História Armas do Amor - Lia Jones - Capítulo 4


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Categorias Ariana Grande, Bea Miller (Beatrice Miller), Demi Lovato, Ed Sheeran, Fifth Harmony, Nick Jonas, One Direction, Selena Gomez, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Bea Miller, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Ed Sheeran, Harry Styles, Lauren Jauregui, Louis Tomlinson, Nick Jonas, Normani Hamilton, Personagens Originais, Selena Gomez, Shawn Mendes, Zayn Malik
Tags Camila Cabello, Camren, Camren G!p, Camreng!p, Fifth Harmony, Larry, Lauren G!p, Lauren Jauregui, Laureng!p, Máfia, Norminah, Originais, Romance
Exibições 240
Palavras 2.652
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Survival, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeira parte da maratona, como pedido de vocês.

Boa leitura! A foto é do patrão da Lauren.

Capítulo 4 - Colegas de trabalho


Fanfic / Fanfiction Armas do Amor - Lia Jones - Capítulo 4 - Colegas de trabalho

Assim que Sinu saiu da minha sala, voltei minha atenção para a minha mesa e percebi uma luz do telefone fixo piscando que indicava que tinha alguém na espera.

“ - Olá? ” Falei apertando um botão no telefone que deixava a ligação no viva voz.

“ - Até que enfim senhorita Jauregui, pensei que estava me evitando ou algo do tipo.” Relaxei na minha poltrona ao perceber que a voz que ralhava era a de Selena.

“ - Ah, Eu sinto muito senhorita Gomez, nenhuma de minhas atendentes me avisou sobre sua inesperada ligação.” Sorri por estarmos sendo tão formalmente.

“ - O que você deseja?” Continuei a falar e juro que a ouvi sussurrando “ você ”.

“ – Então suas atendentes precisam seriamente serem trocadas. Será que posso me candidatar? Eu ainda sei que você gosta de café com leite e muita açúcar." Ela flertou comigo sem a mínima decência.

 “ - Você se enganou, eu gostava, meus gostos mudaram com o tempo.” Falei me referindo não só ao café mais a antiga paixonite que tinha por ela.

“ - Acho que isso é um não. Mas de qualquer forma a senhorita me deve um jantar e eu sempre cobro então eu quero você, quinta feira, depois do trabalho, aqui na casa dos meus pais. E eu não aceito um não como resposta por que eles estão morrendo de saudades sua e eu também.” Ela falou tudo em um tom manhoso para me convencer.

O problema era que quinta depois do trabalho eu tinha marcado com meu irmão em um parque que hoje é abandonado, mas que a alguns anos atrás era o nosso esconderijo que por sinal bem aberto. Suspirei e fechei os olhos já imaginando o quanto que Selena iria ficar chata por eu furar com ela, mesmo antes de ser famosa ela já gostava de ter tudo que queria e quando não tinha...Deus ela virava um inferno.

Tive uma ideia e sorri ao pensar o quão esquisita iria virar aquela noite.

“ - Se era apenas isto senhorita Selena, comparecerei ao jantar com sua família, apenas por que eu também estou com saudades.” Falei voltando o profissionalismo e encerrando a ligação para por em pratica meu plano.

Desci as escadas em direção ao primeiro piso e perguntei a uma das atendentes loiras se tinha alguma cliente querendo uma sessão de fotos rápidas comigo e ela me confirmou que por enquanto não, o que me daria um tempo para agir. Peguei meu telefone e disquei o numero de Nicholas.

“- Lauren? O que houve, por que me ligou? Não marcamos de nos ver quinta?” Ele falava rápido e com rispidez e ao fundo dava pra ouvir vozes masculinas gritando algo tipo “você deveria ter o matado!” que fez com que toda a preocupação da noite passada voltasse de uma vez me deixando com o peito dolorido.

" - Pois é Nick, é exatamente sobre isso que eu queria conversar, o lugar em que a gente se encontraria mudou. Irei te pegar em  seu apartamento e lhe dar uma carona até o local novo. E por favor esteja trajado higienicamente do contrário daquelas camisas de botões sangrentas que você costuma vestir.”

Eu não queria fornecer o endereço dos pais da Selena por segurança. Eu confio nele, mas não nos caras que ele anda.

“ - Tá, tá, beleza. Era só isso?” Ele me apressou com sua rispidez novamente.

“ - Sim Nick só isso, até quinta”, termino a ligação.

Vejo de soslaio uma atendente conduzindo uma cliente para o meu escritório para logo olhar em minha direção indicando com a cabeça para eu atende-la, suspirei fundo e segui para minha rotina aqui no estúdio.

[...]

O barulho do relógio branco e preto de parede do meu escritório martelava em meu cérebro, o dia passou rápido assim que vários clientes foram chegando e eu atendendo, me encontrava  sentada em  minha mesa abrindo meus e-mails quando dou de cara com o da Sinu. Abro e leio rapidamente, não continha muita coisa ao não ser informações básicas como dia do casamento, que queria ter bastantes fotos dos convidados e das comidas além das fotos dos noivos.

Comecei a digitar uma resposta em agradecimento e desliguei o computador depois de enviar a mensagem. Peguei minhas coisas e caminhei até a Gisele que me esperava estacionada do lado de fora. O céu estava nublado desde esta manhã e agora que anoiteceu parecia que eu estava andando de madrugada em pleno domingo. Subi em cima da moto ouvindo seu motor  gemer para mim me arrancando um sorriso e acelerei rumo ao meu grande e confortável apartamento.

Estacionei na garagem do condomínio e caminhei até o elevador pressionando o botão para ele descer, enquanto esperava resolvi retirar minha jaqueta porém acabei deixando-a  cair no chão. Quando levantei meu corpo depois de agachar para pega-la avistei sob o reflexo da porta do elevador uma silhueta com roupas pretas me observando e virei logo em seguida.

Percebi que o corpo estava se afastando. Movi mais um passo e ele começou a correr, não pude ver seu rosto pois o mesmo estava de capacete e eu não iria correr de noite atrás de um enxerido qualquer.  Voltei meu corpo para frente e entrei no elevador que estava com as portas abertas mas que foram fechadas assim que apertei o numero décimo quarto.

O prédio onde eu morava era bem grande então a hipótese de pegar escada nunca era cogitada. O elevador era todo recoberto por um tipo de metal e por dentro havia espelho em todo lado menos no chão, sua iluminação se dava por apenas uma lâmpada no teto na cor roxa o que deixava o ambiente bem zen, uma musica instrumental de fundo estava tocando nos altos falantes e enchendo aquele pequeno ambiente.

Mas mesmo todo estes detalhes fúteis que esse elevador tinha não conseguiram tirar da minha mente que por ter alguém me encarando com roupas pretas, a segurança daqui não estava muito boa e era de minha obrigação reclamar isto com o sindico amanhã mesmo.

O elevador chegou no meu andar e abriu suas portas metálicas, caminhei lentamente até minha porta e me atrapalhei ao tentar encaixar as chaves na fechadura. Eu estava tão cansada assim? Sorri despreocupada por saber que nenhum vizinho me veria nesse estado lerdo que eu me encontrava.

Como eu tinha dito, meu apartamento é grande o que o fazia ocupar um andar inteiro. Bati a porta com o pé assim que entrei e deixei minhas coisas no criado mudo branco que estava ao lado da porta e que continha um abajur que eu acabara de ligar. Continuei meus passos lentos para a cozinha e procurei algo pra comer, eu não era uma boa cozinheira mas como fui morar sozinha na faculdade, eu acabei tendo de aprender o básico. Abri a geladeira e ignorei todas as barras de chocolate e sorvetes com diversas marcas e me concentrei em achar algo um pouco saudável.

Mudei mais uma vez o canal da televisão sem a mínima vontade de ver algo. Depois de achar banana e leite a única coisa saudável e prática que me veio a mente foi fazer uma vitamina, que por sinal estava tão boa que nem tirei o bigode de leite que ficou envolta dos meus lábios, a fim de continuar sentindo o cheiro de banana. Levantei do meu sofá preto em forma de L e comecei a retirar minha blusa enquanto caminhava para meu quarto, tirei o sutiã e desabei na minha espaçosa cama de casal.

[...]

Acordei com o despertador apitando escandalosamente, sentei na cama esfregando meu rosto e fiz uma careta ao sentir minha mão melecada de vitamina. Pequei uma toalha no meu guarda roupa e fui atrás de tomar um banho rápido. Estava enxugando meu cabelo quando escuto um barulho vindo do meu celular e aproveito para achar onde ele estava que não o vejo desde ontem. Sigo o barulho até a sala e o vejo entre as almofadas cinza do sofá, pego ele e leio o lembrete que estava apitando.

“Reunião com a família Gomez e com o Nick hoje á noite”.

Não tinha como eu esquecer esse evento, mas eu tinha preferido não arriscar então tinha colocado um lembrete online. Voltei para meu quarto e vesti a mesma roupa de ontem, eu iria voltar aqui mais tarde para tomar outro banho antes de ir para o jantar então não precisava me preocupar com roupa logo pela manhã. Peguei meu celular e minhas chaves e fui me encontrar com Gisele.

“- Vamos Lauren, coma logo essas torradas antes que você assuste nossos clientes com essa cara feia.”

Verônica estava na frente da mesa do meu escritório segurando uma bandeja com torradas e um suco de laranja. Seu cabelo castanho estava amarrado em um rabo alto e seus trajes eram igual o meu: blusa branca e calça jeans azul. Seus olhos eram um castanho escuro e seu rosto era angelical, bem diferente do meu que mostrava feições mais maduras mesmo sem maquiagem. Quem nos via juntas não diria que tínhamos a mesma idade.

“- Você me conhece tão bem” Digo para ela e sorrio antes de começar a comer as torradas.

“- Anos de convivência Jauregui, eu sei muito bem quando você esquece seu café da manhã e fica com esse mau humor contagiante.” Ela tinha razão, eu tinha me esquecido de tomar café da manhã e nem tinha notado que minha cara estava fechada. Bebi o suco e ergui meu olhar para ela.

“ - Vero, queria lhe perguntar se você está disponível este sábado para ir comigo em um casamento.” Percebo ela arquear uma sobrancelha e sorrir.

“ - Sabe Jauregui, normalmente se chama namoradas para esse tipo de coisas...” Antes que ela continuasse com a brincadeira, eu joguei uma torrada nela, mas Verônica pegou no ar e começou a comer.

“- Para de gracinha. Estou falando de um evento de fotografias que vou ter que participar e tenho que levar uma ajudante.” Escorei na minha poltrona e retirei da gaveta os dados do casamento de Sinu que uma das secretárias tinha me passado e entreguei para ela. “- Leia com atenção e me de uma resposta ainda hoje, por favor.”

Ela pegou da minha mão e acenou com a cabeça antes de ir atender uma cliente que acabara de chegar.

Assim que Vero se retirou da minha sala, uma loira alta e esbelta adentrou e não pude deixar de não lembrar de Sinu. Será que essa cliente seria tão abusada quanto ela? Me aproximei e estendi minha mão que foi apertada quase que na mesma hora. Percebi seu olhar se desviando para todo o meu escritório e a acompanhei para um canto dele que tinha forros pretos esticados na parede,  vários iluminadores de LED e alguns puffs coloridos espalhado. Todo aquele silêncio estava começando a me incomodar então resolvi quebra-lo.

“- Qual seu nome?”

Ela estava tão concentrada analisando o estúdio que acabou dando um pulo quando escutou minha voz.

“- Sinto muito não queria lhe assustar.” Continuo e recebo dela um sorriso despreocupado.

“- Você não me assustou senhorita Jauregui, eu só estava... distraída. Me chamo Shay Hernández.”

Ela se aproximou de mim colocando uma mecha loira do seu cabelo que caia sobre seu olho castanho e continuou.

“ - Estou querendo trabalhar no ramo de modelo, mas eles disseram que primeiro tenho que entregar um álbum com fotos aleatórias de mim.”

“ - Então é exatamente isto que vamos fazer Senhorita Hernández.” Falei apontando para o meio daqueles forros pretos.

“- Eu quero que você esqueça que eu estou aqui e haja normalmente. Fique ai no meio e se solte, estou te liberando para fazer qualquer pose que te vier a mente. “

Ela assentiu com a cabeça e começou uma variedade de poses simples. Tirei a câmera que estava envolta do meu pescoço e capturei todos seus movimentos espontâneos. Ela não era tímida e isso ajudou muito.

Depois de algum tempo, tinha tirado várias fotos dela sentada, em pé, sorrindo, fazendo bico e outras poses, eu estava escorada na mesa olhando o resultado e Shay estava do meu lado rindo de algumas das fotos.

“- As fotos estão ótimas Lauren! Acho que só vou conseguir graças a você.” Ela falou encostando no meu braço e eu a encarei dando meu melhor sorriso.

 “- Eu realmente espero que consiga este trabalho senhorita Hernández. O seu álbum será enviado para a sua residência dentre três dias úteis. Obrigada por escolher a Modern Photos.” Falei me levantando e oferecendo meu braço para ela segurar.

“- Irá me acompanhar até a saída?” Ela se levantou e envolveu meu braço sorrindo.

“- Se me der a honra” A ofereci o mesmo sorriso e descemos até o segundo piso.

Shay acenou com sua mão se despedindo mas não prestei atenção pois estava concentrada em um homem alto com um cabelo loiro jogado para o lado por gel com sua barba fina cobrindo todo seu queixo, em seu corpo estava um  terno branco cujo transparecia de longe que custava mais de três mil dólares. Ele percebeu que estava sendo observado e se virou começando a caminhar na minha direção, me fazendo encarar seus olhos azuis.  

“- Lauren Michelle Jauregui!” Ele praticamente gritou meu nome inteiro enquanto metia leves tapas em minhas costas. “- Qual o motivo deste seu ódio gratuito por mim?” Ele continuou e eu me afastei dele.

 “- Você sabe muito bem qual o motivo Justin.” Falei rispidamente o encarando com o cenho franzido.

“- Qual é Lauren, larga de cú doce e faz a merda do evento de casamento. Por mais que eu fique honrado de ter o seu serviço, eu não posso perder clientes por uma bobeira da sua cabeça. “ Ele se explicou esfregando o rosto já irritado.

Justin Timberlake era bastante parecido com russos e seu palavreado misturado com seu tom de voz grosso assustaria qualquer um, mas eu já era acostumada.  Sabendo que essa conversa não ia dar em nada pois ele não perderia o dinheiro de Sinu, resolvi ignorar.

“ - Apenas tente evitar o máximo me chamar para esses eventos. Você sabe.... Tem tantos outros fotógrafos por aqui.” Ele me olhou como se pedisse desculpas.

“- Eu sei Lauren, eu sinto muito mas ela deixou claro que se não fosse com você não seria com ninguém. Eu posso arrumar um ajudante se você quiser.”

“- Está tudo bem, eu já chamei a Verônica.”

“-Aquela preguiçosa aceitou?” Justin perguntou gargalhando mas não foi por muito tempo pois a própria Verônica tinha acabado de o empurrar.

“ - Quem você pensa que é para me chamar de preguiçosa?” Vero estava com o seu cabelo preso em um coque alto e na gola de sua blusa branca havia manchas vermelhas de batom. Sorri pela indecência da minha amiga. Ela não perdia uma.

“ – Penso que sou seu chefe, então se eu fosse você tomava cuidado antes de me empurrar assim.”  Justin disse se recompondo do empurrão. Verônica ficou sem graça da ameaça dele e desviou o olhar para mim.

“- Não escute ele, eu vou com você Jauregui.”  Ela apenas disse isto e foi embora batendo o pé de raiva.

“- Vocês todas são uns cú doces. Pode nem brincar. De qualquer forma... eu tenho que ir. Tenho uma reunião com uns acionistas daqui a pouco. Ser dono de uma empresa dessas tão novo é uma grande responsabilidade.”

“- Você já tem 35 anos, Justin.” Cortei o gabamento dele e olhei no relógio de parede que apontava mais de três horas. “- Eu também tenho que ir, se cuida.” Despedi abraçando ele e corri para a minha moto no estacionamento de sempre.

Acelerei em direção a um mercado antes de ir para meu apartamento. Eu tinha que comprar algumas coisas básicas para almoçar já que na minha geladeira só tinha doces. 



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