História Arkham - Capítulo 3


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Categorias Batman, Batman vs Superman: A Origem da Justiça, Esquadrão Suicida
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Palavras 3.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Two


– Senhor J? – Resmunguei enquanto empurrava a porta pesada atrás de mim. Respirei fundo quando ouvi o click alto. Ali estava eu, outra vez, presa em uma sala com aquele ser aterrorizante. Passei as mãos pelos meus cabelos. Eu não estava pronta para aquilo. Estava usando aquelas roupas largas e com os meus cabelos soltos. Não tinha, nem mesmo, pego alguns comprimidos caso ele me atacasse.

– Quinzel. – A voz dele era quase metálica. Falava lentamente, articulando as palavras e se deliciando com cada uma das silabas. – Você por aqui? – Virei-me para ele. Mais uma vez ele estava sentado na cadeira. Mas o tinha algemado ali, daquela vez.

– Fiquei sabendo que o senhor não queria falar com ninguém além de mim. – Fingi um sorriso, mas ele notou. Ergueu uma das sobrancelhas falhadas e bufou.

– As pessoas gostam de falar essas merdas. – Ele moveu a cabeça lentamente. A luz muito branca me fez perceber cada cicatriz em seu rosto, até mesmo as marcas de expressão marcadas pela tinta seca em sua pele. Engasguei o meu medo e me aproximei, lentamente. – O que fizeram com você?

– Só estou com uma roupa diferente. – Menti.

– Eu conheço uma pessoa ferida quando vejo uma. – Ele moveu a cabeça mais uma vez, tentando tirar os cabelos esverdeados de sua face.

Ergui meus olhos. Talvez ele tivesse sido o único a notar que eu estava ferida. Não por fora, com sangue e coisas desse tipo, mas havia uma ferida em mim, crescendo de forma galopante. Sentei-me diante dele e busquei as palavras certas para contar o que estava acontecendo. Porém, sempre que erguia os olhos, me deparava com os dele. Me observando com frieza.

– Pode me contar, Harley. – Ele sussurrou e aproximou o rosto de mim. Pude sentir, pela primeira vez, o cheiro que ele emanava. Era como tinta fresca e terra molhada. Ele cheirava como uma tempestade. Uma chuva forte que derruba casas, destrói lares e depois some.

– Não vou contar nada para o senhor. – Sussurrei e enfiei a mão em meu bolso, buscando a chave. – E meu nome não é Harley.

– Harley combina muito mais com você, querida. – Ele riu de forma aguda enquanto eu erguia a mão para abrir as algemas. – O que você está fazendo? – Joker continuou com a mesma expressão paralisada em um sorriso diabólico, mas teve um leve espasmo quando nossos dedos se encostaram. Talvez ele não gostasse de contato com as pessoas em geral. Assim que eu soltei suas mãos, o vi contrair e soltar os dedos por diversas vezes.

– Acho que começamos de um jeito errado. – Disse enquanto erguia o meu olhar para a câmera que nos vigiava. Tinha absoluta certeza que todos os outros médicos, os diretores e os donos do Arkham. – Quero que confie em mim, Jack. Podemos ser amigos. Eu não vou lhe fazer mal.

– Mas eu quero lhe fazer mal, doutora Quinzel. – Ele balbuciou aquilo enquanto se levantava e corria até um dos cantos da sala, um canto aonde uma sombra estranha se formava. Respirei fundo pela milésima vez. Talvez aquela tinha sido a pior ideia de toda a minha vida, porém fingi que nada daquilo estava passando pela minha cabeça e caminhei com tranquilidade até um pequeno armário que tinha ali. Busquei, com sucesso, uma pequena maleta de primeiros socorros. Joker, que estava mais atento em mim do que eu imaginava, bufou. – O que está pensando em fazer?

– Olha, a minha vida anda uma merda. – Eu sorri, sem nenhum animo, o que o fez soltar uma risada maligna. – As pessoas aqui estão a um passo de comer o meu rim se eu não fizer você falar. – Ele fixou os olhos em mim, enquanto eu colocava a maleta sobre a mesa e sorria. – Minha vida pessoal... É um saco. Minha família é uma confusão e... Só de pensar em uma vida amorosa, já sinto uma pontada na coluna. – Abri a maleta e segurei firme um pedaço de algodão e um antisséptico. – Você pode me ajudar e eu posso te ajudar. Vamos fazer disso... Algo como uma parceria.

– Eu não me dou muito bem com parceiros. – Ele resmungou enquanto me espreitava da escuridão, como um fantasma. – Todos eles enchem o meu saco e acabam mortos.

– Talvez eu seja a sua primeira parceira a dar certo. O que acha? – Ele gargalhou. Talvez aquele fosse um bom sinal. – Pode até me chamar de Harley, se isso for mais confortável para você.

– Antigamente, nos teatros, existia um personagem... Alguém que entretinha o público enquanto toda a ação acontecia... – Ele disse, brevemente, enquanto parecia imerso em um devaneio. – Que divertia as pessoas durante os intervalos.

– Eu sei. – Sussurrei. – Um arlequim.

– Sim. – Ele riu baixo enquanto se aproximava de mim. Apesar de toda a minha vasta experiência sexual e amorosa, nenhum homem ou mulher jamais havia me olhando como ele. Joker parecia me despir e me travestir a cada vez que me olhava. Era como se ele me comesse lentamente, como se apreciasse cada segundo. Mas eu não senti medo. Mesmo estando a um passo um do outro. – Uma Harley Quinn.

– É assim que quer me chamar? – Perguntei com um sorriso.

– Gosto da ideia. – Ele riu tranquilamente enquanto passava a mão pelos cabelos e fazia um estralo com a língua. – Veja, Harleen Quinzel é um nome péssimo. Nada intimidador ou divertido.

– Está certo. – Ri enquanto erguia as mãos e mostrava para ele o algodão úmido pelo remédio amarelado. – Pode me contar mais disso enquanto eu limpo esses seus machucados. – Ele deu um passo para trás, como um garoto assustado. Mordi meu lábio inferior com força. – Sei que não precisa que cuidem de você, mas eu estou extremamente irritada com esses machucados horríveis.

Ele não disse nenhuma palavra, apenas ergueu as mãos em minha direção. A pele dele, mesmo não estando escondidas pela longa camada de tinta, que cobria todo o rosto e pescoço, eram extremamente pálidas. Bem mais pálidas do que qualquer mão normal que eu tinha visto em minha vida. Podia ver as veias azuis, roxas e pretas pulsando pelo seu braço, por seus dedos e mãos.

Toquei levemente a pele dele. Era áspera como uma lixa, repleta de calos e elevações estranhas. Apoiei a mão dele sobre a minha e me concentrei no que eu deveria fazer. Os ossos quase saltavam de sua mão magra, mas mesmo assim os cortes e os hematomas. Era como se ele passasse o dia dando socos em algo ou em alguém.

– São muitos ferimentos. – Disse enquanto passava o algodão sobre a carne viva dele. Eu pude vê-lo travar os dentes algumas vezes, como se estivesse sentindo uma dor lacerante.

– Seus amigos não são sempre simpáticos. – Ele resmungou.

– Você também não é um exemplo de simpatia e carisma. – Disse, em um tom de brincadeira, enquanto me inclinava para pegar uma gaze. – Sua fama na cidade e por aqui não é muito boa, as pessoas costumam ficar na defensiva. – Enrolei delicadamente a mão dele e prendi a ponta com um esparadrapo, admirei rapidamente o meu trabalho antes de partir para a outra mão.

– Isso dá o direito de eles entrarem aqui quando bem entendem para uma sessão de socos e pontapés? – Ele sussurrou entre algumas gargalhadas sem nenhuma graça. Ergui a cabeça. Queria mesmo saber se ele estava inventando aquilo ou se era verdade. Mais uma vez, os olhos de Joker não me revelaram nada. Além de um desejo estranho. – Eles não são tão legais quando imagina, doutora.

– Não importa mais. Eles não vão te perturbar. – Disse, com firmeza.

– E é você quem garante isso? – Ele riu, desta vez, parecia ter achado graça em alguma coisa, além de mim. – Você com essa carinha de “boa moça”? Está pensando mesmo que vai conseguir alguma coisa com esses homens? Eles não vão te escutar, Quinn. Irão te tratar como tratam uma puta. – Travei. – Eles já te tratam, não é? Encaram o seu decote? Fazem piadas sobre foderem você? Te tratam como se você fosse só um objeto ou então apenas um corpo?

– Você está falando besteira. – Menti enquanto enfaixava a outra mão dele. Não queria ouvir nada daquilo que ele estava dizendo, apesar de aquilo ser a verdade mais cruel do mundo. Ninguém no Arkham me respeitava. Não verdadeiramente. Eu era apenas a garota com um belo sorriso e um belo corpo. – Estamos aqui para falar sobre você, Senhor J.

– E você realmente acha que eu irei contar algo para você sobre a minha vida e os meus planos? – Ele riu. Eu tinha sido descoberta. – Achou que só esse teatrinho de médica ética iria me fazer abrir todo o meu coração para você? Eles te falaram sobre uma bomba, não é? Escondida em algum lugar de Gotham? – Ele gargalhou, abertamente. – Diga a eles que eu não sei de nada.

– Eu não vou dizer nada. – Dei de ombros como se nada estivesse acontecendo e soltei as mãos dele. Ergui a minha mão destra em direção ao rosto dele, mas antes que eu conseguisse tocar sua pele, recebi um tapa como advertência. – Ei.

– Não me toque. – A voz dele engrossou para me dar aquela ordem. Não. Ele não estava fazendo um pedido, estava mandando em mim. E eu obedeci cegamente, algo que não era de meu feitio.

– Não estou aqui por causa deles, nem por causa da bomba. – Sussurrei, para que a câmera não pudesse captar a minha voz. – Eu quero mais é que Gotham exploda. – O rosto duro de Joker pareceu se contorcer em uma careta de cumplicidade. – Mas preciso do dinheiro deste trabalho. É isto que mantem a minha casa.

– Há outros pacientes para que cuide. – Ele disse com grosseria.

– Mas foi você que pediu que me chamassem. – Disse.

Nos olhamos nos olhos rapidamente, porem, antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, a porta se abriu e o imenso enfermeiro Jones apareceu. Ele estava usando as luvas de látex estranhas e nos olhando com total desprezo. Eu jamais havia notado que ele me olhava daquele modo. Aquele escroto.

– O tempo acabou, doutora. – Ele gritou e olhou enojado para a sala.

Assenti com a cabeça e dei as costas para Joker, eu não precisava me despedir e ele também não parecia muito apegado a nenhum tipo de educação ou padrão. Já estava quase ao lado da porta quando ouvi a voz rouca dele dizer:

– Quinn, não se preocupe, sim? – Era como se ele conseguisse ler os meus pensamentos. – O homem que lhe tocou ficará sem os dedos em breve. Farei isso com qualquer um que lhe perturbar.

 

| ❖ |

 

– Doutora Quinzel, isto é um ultraje. – O diretor do Arkham berrou enquanto socava a mesa diante dele. Estávamos em uma sala de reuniões, entupida de homens que me encaravam como se eu fosse uma piada ou um pedaço de carne fresca. O diretor era um velho, de barba e cabelos brancos, que cuspia enquanto conversava. Ele queria transar comigo. Sabia disso porque ele nunca perdia a chance de me tocar ou de me fazer um elogio safado. Mas ele não parecia nenhum pouco interessado em minha proposta naquela manhã. Abri a minha boca para falar, mas fui interrompida. – Você não é capaz de trata-lo, Quinzel.

– Não podemos deixar o tratamento de um paciente tão perigoso apenas com a senhorita. – Um dos médicos do pequeno conselho do Arkham não me deixou falar, mais uma vez. Odiava aquilo. Por que os homens acreditavam que tinham todo o direito de nos interromper? Esses merdas. – Joker é o maior criminoso de Gotham, ele é o príncipe do crime e você... Bem, doutora Quinzel, você é só uma garota.

– Eu não sou só uma garota. – Falei mais alto que o murmurinho de vozes masculinas. – Senhores, o criminoso a quem vocês chamam de “Joker”, não é nada mais do que um homem com sérios problemas. Eu posso cuidar dele. Estudei toda a minha vida para isso. – Disse, sem muito animo. Eles já tinham sugado todas as coisas boas que haviam em mim.

– Você não vai salva-lo. – James Gordon disse, do fundo da sala. Ele estava de pé, acariciando seu pomposo bigode, como se aquilo fosse a prova de sua bravura. Mordi minha boca com força. – É isso que pensa que pode fazer com ele, Harleen? Salva-lo?

– Eu não disse isso. – Bufei enquanto me inclinava para juntar os meus papeis. Me odiei por ter escolhido aquela blusa para ir à reunião. Assim que me inclinei, pude ver todos os olhos se voltando para o decote e para a curva dos meus seios. – Eu sou uma profissional. Qual é a diferença entre mim e os outros psiquiatras daqui?

– Você é uma mulher inexperiente. – Um dos velhos disse aquilo, o que me fez sentir ainda mais raiva.

– Isso é uma besteira. – Reclamei para mim mesma e voltei-me para eles. – Mesmo que vocês não acreditem em mim e no potencial do meu trabalho, espero que saibam que eu sou a única com quem o Joker conversa. Que quando outro psiquiatra entra naquela maldita sala, ele apenas gargalha e faz ameaças. – Eles me encaravam, como se eu estivesse falando um monte de merda. – Eu posso fazer isso. Estão me subestimando só porque eu sou uma mulher e porque tenho pouca idade, mas eu sei o que estou fazendo, Senhores. Só peço que me escutem... – Eu ainda tinha muito a dizer, mas minha paciência chegou ao fim quando vi que dois dos representantes da prefeitura estavam de costas, tendo uma conversa divertida sobre o jogo do dia anterior. – Eu espero que tenham um bom dia. – Resmunguei enquanto pegava minhas folhas e deixava a sala, como uma campeã.

Pude ouvir o burburinho das vozes enquanto eu saia da sala de reuniões. Os mais velhos gritavam e explodiam com raiva, eu tinha sido muito impertinente e, certamente, perderia o meu emprego. Bem, pelo menos o Joker não seria mais meu problema.

Caminhei com calma até a pequena sacada que rodeava todo o último andar da torre e encarei o longo jardim diante de mim. Olhei perdida para as arvores e para as esculturas que estavam sendo lavadas pela fina chuva que cobria Gotham e a ilha de Arkham. Aquele não era meu lugar. Nunca tinha sido. E mesmo assim eu estava enfiada naquela merda até a cabeça.

Nada estava dando certo. Na verdade, eu nunca tinha dado certo mesmo. Talvez fosse mais fácil se eu pegasse a balsa até Metrópoles e sumisse dali. Aquele era o meu plano caso eu perdesse o meu emprego.

– Senhorita Quinzel? – Uma voz masculina interrompeu o meu devaneio sobre uma nova vida. Não quis me virar.

– Não estou muito disposta agora. – Resmunguei, sem ânimo.

– Quero falar sobre o Joker.

Virei-me mais que depressa assim que ele me disse aquilo. O homem que me encarava de volta não devia ter nem trinta anos. O queixo dele era anguloso, com uma covinha charmosa escondida debaixo dos pelos grossos de sua barba. Ele estava muito bem vestido, com a gravata perfeitamente presa ao pescoço e a gola da camisa branca, mas uma mancha escura de café sobre a perfeição de sua camisa de seda, deixava claro o seu desleixo.

– Você não deve me conhecer. – A voz dele era grave e repleta de educação e pompa. Os dedos dele correram até o anel de ouro que trazia no anelar direito. – Eu sou Bruce Wayne.

Bruce Wayne. Aquele filho da puta diante de mim era simplesmente o cara mais rico de Gotham. A cada vez que ele respirava, mais um milhão caia em sua conta no banco. Mas eu sabia que debaixo daqueles músculos, daquela virilidade e daquela classe ainda havia o garoto que tinha perdido os pais.

A história trágica da família Wayne era contada por toda a Gotham como uma lenda urbana. Todos sabiam que Thomas e Martha Wayne haviam sido assassinados em um assalto bobo e que a única testemunha do bárbaro crime era o jovem filho e herdeiro do casal. Aos oito anos de idade, o jovem Wayne se tornou uma trágica celebridade. No beco perto do cinema, Bruce perdeu os pais, mas ganhou a fama e o carinho de toda a população da cidade. Não havia ninguém que não sentia pena do milionário órfão.

E, quanto mais Bruce crescia, mais a fama e o ego dele inflavam. Aos quinze, ele saiu de Gotham para estudar. Minha mãe costumava me dizer que ele era um jovem magrelo ao deixar Gotham. Mas quando retornou, já aos vinte anos, ele não era mais o mesmo.

Eu tinha quinze anos quando Bruce Wayne voltou para Gotham. Me lembrava perfeitamente da minha mãe me arrastar até o aeroporto com um imenso cartaz com os dizeres: “Bem-vindo de volta, Bruce.”. Não chegamos a vê-lo no aeroporto, mas ele estava sempre na televisão, com seus sorrisos pontuais e seus músculos inchados. Agora estava ali, diante de mim.

– Sabe quem eu sou, não é? – Ele disse. Fiquei constrangida ao perceber que eu tinha me perdido entre os meus pensamentos.

– Sim. Bruce Wayne, da Wayne Enterprises. Você é dono da metade da cidade, não tem como não te conhecer. – Sorri, sem nenhuma graça e coloquei um fio dos meus cabelos para trás da orelha. – Minha mãe era uma grande fã sua.

– Obrigado, eu acho. – Ele sorriu e deu um passo em minha direção, erguendo a mão para mim. Fiz o mesmo. A mão de Bruce Wayne era a mão mais estranha que eu já tinha tocado em minha vida. Eu esperava que ele tivesse a mão mais suave do mundo, afinal, ele nunca tinha trabalhado. Mas, ao contrário dos meus pensamentos, a mão dele era calejada e rígida. E no dorso de sua mão, alguns machucados estouravam sua pele. – Você é Harleen Quinzel, certo?

– Pode me chamar de Harleen. – Puxei a minha mão da dele rapidamente e abracei a minha papelada.

– Eu estava na sala com os outros e... Eu peço desculpas em nome de todos eles. – Bruce estava tentando parecer simpático, com seus sorrisos perfeitos e seus gestos perfeitamente suaves. Ele caminhou até o parapeito e encostou os braços ali, encarando a paisagem. – Às vezes, parece que essa cidade está parada no tempo.

– No século dezoito. – Resmunguei enquanto encostava as minhas costas no parapeito e olhava para o teto. Uma pomba havia feito um ninho ali. Péssima escolha, pomba. Péssima escolha.

– Te entendo perfeitamente. – Ele sorriu e voltou o olhar para mim. – Talvez eu possa te ajudar, Harleen. Com essa história do Joker.

– Por que você se interessaria nisso, Senhor Wayne?

– Eu tenho certa curiosidade quanto aos malucos que aparecem na minha cidade. – Havia muita força em Bruce Wayne quando ele disse aquilo. “Minha cidade”, ele tinha dito. Então ele me encarou, com um sorriso brilhando nos lábios. – Por favor, me chame apenas de Bruce.


Notas Finais


Oi, Oi Pessoas.

Espero que estejam gostando desta fanfic. Queria saber como está sendo ler capítulos um pouco mais longos do que eu tenho costume de ver por aqui? Se quiserem capítulos mais curtos é só falar.

Eu não vou estipular um dia certo para postar, porque acabo sempre me enrolando com datas e com meus compromissos diários. Então, sempre que possível, terá um novo capítulo aqui.

Obrigada.
Khaleesi (a mãe dos Brioches)


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