História Ares-1 Vs. Nemesis: a Batalha do Século - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Resident Evil
Personagens Albert Wesker, Chris Redfield, Jill Valentine, Nemesis-T Type, Nicholai Ginovaef, Personagens Originais, Sherry Birkin
Tags Biocom, Crossover, História Alternativa, Projeto Ares, Umbrella, Universo Alternativo, Zumbis
Visualizações 9
Palavras 3.438
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo 3: No lugar errado, na hora errada


Capítulo 3

No lugar errado, na hora errada.

Bryan Jessen estava finalmente a poucos quilômetros de Sacramento. Após uma reconfortante noite de sono, o dentista texano estava alegre e confiante, seguindo velozmente pela vazia estrada naquela bonita manhã.

De repente, o motorista vê algo parado na estrada, um pouco mais à frente. Logo ele percebeu que era uma caminhonete marrom e era possível ver uma mulher e um homem ao lado do veículo, acenando para que Bryan parasse.

De início Jessen achou que não era boa idéia, pois poderia ser uma armadilha feita por ladrões, mas aproximando-se mais ele percebeu que a mulher era uma ruiva de corpo escultural, que gritou:

"Hei! Você tem um celular?".

Eles estavam com problemas, e o sujeito ao lado da mulher, de chapéu e óculos escuros, não parecia tão ameaçador. Resolveu parar e, pisando no freio, colocou o Mustang um pouco à frente da caminhonete, saindo de dentro dele.

"O que houve com a pick-up?" – pergunta o dentista.

"Nós somos muito azarados!" – exclama a ruiva. – "Estávamos indo para Stockton e o motor pifou!".

"Essa velharia é uma merda mesmo!" – disse o sujeito de óculos escuros, irritado. – "Tinha que fundir justo agora!".

"Eu tenho um celular aqui, creio que precisam de um reboque".

"Posso usá-lo?" – pergunta a mulher, sorrindo.

"Sim, claro!".

A bela jovem apanha o telefone e digita o número do serviço de reboque. Enquanto admira sua beleza, Bryan pergunta:

"Qual o seu nome?".

"Linda Malone. E o seu?".

"Bryan Jessen".

"Muito prazer, Bryan. Aquele é William McDouglas, meu namorado".

As esperanças do dentista dissiparam-se quando Linda disse tal coisa. Mas, de qualquer maneira, Jessen não estava fazendo aquilo em vão. Gostava de ajudar os outros.

Enquanto a ruiva falava no celular, Jessen olhou em volta. Tudo muito quieto. Nenhum carro passando pela estrada, o vento batendo em seu rosto...

William resmungou algo enquanto Linda desligava o celular e o entregava a Bryan. Este, ao pegar o aparelho, percebeu que um carro preto se aproximava no sentido de Sacramento.

"Obrigada" – agradeceu Malone com um sorriso.

"De nada. Já vou indo".

"Para onde vai?" – pergunta William.

"Sacramento. Reunião de família. Boa sorte para vocês!".

"Obrigado".

Jessen virou-se e caminhou na direção do Mustang. Eram pessoas boas, ele havia se preocupado à toa. Nesse momento o carro preto estava próximo e o dentista, distraído, quase não ouviu quando McDouglas gritou:

"Pro chão!".

Bryan, surpreso por pensar que estava sendo assaltado, deu mais dois passos e jogou-se sobre a areia. Poucos segundos depois, ouviu uma rajada de submetralhadora e fechou os olhos, pensando que os disparos vinham em sua direção.

Mas ele não foi atingido. Jessen continuou no chão, enquanto os disparos de submetralhadora continuavam, agora misturados com tiros de pistola. Aquilo era um tiroteio e ele estava no meio do fogo cruzado.

Súbito, um grito. Linda disse algo e seguiu-se o som de um carro derrapando. Os tiros cessaram e, após mais alguns segundos de apreensão, Bryan levantou-se e tentou entender o que havia acontecido.

O carro preto estava parado no meio da estrada, com a porta do motorista aberta. A dois metros dele havia um sujeito vestindo terno e óculos escuros no chão, com dois buracos no peito e uma submetralhadora na mão direita.

"Meu Deus, ele está morto!" – exclamou Jessen, surpreendido.

Olhando mais atentamente era possível ver outro indivíduo vestido como o primeiro de bruços ao lado do carro, com uma poça de sangue embaixo da cabeça.

Linda e William estavam agora procurando algo no primeiro cadáver, segurando pistolas, enquanto Bryan se aproximava perplexo.

"Que diabos houve aqui?" – gritou o dentista.

O casal olhou para Jessen por um momento e logo McDouglas disse:

"Era matar ou morrer. Eles atiraram contra nós".

"Mas por quê? Vocês são bandidos ou coisa assim?".

Nesse momento, Linda tirou algo do terno que o morto usava. Era uma espécie de cartão de identificação. Ela o entregou a Bryan.

"Veja com quem estamos lutando!" – disse ela.

Jessen viu que no cartão havia uma foto do morto e o símbolo da Biocom, com o nome da empresa.

"Biocom? Eu não estou entendendo!".

Mas o casal o ignorou. Eles pegaram a arma do morto e alguma munição, indo depois averiguar o segundo cadáver. Bryan estava desnorteado. Há poucos minutos ele estava indo para uma reunião de família em Sacramento e agora estava conversando com dois assassinos!

"E agora?" – pergunta Linda. – "O que fazemos com ele? Ele pode nos denunciar!".

Nesse momento Jessen gelou. O pensamento de ser fuzilado no meio do nada realmente atormentou sua mente. Seu corpo começou a tremer.

William olhou para o amedrontado dentista e disse:

"Vamos levá-lo conosco. Contamos tudo a ele em Stockton".

Alívio. Eles não o matariam, mas aquilo era seqüestro. Estava de qualquer maneira em maus lençóis. Jessen olhou mais uma vez para os cadáveres sobre o asfalto e ouviu Linda dizer:

"Vamos, Bryan! Confie em nós, aqui não é seguro!".

Havia tamanha serenidade na voz da ruiva que o dentista não conseguiu entrar em pânico. Ele apenas disse:

"Olhem, eu não conto nada para ninguém! Deixem-me ir!".

"Não é questão disso, Bryan" – disse McDouglas. – "A Biocom está atrás de nós e infelizmente não podemos ter certeza que você não dirá nada para a polícia".

"Mas...".

"Fique calmo" – sorriu Malone. – "Nós só vamos até Stockton, depois te liberamos, OK?".

Bryan não tinha muita escolha. E para piorar eles tinham armas e coragem de matar. A prova maior disso estava logo ali, no meio da estrada. Pareciam, apesar de tudo, boas pessoas. Jessen não conseguia mais pensar que eram bandidos.

"Você vem?" – pergunta William, já caminhando na direção do carro preto da Biocom.

"OK, eu vou...".

O dentista seguiu McDouglas e Linda, entrando no veículo com um nó no estômago. William arrancou algo do painel do carro, era um rastreador ou coisa parecida. Aquilo era loucura, partir com dois assassinos deixando um carro e documentos para trás, mas eles poderiam matá-lo se não o fizesse, e isso deixava Bryan extremamente desconfortável.

X - X - X

"Sherry, que surpresa agradável!" – sorriu Jill, com o pequeno Barry no colo, ao abrir a porta do apartamento. – "Vamos, entre!".

A promotora pública entrou e parou no meio da sala, olhando para Chris, que vinha da cozinha.

"Sente-se, Sherry!" – disse o antigo membro do S.T.A.R.S. – "Claire acabou de ligar, nos convidando para um churrasco na casa dela semana que vem. Ela gostaria muito de revê-la!".

"Chris, Jill..." – suspirou Birkin, olhando para o belo casal com o bebê. – "Não trago boas notícias...".

"O que houve?" – pergunta Jill, assustada.

"É melhor se sentarem".

Chris e Jill acomodaram-se num sofá, olhando admirados para a promotora enquanto ela explicava a situação...

X - X - X

Deller estava com pressa. Colocou o sanduíche de atum sobre o pratinho branco e pegou-o com uma das mãos, enquanto segurava uma pasta cinza com a outra. O biólogo quase agradeceu quando a porta da cozinha abriu-se sozinha para que passasse, pois teria que largar algo se precisasse girar uma maçaneta.

Ele seguiu caminhando pelo iluminado corredor de metal, com uma porta à esquerda e outra no final. Cruzando esta última, ganhou a ampla sala de controle em formato hexagonal, com o painel cheio de monitores.

Após um breve murmúrio, Deller colocou o prato e a pasta sobre a bancada na frente das telas, sentando-se numa das cadeiras giratórias. Olhando para o painel, viu que os zumbis do Setor Alfa haviam arrombado a porta do depósito. Alguns escaparam para a superfície e isso o preocupava um pouco.

"Vocês estão com fome, não?" – sorriu o biólogo. – "Não se preocupem, a comida está chegando... Tenho certeza que ela virá!".

E mordeu o sanduíche de atum, mastigando sonoramente. De tanto observar aqueles mortos-vivos ele estava se tornando um deles, pelo menos no referente às péssimas maneiras. Deller, porém, sabia que estava seguro no Setor Gama. As portas estavam lacradas e apenas ele poderia abri-las, através daquela sala.

Nisso, lembrou-se "dele". Sim, distraído com os zumbis do Alfa ele acabara se esquecendo do que havia dentro da pasta. Abrindo-a, retirou um disquete azul com a inscrição "Novo Software".

Seria aquele o melhor momento? Não, Deller achou melhor esperar mais um pouco, pelos menos até a "comida" chegar. Assim "ele" cuidaria de tudo.

"E poderei soltar os meus titãs...".

Sim, seria incrível quando a hora chegasse. Ninguém havia feito um experimento daquele tipo ainda. Seria melhor assistir aquilo do que qualquer outro esporte existente, e Deller realmente considerava aquilo um esporte.

O biólogo sorriu brevemente e voltou a olhar para os monitores, comendo seu frio sanduíche.

X - X - X

"Vocês ouviram muito bem" – disse Sherry. – "O agente Adams quer vocês dois na operação que capturará Deller na Sibéria".

Chris e Jill estavam petrificados. Eles haviam ouvido tudo que Sherry disse e assistido ao terrível vídeo de Adams de mãos dadas fortemente. O pesadelo da Umbrella não terminara, apesar de todos os seus esforços, e agora voltava com uma nova face: a Biocom.

Eles disseram que nunca mais voltariam à ativa após a Amazônia, mas também pensavam que agora a Umbrella estava morta, que não existiam mais zumbis sedentos de sangue. E o pior é que Trent estava morto. A próxima vítima podia ser um deles.

"Eu sei como é difícil para vocês..." – suspirou Sherry. – "Vocês têm um filho...".

"Mas pôr um fim na maldita Umbrella é mais importante" – disse Jill, com o pequeno Barry no colo. – "Além disso, temos experiência de combate contra esses malditos mortos-vivos. Nosso filho pode muito bem ficar com uma babá enquanto estivermos em ação".

"Ela está certa" – concordou Chris. – "Você pode contar conosco, Sherry".

A promotora sorriu. Aquele casal era adorável e, apesar de Birkin se sentir culpada colocando-os para lutar no meio da neve contra armas biológicas, sabia que a bravura e inteligência dos dois seriam cruciais. O churrasco com Leon e Claire teria que esperar.

X - X - X

No quarto de hotel em Stockton, Linda Malone cantarolava enquanto tomava banho. William McDouglas mexia com armas e munição sobre uma mesa, enquanto o pobre Bryan Jessen, olhar vazio, fitava o fm de tarde através de uma janela, sentado num sofá marrom.

"Você gosta de armas, Bryan?" – perguntou o irmão de Thomas McDouglas.

"Não muito. Prefiro discos de vinil, discos de rock".

"Ah, é? Você gosta do Nirvana?".

"Gosto. Black Sabath e Scorpions também são ótimos".

Nesse momento William saiu da conversa, apanhando rapidamente uma pistola e seguindo na direção de um canto.

"O que houve?" – indagou o dentista, voz baixa.

"Quieto, quieto...".

Súbito, algo saltou de trás de uma cortina, rolando no chão e imediatamente ficando de pé na frente de McDouglas, apontando uma pistola para sua cabeça.

"Seu eu fosse da Biocom você estaria morto agora, Will!" – sorriu o estranho sujeito de óculos escuros.

"Adams, você adora entradas cinematográficas, não?".

Ambos largaram as armas e se abraçaram. Jessen observava tudo calado e confuso.

"O que está havendo afinal?" – perguntou o dentista.

"Quem é ele?" – disse Adams fazendo outra pergunta, apontando para Bryan.

"É uma longa história..." – murmurou William.

"Acho que temos tempo suficiente para esclarecimentos, não?".

X - X - X

Deller teve que fazer outro sanduíche na cozinha para apreciar aquele espetáculo. Os "bebês" do Beta haviam atingido as salas de pesquisa pelo sistema de ventilação e estavam massacrando os biólogos zumbis.

"A ingestão da carne deles causará alguma mutação..." – murmurou o antigo responsável pela White Umbrella, mastigando seu sanduíche como se fosse um dos "bebês" devorando os mortos-vivos.

De fato, os Hermes (apelidados de "bebês" pelos pesquisadores da Biocom) foram criados sem o T-Virus e quando ele atingisse o corpo dos mutantes, provavelmente provocaria alguma mudança, e ela não seria nada bonita.

X - X - X

Era tarde da noite quando Adams esclareceu tudo para William, Linda e principalmente Bryan. Ao contrário dos outros ele precisava tomar conhecimento de tudo, desde o início da saga de Thomas McDouglas contra a terrível Biocom. Após o fim das explicações ele permaneceu sentado num sofá, pensativo, tentando descobrir como entrara numa enrascada daquelas: um honesto dentista de Houston, saudável e vivendo bem, estava agora metido com um grupo de gente armada que lutava contra uma das maiores multinacionais do mundo, pouco conhecida em relação ao seu passatempo de criar soldados indestrutíveis sugadores de cérebro nas horas vagas!

Ele já vira uma história como aquela quando os crimes da Umbrella vieram a público, mas agora ele estava envolvido diretamente com aquelas pessoas, ele conversara com o irmão de Thomas McDouglas, que chamara de lunático, e quase foi morto por assassinos da Biocom! A coisa piorou ainda mais quando Adams disse que naquele momento alguém da empresa provavelmente já havia encontrado os documentos de Jessen no Mustang deixado na estrada, e agora o consideravam tão perigoso aos seus interesses como Malone e McDouglas!

"Então nós formaremos uma equipe com o pessoal que lutava contra a Umbrella?" – perguntou Linda.

"Sim, mas apenas dois deles: Chris Redfield e sua mulher, Jill Valentine Redfield" – explicou Adams. – "Eles possuem experiência em combate contra as aberrações da Umbrella e vocês contra as criações da Biocom".

"Não vai ser fácil..." – murmurou William. – "Se cada uma dessas malditas empresas já era perigosa sozinha, imaginem juntas!".

"Realmente, não sabemos o que vocês encontrarão na Sibéria. Estejam preparados!".

Jessen continuava calado, esperando o melhor momento de pedir para ir embora. Afinal havia um federal ali e ele poderia ser mais complacente. Além disso, ele não contaria nada para ninguém, ainda mais com a ameaça da Biocom rondando sua vida.

"O senhor Jessen pode ir embora se quiser" – disse Adams.

As palavras do agente do FBI soaram como música nos ouvidos do dentista, mas mesmo assim ele continuou sentado, algo como uma força muito grande impedia que ele deixasse o pequeno grupo perseguido pela Biocom.

"Eu não sei..." – suspirou Jessen. – "Estou com medo, vocês disseram que a Biocom agora também pode estar atrás de mim...".

"É algo bem provável" – disse Adams. – "Bem, voltando ao assunto, precisamos de mais gente para a equipe, eu diria uns dois integrantes. Haverá uma reunião amanhã à noite no apartamento de Chris Redfield e sua mulher em Filadélfia para discutir isso".

"Filadélfia?" – espantou-se McDouglas. – "Fica do outro lado do país!".

"Não se preocupem. Neste exato momento há um avião nos esperando aqui na cidade. Aceitam essa carona?".

"Adams, você é incrível!" – sorriu Linda.

"Vocês é que são!".

Bryan, após tomar coragem por um instante, disse:

"Olhem, estou mesmo assustado com tudo isso... Eu queria perguntar se poderia ir com vocês até Filadélfia, pelo menos para a Biocom me perder de vista...".

"Você pode ir conosco sim, senhor Jessen" – disse Adams. – "Não se preocupe, me encarregarei para que o FBI lhe ofereça proteção".

O dentista sorriu de alívio, enquanto todos se preparavam para partir. Bryan poderia muito bem ter arriscado ir até Sacramento, mas a crescente amizade com aquelas pessoas, ao contrário do medo pela Biocom, falou mais alto.

X - X - X

As memórias surgiam nítidas na mente de Chris:

A caverna era bem ampla e alta, com várias plataformas de metal junto às paredes. No centro havia um elevador que descia ainda mais para o subsolo, e Wesker estava nele, apontando uma pistola para a cabeça da pobre Sherry.

"Fique longe, Chris!" – exclamou o ex-pesquisador da Umbrella. – "Eu posso usá-la para meus propósitos mesmo estando morta! Não quer que ela junte-se ao Barry, quer?".

"Chris, me ajude!" – gritou a filha de William Birkin, chorando desesperada.

"Wesker, o que você quer afinal?" – perguntou Chris.

"É simples, Chris. Sherry possui o X-Virus em seu organismo, e eu quero melhorá-lo através de uma mutação, sendo que a filha do presidente possui o DNA perfeito para a combinação. Eu vou utilizar as duas num experimento no laboratório, e você não vai me deter! Ah, quando eu espalhar o T-Virus na atmosfera... Todos implorarão para que eu venda a vacina, e assim terei dinheiro suficiente para continuar meu trabalho!".

"Você tem esse maldito X-Virus no seu corpo! Sherry não é necessária!".

"Sim, eu possuo o X-Virus, mas preciso de uma cobaia e utilizar a mim mesmo seria muito arriscado".

"O que você quer fazer?" – sorriu Chris. – "Tirar essa cicatriz do rosto?".

"Maldito!".

Um disparo ecoou pelo lugar.

"Chris!" – grita Sherry.

Por sorte o ex-membro do S.T.A.R.S. esquivou-se a tempo, mas Wesker começou a mexer nos controles do elevador, e antes que Chris pudesse fazer alguma coisa ele começou a descer.

"Adeus, Chris!" – sorriu Wesker. – "Mande lembranças para Claire e os outros patetas!".

"Droga!".

Nesse momento Leon contatou Chris pelo rádio, a voz do segundo abafada pelo som do maquinário.

"Chris, você está aí?".

"Sim. Notícias?".

"Afirmativo. Encontrei outro caminho para o laboratório. Estou indo atrás de Wesker!".

"OK, mas tome cuidado. Também vou tentar pegá-lo!".

"Certo. Desligo!".

X - X - X

Eram necessárias cinco horas para desinstalar a Red Queen com segurança, e isso incomodou Deller grandemente. A Biocom só estava usando o sistema no laboratório na falta de coisa melhor, pois sabiam muito bem que a Umbrella já havia tido problemas com a "garotinha holográfica", baseada na filha de William Birkin, Sherry. Segundo relatórios, o sistema poderia criar juízo e senso crítico próprios, o que era uma grande ameaça.

De qualquer forma, era melhor que Deller esperasse do que correr o risco de danificar o computador central e liberar as trancas. Além disso ele teria que instalar o novo programa sem demora para evitar que seu plano, e sua vida, fossem um completo fracasso.

A decisão de instalar "ele" antes da "comida" chegar foi pela razão de Deller ser extremamente inseguro. Ele não tinha certeza se o novo software funcionaria corretamente na hora certa, e por isso queria testá-lo antes. Durante o processo de instalação todas as portas seriam lacradas, portanto ele ficaria horas trancado na sala de controle, executando o processo.

"Ele" já havia sido instalado em 15 e Deller teria que aguardar cerca de três horas para voltar ao ar. O fato dos monitores estarem desligados contribuíam para seu colossal tédio. Sem nada para fazer, resolveu ensaiar o que falaria para a "comida" quando chegasse a hora de seu "esporte" começar. Seria melhor que qualquer luta de gladiadores do antigo Império Romano, melhor que qualquer luta no mais feroz dos ringues. Seus titãs destruiriam tudo que encontrassem pelo caminho até se confrontarem frente a frente, e restaria apenas um.

"E enquanto isso ele cuidará dos intrusos... Será a batalha do século!".

E Deller olhou impaciente para o monitor principal, ansiando para que aquela maldita instalação terminasse logo.

X - X - X

Oito da noite. Na sala do apartamento de Chris e Jill em Filadélfia estavam o casal mais Ernest Adams, William McDouglas, Linda Malone, Bryan Jessen e Sherry Birkin. O pequeno Barry estava dormindo em seu quarto quando Chris disse:

"OK, temos que arranjar mais dois integrantes para a equipe. Como faremos?".

"Eu vou!" – disse Sherry.

"O quê?".

Todos olharam para a promotora pública, que num breve instante fitou todos os presentes nos olhos.

"Vocês ouviram bem, eu vou!".

"Mas, Sherry..." – oscilou Jill.

"Olhem, eu já lutei contra aquelas coisas na Amazônia e posso muito bem lutar novamente! Além disso, conheço bem os bastidores da Umbrella e da Biocom. Posso ser muito útil".

"Ela está certa" – concordou Adams. – "Se ela quer ir, não podemos impedir".

Todos assentiram.

"Eu também estava pensando em ir e...".

"Não, Adams!" – exclamou Linda. – "Você deve ficar aqui, reunindo provas, não pode se arriscar tanto!".

Nesse momento Bryan levantou-se e, olhando para uma janela e caminhando na direção dela, disse:

"Eu estou muito confuso... Ontem estava viajando para Sacramento e agora estou numa reunião de opositores da Biocom! Eu estou com medo de ser morto por essa gente sem escrúpulos!".

"Bryan, já estou trabalhando para que você seja colocado no Programa de Proteção a Testemunhas" – disse Adams. – "Não precisa se preocupar!".

"É que eu me sinto culpado... Eu aqui, seguro, e vocês lá na Sibéria lutando contra mortos-vivos e monstros que sugam cérebros... Sou apenas um dentista, só manuseei armas num clube de tiro em Houston... Mas quero ir com vocês!".

"Tem certeza disso, Bryan?" – indagou William.

"Sim, tenho. Nunca fiz nada realmente útil na vida e gostaria de me sentir realizado chutando alguns traseiros da Biocom. Além disso, meu irmão morreu em Raccoon City".

"Bem, a equipe está formada" – sorriu Chris. – "Quando viajaremos?".

"Vocês devem preparar o equipamento ainda hoje e de madrugada, pois partirão para Vladivostok amanhã cedo. Lá encontrarão um homem chamado Igor. Ele será o guia".

Todos já estavam cientes do risco que correriam na Sibéria. Mas eram corajosos, e isso os tornava nobres. Era essa nobreza de espírito que a Biocom e a Umbrella tanto temiam.



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