

 

-- Sério? -- sorri de volta. -- Fiquei com medo de ela brigar, ficar chateada por eu estar aqui.

 

-- Que nada, minha mãe não é dessas. Uma hora dessas ela deve estar morrendo de pena da sua tia que morreu.

 

-- Deus me livre! -- bati no tampo de madeira da mesa três vezes. -- Tá vendo o que eu não faço por você? Tive até que matar uma tia minha nessa história.

 

-- Vai dizer que não valeu a pena? -- ela colocou a mão na minha perna por baixo da mesa. Imediatamente olhei pra dona Sandra, de costas pra nós, colocando alguma coisa numa travessa. Meu coração acelerou.

 

-- Você é louca? -- sussurrei, tirando a mão dela do meu colo.

 

-- Você que é linda -- ela continuava sorrindo, colocou a mão de volta e acariciou. Tirei de novo.

 

-- Para com isso, sério! 

 

A mãe dela se virou de vez, bem a tempo de ver nossa quase discussão rolando. Nossos rostos estavam próximos. Eu me ajeitei em menos de um segundo, ficando ereta na cadeira, enquanto Renata segurava o riso. Eu estava tensa, mas com vontade de rir também. Não lembrava a última vez que eu namorei escondida desse jeito. Em Goiânia eu era assumida, todo mundo já sabia, e a maioria das garotas com quem fiquei também era assumida. Era um misto de aventura e tensão ficar se pegando escondida desse jeito.

 

Dona Sandra pareceu não notar a movimentação estranha. Colocou uma travessa de lasanha na mesa, super cheirosa, e meu estômago adormecido deu sinal de vida. Eu tava morrendo de fome e não tinha percebido.

 

-- Eu te amo tanto, mãe! -- Renata falou, esfregando as mãos. -- Isso é porque eu nem avisei que você vinha, viu, Sara? Se tivesse avisado, ela prepararia um banquete. Nem lembro a última vez que rolou lasanha aqui em casa.

 

-- Para com isso, Renata -- a mãe dela repreendeu. -- Falando assim parece que vocês passam fome em casa. Fique à vontade, Sara. A casa é sua também.

 

Ela serviu uma porção num prato pra mim, eu experimentei e sorri. Uma delícia. Logo estávamos todas sentadas e comendo, eu realmente me sentia em casa. Sandra conversava comigo como se eu aparecesse ali todos os dias. Era um papo leve, descontraído, ríamos algumas vezes. Acho que nem na minha própria casa eu me sentia assim.

 

-- Então quer dizer que você é metade sulista, metade goiana? -- ela me perguntou. -- Seu sotaque não parece do sul.

 

-- É porque eu nasci e cresci em Goiânia -- respondi. -- Morei muito pouco tempo no Sul, foi só depois que minha mãe morreu. Aí me mudei pra cá.

 

-- O sotaque dela é um charme, né, mãe? -- foi a vez de Renata falar. Eu estava tomando um gole de refrigerante e quase engasguei na hora. -- Acho a coisa mais linda.

 

-- É sim -- a mãe dela sorriu. -- Também acho lindo. A propósito, você tem os olhos do seu pai quando era mais novo, Sara. Só que os dele...

 

-- ...são mais verdes que os meus -- eu completei antes dela. Ela riu. -- É, todo mundo diz isso. Eu puxei os olhos da minha mãe também.

 

Terminamos de almoçar num clima muito bom. Sandra perguntou muito sobre mim, sobre minha vida, e pela primeira vez em muito tempo eu não me senti mal por relembrar o passado. Falei sobre minha infância, sobre minha estadia em São Paulo, sobre minha vida ali. Mas a energia era tão leve que por um momento não me lembrei dos problemas. Ótima ideia ter ficado ali para almoçar com elas. A mãe de Renata era uma pessoa maravilhosa. Parecia ter gostado de mim, e isso me enchia de alegria. Era bom ser acolhida em algum lugar.

 

-- Dona Sandra, muito obrigada por esse almoço maravilhoso, realmente amei -- eu agradeci de coração. -- Mas agora preciso ir pra casa, eu nem avisei onde estava, que horas voltava... Acho que meu pai vai me matar. 

 

Eu sorri e Renata me encarou de olhos arregalados. Por um instante não entendi a surpresa, mas depois caí na real. Acabei de chamar meu pai de "pai" pela primeira vez em voz alta. Sem perceber, apenas saiu.

 

-- Claro, claro -- Dona Sandra não percebeu nada, óbvio. -- Não vou te prender aqui. Mas volte sempre que puder, viu? Você ainda não conheceu o Gui, meu outro filho, irmão da Renata. Hoje ele foi almoçar na casa da madrinha, porque é aniversário dela, mas outro dia você vem e o conhece.

 

-- Seria um prazer. Pode deixar que vou aparecer.

 

Para minha surpresa, Sandra se aproximou de mim e me puxou para um abraço. Correspondi imediatamente quando me situei no que tinha acontecido. Era um abraço quentinho, acolhedor. Abraço de mãe. Não era a minha, mas me senti protegida como se fosse. Foi inevitável os olhos se encherem de lágrimas lembrando de dona Adélia, mas disfarcei e ninguém notou.

 

-- Vou levar a Sara na porta, mãe -- Renata falou quando nos separamos daquele abraço. 

 

-- Certo. Foi um prazer, loirinha! Volte sempre, gostei muito de você.

 

Ouvir isso me deixou nas nuvens. 

 

-- Também adorei te conhecer, dona Sandra.

 

Renata me puxou pela mão enquanto a mãe dava as costas e se afastava, mas não me levou até a porta da frente. Eu já ia perguntar o que ela estava fazendo quando ela me empurrou pra dentro do quarto, fechou a porta e praticamente pulou na minha boca. Me beijou intensamente, era cheio de paixão, entrega. Nada sexual, era uma entrega de sentimento. Correspondi da mesma forma, mesmo sem entender aquele surto repentino. 

 

-- Você é maravilhosa -- ela sussurrou, sorrindo, quando nos afastamos, as duas ofegantes. Me deu vários selinhos. 

 

-- Eu sei, mas por que isso agora? -- sorri de volta, ela me deu um tapa no braço.

 

-- O tapa foi porque você precisa parar de ser convencida. O beijo foi porque... Sei lá... Deu vontade. Eu achei tão lindo esse almoço hoje. Você conversando com minha mãe, ela gostando de você. Aliás, quem é que não te adora, hein loira?

 

E voltou a me beijar. Suas mãos passearam no meu corpo, apertaram minha bunda de leve. 

 

-- Eu também adorei conhecer sua mãe! Que por sinal está ali na cozinha, a poucos metros da gente, e pode entrar nesse quarto a qualquer momento -- eu tirei sua mão da minha bunda e falei, tentando puxá-la pra realidade. Ela deu uma risadinha sapeca e mordeu o lábio inferior.

 

-- Desculpa, é inevitável. É só te beijar que já dá vontade de fazer outras coisas.

 

-- Não tá cansada de ontem, não?

 

-- Cansar de transar com você? Jamais, é impossível.

 

Alguém precisa dar limites a essa menina. Quem vê esse rostinho de anjo, esse jeitinho tímido, nem imagina que por dentro ela tem um fogo que não acaba nunca. Mas na verdade eu adorava isso. Dava vontade de agarrá-la na hora, mas infelizmente, na maioria das vezes não dava para fazer isso.

 

-- Preciso ir agora. Queria ficar mais, mas teoricamente ainda vou viajar hoje, e não avisei nada a ninguém...

 

-- Teoricamente -- ela enfatizou, sorrindo e passando os braços pelo meus ombros. -- Porque você não vai mais a lugar nenhum. Seu lugar é aqui, almoçando com a minha mãe, dormindo comigo, me dando um monte de beijo... 

 

-- Sabe que eu ainda preciso resolver isso, né? -- detestava cortá-la desse clima, mas minha vida realmente estava uma bagunça e eu precisava arrumá-la. -- Inclusive minha família lá no Sul está me esperando uma hora dessas. Quando eles souberem que eu não vou mais e que ainda matei uma tia minha, vão me deserdar.

 

-- Besta! -- ela riu. -- Então vamos, não vou mais te prender aqui. Quando chegar lá me avisa como foram as coisas. Acho que seu pai não vai ficar chateado, ele vai amar saber que você vai ficar. 

 

-- O Eric também já chegou -- relembrei essa parte delicada. -- Acho que preciso conversar com ele. É melhor, né? Esclarecer as coisas.

 

-- Tá, mas conversar o quê? -- a expressão dela se fechou. -- Não tem como conversar com aquele garoto. Ele não ouve ninguém, acha que tá sempre certo. Deixa ele lá. Nós já terminamos e não vamos voltar. E ele não desconfia, Sara. Ele acha que terminamos por sua causa, mas não sabe o porquê.

 

-- É -- eu disse só isso. Aquele assunto me deixava pra baixo, não queria ter que relembrá-lo agora, quando o clima estava tão bom. -- Verei isso depois. Já vou indo.

 

Renata me deu outro beijo, e mais outro, até que finalmente criei coragem para me soltar de seus braços. Por mim eu passaria o dia inteiro ali, deitada com ela na cama, sem fazer nada, só conversando e sentindo o calor de seu corpo perto do meu. Aquilo me trazia uma paz sem igual.

 

Me despedi uma última vez dela e fui andando pra casa. Não era exatamente perto, mas eu gostava de caminhar. Às vezes tinha o mesmo efeito de quando eu corria, me ajudava a pensar nas coisas e na vida. Decidi tirar esse tempo pra não pensar em coisas ruins, e sim reviver a última noite na mente. Tinha sido maravilhoso. Incrível como a tristeza que eu estava sentindo tinha ido embora no instante em que Renata entrou no meu quarto e me empurrou na cama. Nunca imaginei isso. Antes de ela chegar, eu estava deitada, me perguntando se o que eu estava fazendo era realmente o melhor. Tomei essa decisão logo depois de conversar com Alison, pois a única conclusão que eu tinha chegado era que eu precisava me afastar. Daquela família, daquela garota. Mas como fazer isso se eu a via todos os dias no colégio, e fora dele também, quando ela aparecia na minha casa por causa do Eric? Eric. Meu irmão me odiava. Eu sabia que a vida dele tinha se tornado um inferno desde que eu havia chegado. Eu tentava me colocar no lugar dele e imaginar como eu reagiria na mesma situação, o quão ruim aquilo deveria ser. 

 

Alison tentou me convencer do contrário várias vezes ao longo da semana, mas eu estava com a ideia fixa. Já havia conversado com meu pai e dito a ele minha decisão. O rosto dele quando contei isso carregava uma tristeza intensa. A filha que ele tinha acabado de conhecer, e que ele tanto queria acolher e cuidar, estava querendo ir embora. Ele chegou a me perguntar se havia falhado no papel de pai e aquilo cortou meu coração. Respondi que não e o abracei, tentando deixar claro que não era por ele que eu estava fazendo isso. Mas ele respeitou minha decisão. Passou a semana inteira amuado, mas não ficou tentando me convencer do contrário. Não falei diretamente com Eric, mas a notícia também chegou aos ouvidos dele. Ao contrário de todos ali na casa, ele reagiu super bem. Dava pra perceber como seu humor havia mudado, o quanto estava aliviado. Vê-lo assim só reforçou minha decisão, era realmente o que eu tinha de fazer.

 

Minha família no Sul praticamente fez uma festa quando anunciei que estava voltando. Minha avó disse que me receberia de braços abertos. Parte de mim estava feliz por poder voltar, lá eu era acolhida de verdade, me sentia em casa. Partiria o coração deles quando eu contasse que não iria mais. Mas eles entenderiam minha situação, eu sabia disso. Eu estava morrendo de saudades, precisava vê-los, ainda faria isso. Mas não agora.

 

Fingir que Renata não existia foi a coisa mais difícil que fiz ultimamente. Não consigo colocar em palavras minha vontade de vê-la, abraçá-la, conversar com ela. Quando fui entregar meu atestado de afastamento à coordenação do colégio, planejei fazer isso rápido e ir embora, justamente para não correr o risco de esbarrar com ela. Mas ela me viu, veio até mim. Quando vi seu rosto, olhei em seus olhos, coisa que não fazia há alguns dias, meu coração vacilou. Na verdade, eu vacilei inteira. Quis puxá-la pra mim e beijá-la, a saudade era sufocante. Mas ao mesmo tempo aquilo me dilacerava, eu sabia que não era certo, que não deveria ficar ali nem mais um minuto. Não tive forças para reagir quando ela tentou me beijar, sussurrou ao meu ouvido... Era tentação demais. Um beijo de despedida. O derradeiro. Depois disso, eu sumiria de sua vida e ela não ouviria nem falar mais de mim.

 

Quando abri a porta do quarto e a vi ali, parada, ofegante e com o rosto vermelho, levei um susto. Esperava que fosse qualquer pessoa, menos ela. Sabia que era noite de bazar no colégio, e que ela havia ido com o Eric. Como tinha ido parar ali? Tinha descoberto que eu ia embora, veio me dizer umas poucas e boas? Quando ela me agarrou pela gola da blusa achei que fosse me bater. Em vez disso me deu uma noite maravilhosa, que eu continuava revivendo cada segundo. Desde sua declaração até o momento em que fizemos amor. Aquilo me deixou ainda mais apaixonada por ela.

O que estávamos vivendo era surreal. Ela tinha terminado com o Eric e disse que queria ficar comigo. Que queria ser minha. Essas palavras ainda ecoavam na minha mente.

 

Quando abri a porta e pus os pés em casa, encontrei Alison sentada no sofá da sala. Olhei em volta e só a vi por ali, sozinha. Cumprimentei-a e me aproximei, sorrindo. Ela, no entanto, estava séria. Fiquei imediatamente tensa.

 

-- Ali, desculpa -- comecei a falar, ela deveria estar chateada por eu ter saído no meio da noite e só ter aparecido agora. -- Eu estava na casa da Renata. Foi uma longa história. A gente precisa conversar, eu tenho que te contar uma coisas...

 

-- Eu sei, relaxa -- ela levantou a mão para interromper minha fala. -- Tá tudo bem. Meus pais saíram, mas inventei uma desculpa pra eles. Acreditaram. Na verdade, ainda bem que eles saíram... Nem imagino como meu pai reagiria se fosse ele que tivesse aberto a porta e recebido isso.

 

Fiquei sem entender o que ela estava falando. Continuei encarando-a enquanto ela pegou um envelope pardo em cima da mesinha de centro, em frente ao sofá, e me entregou. Virei o envelope e ele estava endereçado a mim. Na verdade, só estava escrito meu nome, numa letra grande e meio torta. Olhei pra Alison sem entender nada, ela só fez um gesto com a cabeça para me incentivar a abri-lo. Fiz isso, tirei de lá de dentro uma folha de papel branca dobrada ao meio. Abri e estava escrito, na mesma letra estranha do lado de fora:

 

"Espero que não tenha se esquecido do nosso trato. A propósito, sua namorada é muito bonita."

 

Senti uma tontura quando terminei de ler. Ergui os olhos pra Alison, que me encarava na espera de uma resposta.

 

-- Que brincadeira é essa, Sara? -- ela me questionou, séria. 

 

Fechei os olhos e senti o mundo inteiro girar, uma pressão dentro da cabeça. Não lembro de mais nada.


Notas Finais


Galera, essa semana simplesmente não tive como postar! Não deu, muita coisa aconteceu, não tive tempo... Mas tô aqui, abandonei vocês mas voltei. Tentei postar ontem, inclusive, mas o servidor do site não vai muito com a minha cara, não carregava de jeito nenhum. Feliz, como sempre, de ver que vocês sentiram falta e uma galerinha nova apareceu pra elogiar a história!! <3 Muito obrigada!

Vou premiar vocês com um capítulo extra se alguém conseguir acertar qual é a treta da Sara hahahaha O desafio tá lançado!


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