História Aritmética. - Capítulo 2


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, Eliza Danvers, James "Jimmy" Olsen, Jeremiah Danvers, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Lucy Lane, Maggie Sawyer, Personagens Originais, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Kara Danvers, Karlena, Lena Luthor, Supercorp, Supergirl
Visualizações 119
Palavras 2.339
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Romance e Novela, Sci-Fi, Super Power, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Está é a nova professora, não a matem



— A senhora vai me deixar aqui? — Kara perguntou assustada olhando a sala de aula através do vidro da porta. — Sozinha com eles?

O local parecia mais uma zona de guerra. A maioria dos alunos gritava uns com os outros e objetos estranhos cruzava o espaço aéreo da sala de aula. Verdadeiros selvagens, Kara pensou. Até animais ariscos recém-enjaulados se comportavam melhor do que aqueles adolescentes.

— Bem, você é a professora, não é — Cat deu de ombros e sorriu.

Algo no jeito que a mulher sorriu fez a Danvers pensar que talvez Grant não estivesse fazendo aquilo por acreditar em suas palavras e sim porque via graça em tortura a mais nova — o que seria uma opção válida.

— Eles não precisam de um professor, precisam do controle animal — Kara falou alarmada.

— Professores são mais baratos — falou com um sorriso triste, era de conhecimento público que Cat vazia de tudo para lutar a favor dos professores que eram tão desvalorizados quanto o Misha Collins é pelo staff de Supernatural.

A mais velha invadiu a sala e em menos de três segundos todos estavam em seu devido lugar — até menos o garoto que parecia desmaiado em cima da mesa do professor.

— Vou fingir que não vi a baderna que estavam fazendo ou que um de vocês estava babando em cima da mesa simplesmente porque não estou a fim de escutar as suas péssimas desculpas que apenas me deixaria mais irritada e faria com que eu jogasse todos na detenção por no mínimo três meses — começou a senhorita Grant com seu usual tom de desinteresse. — Está é a nova professora, não a matem — foi só o que disse referente à Kara antes de sair, abandonando a garota sozinha com um bando de adolescentes.

Kara engoliu em seco, mais do que nervosa ela estava apavorada. Além de não entender o que estava acontecendo consigo, os últimos cinco minutos nos quais de repente passou de aluna a professora eram um completo borrão em sua mente.

Sua mente girava passando por milhares de explicações nem um pouco plausíveis e extremamente estranhas como a possibilidade de ter entrado em um vórtice temporal e com isso trocou de corpo com o seu eu do futuro, porém mantendo sua mente atual.

— O-oi — gaguejou desconcertada.

— Então você é a professora — uma voz conhecida trouxe a loira de volta à realidade — ou é a stripper que chamei?

A sala explodiu em risada diante a piada de mau gosto. Os olhos da loira vasculharam o local atrás da voz que, infelizmente, ela conhecia. Então seus olhos se fixarão na figura de um rapaz alto no fundo da sala, esse que ria como se sua vida dependesse disso. Kara odiava aquele garoto, ele sempre fazia piadas idiotas e usava de seu tamanho para intimidar a pessoas. Sem falar que ele era automaticamente aprovado pela maioria dos professores só por ser o quarterback. Entretanto o que mais irritava Kara era o fato de que há muito tempo ele fizera de Winn seu alvo regular.

Kara só queria socar o babaca, mas não podia fazer isso. Porque além de ser menor e mais fraca ele descontaria em Winn. Então a loira teve um estalo, agora era a professora, poderia responder às piadas do colega sem correr o risco dele descontar em Winn por Kara diminui-lo na frente dos outros — assim esperava.

— Não sabia que essa escola também ensina pessoas de grave retardo mental — disse Kara em provocação fazendo a sala cair em um súbito silêncio, era raro alguém desafiar o capitão do time de futebol.

— Olha eu sei que a bonequinha é nova aqui — a voz do garoto lhe dava cólera —, mas eu sou o astro do time, depois da velha da diretora eu mando nessa escola — falou com marra.

A jovem "professora" não aguentou e riu. Uma gargalhada alta e legítima. Enquanto o rapaz apenas a encara com irritação e incrédula. Kara foi à única professora que não caiu na sua lábia de "astro do time", salvo a diretora Grant e Lena Luthor.

— Realmente estou na frente de alguém com uma grave deficiência de aprendizado — continuou Kara com diversão. — Diga-me, "astro do time" — falou em zombaria fazendo "aspas" no ar com os dedos — qual é o seu nome?

— Mon-El — disse orgulhoso.

— Oh, Moron — a loira exclamou, chamando-o descaradamente de “idiota” e arrancando alguns risinhos abafados do resto dos estudantes. — Como eu não pensei nisso, é um nome bastante próprio para você — ela riu.

Mon-El trincou os dentes e encarou Kara com fúria. Para ele ser o alvo da chacota era uma experiência inteiramente nova que estava se provando o cúmulo do desagrado. Seus amigos estavam rindo as suas custas e isso só o deixava ainda mais irritado. Ele, Mon-El, quarterback prodígio; incrivelmente bonito (de acordo com ele mesmo); sucesso com as garotas e terror dos nerds agora era a piada da classe. E tudo por causa de uma professorinha magrela e loira de farmácia que iria pagar caro por tê-lo feito de palhaço.

Antes que um dos dois desse continuidade às provocações o sinal tocou despertando a turma, Mon-El e principalmente Kara que de repente lembrou que embora no momento parecesse com uma professora ela ainda era apenas uma aluna, uma aluna que deveria está esperando pela Luthor na direção.

Ela pegou sua mochila que tinha jogado ao lado de sua mesa e correu para a saída, passando apressada pelos alunos que se amontoavam na porta esperando para também deixarem a sala. Mon-El viu a mochila da garota e ficou com ainda mais raiva. Ele não conhecia a professora, mas a achou familiar com seus traços simples, olhos azuis e cachos loiros e quando viu a bolsa chamativa azul e vermelha com dezenas de pins de super-heróis ele lembrou-se do por que achará a mulher tão familiar; ela lembrava muito a melhor amiga do pateta do seu meio irmão.

[...]

Ao invés de ir direto até a direção Kara correu para o banheiro do segundo andar. Como esperado o local estava vazio como ela esperava — havia um estranho boato de que o banheiro era assombrado pelo fantasma de uma menina que fora assassinada ali cinquenta anos atrás, por isso acreditando ou não nas histórias a maioria dos alunos mantinha distancia do local.

Ela encarou o reflexo da mulher loira que a olhava de volta com confusão. Kara já havia aceitado o fato de que parecia uma mulher adulta, porém aceitar e entender eram coisas completamente diferentes.

E conforme os segundos passavam ficava tudo ainda mais difícil de compreender. Sentido era uma palavra que lentamente estava perdendo seu lugar no vocabulário da loira — e a imaginação fértil da garota não ajudava nem um pouco quando tentava buscar explicações para sua atual situação apelando para a possível abdução por parte de um ser roxo com uma antena saindo da cabeça que terminar em triângulo invertido e que tem uma televisão na barriga, ser este que provavelmente atende pelo nome de Tinky Winky e que pode ter amigos nas cores verde, amarelo e vermelho que atendem por Dipsy, Laa-Laa e Po respectivamente.

Kara respirou fundo e lavou o rosto, ela precisava se acalmar ou entraria em colapso.

Ela observou mais atentamente o seu novo "eu". De fato ele não mudará muito em relação a sua versão adolescente. Seus cabelos continuavam com a mesma tonalidade de loiro, seus olhos continuavam azuis e sua visão continuava ruim. Seu corpo também não mudará muito; tirando o fato de seus seios parecerem maiores, todo o resto continuava do mesmo tamanho — só então Kara percebeu que suas roupas não estavam apertadas ou curtas e ficou aliviada por isso.

— Nunca mais como três caixas de pizza antes de dormir — resmungou para o seu reflexo.

Embora se obrigasse a manter uma fachada calma, por dentro ela estava apavorada. Além do fato de não entender tudo aquilo também tinha o medo do que ocorreria caso alguém descobrisse sobre seu recente salto de dez anos no tempo.

— Três caixas de pizza são muita coisa, não? — De dentro de uma das cabines saiu uma mulher de pele alva, cabelos negros e intensos olhos verdes. Kara engoliu em seco quando percebeu que Lena Luthor estivera ali o tempo todo, de repente ele se viu com medo de que pudesse ter tido algo comprometedor. — Além do mais, por que alguém comeria as caixas da pizza ao invés da pizza? — a professora brincou.

— O quê? — se fosse possível Kara estava ainda mais confusa.

— Bem, você disse que comeu "três caixas de pizza" — ela caminhou até a pia livre ao lado de Kara e lavou suas mãos —, então eu presumi que tenha devorado caixas de papelão ao invés das pizzas — explicou com um sorriso.

Por um instante a loira ficou atônita. A professora Luthor estava fazendo uma piada, uma piada relacionada à sua péssima gramática, porém uma piada. E Lena não fazia apenas uma piada, ela também estava falando com Kara em um tom amigável. Aquela era a primeira vez na história em que a morena não se dirigia a Danvers sem falar entre os dentes ou sem deixar a entender que adoraria empalar a de olhos azuis.

— E-Eu... eu comi as pizzas — foi só o que a garota confusa pode dizer

— Aposto que sim — Lena riu, ela secou suas mãos e estendeu uma delas para Kara. — Lena Luthor, prazer...?

Então Kara lembrou-se mais uma vez de que ela não era exatamente ela e toda a cena começou a fazer sentido, Luthor não sabia que a mulher a sua frente era sua aluna menos favorita e por isso estava sendo gentil.

— Linda Lee Danvers — repetiu a mentira ao apertar a mão da professora.

Ao contrário do que a loira pensou o sorriso de Lena não diminuiu quando Kara — ou melhor, Linda lhe contou seu sobrenome. Na realidade ele pareceu ficar ainda maior.

— Danvers? Alguma relação com uma loirinha explosiva e desbocada que atende pelo nome de Kara? — perguntou com certo divertimento.

— Sim ela é minha... — Kara fez força para se lembrar do que disse a diretora, eram tantas mentiras que estava ficando difícil se lembrar de todas elas — sobrinha — disse por fim.

— Sobrinha — repetiu devagar, como se estivesse se forçando a acreditar. — Sabe, eu poderia jurar que são a mesma pessoa — Lena riu.

— Mesma pessoa? — Kara voltou a ficar nervosa.

Poderia Lena ter descoberto quem ela realmente era? Era por isso que estava sendo tão gentil, por que sabia que se tratava de Kara? Seria um truque para enganá-la? E se tivesse realmente descoberto será que contaria a alguém? E se ela contasse a polícia ou a cientistas que fariam experimentos nela?

— Sim — a voz da morena arrastou Kara para longe de suas paranoias —, vocês tem até a mesma cicatriz acima da sobrancelha.

De todas as coisas estranhas que tinham acontecido ao longo do dia, Kara pensou que o fato de Lena saber que ela tinha uma pequena cicatriz — uma antiga lembrança de quando estava aprendendo a andar de bicicleta, perdeu o controle e foi de encontro ao meio-fio — era de longe a mais esquisita. Não era nenhum segredo que a Luthor e a loirinha não se davam bem, desde o primeiro dia de aula que a professora vinha "perseguindo" Kara — embora Lena fosse meio dura com todas, Kara tinha a impressão (correta) que a morena pegava mais no seu pé do que no dos demais — e como uma forma de retaliação a Danvers fazia questão de dar motivos reais para a outra sair do sério. As duas já haviam chegado ao ponto de que apenas ter a noção da existência da outra já era motivo o suficiente para acordar de mau-humor. Por isso descobrir que uma professora que mal lhe dirige o olhar tem conhecimento de que você tem uma minúscula marca acima da sobrancelha é algo que lhe faz pensar. Não apenas por ela saber dessa característica de sua versão de quinze anos, mas por ter reparado sua diminuta imperfeição também na versão adulta.

Naquele momento Kara pensou que talvez Lena Luthor soubesse mais sobre ela do que demostrava, e isso deixou a garota desconcertada.

— Isso é só uma coincidência — falou com um falso sorriso, ela não estava pensando direito para conseguir inventar uma mentira plausível. — Como Kara é? — perguntou em um ato de coragem, talvez aquilo só levasse suspeitas para a professora, porém aquela era a primeira vez em que troçava mais de duas palavras com a mulher sem que uma das duas começasse a gritar e Kara queria aproveitar essa oportunidade para descobrir a verdadeira opinião da morena sobre ela. E pela primeira vez Kara tinha esperanças de que talvez a professora gostasse dela.

— Ela é explosiva, debochada, sarcástica, às vezes rude e parece ter nascido para me irritar! — Lena ditou sem nem precisar pensar muito.

Ela realmente me odeia, Kara pensou. Em questão de segundos qualquer esperança que tinha de que talvez a de olhos verdes pudesse gostar dela desapareceu do mesmo jeito que fora criada.

— Porém — continuou Luthor — ela é esforçada, inteligente, uma ótima amiga e gentil com qualquer um que não seja eu — expôs com um sorriso. — Sua sobrinha é uma excelente garota, ela só precisa aprender que existe algo chamado limites e que ultrapassa-los nem sempre é uma boa ideia.

— Obrigada Senhorita Luthor — agradeceu com sinceridade. Era estranho ver a morena usando adjetivos tão bons sobre sua pessoa, contudo, era um estranho ótimo.

— Por favor, me chame de Lena — pediu com um sorriso. — Agora se me permite, tenho um encontro com a outra Danvers na direção — informou seguindo para a saída.

— Ahn, Lena — Kara chamou. Ela chamava a professora pelo primeiro nome, e outros não tão bons, o tempo todo, entretanto por algum motivo daquela vez foi um tanto esquisito. — O que ela fez? — era óbvio que a loira já sabia a resposta, porém achou que deveria perguntar para manter as aparências.

— Ela se deixou enganar por uma árvore que era um dragão — respondeu com um sorriso e depois saiu, deixando Kara sozinha com novos e agradáveis pensamentos sobre a professora que até minutos atrás podia jurar que a odiava.

 


Notas Finais


Até daqui um tempo


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