História Arma Biológica - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Laura1215

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Revelaçoes, Romance, Sobrevivencia, Survival
Exibições 3
Palavras 1.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Luta, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Me desculpem por demorar postar este capítulo. Eu demorei pois estava com certa dificuldade para ligar o que aconteceu a o que eu quero que aconteça mais para frente, além disto, sem querer, joguei fora a folha onde ficava escrito o nome dos personagens e o que aconteceria à eles ao longo da história... :')

Capítulo 3 - A Enfermeira e A Assassina


Fanfic / Fanfiction Arma Biológica - Capítulo 3 - A Enfermeira e A Assassina

     Parte 1: POV’S Sophia

 

Era 10h30min quando chegamos ao hospital. Todos os alunos, com exceção de Catarina, Vitor e Karina, ficaram no ônibus. Alguns dormiam, outros ficavam calados e aqueles que falavam, em maioria, era sobre o que acabara de acontecer.

- Estou preocupada com aqueles três... – disse Isabelle quebrando o silêncio entre nós. Ela estava tão desanimada...

- Acho que essa viagem acabou... – disse Marina suspirando, enquanto Karen concordava.

Impaciente e preocupada me levantei e segui ao banheiro no final do corredor do ônibus.

- Será que a Cat vai ficar bem? – Laís disse quase explodindo de preocupação, enquanto conversava com Letícia, sua amiga de cabelos ao ombro lisos e pretos, olhos castanhos e pele morena.

- Está preocupada apenas com ela? – Letícia disse séria de maneira desafiadora. Letícia era a única do grupo de Catarina que gostava de Karina. “Num grupo de quatro só uma vê o quão gentil você é...”, pensei me baseando em um diálogo mental com Karina.

- Com o Vitor também, claro – Letícia ao ouvir tal resposta suspirou e desviou o olhar com desprezo. “Deplorável Laís, deplorável”.

Nem eu, nem nenhuma de minhas amigas entendíamos direito o porquê de tanto ódio daquelas três garotas mimadas, mas suspeitávamos de algumas coisas. Laís a odeia devido a um desentendimento entre as duas quando pequenas, o motivo dela era o que Karina mais compreendia. Catarina a odeia devido a época onde correram boatos de que seu ex-namorado e Karina se amavam, o motivo dela era o que Karina mais gostava e pagava pau. O motivo de Bruna e Letícia ninguém nem imaginava, mas penso que é para apoiar as outras amigas. Porém, depois que Letícia conheceu Karina ela passou a ficar ao lado dela, desejando que toda aquela rixa acabasse.

O mais engraçado era que Karina não as odiava nem um pouco, aliás, gostava delas. As únicas garotas que ela já não gostava, mas também não odiava eram sua chara e Jasmim, por motivos de constrangimentos que ambas a geraram de propósito.

Após uma boa ida ao banheiro voltei à minha poltrona, onde a minha frente agora estava sentado Renan. E Gabriel a frente de Isa.

- O que eles estão fazendo aqui Isa? – perguntei me sentando na poltrona do corredor.

- Eles resolveram se sentar aqui por enquanto – ela sorriu fraco.

- Ah, tudo bem então – sorri também. – Desde que eles saiam quando aqueles três voltarem – disse alto na intenção de fazê-los ouvir.

- Caaalma Fifi – Renan disse com sarcasmo para mim.

- Vocês e Vitor com essa mania de apelidos duplos... – disse com certo desprezo. O apelido de Karina era Ririn, onde, no caso, ela só aceitava porque o amorzinho da vida dela era quem tinha dado...

 

     Parte 2: POV’S Karina

 

Calma ou desespero, vida ou morte, uma arma, uma bala e... O gatilho. Meu dedo indicador soltou o gatilho antes que eu pudesse pensar no que estava fazendo... “Quem era aquele homem? Ele tinha uma família? Por que atacara meus amigos? Ele fora forte? Eu fora forte? Quão forte eu poderia ter sido? Eu tinha outra escolha? É... Sempre há outra escolha... Mas fiz a escolha certa? Não... Não... Não... Não Karina! Você matou alguém! Tirou a escolha de alguém! Impediu uma pessoa de respirar... A impediu de viver...”.

Meus olhos com lágrimas, minhas mãos com sangue. O ódio a mim me fez quebrar o grande espelho daquele banheiro. Ah... Como minhas mãos doíam, enquanto eu tentava tirar os cacos chorando. Minha alma sem dignidade estava negra... Estava vazia... Eu fora capaz de matar alguém, mas não de me perdoar por isso. E aquele grande pedaço do espelho que ainda se prendia a parede refletia apenas a face de um monstro.

Talvez eu estivesse exagerando, mas eu havia matado o filho de alguém. Eu havia matado um possível pai e talvez um amor. Alguém com uma vida como a minha. Mas, além disso, eu acabara de me matar e, agora, a garotinha bondosa e engraçada de pouco tempo antes estava decepcionada, chorando, abandonada por sua carne traidora.

Mas e Catarina? E Vitor? Eles morreriam e eu nunca os veria mais. Ninguém os veria até que morresse também. “Eu fiz o que era certo? É... Eu fiz o que era certo para mim. Eu fiz o que ansiei fazer. É minha a culpa e de mais ninguém, então por que mamãe e papai devem levar a culpa? Não. Eu irei levar a culpa. Eu quero isso! Ninguém sairá culpado além da garota de treze anos, com cabelos castanhos na altura do sutiã, pele pálida, olhos verdes e um sorriso que já fora mais radiante.”. Eu estava destemida e mesmo amedrontada faria o certo a qualquer custo.

Levantei-me do chão onde segundos antes estava deitada e voltei a me limpar. Minha mão completamente enfaixada pelo papel higiênico sangrava aponto de que dentro de poucos minutos o sangue já estaria pingando por todo hospital, por isso peguei a bolsa que havia levado e coloquei as novíssimas luvas pretas de lã que a toa havia pegado no armário.

- Me perdoe moça – me direcionei a moça responsável pela limpeza do banheiro feminino do hospital. – Houve um pequeno acidente – sorri fraco, envergonhada com a feição de suicida da mulher ao ver o estado do banheiro. – Tchau – sai rapidamente de perto dela e segui pelo corredor branco e gélido do hospital, me sentando novamente no banco de espera.

Eu estava com vontade de chorar, mas não queria e faria o possível para evitar que isto acontecesse.

- Senhorita Karina Deotti? – ouvi uma linda, calma e doce voz feminina chamar pelo meu nome. Desanimada subi o olhar a enfermeira que me chamara. Ela estava logo ali, a minha frente. Cabelos loiros em coque, pele branca e olhos âmbar, como os de Vitor. Eu não daria vinte e seis anos àquela mulher. No máximo vinte e quatro.

- Não precisa de modos para chamar por uma assassina – disse friamente a ela, na esperança de estragar aquela simpatia comigo.

- Oh – sua feição mudou para uma tão triste... – Não se julgue assim minha querida – ela sorriu com água nos olhos. Ela também parecia despedaçada.

O que era aquilo? Ela parecia minha mãe... Mãe... Quando vi meus olhos já deixavam que as lágrimas escapassem. Neste momento a mulher me levantou e me abraçou. Pela surpresa não retribuí.

- Por favor, não chore... – ouvi sua voz mudar. Parecia-me que ela também chorava.

- M-mas eu matei alguém moça – descambei a chorar com desespero. O que estava acontecendo? Por que uma mulher que nem me conhecia estava me vendo chorar? Estava tudo tão confuso...

- Shiu, shiu – a jovem enfermeira tentou me acalmar como se eu fosse um bebe, enquanto me levava a uma sala mais reservada. – Meu nome é Bruna. Me chame assim, por favor.

Concordei com a cabeça enquanto limpava minhas lágrimas, mas como as luvas já estavam molhadas meu rosto se manchou com meu sangue. No momento em que Bruna notou isso logo se desesperou e puxou minhas mãos, retirando as luvas e vendo todo o papel higiênico encharcado de sangue.

- Karina, o que você fez? – Bruna estava tão bruta que me assustava e me revoltava.

- Intrometida! Você não tem o direito de fazer isso – gritei tirando minhas mãos de perto dela e me virando de costas para ela. Minha mão doía tanto...

Mais brusca do que eu, Bruna ligou a luz da sala, me fazendo notar que se tratava de uma daquelas salas para machucados mais leves, e pegou um kit, me forçando sentar na cadeira do paciente, enquanto se preparava para fazer pontos em minhas mãos.

Já mais calma, porém muito séria Bruna colocou minhas mãos sobre a mezinha de “cirurgia” e retirou o papel higiênico. Ao ver o estado de minhas deploráveis mãos lágrimas começaram a escorrer sobre seu rosto.

- Não chore – desviei o olhar sem graça. – Sou eu quem acabou de foder minha própria mão e não você.

Em silêncio Bruna aplicou um tranquilizante em minhas mãos e depois de desinfetá-las começou a retirar os cacos mais profundos, que eu não conseguira retirar, costurando os cortes mais graves.

Tudo isso a custou cerca de uma hora, mas ao final minha mão já perecia capaz de melhorar.

- Segundo o que pude notar, sua capacidade de ato regenerar-se é muito grande, então acredito que dentro de uns três anos ela já estará melhor, caso você não use nenhum remédio para cicatrizes.

- Obrigada – a abracei, grata por sua gentileza. – Me desculpe por antes...

- Tudo bem – ela sorriu com lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Momentos depois de sairmos do abraço ela se recompôs, pronta para falar algo importante. – Já perdemos muito tempo aqui, mas eu quero que saiba que não te acontecerá nada pelo incidente e que eu te peço, se cuide Karina... O que houve hoje foi só o começo. Viva menina, por favor.

- Como assim não me acontecerá nada? – perguntei ainda desacreditada.

- Bom, segundo nossas pesquisas sua ficha está limpa. O homem que você matou já estava morto Karina – Bruna pareceu ter vontade de chorar, mas se controlou. – Aparentemente um vírus que afeta pessoas de baixa imunidade está se espalhando por aí. Logo será controlado, mas até lá foi de grande ajuda que você tenha o matado, por isso não se julgue. Eu não a julgo, porém te obrigo a sobreviver! – concordei e pedi que ela também tomasse cuidado e me despedi, saindo da sala. Assim, fui em direção à coordenadora, que parecia me procurar.

- Karina, graças a Deus! Estávamos te procurando menina! – Andréia, a coordenadora, parecia irritada, mas, ao mesmo tempo, aliviada. “Ela disse no plural?”, me perguntei após examinar a frase. Catarina e Vitor se aproximaram de nós. Neste momento corri para abraçá-los sem motivo eminente. Estava tão feliz que estivessem vivos.

Depois de descobrir que Andréia já sabia do que estava acontecendo, além de decidirmos não contar por enquanto, voltamos ao ônibus com Vitor e Catarina.

- Vamos prosseguir com a viagem Andréia? – perguntei baixo a ela, para que os outros dois não ouvissem.

- Por mais que seja mais seguro voltarmos, se tudo correr como o exército e os médicos planejam, voltar só faria os pais reclamarem. Não sei o que fazemos.

- Então vamos ficar, mas antes devemos nos separar em grupos, escolher duas pessoas para saberem o que está acontecendo em cada grupo, no caso um adulto e o aluno mais capaz de saber se virar e ajudar os outros do grupo e com estes devem ficar suprimentos e armas – disse séria, porém certa do que estava dizendo. Meu medo era que fosse errado ficar lá.

- Não temos armas Karina. Muito menos permissão para portá-las – a coordenadora queixou, mesmo estando muito surpresa com minha ideia.

- Armas brancas – respondi sorrindo fraco.

“É... Sentirei sua falta enfermeira estranha, mas minhas promessas  serão cumpridas. Tomara que você cumpra as suas...”, sorri entrando no ônibus, pronta para proteger aqueles que me fossem prezados.

Enquanto Vitor se ajeitava observei minhas mãos. Para que não vissem as cicatrizes Bruna me deu suas luvas preferidas. Luvas pretas de couro com veludo na parte de dentro, feitas para andar de moto. Eram lindas...


Notas Finais




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