História Armas genéticas - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Ação, Bts, Colegial, Hoseok, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kookmin, Namjin, Namjoon, Romance, Sobrenatural, Taehyung, Taeyoonseok, Yoongi, Ysskookie
Visualizações 352
Palavras 4.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amores!
Eu sei que demorei, mas juro que estou tentando ser rápida e o cap esta grande pra compensar, ok?
Esse cap foi bem trabalhoso e tem alguns enigmas nele, será que vocês conseguem resolver?
Prestem muita atenção aqui porque esta complicadinho de entender, ok?

Capítulo 12 - Caça ao tesouro


Jimin havia decidido continuar com seu plano nesta quinta-feira.

A professora de judô o liberava das aulas vez ou outra – normalmente quando ele se machucava muito – e o mandava para o ambulatório, esperar pela próxima aula.

Aquilo normalmente o deixava triste por se sentir incapaz, mas não nesta quinta-feira.

Era verdade que seu braço direito tinha uma marca, meio circular, roxa enorme que fazia parecer que ele havia se atirado de uma ponte e caído em cima do próprio braço, mas não, era só mais uma das frequentes surras que levara de seus colegas impiedosos e ele já estava até acostumado com aquele tipo de hematoma – O que não significa que estava doendo menos.

Jimin gostaria de ser bom em tudo, como Seokjin, mas não era.

Ele não era Seokjin, era apenas Jimin. O Jimin desajeitado e frágil de sempre.

Mas hoje ele achou uma vantagem em ser esse Jimin.

Pelo menos, estando livre das aulas, poderia colocar seu plano em ação.

Jimin subiu em uma das arvores altas que haviam ali. Ele sentia que estava com uma facilidade para fazer aquilo muito maior do que na primeira vez que o fizera, mas ainda assim era um tanto difícil e exigia uma certa quantidade de músculos que ele não tinha. Não que fosse fraco, longe disso afinal, havia sido treinado sua vida toda para ser uma arma em forma de gente, mas não era tão musculoso quanto seus colega, nem de longe.

Bem, pelo menos ele não havia se cortado nem nada do tipo, apenas caminhou pelos galhos largos que saiam dos troncos grossos das arvores fortes e altas, de um em um, se escondendo nas folhas. Havia tomado o cuidado de se vestir com uma calça marrom e uma camiseta verde – uma camuflagem improvisada, já que sua habilidade não era mudar de cor como um camaleão o faria... Provavelmente essa habilidade seria bem mais útil do que a sua...

A quantidade de guardas parecia ter aumentado por boa parte do interior do murro e Jimin desconfiava que aquilo havia acontecido porque ele havia conseguido chegar até a estrutura que o separava do mundo lá fora. Se os guardas estavam atentos a ele significava que deveria tomar mais cuidado por isso havia apostado na camuflagem. Claro que tentou ficar invisível por boa parte do caminho até a enorme parede, mas sua invisibilidade vivia falhando, como sempre.

Droga! Porque ele não podia simplesmente aprender a controlar aquela porcaria como todos os seus outros colegas o faziam?

Seus passos era lentos e calmos para evitar qualquer tipo de ruído. Claro que era impossível ser cem por cento silencioso quando, as vezes, esbarrava a cabeça e os braços em folhas ou pisava em algum lugar que não deveria, mas conseguia fazer silencio o suficiente para passar despercebido pelos guardas – Até porque os animais daquela mata também faziam muito barulho era fácil deduzir que os barulhos produzidos pelo loirinho, na verdade, haviam sido produzidos por uma cobra ou qualquer outro animal.

Vantagem para Jimin.

Ele demorou um pouco para chegar até o muro devido aos cuidados – Que foram o dobro dos da primeira vez - que tomara para fazer silencio.

Assim que seus pés tocaram o chão de grama e terra ele se apressou em retirar do bolsos da calça marrom a colher que havia conseguido alguns dias atrás.

Precisava descobrir se seria possível passar por baixo do muro.

Era obvio que ele não cavaria uma passagem com a colher, só queria descobrir se o muro era muito grande abaixo da terra tb.

Jimin se aproximou da grande estrutura acinzentada e agauchou-se ali. Logo estava cavando um pequeno buraquinho, rente a parede alta, procurando pelo fim do muro.

Se descobrisse que aquele muro não ia tão fundo Jimin poderia dar um jeito de levar uma pá até ali e cavar uma passagem para o outro lado – uma que fosse grande o bastante para seu corpo inteiro poder passar.

Nas primeiras colheradas de terra ele ainda tinha esperanças de conseguir encontrar o fim daquele muro, mas logo começou a desanimar.

A terra descartada formava um montinho ao seu lado – Montinho este que logo virou montão – e o muro continuava a aparecer, nunca chegando a um fim. Aparentemente aquela parede cinza desgastada ia bem fundo abaixo da terra.

Ele continuou a cavar mesmo assim.

Talvez estivesse perto do fim, não é?

Porem, chegou um momento em que percebeu que seu braço inteiro entrava no buraco que havia feito rente aos quadriláteros e aquilo o desanimou muito.

Era muito fundo... Ele teria que ir por cima mesmo... Droga! Ir por cima parecia ser tão mais difícil...

Jimin se levantou do chão e focou o olhar de olhos castanhos no montinho de terra que havia feito, soltando um suspiro comprido.

Inútil. Droga!

Será que seria melhor fechar o buraco que havia aberto para que ninguém desconfiasse de si?

E, com isso em mente, o loirinho se abaixou e tornou a usar a colher prateada, mas agora para devolver a terra ao buraco e, aos poucos, fecha-lo.

Aquilo era cansativo. Bem, o dia estava quente e Jimin estava quase suando, se não fosse pelo ar fresco que corria naquela mata, por entre as arvores, ele já teria se derretido em suor e o calor apenas tornava aquele trabalho manual ainda mais cansativo e chato.

De pouco em pouco a terra foi cobrindo o buraco até fecha-lo por completo e arrancar um pequeno sorriso do baixinho.

Finalmente havia terminado.

Ele se levantou do chão e guardou a colher suja de terra no bolço da calça.

Estava prestes a se virar e partir, direto para a próxima aula, que já devia ter começado, quando ouviu um barulho.

Aquilo o fez parar repentinamente, os músculos travados e os ouvidos atentos.

Talvez fosse algum animal?

O barulho se repetiu. Pareciam ser folhas sendo estaladas, como se alguem estivesse passando por cima da grama e das folhas caídas das arvores ali presentes.

Jimin se colocou em alerta prestando o máximo de atenção em tudo a sua volta.

O que era aquele barulho?

Ouviu novamente.

E mais uma vez.

E mais uma.

Sempre o mesmo barulho das folhas estalando.

E de novo.

Aquilo eram... Passos?

Ok, Jimin estava fodido.



XXXXXXXX



O intervalo havia – finalmente! – chegado e Jungkook logo arrastou Namjoon para fora da classe.

-Hey, calma! – Disse o outro enquanto era levado pelo melhor amigo de uma maneira nada delicada.

-Calma? – Jungkook perguntou indignado. – Vamos fazer “aquilo” hoje e você me pede calma?

Namjoon franziu as sobrancelhas.

-Espero que minha mente apenas seja poluída e que você não tenha acabado de dizer que vamos tranzar porque, sério, não vai acontecer, ok?

Jungkook sorriu pequeno.

-Não foi bem o que eu quis dizer, mas você não gostaria de tranzar com um gostoso como eu?

Namjoon revirou os olhos logo sorrindo e exibindo suas covinhas adoráveis.

-Não mesmo. – Respondeu divertido.

Jungkook teve que rir antes de puxar o outro com maior força.

-Para de falar bosta e vamos logo. – Disse pondo um ponto final naquela conversa bizarra.

Os alunos sempre ficavam animados no intervalo das aulas e enchiam os corredores do internato com conversas sobre assuntos aleatórios e risadas escandalosas.

Com certeza seria possível conhecer um pouco sobre todos ali caso se prestasse atenção nas fofocas alheias, mas Jungkook e Namjoon não queriam saber daquele tipo de coisa, ambos queriam apenas ir para o outro lado do muro logo.

Eles passaram pelos corredores entupidos e foram direto até a sala da diretora.

Precisavam colocar aquele plano em ação antes que explodissem de ansiedade.

-Esta pronto? – Namjoon perguntou quando eles chegaram na frente da porta da sala de Bae Eun-Ah.

-Vai ser fácil. – Disse Jungkook, convencido, enquanto pegava a garrafa térmica prateada de dentro da sua bolça. – Passa a fita e a maizena.

-Esse plano é escroto... – Namjoon sussurrou enquanto pegava um rolo de fita bifásica de dentro do bolso do casaco e um pacotinho de amido de milho.

-Escroto, mas funciona. – E Jungkook envolveu a garrafa térmica inteira com a fita bifásica numa velocidade record, logo depois passou a garrafa pela maizena, fazendo os grãos do pó branco se fixarem no outro lado da fita e, de brinde, sujarem o piso e seus dedos longos e fino. Agora a garrafa estava roda branca.

-Espero que esteja certo... Nem sabemos se a digital da diretora vai nos ajudar a passar pro outro lado.

-Ela sabe o que tem do outro lado, isso é obvio. – Falou Jungkook enquanto batia na garrafa pare tirar o excesso do pó. – Deve ter acesso ao outro lado. Vou entrar. – Anunciou.

Namjoon assentiu com a cabeça e viu o moreno bater na porta de madeira enquanto segurava a garrafa branca com a mão livre.

-Pode entrar. – A voz da diretora autorizou e o moreno abriu a porta lentamente, manchando a maçaneta dourada com resto de pó branco que ainda sujava suas mãos grandes.

-Diretora. – Disse ele.

A mulher de cabelos escuros levantou o rosto para fitar o aluno e sorriu largo, alegre.

-Jungkook. – Disse ela. – Em que posso ajudar? Esta se adaptando bem a escola? – Perguntou curiosa.

-Estou sim. – Ele respondeu rapidamente. Não era cem por cento verdade já que não havia feito amigos, mas ele não estava ali para conversar, só queria terminar aquela tarefa e vazar o quanto antes. – Só passei aqui para pedir a sua ajuda em algo.

Bae Eun-Ah franziu as sobrancelhas confusa.

-Em que posso te ajudar? – Perguntou a mulher.

-Eu... Estou trabalhando em um experimento... – Ok, aquela mentira não estava pegando, mas ele precisava tentar. – Envolvi essa garrafa numa fita bifásica e depois passei maizena em volta, por isso ela esta branca. – Ele disse mostrando a garrafa térmica para a diretora, com as mãos sujas de branco. – Am... Queria que você pegasse nela pra ver se a maisena transfere para os seus dedos.

Ok... Mentira bosta...

A diretora franziu as sobrancelhas mais ainda.

-Mas... Por que você não faz isso? – Ela perguntou.

-Minhas mãos já estão sujas. – Jungkook se explicou rapidamente enquanto mostrava uma das mãos suja de branco.

-Mas... Era só você lava-las... Enfim, vou fazer isso por você. – Disse a diretora já perdendo a paciência com aquela besteira. Ela não tinha muito tempo livre, precisava resolver mil e um problemas e nem todos era relacionados ao internato, alguns eram bem mais importantes...

Jungkook sentiu-se aliviado por a mulher musculosa a sua frente não ter pedido por mais informações e se aproximou da mesma, com a garrafa branca em mãos.

A diretora pegou o objeto das mãos do moreno e então o devolveu, quase que imediatamente.

Suas mãos ficaram sujas.

-Não funcionou... Eu acho. – Ela disse enquanto analisava as próprias palmas, agira, brancas. – Minhas mãos ficaram sujas.

-Am... Pois é... – Falou Jungkook. Tarefa cumprida. – Am...Eu... Vou tentar fazer isso de outro jeito.

-Claro. – A diretora incentivou. – Quando terminar essa tal experiência me mostre, esta bem?

Jungkook sorriu amarelo.

-Claro. – E saiu da sala apressadamente, fechando a porta e encontrando um Namjoon ansioso o aguardando do outro lado.

-Deu certo? – Seu amigo perguntou.

Jungkook sorriu com seus dentes de coelhinho e levantou a garrafa térmica cuidadosamente.

-Sim.

Namjoon se aproximou do objeto sujo de amido de milho, lentamente, e encontrou as marcas das palmas da diretora no pó branco, bem onde ela havia tocado.

Suas digitais.

-Perfeito. – Disse ele. – Vamos.

E os dois partiram em direção ao campo aberto – vulgo Disney – do internato.

Aquele jardim sempre impressionaria os dois, independente de quantas vezes entrassem lá. Era realmente de tirar o folego todas aquelas flores coloridas organizadas em canteiros, as arvores de folhas chamativas, tudo era perfeito de mais para ser de verdade.

Eles até poderiam ficar algum tempo admirando o local, mas estavam ansiosos demais para isso, então apenas caminharam em direção ao seu destino. Passaram por vários alunos que comiam seus lanches da tarde e conversavam naquele jardim enquanto aproveitavam o intervalo, completamente desinteressados. Era incrível como não haviam feito amigos ali. Algumas pessoas, principalmente garotas, até haviam tentado conversar com eles, mas todas pareciam tão... Chatas. Era incrível como sempre que falavam sobre qualquer assunto ambos eram taxados de gênios e nerds, o que aumentava seus egos consideravelmente, mas não os agradava por muito tempo já que sentiam que estavam perto de gente muito burra. Sabiam que isso não era verdade, aquelas pessoas apenas não haviam nascido tão inteligentes quanto eles, mas era a impressão que tinham.

-Quais eram as flores mesmo? – Perguntou Jungkook.

-Acho que eram flores copo de leite, ao lado de um ipê roxo. – Namjoon respondeu.

Não demorou para que os dois garotos encontrassem o lugar exato que aquela mensagem em código Morse descrevia.

Namjoon se abaixou próximo ao canteiro de copos de leite. As flores brancas estavam envoltas por terra marrom e tijolos pintados. Namjoon procurou pela marca dourada nos quadriláteros.

Não demorou muito para encontrar, em um dos tijolos coloridos, uma pequena marquinha circular dourada. Um botão.

Era realmente minúsculo, mas ainda assim “apertável”.

Namjoon apertou o botão cuidadosamente, tentando encaixar seu dedo enorme no pequeno circulo, e logo aquele tijolo exibiu um quadrado brilhante, aceso, como a tela de um computador, mas bem menor, do tamanho de uma mão.

-Me da a garrafa. – O mais alto pediu e Jungkook logo entregou o objeto sujo de amido de milho para o amigo.

O mais alto posicionou umas das digitais da diretora, marcada na garrafa, próximo ao vidro e uma pequena faixa de luz vermelha surgiu repentinamente, passando pela marca no amido, analisando a digital da diretora.

A placa pequena brilhou em verde assim que o feixe avermelhado sumiu, e começou a subir, entrando no tijolo colorido e exibindo um buraco atrás de si, como um cofre. Ali dentro havia uma chave dourada.

-Conseguimos... – Sussurrou Namjoon pegando a chave.

-Vamos sair daqui logo... – Jungkook estava incomodado com a quantidade de gente que havia ali e não parava de olhar de um lado para o outro numa constante vigília. – Alguem pode nos ver.

Namjoon largou a garrafa ali na grama mesmo e se voltou para o amigo.

Já peguei a chave, vamos logo.

E os dois partiram para o dormitório.

Eles correram apressadamente. Estavam animados e cheios de adrenalina por estarem fazendo algo tão errado, mas não podiam evitar.

Porque tudo o que era bom era, também, errado?

Não demoraram para adentrarem o primeiro corredor de dormitórios.

-Qual é a porta? 327? – Perguntou Namjoon, apenas para confirmar.

-Isso mesmo. – Jungkook afirmou.

Eles correram pelo corredor comprido, ouvindo seus sapatos baterem fortemente contra o chão, passando por varias portas de madeira até o quarto com a plaquinha “327” pendurada delicadamente, e adentraram sem bater, sabiam que não havia ninguém ali.

Aquela era a última pista para a passagem para o outro lado do muro.

Os dois garotos observaram no cômodo empoeirado – provavelmente ninguém entrava ali nem mesmo para limpar, o que era bem nojento – e foram direto até a cama de solteiro posicionada próxima a uma janela fechada.

Jungkook apressou-se em entrar de baixo da cama – Assim como os códigos diziam para faze-lo - e encontrou, preso na madeira acima de sua cabeça, junto com uma teia de aranha nojenta, um negócio preto. Nem viu direito o que era antes de pegar a sair daquele lugar, indo logo para longe da teia.

Jungkook passou ambas as mãos pela roupa e pelos cabelos negros numa tentativa de se limpar de qualquer resquício de poeira ou teia que tivessem ficado em si e Namjoon logo arrancou a coisa preta das mãos dele.

Analisou aquilo com cuidado enquanto o moreno ainda batia em suas vestes para se limpar.

Parecia um tablet, porem menor e bem mais fino. A tela estava desligada, mas bastou que Namjoon apertasse o único botão, localizado na parte inferior do equipamento, para se ascender.

-Parece um tablet. – Disse Jungkook – Após bater até na propria face para se livrar da poeira - se aproximando.

A tela, agora acessa, não demorou para exibir palavras.

“Uma baleia tem 15 metros de comprimento. Sua cabeça é tão grande quanto sua cauda. Se a cabeça fosse duas vezes mais comprida do que realmente é, a cauda e a cabeça, juntas, seriam tão compridas quanto o resto do corpo da baleia (ou seja, a parte que está entre a cauda e a cabeça). Qual é o comprimento de cada parte do corpo – Calda, corpo e cabeça respectivamente - da baleia?”

-O que? – Jungkook perguntou em voz alta após ler a pergunta. – Vamos ter que resolver enigmas agora?

-Pare de reclamar. – Repreendeu Namjoon, já fazendo as contas em sua mente. – A resposta é 3, 9, 3. – E digitou a resposta rapidamente. Não demorou para que outro enigma aparecesse.

“Como você poderia expressar o número 100 usando apenas seis vezes o algarismo “9”, sem nenhum outro dígito ou algarismo numérico?”

-Isso é uma ofensa a minha inteligência... – Sussurrou Jungkook. – A resposta é 99 99/99.

Assim que Namjoon digitou a resposta o terceiro enigma apareceu e Jungkook bufou irritado.

Aquilo era realmente necessário? Ele só queria passar para o outro lado do muro logo!

“Você é o cozinheiro de um restaurante em um curioso país onde os relógios são proibidos. Você tem uma ampulheta que marca 4 minutos - ou seja, a areia demora 4 minutos para descer completamente - uma ampulheta que marca 7 minutos e uma panela com água fervente. Um cliente antigo da casa pede um ovo cozido - ou seja, você terá que colocar o ovo na água fervente - que exige 9 minutos para ser preparado, e você sabe que ele é extremamente exigente e difícil de agradar. Portanto, não irá gostar caso o ovo venha pouco cozido ou muito cozido. Ele só irá ficar satisfeito se o ovo for preparado em 9 minutos exatos, ficando do seu gosto. Como você fará para cozinhar o ovo em exatamente 9 minutos?”

E a resposta de Jungkook não demorou muito para vir.

- já sei. – Disse ele. - Vire as duas ampulhetas, de modo que comecem a contar o tempo do zero, e coloque o ovo dentro da água. Quando a areia da ampulheta de 4 minutos tiver acabado de descer, vire-a imediatamente. Quando o mesmo acontecer com a ampulheta de 7 minutos, vire-a imediatamente também. 1 minuto depois, a areia da ampulheta de 4 minutos irá acabar de descer novamente. Nesse momento, vire imediatamente a ampulheta de 7 minutos. Assim, a ampulheta de 7 minutos terá contado apenas 1 minuto antes de ser virada, e agora só terá areia suficiente para contar mais 1 minuto. Quando a areia da ampulheta de 7 minutos parar de descer terão passado exatamente nove minutos.

Namjoon levou algum tempo para digitar aquilo tudo e a resposta estava correta, óbvio.

A tela brilhante, agora, exibiu uma imagem que parecia ser de um mapa em tons de amarelo e cheio de sombras em marrom. Não era muito fácil de compreender e os dois garotos tiveram que fita-lo por alguns minutos para a imagem começar a fazer sentido.

-Isso é o internato? – Perguntou Jungkook enquanto analisava o mapa.

-Acho que sim... – Namjoon apertou os olhos e apontou para uma área do mapa amarelado na tela brilhante. – Acho que isso aqui são os dormitórios e aqui é o campo... – Ele tentava se localizar na ilustração mal feita, mas era difícil, as sombras amarronzadas confundiam muito.

Bem, uma coisa era certa, aquele “X” avermelhado devia mostrar onde ficava a passagem para o outro lado, não é?

-Quer dizer que a passagem fica em algum lugar perto do jardim?

-Sim... Eu acho... – Namjoon moveu dois dedos, arrastando-os pela tela, até aproximar a imagem ao máximo. – Acho que fica perto de uma arvore de cerejeira... Isso é uma arvore de cerejeira? – Perguntou, apertando mais ainda os olhos, enquanto analisava o mapa.

-Parece... – Jungkook também não fazia ideia do que seria aquele desenho amarelado mal feito, mas ele estava disposto a arriscar a ideia da arvore de cerejeira. – Ela parece bem perto do muro, acho que só tem uma dessas tão perto assim...

-Jungkook. – O outro chamou. – Ainda é intervalo, você acha uma boa ideia fazermos isso enquanto todos podem ver? Digo... Eu não esperava que a passagem fosse ser num lugar com tanta gente assim...

Jungkook pôs-se a pensar com calma. Talvez realmente não fosse uma boa ideia abrir uma passagem secreta num lugar cheio de alunos do ensino médio...

-Vamos esperar o intervalo acabar. – Decidiu o moreno. – Não deve levar mais do que dois minutos... – E foi ele finalizar essa fala para o barulho do sinal tocar alto, quase estourando o tímpano dos dois.

O intervalo havia terminado.

-Talvez menos tempo! – Perguntou Namjoon com certo humor na voz grave.

-Talvez. – Jungkook respondeu rindo.

Eles foram direto até o jardin.

O caminho até aquele lugar encantado, agora que não estavam correndo, deveria ser um pouco longo e, provavelmente, seria tempo o suficiente para ficar vazio.

Dito e feito.

Estava vazio.

O jardim parecia muito mais limpo quando não haviam pessoas ou barulho de conversa ali e, desta vez, os dois tiveram que admirar o local por alguns segundos.

Os canteiros de flores coloridas eram tão bem organizados, as arvores tão bem posicionadas, a grama era verdinha e até o cheiro do lugar era agradável. Eles não saberiam descrever aquele odor, eram tantas flores diferentes num lugar só que, provavelmente, aqueles cheiros haviam se misturado e criado uma fragrância única e maravilhosa.

Como ninguém nunca havia criado um perfume daquele jeito?

Era perfeito.

As dois saíram de seu pequeno transe e foram direto para a arvore de cerejeira mais próxima do muro.

Não era a arvore mais bonita dali, nem de longe, suas folhas pareciam um tanto “cansadas” e caiam em grande quantidade na grama verde, não chamava muita atenção e, por isso, parecia um lugar bom para se esconder uma passagem secreta.

Namjoon se aproximou dos retângulos de pintura estragada do muro feio e começou a procurar por um botão, talvez um igual ao que lhe levara até a chave dourada, quem sabe?

-O que esta procurando? – perguntou Jungkook ao ver o amigo se inclinar sobre a enorme parede e analisar cada pedacinho bem de perto, atentamente..

-Um botão, eu acho. – O amigo respondeu concentrado em sua busca.

Jungkook enfiou o “tablet” preto no bolso do casaco do melhor amigo e pôs-se a procurar o tal botão também.

Não haviam mais pistas, então devia ter alguma coisa ali que os levasse até a passagem.

Não demorou muito – Ainda bem! – para que Jungkook encontrasse, em um dos quadriláteros, uma pequena fenda. Quem olhasse de longe diria que não passava de algum defeito no muro, mas, vendo de perto, Jungkook não teve duvidas de que era a entrada de uma chave.

-Nam. – Chamou. – Pega a chave ai.

E Namjoon se aproximou, com a chave dourada em mãos.

-O que foi? – Perguntou confuso.

Jungkook retirou o objeto dourado da mão do outro e encaixou na fenda acinzentada. Perfeito.

Ele girou a chave, cheio de expectativas e um barulho alto surgiu.

Jungkook se afastou rapidamente enquanto Namjoon deu um salto com o susto. Os quadriláteros de pintura desgastada passaram a se mover rapidamente de uma forma bizarra, se deslocando cada vez mais – parecia um filme. Talvez aquele lugar fosse mesmo a Disney. – e a se abrir, revelando o outro lado.

Jungkook e Namjoon arregalaram os olhos e deixaram seus queixos caírem com a cena, seus corações acelerados, e, quando o movimento cessou, um buraco enorme havia se aberto na parede alta.

Eles haviam aberto a passagem para o outro lado do muro e a aventura estava apenas começando.



XXXXXXXX



Aposentos do imperador da coreia do norte – 7:20 pm

-Isso não é possível... – Disse o homem baixinho e gordo ao finalizar a leitura de todos aqueles papeis. – Um internato? – Perguntou. – Eu nunca desconfiaria de um internato...

-Não é apenas um internato senhor. – Disse o homem engravatado enquanto analisava a reação do imperador. – Esses monstros de genética alterada vivem num tipo de cidade. Eles nunca saíram daquele lugar, treinaram a vida toda lá dentro. São como monstros trancados mesmo. Lá dentro deve ser como uma parque de aberrações, assim como o “ Jurassic Park”. Se aquelas aberrações forem soltas não sabemos o que podem fazer ao nosso pais. Não da para prever o tamanho do estrago.

O imperador levou a mão gordinha ao queixo duplo e massageou aquela área, em busca de uma solução para o enorme problema.

-Vocês sabem a localização exata desse lugar, não sabem? – Perguntou.

-Sim senhor. – Respondeu o engravatado, mantendo a voz firme e grave para demonstrar sua seriedade com aquele serviço.

-Pois bem... – Disse o imperador fitando os olhos negros de seu subordinado. – Exploda tudo. Quero que atire bombas naquele lugar até nem mesmo as plantas estarem vivas para contarem a historia e, logo depois, quero um ataque aéreo a Coreia do Sul. – O homem falou decidido. – Eles usaram esse projeto maldito para nos ameaçar durante muito tempo, isso não vai passar em branco. Quero que o primeiro ataque seja pequeno, apenas um aviso, depois aumentaremos a intensidade. Vamos ganhar essa guerra.

O homem engravatado não exibiu reação alguma, apenas curvou seu corpo alto educadamente.

-Sim senhor. – Respondeu firme e se retirou dos aposentos do imperador.

A Coreia do sul que se cuidasse, porque a coisa estava começando a ficar perigosa.



XXXXXXXX



Departamento de segurança. – Coreia do Sul – 10:20 pm

As duas moças, vestidas em seus terninhos, voltavam da missão, de cabeça baixa.

-Conseguiram? – O chefe perguntou já sabendo a resposta apenas pela expressão das duas agentes.

-Não senhor. – Respondeu a que tinha os cabelos tingidos de loiro. – Na lan house até nos deram a identidade dos dois, mas quando analisamos aqueles dados percebemos que eram identidades falsas. – Explicou ela.

-Seja quem for que foi até aquela lan house sabia bem que o que estava fazendo era errado. – Disse a outra agente.

O chefe concordou com a cabeça.

-Mandarei alguns de nossos agentes investigarem as pessoas que morram mais próximas a lan house, talvez tenhamos sorte de encontrar o invasor do computador com um interrogatório em alguem aleatório.

-Tomara... – Disse a loira levemente decepcionada com o recente fracasso.

-Precisamos encontrar esse Hacker e mata-lo. – Afirmou o chefe. – Já aumentamos a segurança no internato, nos dois lados do muro, e Bar Eun-Ah já foi avisada também. Precisamos tomar cuidado para que o Hacker não passe para o outro lado do muro e nem deixe a informação vazar. Vamos encontra-lo e elimina-lo com cuidado o quanto antes.


Notas Finais


Conseguiram resolver os enigmas?

Bem, falei que esse cap era um pouquinho mais complicado de entender, espero que tenham prestado atenção, me digam nos comentários se conseguiram entender tudo ou se acham que eu deveria reescrever alguma coisa para explicar melhor.

FINALMENTE ELES VÃO SE ENCONTRAR! JESUS ILUMINA!


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