História Are You (Un)Happy? - Imagine Jungkook - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Cho Seung Yeon, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Drama, Imagine, Jungkook, Luizinho, Romance
Exibições 433
Palavras 2.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente, chegay

Foram 24 comentários no capítulo anterior. Eu não respondi nem metade deles. Vou responder todos, prometo. Fiquei surpresa com o quanto a Sun-Hee era uma personagem amada, eu nunca imaginei isso.

Doeu em mim aquele capítulo. Mas eu acho que esse novo pode levantar o ânimo de alguns.

Aproveitem. <3

Capítulo 25 - I'm Nothing Without You


[Jungkook On]

O clima estava pesado no hospital.

Hoseok-hyung e Jimin-hyung choravam copiosamente, com um deles sentado numa das cadeiras e o outro encostado na parede, quase deslizando para o chão.

Namjoon-hyung e Jin-hyung tentavam evitar as lágrimas, se fazer de forte na nossa frente, mas vez ou outra algumas desciam pelo rosto dos dois. V-hyung também chorava, mas não tanto quanto os outros.

O único que não expressava reação alguma era Yoongi-hyung. Os olhos dele ficaram vermelhos, mas nenhuma lágrima sequer escorreu por sua pele alva. Justo ele, quem nós pensávamos que iria chorar como Jimin-hyung estava chorando, não deu um pio. Não sabíamos se aquilo era bom ou ruim.

Eu estava destruído por dentro, como se um furacão tivesse passado e levasse tudo de mim. A morte da noona havia nos deixado em choque; não sabíamos o que fazer, não sabíamos como proceder, não sabíamos nem o que fazer com o Yoongi-hyung. Eu nem imaginava o tamanho da dor que ele estava sentindo.

Meu pensamento foi logo para S/N. Já eram 22:09, e ela teve que passar por uma outra cirurgia para sua coluna. Àquela altura, todos nós já estávamos apreensivos o bastante, e com a cirurgia repentina, nós ficamos mais ainda.

Eu estava com medo. Medo de perder S/N, sem nem mesmo pedir perdão.

A mãe de S/N dormia em um canto mais afastado, aonde o ar-condicionado pegava menos, no ombro de Sejin-hyung, que descansava a cabeça em cima da cabeça dela. Ele mesmo havia emprestado seu casaco para ela se embrulhar.

Foi então que, num de repente, a porta do hospital se abriu num barulho mais alto do que deveria, e Seungyeon entrou desesperado. A mãe de S/N acordou e, assim que seus olhos se encontraram com os de Seungyeon, ele correu para abraçá-la. Ali, ele começou a chorar copiosamente também.

— Que bom que você veio, que bom... — A mãe de S/N disse, acariciando o cabelo dele. Os soluços de choro apenas se aumentavam.

Logo atrás dele veio Sungjoo, preocupado com o amigo. Os três ficaram conversando por um certo tempo, até Sungjoo começar a chorar também. Em um momento, eu havia ouvido Sun-Hee noona mencionar que havia começado a sair com Sungjoo - antes de namorar o Yoongi-hyung. -, então a notícia da morte repentina dela com certeza deve tê-lo afetado. Afetou até Sejin-hyung, que não a conhecia direito.

Foi então que Sungjoo, ainda em prantos, foi até Yoongi-hyung e o abraçou de surpresa, nos fazendo franzir as sobrancelhas. Yoongi-hyung sempre deixou bem claro que não gostava da relação de amizade entre Sungjoo e Sun-Hee noona, mas agora os dois estavam abraçados, com um deles chorando pela morte dela.

Morte. Ainda soa estranho falar isso...

— Ei... — Ouvi uma voz fraca atrás de mim. Seungyeon. — Como... Como ela realmente está? 

— S/N? — Perguntei, baixinho. Ele assentiu. Suspirei. — Ela fez uma outra cirurgia na coluna... Por causa da fratura.

— Meu Deus... — Ele pressionou os olhos, fazendo algumas lágrimas caírem, e passou as mãos pelos cabelos. — Meu Deus...

Agora até eu estava com vontade de chorar. Chorar, sair correndo para o quarto de S/N e ficar ao lado dela, cuidando dela, pedindo perdão por tudo que havia feito.

— Eu a magoei muito? — Ousei perguntar para Seungyeon, que engoliu o choro antes de assentir.

— Um pouco. Você sabe... — Ele suspirou. Cocei a nuca. — Mas ela ainda te amava... Ainda ama, então isso não adiantava muito...

A vontade de chorar aumentou. Respirei fundo.

— Ela vai ficar feliz de te ver aqui. — Continuou. — Ela...

Seungyeon não conseguiu terminar a frase; as lágrimas logo desceram rapidamente e ele abaixou a cabeça, como se tivesse vergonha de chorar na minha frente.

Naquele momento, o médico de antes chegou até nós com as mãos nos bolsos do jaleco. Todos nós nos levantamos rapidamente, menos Yoongi-hyung, que foi puxado pela mão por Namjoon-hyung. O médico então sorriu.

— S/N pode acordar daqui a alguns minutos. — Todos nós suspiramos, aliviados. — Cada um de vocês terá quinze minutos para conversar com ela, para que ela se estimule e saiba que há tantas pessoas preocupadas com ela e que a amam. Por favor, entrem apenas um por vez e evitem tocar em assuntos muito delicados, ela ainda está muito sensível quanto a isso e pode levar à uma piora em seu quadro.

Todos nós assentimos, aliviados, até finalmente ouvirmos Yoongi-hyung se pronunciar. Ele ergueu a mão.

— Eu quero ver a Park Sun-Hee.

O médico franziu as sobrancelhas. Namjoon-hyung suspirou, assim como os outros, enquanto Jimin-hyung e Hoseok-hyung apenas choraram mais ainda.

— Eu não entendo...

— Sou o namorado dela. Quero vê-la. — Yoongi-hyung repetiu.

O médico pareceu perceber que ele realmente precisava vê-la uma última vez, então acabou assentindo.

— Bom, isso é estranho..., Mas como ela ainda está no quarto, vou deixá-lo vê-la por um momento. Pode me acompanhar?

Yoongi-hyung concordou, mas não saiu do lugar. Namjoon-hyung então começou a guiá-lo pelos ombros, oferecendo-se para ir junto.

— Ah! — O médico voltou-se para nós antes de ir. — Organizem-se para ver quem vai primeiro e podem entrar. Mas apenas um de cada vez, não esqueçam.

Ficamos nos entreolhando, sem saber como dividir. Sejin-hyung levantou-se e disse, ainda com voz de sono:

— A mãe pode ir primeiro.

A mãe de S/N sorriu, negando com a cabeça.

— Eu vou por último. S/N vai me contar cada conversa que teve, e eu aproveito e fico por lá mesmo, ao lado dela.

Novamente, nos entreolhamos. Eu então apontei para Seungyeon.

— Eles se conhecem desde pequenos. — Expliquei. — Ele pode ir.

— Não. — Seungyeon sorriu. — Pode ir primeiro, eu sei que você quer ir.

Arregalei levemente os olhos. Ele continuou.

— Você é o "namorado", afinal.

Pigarreei. Eu realmente queria ir vê-la, mas ser o primeiro ali, sem ninguém por perto... Como eu poderia reagir?

— Pode ir, Jungkook. A gente se organiza aqui. — Jin-hyung deu um sorriso gentil. — Vai.

Respirei fundo. Eu não estava preparado, não era o momento. Eu não sabia o que dizer, não sabia com que cara eu iria aparecer na frente dela depois de ter dito todas aquelas coisas. Uma enfermeira apareceu, sorridente.

— Olá, boa noite. S/N está acordada e pronta para receber seus amigos. — Ao contrário da enfermeira recepcionista, essa era jovem e gentil. Não pronunciava uma palavra sem sorrir. — Quem vai primeiro?

Dei um passo à frente, relutante. A enfermeira sorriu novamente.

— Me acompanhe.

Assenti, a obedecendo. Andar por aqueles corredores era como se eu estivesse indo em direção à cadeira elétrica, uma câmara de gás ou seja lá o que for. Eu estava quase passando mal. E quando chegamos no quarto de S/N, na UTI, meu coração quase saltou pela boca. A enfermeira abriu a porta para mim e entrou primeiro.

— S/N? Você tem visita, querida... Vamos, entre. — Ela me chamou, e eu entrei à passos lentos.

S/N estava elevada um pouco para cima, talvez para ajeitar os ossos da coluna, e os olhos estavam quase fechados. Ela provavelmente estava cansada, o sedativo deveria ser forte o suficiente para deixá-la dormindo o dia todo. E, ao me ver, ela soltou um arfar. Engoli a seco. Estava tão despreparado para vê-la que fiquei mudo.

— J-... Jungkook? — Ela quase engasgou.

— Bom... Eu vou deixá-los sozinhos agora. — A enfermeira sorriu. — Eu venho avisar quando o tempo tiver acabado. Caso precisem de algo, é só me chamar!

E então ela saiu, nos deixando a sós.

— Você... — Minha voz falhou. — Olhe como você está...

S/N tinha um curativo enorme cobrindo toda a cabeça, coberto por uma touca branca dada pelo próprio hospital. Para a cirurgia na cabeça, foi necessário que ela cortasse boa parte do cabelo, não sabia dizer se ela havia raspado ou não. Ela inalava soro fisiológico dissolvido com água e sal por um inalador pequeno, que começava em suas narinas e se conectava ao soro. Suas pernas e braços estavam magros, sem vida. O braço esquerdo estava coberto desde o cotovelo até metade dos dedos por gaze e bandagens e protegido com uma luva ortopédica. O pé esquerdo também continha uma bota ortopédica.

— Meu Deus... — Continuei, passando a mão no cabelo. S/N me interrompeu, desviando o olhar.

— Ouça... Jungkook, eu não quero brigar. Não hoje... — Ela disse, com a voz arrastada. Piscou devagar algumas vezes, como se estivesse decidindo se ia dormir ou não. — Por favor, só... Só respeita a minha condição e me deixe em paz, por fav-...

Não aguentei nem mais um segundo. Com cuidado, a abracei devagar, a acomodando nos meus braços. Seu corpo nunca me parecera tão frágil, como uma bonequinha de porcelana. Eu tremia da cabeça aos pés.

— Perdão... — Pedi, com a voz abafada, já sentindo as lágrimas salgarem a boca. S/N ficou surpresa e relutante no início, e eu pensei que ela não fosse me abraçar, mas aos poucos ela foi retribuindo e eu pude relaxar os ombros. — Perdão, meu amor... Perdão...

— Eu... Eu não entendo... — S/N murmurou quase num sussurro. Então eu finalmente pude explicar o que aconteceu ali, desde Jimin-hyung me explicando o que havia feito até o final. Expliquei tudo, menos a parte de Sun-Hee noona. "Evitem tocar em assuntos muito delicados".

— Eu nem acredito... Que finalmente posso ficar ao seu lado. — Disse, sorrindo. — Eu estava tão... Envergonhado. Envergonhado por ter dito tudo aquilo de você. Você está machucada... E agora fisicamente também.

— Não foi culpa sua, Kookie... — Ela também abriu um sorrisinho sonolento. Senti saudade de ser chamado de "Kookie".

— Mas não importa pra mim. Eu vou fazer de tudo para ser perdoado. — Eu também me referia a perdoar a mim mesmo. Eu mesmo estava me odiando ali. S/N riu baixo.

— Senti sua falta. — Ela disse, por fim, esticando a mão para segurar a minha. Me aproximei dela para facilitar. — Senti muito sua falta...

Assim que mão dela alcançou a minha, beijei-a delicadamente, sorrindo. Foi meu primeiro sorriso sincero em meses.

— Eu também senti sua falta...

 

[Yoongi On]

Foi como se eu tivesse acordado naquele momento.

Mesmo sabendo que estávamos num hospital, eu ainda me assustei ao perceber que estávamos na sala de espera. O médico de Sun-Hee ainda estava na recepção, conversando com a enfermeira.

Sun-Hee. Era por isso que eu estava ali.

"— Eu quero ver a Park Sun-Hee".

Eu sei que estava lá presente todo esse tempo, mas foi como se eu não estivesse. Foi como se estivesse em modo de espera. Tudo que eu lembrava era que Jungkook provavelmente iria falar com a S/N no mesmo momento em que eu fui atrás do quarto da Sun-Hee.

Assim que encontramos, o médico nos explicou que não podíamos demorar muito, mas eu não dei a mínima. Entrei no quarto devagar, seguido de Namjoon, que ficou na porta me supervisionando enquanto eu me aproximava do corpo imóvel da minha namorada. Ela estava pálida, com os lábios levemente arroxeados e o corpo marcado pelas escoriações e arranhões do acidente, mas ela ainda me parecia a garota mais linda do mundo. Segurei a mão dela.

— Hey, garota... — A chamei, baixinho. — Sou eu. O Yoongi. O tartaruga-oppa, lembra?

Nenhuma manifestação. Apertei levemente a mão dela; ela estava gelada.

— Pode abrir os olhos, garota... Eu estou aqui. Estou aqui com você. — Acariciei o rosto dela devagar. Ela nunca esteve tão fria e pálida, parecia... Parecia um anjo dormindo.

— Hyung... — Ouvi Namjoon me chamar. Quando me virei, ele apenas negou com a cabeça, mas eu suspirei.

— Ela vai acordar, Namjoon-ssi. — Voltei a olhar para Sun-Hee, e apertei mais sua mão. — Ela tem que acordar...

Novamente, nenhuma manifestação ou reação. Eu dei de ombros, ainda a acariciando.

— Tudo bem, sua encrenqueira. Eu posso ficar aqui até você acordar. Aqui do seu lado.

Ouvi Namjoon se aproximar. Não tive o trabalho de me virar para vê-lo; Sun-Hee não abria os olhos. Eu a queria ali comigo.

— Hyung... — Namjoon começou. — Você... Sabe que ela não vai acordar, não sabe?

Engasguei, arregalando levemente os olhos.

— Vai sim. — Apertei mais a mão dela. — E eu preciso estar aqui quando ela acordar.

— Hyung... — Namjoon tocou meus ombros. — Ela não vai acordar... Você sabe disso.

Abaixei o olhar. Com a mão que eu estava segurando a mão dela, comecei a fazer movimentos circulares com o polegar nas costas de sua mão, sentindo um vazio dentro de mim. Eu queria chorar, mas nada saía. Nada meu respondia. Eu estava novamente em modo de espera. Namjoon então me ajudou a me levantar pelos cotovelos e, devagar e delicadamente, desentrelaçou minha mão da mão de Sun-Hee.

— Vamos, hyung. Vamos lá com os outros agora, sim?

Aos poucos, ele foi me retirando do quarto de Sun-Hee, mesmo contra a minha vontade. Porém, antes de sair, consegui desferir um beijo em sua bochecha. Eu queria Sun-Hee ao meu lado. Queria-a me perturbando com sua alegria inacabável. De manhã, naquele mesmo dia, eu havia dito que aquele era o melhor dia da minha vida. Mas agora estava sentindo como se eu estivesse sendo puxado por uma onda e levado para o mar desconhecido. E quanto mais eu tentava sair, para mais longe eu era puxado.

Eu amava Sun-Hee. A queria por perto sempre. E não estava preparado a deixá-la ir.

Não demorou muito até voltarmos para a sala de espera e encontrarmos os outros ali. Namjoon me deixou sentado em uma cadeira perto da parede, ao lado de Hoseok - que ainda chorava -. Jin-hyung veio até nós.

— E então? Como... Como foi lá?

— Foi bom. — Disse, antes mesmo que Namjoon abrisse a boca para falar algo. Sorri. — Fiquei feliz de finalmente ter falado com ela.

Todos ali me olharam com pena, mas por incrível que pareça, eu não me abalei com aquilo. Encostei a cabeça na parede e fechei os olhos, ainda com um sorrisinho.

— Mal posso esperar para que ela acorde e nós voltemos para casa juntos.

Namjoon se retraiu, e Hoseok começou a chorar mais. Todos pareciam sentir dor, mas eu não sentia nada. Não conseguia. Eu queria, mas nada saía. Na, verdade, não entendia o porquê daquilo. Sun-Hee estava bem. Ela ia acordar. Eu sabia disso, ela não tinha me deixado. Ela ia acordar.

— Hyung... Um momento? — Namjoon puxou Jin-hyung para uma conversa apenas entre eles dois. Ele parecia preocupado e triste, e Jin-hyung também. Aquela conversa eu não pude ouvir, mas uma frase especial saiu alta o suficiente para que eu pudesse.

"Ele não está nada bem, hyung." 


Notas Finais


Não me matem. Metam o procelsson, mas não me matem. ;u;

Saranghae!


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