História Ariel [Taekook] - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 159
Palavras 1.604
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Tentando seguir em frente.


Um mês. Já faz exatamente um mês desde que Taehyung me deixou. Minha vida segue, queria poder dizer que tudo está normal, mas estaria mentindo. Na verdade acho que tudo está normal sim, até demais.

Meus pesadelos voltaram, agora ainda mais assustadores, eu via meus pais neles, eles acenavam para mim entrando naquele maldito navio, eu tentava correr até eles para impedi-los, porém meus pés não se mexem. Nunca consigo salvá-los, apenas fico lá, parado enquanto eles se afogam na água salgada do mar. Mar...essa palavra me lembra Tae, na verdade todas as palavras e coisas — mesmo as mais simples — lembram o ruivo. Talvez, eu esteja enlouquecido.

— Kookie — chamou-me o ruivo.

— Tae!? — perguntei assustado, por que ele está aqui?

— Vim te ver, sinto sua falta. — envolveu seus braços em volta do meu pescoço e senti seu perfume me invadir, fazendo meu coração acelerar mais do que deveria.

— C-como? Por que?!

— Kookie precisa se cuidar, desculpe por não poder estar ao seu lado.

— Por que... Por que me abandonou? — as lágrimas que havia segurado por todo este tempo sairam de uma vez, mostrando o quão vulnerável eu estava.

— Perdoe TaeTae, queria cuidar de você, mas tenho uma missão para cumprir. — disse o ruivo.

Fechei os olhos apreciando sua voz. Porra. Senti tantas saudades.

— Você está bem? Está se alimentando direito? Aquele cara fez alguma coisa ruim para você? — perguntei afobado.

— Kook...

Sua voz foi se distanciando, como se uma barreira nos afastasse. Taehyung foi se perdendo na luz que surgiu repentinamente.

— Jeon Jungkook — ouvi a voz de Hyuna gritar e acordei desesperado.

— Hã? Hyuna? Cadê o Taehyung? — havia amanhecido e a luz do sol invadia o quarto.

— Ainda com isso Kook, sabe que eu te amo como um filho, por isso estou dizendo que é melhor superar.

— Mas eu o vi... E-ele... E-ele... Estava aqui... — chorei novamente, já nem contava quantas vezes foram.

— Foi apenas um sonho. Te ouvi chorar e resmungar alguma coisa e vim lhe acordar, achei que estivesse tendo um pesadelo com seus pais novamente.

— Está tudo bem Hyuna, logo vou voltar a ser como antes. Obrigado.

— Esse é meu medo Jungkook, que se torne o garoto infeliz de antes. Fora que esses pesadelos tem sido mais frequentes. Precisa de ajuda psicológica, já tinha te falado sobre isso.

— Não quero e nem preciso de ajuda, isso vai acabar uma hora ou outra. — respondi irritado, Hyuna sempre insistira na ideia de me tentar fazer procurar um psicólogo.

— Quando Taehyung apareceu você mudou, achei que seria finalmente feliz — ela suspirou — Mas, agora parece ainda mais infeliz e isso me preocupa.

Não disse nada, baixei a cabeça e suspirei pesadamente, sei que ela tem razão e só quer meu bem. Taehyung me trouxe tudo e me tirou tudo também.

— Estarei te esperando para o café da manhã — falou antes de sair e fechar a porta me deixando sozinho.

Olhei a cama, já faz um mês que acordava só, sem aquele calor costumeiro e familiar que me deixa estranhamente confortável, o calor de Kim Taehyung. Passei os dedos pelo colchão, fechando os olhos.

Sinto tanto sua falta, parece que uma parte minha foi levada por você.

Peguei o colar que o ruivo tinha me dado e pela primeira vez o coloquei no pescoço, senti algo diferente, como se estivesse conectado com algo ou alguém. Ele brilhou, emitindo aquela luz forte, nunca vou me acostumar com isso.

Desci e todos já estavam a mesa, troquei olhares com Hyuna — que parece preocupada —, Jimin pareceu perceber porque me olhou e sorriu de lado, um tanto desconfortável.



Ariel




Ainda trabalho como salva vidas e até que esta sendo bom, olhar as ondas e respirar o ar puro, me faziam sentir um pouco melhor.

Lembro-me do dia em que conheci Tae, os cabelos avermelhados, o biquinho que fazia, o desespero para voltar para o mar e o medo que teve de mim e Jimin, tanto que fugiu. Pensei também em quando o levei para casa, tímido e encantado por tudo que via. Sorri bobo com a memória.

Será que ele está bem? Ele tem medo de dormir sozinho. Será que está dormindo com aquele cara?

Bufo irritado, só de pensar em Taehyung nos braços de outro, já me sinto enjoado.

Os abraços dele eram os melhores, os sorrisos também e o jeito que coloca a cabeça de lado e pisca os olhinhos quando não consegue entender algo. Não sei o que sinto por ele e talvez nunca descubra, mais é muito forte. Talvez eu saiba sim, mas não vou admitir isso para mim mesmo e para ninguém, seria doloroso demais e tornaria tudo pior. Vou esquecê-lo TaeTae.

— oppa, por que está chorando? — uma garotinha perguntou.

Chorando. Nem sequer senti as lágrimas escorrerem. Quando foi que me tornei tão fraco?

— Foi só um cisco que caiu no meu olho. — respondi a garota.

Ela me olhou com uma expressão confusa e virou a cabeça de lado com os olhos brilhantes batendo em sinal de desentendimento. Fofa. Ela lembra Taehyung, adorável como ele.

— Eu já volto, não saia daí, oppa. — saiu correndo com os pés descalços na areia.

Não posso sair daqui nem se eu quisesse.

— Aqui. — me entregou um picolé.

— Por que está me dando um picolé?

— A mamãe disse que sorvete cura dodóis. — até fala como Tae.

— Mas eu não tenho dodói — disse a ela.

— Seu coração tem dodói, agora vai sarar.

Como uma criança como essa pode saber que meu coração está machucado!? Será que é assim tão óbvio?

— Obrigado. — agradeci a menina, que sorriu docemente para mim.

— Vamos Tae — gritou uma mulher e senti meu coração parar.

— Estou indo, omma — respondeu a garotinha.

— T-Tae? — sussurrei ainda sentindo as batidas aceleradas.

— É meu apelido, meu nome é Taeyeon e todos me chamam de Tae.

— Oh... — foi tudo que consegui dizer.

— Tenho que ir, tchau oppa.

— Tchau Tae. — respondi, vendo-a correr até a sua mãe.

Abri o sorvete, sabor morango. Sorri.



Ariel




Cansado de sofrer e ainda pensando no sonho que tive com Taehyung e as conversas com Hyuna, decidi que estava em tempo de procurar um psicólogo e tentar mudar a situação. Depois do sorvete que ganhei de Taeyeon, não chorei novamente, parece que sorvete cura machucados mesmo. As vezes a garota vai brincar lá na praia e converso com ela, Tae é divertida e me faz rir.

Estou pronto para encarar minha primeira consulta e admito estou um tanto nervoso, será a primeira vez que conto tudo sobre mim para alguém.

— Jeon Jungkook — me chamou uma mulher baixa, não muito velha — O senhor Hyung-Ki lhe aguarda.

A segui até uma sala de porta branca e entrei, vendo um homem — aparentando ter a mesma idade do Sr. Park —, usava um óculos e uma camisa social azul, não consegui ver o resto da suas vestes, já que a mesa tampava o seu corpo quase todo.

— Sente-se Sr. Jeon. — dissera o homem.

Fiz o que me foi dito e continuei em silêncio. Não sei como agir.

— Prazer em conhecê-lo, sou Hyung-Ki. — estendeu a mão. — Fique a vontade e me conte tudo o que se sentir confortável em dizer. Estou aqui para ajudá-lo Jungkook.

Me abri por completo e lhe contei tudo, a morte dos meus pais, o afastamento da natação e claro, sobre Taehyung.

O homem me ouviu atento, sem interrupções e vez ou outra fazia perguntas. Marcamos outra consulta e sai dali me sentindo aliviado, como se parte do peso houvesse se tornado mais leve.

Entrei em casa e juro que quase tive um surto. Não é possível!

— O que está fazendo aqui? — falei puxando aquele desgraçado de cabelos verdes, prestes a jogá-lo para fora.

— Calma Kook, ele veio dizer algo importante. — parou-me Jimin.

— Não quero ouvir, ele é um desgraçado Jimin. Foi ele quem sequestrou e vendeu Taehyung — gritei.

— Seu namoradinho está encrencado. — se pronunciou o esverdeado.

— O que você quer dizer com isso? — soltei-o.

— Primeiramente deixa eu me apresentar, sou Min Yoongi. — estendeu a mão que foi totalmente ignorada por mim.

— Não perguntei seu nome, só quero que me diga o que aconteceu com o Tae!?

— Calma Kook. — Jimin tentou me acalmar com um abraço.

— Alguém matou Bogum e roubou uma preciosa adaga que ele possuía. O único que estava presente era Taehyung, então a polícia o colocou como principal suspeito.

Adaga? Lembro quando o ruivo murmurou isso em uma das noites que dormimos juntos. Suspirei saudoso. Não Jungkook, não é hora de pensar nisso.

— Mas por que veio me avisar? O que ganha com isso?

— A polícia está investigando tudo e se ela descobrir sobre mim ou os Gerpardos, eu to fudido. — respondeu Yoongi.

— Onde está Taehyung? — perguntou meu amigo.

— Sumiu junto com a adaga, ninguém tem vestígios dele.

— Que adaga é essa? — perguntei.

— Segundo a lenda, foi feita dos fios de cabelos de sereias para uma de suas irmãs, para que a mesma fizesse um sacrifício. Mas, não faço ideia de como Bogum a tinha.

— Precisamos encontrar Taehyung o mais rápido possível. — falei.

— Tem certeza que ele não voltou para o mar? — perguntou-me Jimin.

— Tenho, vamos achá-lo e você... — apontei para o Min — Vai nos ajudar.

Ele assentiu.

— Estou às ordens, vamos encontrar a princesinha...



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