História Arma Biológica - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Laura1215

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Revelaçoes, Romance, Sobrevivencia, Survival
Exibições 7
Palavras 1.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Gente, para aqueles que já vinham acompanhando a história eu gostaria de dizer que alterei o nome de dois personagens, porque eu não estava achando que o nome deles combinava com o que eu queria... :)
Os personagens foram:
Ian Duarte → Vitor Maia
Bruna → Marina
Espero que as mudanças não incomodem :3

Capítulo 2 - A Excursão


Fanfic / Fanfiction Arma Biológica - Capítulo 2 - A Excursão

     Parte 1: POV’S Vitor

 

Estava chovendo quando entramos no ônibus, mas eu já sabia que o som da queda daquelas gotas seria facilmente abafado pelo falatório das pessoas, o que era triste, pois, sinceramente, gosto de dormir com o barulho da chuva. “Talvez, se chover na volta, eu possa dormir... Com ela”, pensei olhando para Karina, que estava virada para trás, conversando com Sophia e Isabelle.

Se não me engano, estávamos na quarta fileira de poltronas, do lado direito, com Isabelle e Sophia atrás de nós, Marina e Karen ao lado delas, Lara e Lukas ao nosso lado e meus melhores amigos, Gabriel e Renan a nossa frente.

- Ei, Vitor – Karina me chamou se ajeitando na poltrona ao lado da janela, onde havia pedido para ficar. Estávamos prestes a sair do colégio naquele momento.

- Sim? – a olhei neutro, esperando que ela me dissesse o que queria.

- Por que me pediu para sentar com você? De novo... – perguntou-me olhando para a janela, aparentemente sem graça. Tentei não ficar nervoso.

- Preciso de motivos para ficar ao seu lado? – disse sorrindo com as sobrancelhas arqueadas. Neste momento, Karina se virou para mim.

- Mas nós não somos mais amigos – ela me respondeu com ênfase.

- Gostaria de ser novamente? – perguntei sorrindo sem graça e ela, ao me ouvir, sorriu surpresa, como na vez em que nos conhecemos.

- Você é estranho, Vitor... Mas, mesmo assim, gosto de você – disse ela se virando para frente, usando as mãos de apoio para seu pescoço. – Talvez eu goste de você porque também sou.

É. Definitivamente alguém com aquela risada de hiena e que mesmo brigada comigo me cantava não me parece muito normal. “Deixa eu ler sua bunda em braile.”, “Me chama de Pokebola e me guarda seu Pikachu.” e “Me chama de miojo e me ferve, porque hoje eu estou sabor galinha.” foram alguns de meus traumas. “Ela precisa de um psiquiatra...”, pensei segurando o riso.

Durante a viajem, fiquei ouvindo música, enquanto pensava sobre o que poderíamos conversar, mas quando vi Karina já havia adormecido. Para deixá-la mais confortável subi o suporte de mãos, assim, ela acabou deslizando até seu corpo se apoiar no meu. Mas devido a uma lombada, seu corpo caiu sobre mim, fazendo-a deitar sobre meu colo.

Engoli a seco corado, sentindo sua mão direita apertar minha coxa. Neste momento tocar “Sua bunda bate na minha vara. Minha vara bate na tua cara.” Era algo bastante irônico, não? “Garota retardada”, pensei tentando agir com naturalidade perante a situação. “Isto é apenas um amigo acolhendo de bom grado sua adorável amiga esfregando a porra da cara em seu pênis. Nada de mais.”, era a frase escrita na minha testa soada, graças ao nervosismo.

- Karina – a chamei erguendo seu corpo. Ela, logo, acordou. – Se quer ficar deitada pelo menos me arranja um travesseiro – disse corado. “Acho que ela entendeu...”, pensei ao reparar no quão corada ela estava.

Envergonhada, Karina pegou um travesseiro emprestado com Isa, que fez a típica cara de “Não precisa me devolver.” quando viu aonde ele iria ficar. Ri nesta hora. Assim, Karina com sua delicadeza de rinoceronte tacou o travesseiro e se deitou, ou melhor, surrou meu pau com sua cabeça. Meus ovos nunca ficaram tão mexidos como naquele dia.

Depois do acidente, nada muito relevante aconteceu durante a viajem, tirando aquele cara...

- Ei, ei – Karina me cutucou, ou melhor, me esmurrou com o dedo indicador – Foi mau – Karina riu sem graça ao ver que havia doido, mas logo voltou ao foco. – Olha aquele cara – ela apontou para um homem há uns metros de distância. Naquele momento estávamos indo lanchar numa destas lanchonetes de estrada.

O homem que lentamente se aproximava estava todo ensanguentado e parecia gesticular algo com a boca.

- Vamos lá – ela me puxou com uma feição de preocupação, mas eu travei. – O que foi?

- Eu vou e você pega o kit, beleza? – disse sério e eu acho que, por estar tão sério, ela nem hesitou em fazer o que pedi. Logo, ela já estava novamente no ônibus e eu me aproximando cada vez daquele homem.

- O senhor está bem? – perguntei com ênfase, preocupado com o homem acabado que aparentava ter uns quarenta anos. Ao me ouvir, o homem me olhou nos olhos. “O que?”, fiquei imóvel e chocado ao ver seus olhos. Seus olhos estavam... Mortos. Acinzentados e leitosos, os olhos dele me faziam duvidar se aquele sangue seria mesmo dele. Era como um corpo sem alma.

- Aarrggh – o homem grunhiu avançando para cima de mim. Queria ter feito algo para me defender, mas meu corpo simplesmente não se mexia. Um homem doente estava tentando me matar e eu não estava faznedo nada para me defender, além de sangrar com os cortes que ele estava me fazendo com suas unhas.

 

     Parte 2: POV’S Catarina

 

Com meus pés descalços tocando a grama eu observava a paisagem à margem contrária a lanchonete. Aves voavam sobre uma linda praia ao horizonte. A paisagem era majestosa, com plantações e areia envolvendo a praia. Era uma incrível visão.

- Aahhh - um grito masculino desvencilhou meus pensamentos. “Vitor?”, me perguntei ao ver que era sua voz a mesma que a do grito.

Rapidamente coloquei meu chinelo, afinal estava calor demais para continuar com aquele vans preto com listras brancas. Assim, fui correndo até o amontoado de poucos alunos desesperados e pude ver ao longe... Era assustador.

O jovem de quatorze anos, cabelos pretos bagunçados, pele parda e olhos âmbar Vitor estava sendo atacado por um velho alto de cabelos grisalhos e pele pálida, tão pálida que o fazia parecer um morto. O corpo de ambos estava sujo de sangue. “É o sangue... Vitor! ’’.

Talvez tenha sido imprudente da minha parte, mas se ninguém estava fazendo nada para salvá-lo, eu faria. Eu precisava fazer algo. Eu avançaria no velhote imbecil para salvar o imbecil do meu ex-namorado. “Eu só preciso...”, pensei olhando para os lados a procura de algo para me defender.

- Cat – gritou Laís, minha melhor amiga, vinda de dentro da lanchonete me jogando a adaga que havia trago caso algo acontecesse. Era minha deixa.

- Aahhhh – gritei, enquanto corria para dispersar a adrenalina dentro de mim e então, pronta para matá-lo avancei para cima do velhote e enfiei toda a extensão daquela lâmina. Nunca agradeci tanto por prestar atenção em uma aula de ciências. Não até aquele momento.

     ~ Flashback ~

 

- Se perfurássemos o pescoço de alguém, por que a pessoa morreria? – Letícia, outra de minhas melhores amigas perguntou a Marcelinho, nosso querido professor de ciências, naquele mesmo ano.

- Que pergunta, hein? – disse ele rindo surpreso pela aparência sádica da pergunta. Todos riram. – Bom, se isso acontecesse minha adorável aluna, que com certeza não tem motivos para fazer isso com ninguém, a pessoa provavelmente morreria de hemorragia, caso você atingisse a carótida ou a jugular.

 

     ~ Fim do Flashback ~

 

Eu dependia do êxito de meu plano e por sorte, quando enfiei a adaga no pescoço dele, o mesmo acabou caindo, por isso fui ajudar Vitor a se levantar.

- Você está bem? – perguntei preocupada com seus ferimentos, olhando alguns deles com bastante cuidado. Vitor estava tão desanimado e cansado naquela hora...

- Catarina, atrás de você! – Laís berrou desesperada, mas quando me virei já era tarde, eu havia perdido toda a capacidade de me defender e já estava no chão.

“Como isso é possível?”, meus olhos exalavam o pânico dentro de mim, enquanto sangue escorria da boca do homem que pensei ter matado. Rapidamente meu único ato foi tentar manter distância entre meu rosto e sua boca.

- Hm, hm, hm... – arfava desesperada para viver e quando olhei para o lado vi Vitor cair desmaiado no asfalto. – Vitor!

No momento em que minha barriga já estava toda arranhada por aquele demônio e minhas expectativas para continuar viva já haviam acabado vi uma bala acertar em cheio o olho esquerdo do homem e atravessar toda a extensão de seu crânio, saindo na nuca. Desta vez o homem havia morrido.

Quase sem sentidos virei minha cabeça para trás, tentando ver, mesmo de cabeça para baixo, quem havia me salvado.

- Karina... – disse seu nome num suspiro. A implacável, assustadora e bem humorada garota que eu e Laís odiávamos havia me salvado usando a AK-47 do dono da lanchonete. Eu viveria mais um dia.

 

     Parte 3: POV’S Lara

 

“Que dia mais conturbado...”, pensei suspirando me jogando na poltrona do ônibus. Ver Karina escondendo o quanto estava se sentindo um monstro por matar alguém e fazendo de tudo para ajudar os dois feridos me preocupava demais.

- Você está bem? – Lukas perguntou se sentando ao meu lado. Me virei para ele.

- Estou um pouco preocupada, só isso – disse sorrindo fraco para ele. – Estou preocupada com como a Karina irá agir a partir de agora... Ela é durona, mas muito sensível.

- Vai ficar tudo bem – ele disse para me tranquilizar. – Afinal, ela é mesmo durona, mas não a deixe de lado. Lembre-se que mesmo assim ela precisa de apoio.

- Obrigada – sorri enxugando uma lágrima que havia escorrido e o abracei. Por fazer isso ele acabou rindo de nervosismo e eu corei.

- M-mas me diga – gaguejei depois de sair do abraço. – Conseguiu sinal? – perguntei por saber que antes ele estava tentando ligar para os pais.

- Não, ninguém tá conseguindo sinal algum... – disse pensativo e preocupado.

Depois de um tempo a coordenadora veio até nós com seriedade e preocupação.

- Prezados alunos e alunas, nós vamos ter de continuar seguindo até o Rio de Janeiro, pois precisamos que Vitor Maia e Catarina Oliveira fiquem no hospital e já estamos muito próximos do Rio, onde, logicamente há hospitais. Esperamos que compreendam... – para minha surpresa ninguém discordou. Assim, seguimos até o Rio de Janeiro. Por sorte tinha gente tentando animar a galera, o que levantou o astral da viajem por uma segunda vez.


Notas Finais


Meu Deus gente! Eu me obrigo a contar a vocês o que aconteceu quando eu estava terminando de escrever o POV'S Vitor! Estava lá eu de boas escrevendo e ouvindo música quando, de repente, começou a tocar uma daquelas músicas de sofrência numa propaganda. Como eu achei a música deveras interessante fui ver o nome e quem cantava e quando eu fiz isso o que li? "Vitor Maia - Melhor do que você (Clipe Oficial)", coincidência ou destino? Eis a questão...
Espero que tenham gostado deste capítulo :3

A adaga de Laís: https://www.bing.com/images/search?q=adagas&view=detailv2&&id=FCCF3BE38358F744719EDFD37C536510396D08D9&selectedIndex=2&ccid=YlYWiNgY&simid=608036107569398614&thid=OIP.M62561688d8189542e05137beb0506891o0
A AK-47 usada por Karina: https://www.google.com.br/imgres?imgurl=http%3A%2F%2Fwww.thespecialistsltd.com%2Ffiles%2FReplica_AK47.jpg&imgrefurl=http%3A%2F%2Fwww.thespecialistsltd.com%2Freplica-ak-47&docid=ponbQavgqEp_YM&tbnid=dOQW89tiUpDq5M%3A&vet=1&w=3762&h=1630&bih=661&biw=1366&ved=0ahUKEwjtqIeTg8LQAhVDlpAKHRKKDJYQMwg0KAIwAg&iact=mrc&uact=8


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