História Are You (Un)Happy? - Imagine Jungkook - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Cho Seung Yeon, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Drama, Imagine, Jungkook, Luizinho, Romance
Exibições 439
Palavras 3.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


GENTE, CHEGUEI.

Esse capítulo surgiu numa conversa louca comigo e com a minha irmã, mas eu espero que gostem.

Playstation: HOJE EU ME APRESENTEI COM UMA DANÇA JAPONESA. TO MORTA, MAS TÔ FELIZ. <3

Saranghae! <3

Capítulo 24 - Oh, My Girl


[Jungkook On]

[…]

— Certo, o Jin-hyung canta primeiro. — Yoongi-hyung disse, animado, segurando a câmera. Estávamos gravando um vídeo para nosso aniversário, como fazíamos todos os anos, mas dessa vez Sun-Hee noona nos observava por trás das câmeras. Yoongi-hyung começou a cantar I Need U, mas ao invés de "fall", ele dizia "farr".

— É "fall"! — Namjoon-hyung disse, rindo.

— Neo ttaeme na ireohge manggajyeo... — Jin-hyung continuou, imitando a voz de Yoongi-hyung. — Geumanhallae ije neo an gajyeo. Motagesseo, mwot gataseo... Jebal pinggye gateun geon samgajwo!

— Niga nahante ireom an dwae, niga han modeun mareun andae... — Jimin-hyung continuou, meio envergonhado. Nós rimos. — Jinsireul garigo nal jjijeo, nal jjijeo na michyeo da siheo... AIGOO!

Ele cobriu o rosto. Aparentemente, o rap de Hoseok-hyung era demais pra ele. V-hyung continuou;

— Jeonbu gajyeoga nan niga geunyang miwo!

— But you're my everything, everything, everything... — Hoseok-hyung cantou, dramático.

— Jebal jom kkeojyeo, HUH! — V-hyung fez uma força um tanto desnecessária na última palavra, o que só nós fez rir mais.

— Mianhae, saranghae, yongseohae...

— I NEED YOU GIRL, WAE, HONJA SARANGHAGO, HONJASEOMAN IBYEOLHAAAAAAE! — Yoongi-hyung cantou com sua "belíssima voz", o que nos fez explodir em gargalhadas. Nem a noona Sun-Hee se aguentou; ela riu alto mesmo, de modo que sua risada pudesse sair na gravação. — I NEED YOU GIRL, WAE, DACHIL GEOL ALMYEONSEO, JAKKU NIGA PIRYOHAAAAAAE!

— I need you girl! — Hoseok-hyung cantou.

— Neon areumdawo... — Yoongi-hyung fez uma voz fina. Rimos.

— I need you girl!

— Neomu chagawo! — Mais uma vez a voz fina. Sun-Hee noona se acabava em risadas, estava quase a cair da cadeira, e Yoongi-hyung ria. Eu tinha certeza que ele estava fazendo de propósito apenas para ela rir.

[…] 

 

Jimin-hyung já estava num nível avançado de estranheza. Ele agora andava pelos cantos devagar e mal saía do quarto. Quando conversava conosco, tropeçava nas palavras e na maioria das vezes parecia nervoso com algo. Mas quando eu perguntava o que estava acontecendo, ele desviava do assunto e voltava pro seu mundinho.

Mesmo quando estávamos todos nós sentados na sala, naquela tarde, Jimin-hyung não se sentou ao meu lado ou no meu colo, como sempre fazia, mas sim bem longe de mim, no chão. Nosso manager havia nos comprado um lanche especial, carne coreana grelhada, mas nem isso parecia animá-lo.

— Esse é o melhor dia da minha vida desde o debut e quando nós fomos praquela seção de fotos na piscina. — Yoongi-hyung disse, animado, pegando um grande pedaço de carne com os jeotgarak. — Eu adoro carne.

— Essa carne tá ótima! — Jin-hyung disse, animado, com as bochechas cheias. — Jimin, você não vai comer?

— Hum? N-Não, eu... Não estou com fome, é isso. — Jimin-hyung deu uma risada nervosa. Suspirei.

— Hyung, pode vir aqui um momento? — O chamei. Jimin-hyung pareceu relutante no início, mas me seguiu. Fomos para a cozinha. — Você vai me contar o que está acontecendo ou não?

— Não. Não... Não agora. — Novamente, Jimin-hyung gaguejou. Revirei levemente os olhos.

— Hyung, você sabe que pode contar pra mim. Somos amigos, lembra? — Dei meu sorriso mais gentil. Mas, quando Jimin-hyung finalmente pareceu que ia falar algo, ouvimos algo se estatelar no chão e corremos para ver o que era. Um prato de comida estava reduzido à cacos no chão, e Yoongi-hyung era quem havia deixado cair. Ele, assim como os outros, estava fitando a televisão incrédulo. E ao também olhar para a tela do aparelho, percebi o por quê.

"Acidente em gravação de dorama resulta em 10 feridos; duas atrizes em estado grave."

Meu coração parou.

— O que...? — perguntei, num sussurro quase inaudível. Yoongi-hyung movimentava os lábios, mas nada saía da sua boca.

"Hoje de manhã, no set de gravação do dorama Sound of Silence, uma explosão mal-calculada em uma das poucas cenas de ação resultou em 10 atores feridos. Park Sun-Hee, de 21 anos, foi arremessada com força à parte de trás do set aonde deveria simular um trem nas cenas futuras, e acabou caindo com força contra os trilhos, resultando em fraturas múltiplas e um sangramento interno no fígado. S/N, de 17, foi arremessada contra uma parede e no impacto acabou fraturando a coluna. Os médicos dizem que não é caso de paraplegia e..."

A partir dali, eu já não ouvia mais nada. Estava fora de sintonia, não ouvia nada, não enxergava nada, tudo que eu sentia era Jimin-hyung tocando desesperadamente no meu ombro, tentando me trazer de volta ao mundo. Todos os outros membros estavam chocados; Hoseok-hyung aos poucos começou a chorar, e a respiração de Yoongi-hyung estava cada vez mais descompassada.

— Sun-Hee... — O ouvi dizer, com a voz falhando. Namjoon-hyung imediatamente se levantou e começou a telefonar para alguém, mas eu já não ouvia nada novamente. Eu não sei se eu apaguei, ou se me desliguei, mas depois desse momento, não me lembro mais de nada.

[…] 

 

A decisão de ir até o hospital foi quase que instantânea. Infelizmente, nós não fomos os únicos a ter essa ideia; a imprensa em peso estava na frente do hospital buscando mais informações sobre o estado das meninas, e quando nos viram ali, o alvoroço só fez aumentar.

Eu passei na frente, não estava batendo bem no momento. Yoongi-hyung, mesmo sem querer, foi praticamente escoltado por Namjoon-hyung e Hoseok-hyung. Jin-hyung veio sozinho e o manager Sejin-hyung veio guiando V-hyung pela mão.

Todos nós estávamos apreensivos. Yoongi-hyung estava estático; desde a notícia, não havia dado uma manifestação sequer sobre como se sentia. Ficava apenas parado, olhando para um ponto vazio, sendo puxado de um lado para o outro por Namjoon-hyung e Hoseok-hyung. Ele estava até mais branco que o normal, com as unhas e os lábios levementes azulados e a respiração acelerada.

Já eu... Eu nem sabia como estava me sentindo. Estava uma confusão tremenda dentro mim, que se aprofundou mais assim que vi a mãe de S/N na recepção do hospital. Para uma psicóloga, ela parecia um tanto desorientada. Claro, Jungkook, é a filha dela.

Assim que ela me viu, largou o que estava fazendo e veio rápido ao meu encontro, me abraçando apertado. Eu fiquei sem saber o que fazer, mas aos poucos fui retribuindo ao abraço, devagar.

— Jungkook! Aqui! — Ouvi Namjoon-hyung me chamar. Olhei para o manager Sejin-hyung; não queria deixar a mãe de S/N desamparada daquela forma. Ele assentiu.

— Pode ir, eu fico com ela aqui. — A mãe de S/N ergueu o olhar assim que o ouviu falar. — Olá, eu sou Sejin, o manager do BTS. Eu... Sinto muito pelo o que aconteceu com a sua filha.

Não tive tempo de ouvi-la responder; fui até meus hyungs o mais rápido que podia.

— Oi, com licença... — Namjoon-hyung chamou a recepcionista. — Estamos querendo saber...

— Dois minutos. — Ela nos interrompeu.

— Como?

— Voltem daqui a dois minutos! — Disse, entredentes, nos fazendo dar alguns passos automáticos para trás.

— Não adianta, ela é assim mesmo. — Ouvi a mãe de S/N mais uma vez, dessa vez acompanhada de Sejin-hyung. — Eu já tentei antes mas ela continua nesses "dois minutos". Eles deviam permitir a entrada automática da família.

— Isso é desrespeitoso. — Sejin-hyung disse, fazendo a mãe de S/N dar um meio sorriso.

— Eu concordo.

Mesmo parecendo prestar atenção na conversa, assim como eu, Namjoon-hyung estava concentrado em outra coisa. Ao longe, ele observava Yoongi-hyung junto a Hoseok-hyung e os outros.

— Ele estava gelado. — Ele falou, cabisbaixo. — O Yoongi-hyung, quero dizer. Ele... Estava meio gelado.

— Ele está em choque. — Comentei, baixinho. — Todos nós estamos... Bem, a noona é nossa amiga.

— Eu já falei para voltarem daqui a dois minutos! — Ouvimos a enfermeira chata repetir.

— Escuta aqui, eu não quero saber se você está ocupada ou não, eu quero ver a minha filha! — A mãe de S/N voltou ao balcão, elevando a voz.

— Senhora, isso aqui não é uma feira para ficar gritando dessa forma! — A tal enfermeira devolveu no mesmo tom. Sejin-hyung também foi até o balcão.

— Ela é a mãe, a filha dela acabou de dar entrada na UTI desse hospital em estado grave, e tudo o que ela quer saber é sobre a filha dela! Não pode fazer isso? Só isso?

A enfermeira engoliu a seco, desgostosa por ter sido contrariada, mas não falou mais nada. Sejin-hyung e a noona, mãe de S/N, ficaram conversando no balcão mesmo, com ele tentando acalmá-la. Não demorou muito até a tal enfermeira sair para algum lugar e voltar minutos depois acompanhada de um médico. Em sua identificação, pude ler "cirurgião-chefe".

— Me desculpem a demora. — Ele deu um mínimo sorriso simpático, que mesmo que curto, acalmou meu coração por um momento. Ele olhou numa prancheta. — Qual de vocês é o responsável pela senhorita S/N?

— Sou eu. — A mãe de S/N se pronunciou, indo até ele. O médico fala especialmente para ela, mas todos nós pudemos ouvir.

— Bom... Não é minha intenção desanimá-la, longe disso. As notícias não são tão boas, mas também não são tão ruins. S/N sofreu um impacto muito forte contra a parede e acabou sofrendo algo que chamamos de traumatismo craniano moderado e uma leve fratura na coluna, nada que algum tempo de fisioterapia não resolva. 

Cada palavra que ele pronunciava era um aperto mais e mais forte no meu coração. Pigarreei, deixando-o continuar.

— Numa tomografia computadorizada hoje de manhã, logo após sua entrada no hospital, não detectamos nenhum sangramento, hematoma ou edema, o que é uma coisa boa no momento. Neste mesmo instante, S/N está no bloco cirúrgico passando por uma operação para reduzir a pressão intracraniana. A boa notícia? Seu caso é estável e ela não corre risco de vida. — Ele deu um sorrisinho, fazendo a mãe de S/N suspirar, um tanto aliviada.

— Então agora é torcer para que a operação dê certo. — Sejin-hyung disse, dando um sorriso reconfortante para ela. Foi então que, pela primeira vez, Jimin-hyung se pronunciou ali. Seus olhos estavam marejados e muito avermelhados, e sua voz saiu falhada.

— E a Park Sun-Hee?

— Park Sun-Hee...? — O médico franziu as sobrancelhas e olhou na prancheta, soltando um longo suspiro ao aparentemente achar algo. — Quem é o responsável por ela aqui?

Todos nós paramos. Sun-Hee nunca nem havia citado os pais ou algum parente próximo, então não havia nenhum responsável. Foi então que todos os olhares pairaram sobre apenas uma pessoa; Yoongi-hyung.

— Os... Os pais dela estão em Ulsan. Não dá pra contatar. Não agora. Talvez... Talvez eles nem saibam do acidente da filha. — Ele disse depois de um tempo calado, voltando a fechar a boca logo em seguida. Suspiramos.

— Bom... Então nesse caso, eu me assumo como responsável. — Manager Sejin-hyung deu um passo a frente. — Kwon Sejin.

— Certo, ahm... — O médico respirou fundo. — O caso de Sun-Hee é bem diferente do caso de S/N. Na queda, ela acabou sofrendo uma ruptura no fígado, o que causou uma hemorragia interna grave. No caso do fígado não é tão preocupante, afinal é um órgão regenerativo, o grande problema é a hemorragia. Sun-Hee perdeu muito sangue. Ela corre grande risco de sofrer um choque hipovolêmico, e se caso isso acontecer, vai ser preciso uma transfusão imediatamente. Ela também está no bloco cirúrgico em uma tentativa de estancar a hemorragia.

Ouvimos um murmúrio abafado, e quando nos viramos para ver, Yoongi-hyung estava com a respiração mais descompassada do que antes. O médico franziu as sobrancelhas.

— Por que vocês não o levam para a ala de urgência e emergência, e...

— Não. — Yoongi-hyung negou com a cabeça. — Eu... To bem.

O médico suspirou, massageando as têmporas. Ele parecia já ter lidado com teimosos como Yoongi-hyung há tempos.

— Eu preciso voltar para meu trabalho agora. Minha supervisão é essencial. — Ele já ia embora, quando pareceu lembrar-se de algo. — Vamos orar por essas duas meninas.

E, aos poucos, ele foi sumindo pelo corredor interminável do hospital.

— Eu preciso tomar alguma coisa... — A noona disse, suspirando. Sejin-hyung sorriu. — Luizinho também não quer atender as minhas ligações por estar na China e isso não está ajudando.

— Posso oferecer um café?

Ela assentiu, deixando-se ser guiada para a cafeteria por Sejin-hyung por outro corredor. Agora estávamos sozinhos na sala de espera.

Me sentei, atordoado, ao lado de Yoongi-hyung. Eu não estava entendendo nada. Hemorragias, choques, traumatismos... Aquilo era demais para minha cabeça.

Àquela altura, a maioria de nós já estava chorando ou nervoso a ponto de quase chorar, menos Yoongi-hyung. Ele sempre ficava encarando um ponto qualquer no horizonte, sem esboçar nenhuma reação, com a respiração oscilando em alguns momentos. Toda aquela preocupação com a noona me fez querer estar ao lado de S/N, dar apoio à ela também, mas minha cabeça se recusava a sentir remorso por ela. Estava num conflito interno entre meu coração e minha mente.

Jimin-hyung estava tão mal que estava abraçado à seus joelhos no canto da parede, chorando tão copiosamente a ponto de soluçar. Em um momento, ele começou a chorar tão forte que eu pensei que ele fosse passar mal. Abaixei o olhar.

— Preocupado com a S/N? — Namjoon-hyung se abaixou perto de mim. Neguei com a cabeça.

— Estou preocupado com a noona. — Disse, sentindo minha garganta arranhar a cada palavra. Namjoon-hyung suspirou.

— Jungkook, eu sei que a S/N não foi um exemplo com você... Mas ela chegou a correr risco de morte. Você podia ter... Compaixão.

— Ela não teve compaixão comigo, por que eu teria c-...

Foi então que Jimin-hyung soltou um grito de impaciência e socou uma das cadeiras da sala de espera, se erguendo.

— PARA! PARA DE FALAR DESSE JEITO, PARA! PARA!

— O que? — Franzi o cenho. Jimin-hyung soluçou. — Hyung, o que...

— Eu... Eu não aguento mais, Jungkook... — Ele abaixou a cabeça, cerrando os punhos. — Eu não aguento mais te ver sofrer, ver a S/N sofrer, ver todo mundo sofrendo, eu não aguento mais... Eu... Eu tenho uma coisa pra te contar...

Todos nós o fitamos, confusos. Até Yoongi-hyung, que parecia num transe, começou a prestar atenção em Jimin-hyung.

— É culpa minha... — A voz dele falhou. — Seu término com a S/N, as coisas que ela disse pra você... Foi tudo culpa minha, tudo foi culpa minha...

Parei. Todo meu mundo pareceu girar em 360° graus.

— Como... Como isso pode ser culpa sua, hyung...?

— Eu... Eu fui na casa de S/N um dia qualquer... — Ele começou, ainda  soluçando. — Vocês dois... Vocês dois estavam muito próximos, e você estava se perdendo, e eu estava com medo... Então eu pedi para ela pra vocês darem um tempo, pra não se verem muito, para que você pudesse se dedicar... Mas eu não sabia, eu juro que eu não sabia que ela ter essa decisão! Eu... Eu juro, Jungkookie...

Meus punhos se cerraram. Eu não estava entendendo mais nada. Se S/N... S/N não havia mentido, então... Era culpa dele?

— Por que você fez isso...?

— Eu não queria...

— POR QUE VOCÊ FEZ ISSO?! — Gritei, acidentalmente deixando algumas lágrimas caírem. Eu não queria gritar, mas eu estava com raiva; estava com raiva por ele ter feito aquilo, estava com raiva por ele ter visto que eu estava sofrendo e não ter tido nada... Estava com raiva de tudo.

— Jungkook, calma. — Namjoon-hyung pediu, num murmúrio. Ri, incrédulo.

— Calma?! CALMA?! COMO VOCÊ PÔDE ME VER CHORANDO PELOS CANTOS SEM SENTIR NENHUM TIPO DE REMORSO?! — Jin-hyung e os outros já se levantavam de onde estavam, vindo averiguar a situação. Com o alvoroço, nenhum de nós notou uma correria de médicos pelo corredor.

— Não grite comigo... — Jimin-hyung sussurrou, abaixando o olhar.

— POR QUE EU NÃO DEVERIA GRITAR COM VOCÊ?!

— PORQUE EU CONTINUO SENDO SEU HYUNG E EU EXIJO RESPEITO! — Ele ergueu a cabeça, os olhos vermelhos lacrimejando e a voz rouca de tanto gritar. 

— RESPEITO?! VOCÊ POR ACASO SE OUVIU? MEU DEUS, EM QUATRO ANOS DE AMIZADE, EU NUNCA ESTIVE TÃO FURIOSO COM VOCÊ! VOCÊ ACABOU COMIGO E QUER VIR FALAR DE RESPEITO?! — Avancei para cima dele, que recuou, chorado ainda mais. Quem me segurou foi Namjoon-hyung.

— Já chega isso daqui! — Jin-hyung ordenou, fazendo eu me calar. — Isso aqui é um hospital, não esqueçam disso! Jimin-ssi... Jimin-ssi, fique longe do Jungkook só por um momento, por favor.

Ele soluçou mais algumas vezes, abaixando a cabeça e indo para onde Jin-hyung ordenara.

— E você, Jungkookie... Tente manter a calma. — Agora, o tom dele era gentil, o que fez minha respiração desacelerar e voltar ao normal. — Acalme-se... Você ainda é muito criança pra estar tão estressado.

Ele passou a mão pelo meu cabelo, o que fez eu desabar nos braços de Namjoon-hyung. Estava chorando assim como Jimin-hyung, fortemente, e Jin-hyung deixou que eu me apoiasse no ombro dele.

Só de lembrar as coisas horríveis que eu havia dito para S/N... O quanto tinha nojo dela, o quanto a odiava, e tudo isso na frente dela... Aquele era um lado meu que eu não conhecia. Agora eu entendia os outros; eu havia realmente mudado. Eu soquei o melhor amigo dela por ciúmes, evitei-a por todos esses meses... E que meses, que aconteceram tanta coisa...

E agora ela estava internada em uma UTI, e eu não estava ao lado dela por ser um otário.

— Veja pelo lado bom... — Jin-hyung disse ao meu ouvido suavemente, sem parar com o carinho no cabelo. — Agora que você viu o quanto isso te afetou... Vocês podem ficar juntos de novo e dessa vez prestar mais atenção quanto a isso...

— Se ela não me odiava antes, agora me odeia... — Disse, entre soluços. — Eu disse coisas horríveis... A chamei de coisas horríveis... Hyung, eu fui um monstro...

— Se fosse você, e alguém te fizesse alguma coisa ruim por não ter outra escolha, você perdoaria?

— Eu... Eu acho que sim... — Ergui o olhar para ele, foi então que percebi que ele também estava falando de Jimin-hyung. Ergui as sobrancelhas.

— Você sabe que o Jimin não fez por mal... Ele só estava assustado, assim como você estava quando a S/N terminou com você. E isso nos leva a fazer coisas que não queremos. — Jin-hyung deu um sorrisinho. — Tentem conversar.

Olhei para Jimin-hyung, que estava praticamente jogado no canto da sala, abraçado aos próprios joelhos. Eu juro que já estava vendo ele se desidratar por chorar tanto. Antes mesmo que eu pudesse pensar em fazer algo, o cirurgião-chefe veio acompanhado da noona mãe de S/N, que chorava copiosamente, e Sejin-hyung, e não tinham uma expressão muito boa. Hoseok-hyung e V-hyung ergueram Yoongi-hyung e o trouxeram devagar para próximo de todos. Jimin-hyung ouvia tudo de longe.

— Antes, nós precisamos saber se todos vocês estão calmos... — Sejin-hyung começou, mas Jin-hyung o cortou, o que foi uma surpresa já que ele nunca interrompia mais velhos.

— Hyung, por favor, só diga logo o que aconteceu.

Eles e o médico se entreolharam. Então, o médico suspirou e passou o olhar em cada um de nós, como se estivesse analisando nosso estado emocional para o que quer que fosse.

— Park Sun-Hee... Infelizmente não resistiu à hemorragia. O choque hipovolêmico a pegou de surpresa, o sangue foi perdido muito rápido... E nós não pudemos fazer nada.

E foi como se todos nós tivéssemos levado um tiro no peito.

— Hora da morte: 13:37. Eu sinto muito.


Notas Finais


Chorei escrevendo esse capítulo do começo ao fim. Passei o dia ouvindo Haru Haru, If You, Let Me Know e Butterfly só pra sentir a emoção, e acreditem, eu senti.


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