História Argo: O tornado Austero. - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Mount & Blade
Tags Gore, Medieval, Mount And Blade
Exibições 17
Palavras 4.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Poesias, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Caroline


Fanfic / Fanfiction Argo: O tornado Austero. - Capítulo 3 - Caroline

O Sol dourado reluzia nas pétalas das rosas e dos jasmins, as folhas invernais do salgueiro balançavam-se levianamente no ar até suicidar-se no chão. Pela claraboia a luz permeava pelos jardins externos que seguiam-se em forma de labirinto contornando um centro do qual se localizava uma fonte de agua cristalina. Haviam três portões, um sul para os corredores que levavam até a cidade, este que era composto de madeiras robustas amarronzadas e vigas espessas de ferro composto tendo três metros de altura e duas portas. Um leste que voltava para o castelo, sendo composto somente de grades de ferro laminado de cor negrume. E um norte para as dependências do salão real, erguido com toras de pinheiro apostiçado de cor azul claro tendo três metros e meio de altura por três grandes homens de largura. Através desses portões encruzilhavam-se quatro jardins. O jardim dos cânticos: serpentados por estreitas vielas de tijolos brancos e barrotes de ondas brancas pálidas do qual eram emparedados por arvoredos de salgueiro, pinheiros latentes, oliveiras e cerejeiras. Arvores de pêssego também erguiam-se além dessa planejada floresta se misturando a alguns poucos animais deixados ali para decorar a vista.                                                                                                                                                                                                                                                 O Jardim das lembranças: Este era findado pelo termino das vielas de tijolos brancos. Neste jardim estavam presentes estatuas de todos os reis até então que governaram Swadia e Calradia antes das guerras, para fazer adversidade ao clima fúnebre e memorial do silencioso jardim estavam ali presentes arbustos podados em formas quadrangulares do qual flores de tipo girassóis, jasmins e isabelinas compunham a área de luz.                                                                                                                                                                                                             O Jardim Austero: em formas circulares de clareiras em meio à ação natural e colinas verdejantes erguiam-se arvores invernais em suma maiorias de folhas violetas que se debandavam em caminhos esquadrilhados e uniformes, desajeitados e com degraus assimétricos até findar-se em um conglomerado de pinheiros atonais e ervas gramíneas pelo qual se escondiam algumas espécies de coelhos e borboletas vermelhas.                                                                                                                                                                                                                     O Jardim privado: Reservado para a alta corte, o simplório jardim ficava no centro de todos os outros três, recolhidos a serem cerceados por arvoredos podados e simétricos, um coreto abrangia em seu interior uma fonte de agua reluzente e bancos de madeira vinho. No mesmo que um mosaico era estirado no centro com a representação de Jesus cristo.                                                                
Guardas vigiavam as alamedas e extensões de todos os jardins, homens trajados com armaduras acolchoadas de vermelho peitoral e perneiras enfaixadas de cor branca contrastando com botas de couro baixo, possuíam elmos de ferro côncavos e portavam lança e escudo. Estavam em duplas pelos portões e vielas bem como na entrada dos jardins e em suas dependências.                                                                                                                             
No jardim dos cânticos alguns trovadores acompanhavam ladys e filhos de nobres menores e maiores enviados a corte em tal idade. Cavaleiros menores acompanhavam as damas da alta nobreza a passear pelas florestas e a serem cortejadas, até mesmo surgiam alguns jovens casais.                                                               
Caroline se encontrava contemplando o céu cinza e azul atípico de Praven no Jardim privado sob um dos três bancos cor de vinho em cerco para a fonte de aguas azuis cristalinas, as nuvens eram bitonais, pois ora eram negras e ameaçavam se derramar e ora eram azuis como os olhos do cão malhado de pelos branco e cinza do qual ela acariciava com leveza e suavidade junto a suas pernas e por sobre a Coxa, o animal tinha afeição por ela desde que fora concebido junto a si, ela pensava que somente ele poderia ama-lo e mais ninguém ou nenhum outro ser humano. A criatura nomeada de Odeon tinha uma personalidade respeitável, era quieto e sereno além de higiênico por demais para uma besta e com tudo parecia entender qualquer coisa que Caroline lhe dizia até mesmo coisas complicadas como “Pegue isso, pegue aquilo” sem que a fera tivesse necessidade de já estar apta a agarrar tal objeto era até mesmo mais inteligente e prestativo do que muitos cavaleiros que vinham até ela em cortejo. Apesar de acariciar Odeon ela nada mais fazia ali do que movimentos repetitivos porque sua verdadeira atenção era nos céus, não estava a devanear e sim a olhar para as nuvens e para as camadas da abóboda celeste de forma fixa e interruptiva fitando com seus olhos esmeralda com veemência e sem nem sequer piscar por um momento que fosse, seus olhos eram centrais nas alturas em congruência com seus pensamentos, somente a observar o firmamento com os olhos de esmeralda.                                                                                         
–Mi lady- Disse Joshua De Ethan o conselheiro da cidade, falava com uma voz arrastada embora não fosse suficientemente ancião para tal. Possuía um rosto marcado pela varíola e para disfarçar deixava a amostra uma pomposa barba cheia.                                     
Ela ainda permaneceu centrada no celeste a acariciar Odeon e não apresentar uma expressão de movimento que fosse do banco.                                                 
–Ah Mi lady?- Questionou novamente Joshua De Ethan.                                                                                  
Caroline quando estava fixada em algo ficava surda para o mundo e extremamente audível para o silêncio, meia vez acreditava para si ter uma visão acinzentada do que era palpável e por essas e por outras e que se debandava da terra e ia até os céus com seus olhos verdes.                                           
–Minha Senhora?- Disse Joshua em um tom um pouco mais alto.                                                         
Caroline piscou os olhos finalmente e piscou-os varias outras vezes voltando a terra desconcertada, ela gaguejara um pouco ao responder o conselheiro que já havia a alertada três vezes.                                                            
–Si... Sim... Sim mi Lorde?- Sua voz proferida desbaratada era doce e suave como ela- O que dizes?- Ela percebeu o que tinha feito, novamente feito- Oh!- abafou envergonhada- Perdoe-me Simon é que...                                               
–Não á o que se desculpar mi lady, quem sou eu para julgar tal coisa, e não sou Simon mi lady sou o Ethan o conselheiro regional.                                      
–Perdoe-me novamente meu senhor- Cortejou por fim.                                                                                
–Claro mi Lady- Assentiu Joshua.                                                                                                                       
–Muito bem- Ela se reorganizou no banco e retirou Odeon de cima de suas pernas para o chão, ajeitou o vestido retirando os pelos do cão e desamassando-os- Em que posso ajudar?                                                                                
-São assuntos de guerra mi lady, Sor Vadym requisita sua presença e atenção na torre do conselheiro do clero imediatamente.                                                                                        
Ela não disse em voz, contudo seus olhos esmeralda podiam falar ainda mais alto do que a língua em dizer sua surpresa ao ser invocada para algo que não lhe era devida.                                                                                                                               
–Em que eu poderia ser de valia em assuntos de conflito mi lorde?                                                    
-Questionei isso a Sor Vadym, mas ele somente obrigou-me a chama-la. Eu irei acompanha-la até a torre.                                                                                                              
Entraram pelo portão leste, as grades rinharam ao serem abertas pelos guardas. Já nos corredores os momentos a fitar o céu fizeram Caroline se esquecer da forma sombria que era o castelo de Praven. Armaduras montadas em bustos pareciam olha-la com temperamento enquadrando-se em convexos tetos de pedra sustentados por vigas de madeira e colunas de gesso, as janelas pelas amuradas não intimidavam tanto quantos os cantos escuros e silenciosos lumiados aqui e ali por archotes fantasmagóricos que mostravam adentrando-se ainda mais o tapete carmim bordado com fios dourados de lã, eles se estendiam até as escadarias que levavam ao ministério do conselho. Toda felicidade dúbia do céu era apagada quando se entrava na escuridão do castelo.                   
–Mi Lorde- Disse Caroline quando ambos ascendiam pela escada em espiral que levava até os corredores do ministério do conselho.                                                      
–Diga Mi Lady.                                                                                                                            
–Teoriza qual circunstancia levou Vadym a me requisitar por assuntos de guerra? E se são assuntos de guerra onde estão os príncipes?   
-Falando sobre isso- Joshua olhou de relance para os botões de seu gibão cravejado com adornos prateados, ele disse em tristonha voz- O príncipe herdeiro Alexander Portarlington disse estar indisposto para assuntos políticos esta manhã, na verdade o encontrei copulando com uma serviçal em seus aposentos e se não me engano havia mais outras duas meretrizes o satisfazendo sobre o leito.      
Caroline não mostrou se abalar pela informação.                                                                     
–Minhas desculpas mi Lady, sei como e difícil saber de tais atos visto que és a prometida do príncipe Alex.                                                                                                                 
–Não a problema- E de fato não havia Caroline não esperava se casar com nenhum cavaleiro ou lorde que não transcendesse as aparências, fora prometida ao herdeiro de Swadia a fim de que a paz entre Rhodok e a nação sulista fosse garantida, não morria de amores por príncipe algum mesmo que Alexander fosse considerado entre as donzelas o mais belo de todos os reinos. No mais se via como uma refém amistosa de Harlaus o rei Swadiano.                                                                                                                                                      –Como sabe o príncipe Dale Portarlington foi prometido a sua irmã e se encontra na corte Rhodok nestes tempos- Chegaram então ao corredor do ministério, a torre do clero era a ultima e para lá se chegar era necessário transitar por mais um sombrio corredor- O príncipe Owen têm somente nove anos e não o julgo apto para essas questões.                                                              
–Na ausência de rei Harlaus o herdeiro deve assumir tais questões, na ausência do herdeiro o segundo filho toma a voz e na ausência do segundo e terceiro...                                                                                                                                        
–O general do exercito e a voz, entretanto se o general abdica surge a chance de um novo elemento cuidar do reino.                                                                        
–Sor Vadym o filho bastardo de Harlaus- Terminou Caroline ao mesmo que ela e o conselheiro regional adentraram na torre do clero.  
Não era mais feliz e nem um pouco maçante, contudo estar lá causava uma sensação de inteligência e sabedoria. Os sussurros dos presentes foram quebrados quando Caroline e seu cão malhado entraram no recinto juntamente com o conselheiro da cidade.                   
A torre era modesta e se assemelhava a uma pequena e reclusa biblioteca nos cantos negros do castelo de Praven, as paredes eram de pedra acinzentada e por entre elas na lateral era lumiado por vitrais que transpassavam com singela alegoria a luz do dia, tapeçarias de veludo vermelho com bordados leoninos se estiravam na extensão dos muros e eram divididos por apoios cilíndricos de ferro, o piso era de madeira acácia e um tapete simplório de seda com o mosaico do leão se panteava no quadro, a sala era dividia em duas dependências sendo a primeira onde ficavam a maior parte dos estandes de livros, havia manuscritos apostólicos, mapas e sânscritos santos. Em determinada quina do salão ficavam riquezas do celeste tais como candelabros dourados, taças de ouro, anéis e dentre outros. A segunda dependência se elevava por três degraus de madeira e lá todos se reuniam; Havia estandes com demais livros apostólicos postos atrás da cadeira do conselheiro, uma mesa tronco centralizava o espaço lumiado por archotes no ocaso e pela luz do dia na manhã. Dois homens estavam em pé em torno da mesa tronco, um deles tinha um longo cabelo amarronzado e espessa barba de mesma cor, sua pele era branca e seus olhos avermelhados. Trajava uma armadura de cota de malha e peitoral de aço do qual vestia por baixo um blusão leve azulado. Vestia calças rígidas de viajante e ostentava uma espada media na bainha da cintura bem como calçava uma manopla de couro cravejado e um broquel no punho direito. Um dragão azul estava pintado no peitoral que usava. O outro homem trajava vestes de beato, uma longa toga marrom escura sustentada por um cordão amarrado na cintura, ele também segurava na mão esquerda um bastão episcopal dourado, seu nariz era pontudo e seus cabelos eram raspados no centro superior do crânio.                                                                    
–Senhores- Saudou Joshua abrindo as mãos- Que a paz esteja em vos.                                          
–Amém- Disseram os dois.                                                                                                  
Os olhos azulados de Odeon refletiam a postura incerta de Caroline bem como sua aparência que chamava demasiada atenção; Seus cabelos eram longos e ondulados se estendendo até um pouco abaixo dos ombros e de cor castanhos vividos, sua pele era pálida e espectral casando-se com os lábios vermelhos e o rosto fino que davam seguimento aos olhos que ardiam como esmeralda em um vibrante tom esverdeado. De media estatura se elevava com saltos ao mesmo que se acarpetava com um vestido acolchoado em tramas de cor branca latente e longas saias brancas e verdes. Seus seios eram por demais cheios, contudo sólidos e tal como sua postura altos. No seio direito prendia-se um broxe de urso o símbolo da corte real Rhodok e envolta do pescoço um cachecol verde escuro.                                                                                       
–Mi Lordes- Seguiu Joshua- Quero apresentar-lhes Lady Caroline Swan, prometida do príncipe Alex e filha do Rei Graveth Swan de Rhodok e da rainha Adelynn Talbar.                                                                                                               
O homem armado de cabelos marrons demonstrou em suas expressões uma reverência, contudo sequer falou ou se moveu.                                                                               
–Mi lady- O beato estendeu-lhe a mão, Caroline assentiu- Ouvi de sua chegada, entretanto isso fora a dois meses quando o príncipe Dale rumou para Veluca não sabia que chegara esta manhã- A voz do beato era afeminada de forma suave.                                                                                                          
–Muito agradecida meu senhor, mas estou aqui há um mês e meio.                                
–De certo? Como não fui informado- Espantou-se o beato- temos de...                                           
–Então poupou-se das falácias de nosso clerical- Cortou o homem de cabelos castanhos e armadura que se aproximava para apresentar-se- Mi lady- reverenciou- Sou o general Lonios Gillus as suas ordens.                                                       
–General Lonios comanda o exercito de Praven e na ausência do marechal de toda Swadia- Reintroduziu-se o beato- Também mostra-se um charlatão quando convém.                                                                                                                        
–Já Cardial Nicholas cuida de nosso espirito, ele é o líder religioso da capital- Falou pondo a mão sobre os ombros do cardial de forma amistosa.                                                                                                                                                
–Senhores tenham tento- Falou Joshua- Respeitem a futura rainha de Swadia.                                                                                                                                                               
–E claro, perdão senhora- Falou Cardial Nicholas, Lonios limitou-se a voltar para cima do estrado e esperar por algo.                                                                                                       
–E uma honra conhecer a todos- Caroline sintetizou uma nova emoção; toda sua vida era rodeada por seus cães no que se dizia respeito ao afeto e companheirismo, a relação para com outrem somente podia ser dada pela necessidade de formalidades da corte, ao contracenar com diversas personalidades diferenciadas naquela sala um sentir veemente ascendeu por sua espinha provocando um resquício do gostar em estar ali- Espero ser útil seja lá para qual questão.                                                                                                                         
–Esta duvida fora o palco para uma conversação que tive com mi lady dos portões até aqui- Disse Joshua afagando a barba- Por qual motivo Vadym a quer?                                                                                                                                         
-Difícil descobrir- Falava o Cardial- Se Lonios toma-se o controle do país nesses momentos minha senhora não passaria por tal perjúrio.                                                  
–Não a problema algum- Disse Caroline de forma suave e doce.                                                                                     
–Tenha cautela no dizer Cardial Nicholas- Falou Lonios em tom severo- Orgulho-me de minhas proezas em campo de batalha e como tal de meus estratagemas para o combate, no que me permite o mínimo de sensatez sei muito bem que não sou adequado para a politica e sei mais ainda que Vadym é experiente por demais no assunto. Julgo-o um melhor governante do que qualquer rei em Calradia.                                                                                                     
–Com isso queres dizer vossa majestade Harlaus, não?- Problematizou Joshua.                                                                                                                                             
 –Meu senhor Lonios- Interveio Caroline- Não es então tu que deverias assumir, creio que tua postura seria deveras imponente- Joshua e Nicholas concordavam sussurrando com “De fato e Disse muito bem” de alguma forma que nem mesmo sabia Caroline tinha desprezo por bastardos- Tanto para o povo quando para os soldados, afinal é o general de Praven e isso conta por demais em relação a um...      
–Bastardo!- Exclamou Vadym surgindo do segundo piso da sala por de trás dos estandes além destas, ele portava em mãos um livro espesso de itinerários e mensagens, avançou por além da mesa tronco até se por em forma acima dos degraus do estrado- É essa a palavra que procuras?- Vadym atravessou Caroline com os olhos escarlates de forma que ela se sentiu tétrica, ele possuía cabelos castanhos que se descendiam além de suas ombreias em tranças e se assemelhava a barba trançada por anelos a mesma cor. Vestia-se com uma armadura de cota de malha e couro cozido tingida de uma cor tenebrosamente negra firmada sob calções enegrecidos e botas de couro e aço marrons escuras.                                                                                      
–Não quis ofende-lo Mi lorde- disse Caroline desconcertada. Lonios nada disse, mas suas expressões eram zombeteiras, Joshua e o cardial ficaram em silêncio.                                                                                                                            
 –E não ofendeu- Vadym voltou-se para de trás da mesa tronco e sentou-se na cadeira do primeiro conselheiro com um ar de graça, os demais o acompanharam e sentaram-se nos outros assentos, Caroline o fez ainda mais envergonhada- Nada mais disse do que a verdade és um fato que sou filho de uma megera- ele colocou o livro sobre a mesa tronco- E o que acabou de insinuar é o mais obvio verissímil- Escoriou o polegar e indicador da mão direita em um pequeno devaneio- Mas é exatamente por isso que você esta aqui minha rainha- Ele o disse com voz tocante mesmo ela ainda não sendo uma rainha- Como o meu meio irmão herdeiro dessa nação dos leões se recusa a assumir as questões reais por mais de um mês, trocando o dever por prostitutas e serviçais sobra a mim “O bastardo” assumir meu papel na historia, como se não basta o julgamento de que somente resta a oportunidade.                                                                                                   
 Caroline tinha pelo que odiar os de sangue irreal na realeza, sua cultura ensinou isso a ela e como tal aprendeu, entretanto estava com mais intimides por Vadym do que desprezo.                                                                                    
–Então o que é?- Disse Lonios indo direto ao ponto.                                                                                           
–Uma pomba chegou hoje pela manhã de Wercheg- Vadym fitou o vitral- Uma pequena vila de pescadores na costa chamada Odasan.                                                    
Caroline sentiu-se intrigada e um tanto medrosa, ela abriu e fechou os punhos.                                                                                               
–E o que têm a vila?- Questionou-se Joshua.                                                                                  
–Um exército de Vikings- Vadym se virou para os seus- Assaltaram a aldeia, saquearam lhes tudo que tinham, sem avisos, sem prisioneiro sem piedade somente por que eles podiam e nada mais- O dizer fez Vadym parecer irado- Assassinaram brutalmente os aldeões, violaram e mataram dezenas de mulheres e crianças. Depois pilharam a vila e a atearam fogo além do macabro cenário do qual reduziram o local.                                                                           
–Deus do céu- Falou o Cardial- pagãos demoníacos, que ardam nas chamas do tártaro pela eternidade- esbravejou.                    
–Concordo- Assentiu Vadym- Mas para ao inferno serem condenados antes alguém deve manda-los para lá, como protetor interino de Swadia afirmo que esse alguém somos nós.                                                                                                           
–Quantos nórdicos eram?- Perguntou Lonios com rigidez.                                                  
–Um numero relativamente pequeno- Vadym colocou os braços sobre a mesa tronco- cerca de duzentos e setenta guerreiros em nove dracares, segundo nossos espiões.                                                                                 
–Então não á motivo para pane- Disse Lonios- Conheço um escaramuçador capacitado para rastreamento, caço os nórdicos e com uma cavalaria de numero modestamente superior avacalho os bárbaros.                                                    
–Quisera eu que fosse simples dessa maneira Lonios, mas o ataque não restringiu-se a uma vila qualquer na praia- Vadym abriu o livro- Pombas de Rivacheg, Thir e castelo Bulugha chegaram informando de que milhares de vikings atracaram por toda costa norte. Desceram a floresta parva saqueando e barbarizando centenas de aldeias e acampamentos, dizem que o numero da aldeia de pescadores era o menor do contingente.                                                                  
–Se tal noticia se fizer verdadeira- Disse Joshua- o que será de nós?                                          
-Em menos de uma semana os nórdicos podem somar sete mil lanças e com a metade da outra teremos aproximadamente dezessete mil bárbaros em nossas portas, em nossas casas e o povo sofrerá.                                                                       
–Perdoem-me mi lordes- Introduziu-se Caroline- O exército de Swadia não é suficiente para arcar com esse numero?                                                                                                 
-Sim minha rainha- Disse novamente dessa maneira Vadym- Se o exército de Swadia estivesse em Swadia.                                                                                           
–Como?- Intrigou-se.                                                                                                                         
–Na semana passada como é de seu conhecimento mi lady- Falou Lonios- Rei Harlaus partiu para Königslutter um região da baixa Saxônia para prestar sua homenagem a Lotário II do Sacro Império Romano-Germânico.                                  
–Lotário era o melhor amigo de nosso rei- Completou Joshua- Há sete anos Lotário se envolveu na disputa entre os papas rivais Anacleto II e Inocêncio II, na esperança de assegurar um retorno ao direito pleno de investidura. Lotário tomou o partido de Inocêncio II enquanto que Anacleto II tinha o apoio de Rogério II da Sicília. Rei Harlaus mediu forças com Lotário a fim de derrotar os sicilianos. Posteriormente Harlaus voltou para Swadia com a aparente vitória de Lotário, entretanto no passado Inocêncio II foi expulso de Roma por Rogério da Sicília e o imperador germânico lançou uma investida novamente a capital italiana, nesta investida ele foi derrotado e no caminho de volta a Alemanha faleceu de peste.                                                                   
–Um triste episodio- Disse o Cardial Nicholas que apoiava Anacleto secretamente.                                                                                                       
–Ele foi enterrado na baixa saxônia- Falou Vadym- Lugar para onde Harlaus foi com metade do exército de Swadia. Quinze mil e quinhentos guerreiros.                                                                                                                              
–Por que ele levou as forças do reino somente para visitar o tumulo do amigo?- Perguntou Caroline inocente da situação.                                                                                 
–Porque ele não foi pra Alemanha somente para visitar o tumulo de Lotário.                                                                                                                            
Caroline expressou desentendimento.                                                                                           
–Rei Harlaus espera que com a morte de Lotário do qual o mesmo não deixou herdeiros- Falou Lonios- Sua força possa dominar o ducado da saxônia e então ser rei da Alemanha.                                                                                                    
 –Mas ele já e rei de Swadia- Falou Caroline.                                                                      
–Diga isso a ele- Falou Joshua.                                                                                                       
–Uma aulinha de historia para você minha rainha- Disse Vadym- Há sete séculos Calradia era inteiramente governada por Swadia e assim foi desde a existência desse país, entretanto a revolta dos ursos, a invasão dos mulçumanos e a independência do Khanato dividiram o país em cinco reinos. Ninguém que por direito é dono de todo o território se contenta com somente uma parte dele, como todo rei em Calradia Harlaus quer ter mais um pouco e se isso não é possível aqui então é possível em outro lugar.                           
Caroline se calou percebendo a tolice, mas teve que dizer.                                                            
–Vadym, qual o meu papel nisso tudo?- Perguntou ela.                                                                            
-Com a maior parte do exército fora resta-nos uns punhados de barões e condes no país que podem ajudar. Sou um bastardo desonrado e por mais que seja regente meus poderes podem sumir quando Alex resolver cuidar de seu dever, como representante da família real deves tu demandar um chamado convocando os porta bandeiras do reino a reunir as suas tropas para avançar contra os invasores.                                                                                                              
–Harlaus não voltara breve?- Questionou-se ela.                                                                                     
–Daqui até a Germânia são meses de viajem, ele esta decidido a tomar o lugar e mesmo se quisesse voltar suas tropas já estão longe demais.  Demorara muito mais tempo para regressar o que no meio termo será o suficiente para nosso fim.                                                                                                            
–Mas Vadym- Falou Joshua- o que sobrou do exercito não é suficiente para confrontar os nórdicos.                                                              
–Existe uma companhia de mercenários no país que pode compor o grosso das forças- Disse Lonios- Lideradas pelo bandoleiro Arthur o cavaleiro do sol.                                                                                                                                                      
–Arthur do poema a vingança do sol?                                                                                                         
-A que Arthur se refere?- Perguntou o Cardial.                                                                            
–Como recompensa por ter sido de grande valia na batalha papal Harlaus concedeu ao ladino Arthur o feudo de Amere e o titulo de cavaleiro- Falou Lonios- Arthur provou ser não somente um bom guerreiro como também um excelente e sábio governante, fez de Amere um povo feliz e uma vila prospera. Entretanto quando Arthur estava fora com seu exército o Boyar Marmun do reino de Vaegir saqueou a aldeia; ao saber disso Arthur enfureceu-se e rumou para Prússia com seu exército de mercenários, saqueou dezenas de vilas pertencentes ao Boyar Marmun e terminou por tomar seu castelo e decapitar o Boyar saqueador. Um bardo que esteve na campanha escreveu um poema que viria a se tornar um dos mais recitados em Calradia, como a companhia de Arthur ostenta um sol relampejante num circulo areia ao fundo dourado o poema foi nomeado de “a vingança do sol” e por conta disso Arthur ficou conhecido como o cavaleiro do sol. Desde então ninguém ataca o condado de Amere- Sorriu.                                                             
–Com esses mercenários poderemos reunir quinze mil guerreiros- Falou Vadym- Caroline- Disse o nome dela pela primeira vez- Você é filha do rei Graveth, escreva a ele solicitando uma tropa para ajudar Swadia em honra à aliança e com as devidas justificativas, depois disso assuma o trono de Swadia nos momentos em que Alex não ligar para pele dele.                                              
–Mas se eu assumir você...                                                                                                     
–Eu sou o bastardo, reinos não sobrevivem com bastardos, vou como intendente de Lonios Gillus na investida contra os bárbaros, ele lidera e eu tento me destacar.                                                                                                                              
–Meu pai e por demais rígido não sei se ele vai assentir.                                                          
 –Ah ele vai sim- Concluiu Vadym- Diga a ele em seu memorando que se Swadia cair no sul, Rhodok será o próximo afinal todo mundo coopera quando se esta contra a parede e a espada no pescoço- Joshua de Ethan e Cardial Nicholas já se levantavam concluindo que a reunião já se encerrava à medida que Vadym se levantou da cadeira- depois de sete séculos Calradia se unirá novamente.                                                                                                        
A reunião se encerrou com a expressão de Vadym e a unha do ocaso serrando pelo vitral, Lonios Gillus permaneceu discutindo assuntos banais quanto que Joshua e o cardial seguiram pelo escuro corredor do ministério sussurrando desafeto pelo bastardo do rei questionando suas decisões em secreto um para com o outro. Com um gesto Caroline trouxe Odeon para junto de si e seguiu pelas escadas em espiral até que após bambolear-se por elas se via cruzando a vazia sala do trono em direção aos seus aposentos.                 
–Mi lady- Disse uma voz jovial e cortês.                                                                       
Caroline se virou para aquele que á chamava, um jovem que aparentava ter a mesma idade dela cerca de vinte e cinco ou vinte e seis anos. O cavaleiro trajava uma cota de malha heráldica branca e azul colorada que ostentava um leão galês empinado no centro. Usava também perneiras lamelares com grevas de aço e estava a descalçar as luvas de couro leve das mãos. Possuía olhos claros, pele caucasiana e longos cabelos loiros ondulados, ostentando uma espada bastarda pesada na bainha da cintura.                                                          
–Sim?- disse ela singelamente, Odeon circundou por seu vestido fitando o cavaleiro com seus olhos azulados.                                    
–Me desculpe- Corou o moço- eu me perdi, estou atrás de Vadym o filho ilegítimo de vossa majestade.                                                                                                                            
Caroline deixou de responder colocando uma pausa no ar, estranhamente algo a fez sentir-se desconcertada frente ao cavaleiro, seu coração de súbito palpitou e ele quebrou o hiato quando o rapaz sorriu de leve.                                                   
–Ah...senhor...- Gaguejou- ele... ele está na torre do clero no andar do ministério.                                                                                                                         
–Muito obrigado mi Lady- Falou o cavaleiro.                                                                                       
Ela já se virava para continuar por seu caminho, mas então o cavaleiro voltou a questiona-la.                                                                     
–Posso ter a honra de conhecê-la melhor mi lady? Se não for incomodo- cortejou o cavaleiro.                                                                         
–Claro Sor, sou Caroline Swan.                                                                                                                 
–És a filha de Rei Graveth?                                                                                                  
-Sim e prometida a Alex Portarlington.                                                                                    
–Minhas sinceras desculpas pela minha indecência mi lady não sabia...                                  
–Perdoe-se dizendo-me seu nome cavaleiro- Ela disse de forma fortuita, não queria perguntar afinal se limitava a ser cortês e gentil como uma donzela deve ser, mas algo mais forte que si a fez questionar-se.                                        
O cavaleiro riu de leve e disse...                                                                                             
–Me chamo Tirian...

   



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