História Armor - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Grey's Anatomy, Once Upon a Time
Tags Bexana, Lana Parrilla, Rebecca Mader
Visualizações 37
Palavras 2.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amores, aqui estou eu de novo com outra fanfic Bexana (pq elas são meus amores né?)
Bom, aqui vão algumas observações que preciso dizer.
Primeiro, eu vou escrever a história com a Lana e a Bex como principais (e não Regina e Zelena). Daí vocês me perguntam: "Ah, por que está dizendo isso?" E eu respondo: "Porque eu vou usar os nomes fictícios dos personagens de Grey's Anatomy"
E aqui entramos na segunda observação. Amo Greys, então vai ter personagem sim. E novamente vcs me perguntam: "Por que vc não usa o nome dos atores e não dos personagens deles?" E eu te respondo: "Não sei!" Eu prefiro mil vezes escrever sobre Amelia e Arizona como "Amelia e Arizona" do que como "Jessica e Caterina".
Terceira observação. Eu acabei de dizer ali em cima sobre "Amezona" então sim, elas vão ser um casal aqui na fanfic, inclusive eu já cito elas nesse primeiro capítulo, não os nomes, mas as característica da Arizona e de uma outra mulher.
Quarta e última observação. Essa fanfic é baseada na música "Armor" do Landon Austin. A história vai girar mais ou menos em torno da letra da música, então aconselho vocês a ouvirem.
Eu não sei muito bem os dias certos em que irei postar os capítulos, não posso prometer postar toda terça ou toda qunta, porque senão eu irei descumprir promessas e eu odeio isso, mas uma certeza que dou a vocês é que todo final de semana (sexta, sábado ou domingo) terá capítulos novos.
Espero que gostem dessa história!
Twitter: @otphurts
Boa leitura!

Capítulo 1 - Her


Rebecca Mader’s POV

            Eu estaria sendo louca ao dizer que eu me sentia em casa finalmente, mesmo tendo vindo para Seattle poucas vezes realizar cirurgias no Seattle Grace? Era exatamente assim que eu me sentia, livre, em paz, em casa. E essa sensação que me invadia o peito seria impossível alguém tirar de mim. Obviamente, como qualquer ser humano normal, eu sentiria falta de Vancouver, do hospital, dos amigos que fiz lá, eu tinha muito a perder me mudando para Seattle, mas também tinha muito a ganhar, novos amigos, uma vida nova e carregada de surpresas que eu mal poderia esperar para começar.

            Devido as muitas vezes em que eu precisei vir para Seattle, para especializações, cirurgias de pacientes que não tinham como viajar para Vancouver, eu cedi as minhas vontades e comprei um apartamento para não ter que me preocupar com hotéis lotados e coisas relacionadas. Então como já era de se esperar, eu estava em meu apartamento pensando em uma nova decoração para o mesmo, visto que por enquanto, seria o local onde eu moraria até que eu encontrasse uma casa que me agradasse.

            Era começo de noite e eu estava exausta, mas a última coisa que eu faria seria ficar dentro desse apartamento tirando roupas de dentro das malas. Eu iria sair. Aproveitar minha chegada a cidade. Dar boas vindas a essa cidade incrível que vibrava e exalava alegria, mas também que acolhia muitos corações quebrados.

            Tomei uma ducha, eu precisava tirar o cansaço da viagem do corpo, só então eu conseguiria aproveitar melhor a minha primeira noite em Seattle.

            Escolhi um vestido vinho e saltos pretos, coloquei acessórios, mas não tantos, eu queria algo sutil e sem extravagâncias, fiz a mesma coisa com a maquiagem, apenas o básico. Finalmente pronta, chamei um táxi e pedi que me levasse até o Joe’s, um barzinho ótimo que ficava exatamente em frente ao hospital onde eu teria uma entrevista na segunda feira. Aquele era o lugar perfeito para a ocasião que eu estava procurando, distrair-me do passado, das coisas que ficaram em Vancouver e finalmente dar início ao que eu viveria ali.

            Desci do táxi em frente ao hospital e parei por alguns segundos para observar a estrutura grande daquele prédio. Era maravilhoso. Incrivelmente maravilhoso. E eu mal podia conter minha inquietação para conseguir entrar naquele local novamente, porém dessa vez, como médica fixa, sem mais consultas ou cirurgias a parte, eu queria fazer parte do Seattle Grace, assim como o coração faz parte da anatomia humana.

***

- Jackson Avery? Eu não acredito nisso!

- Bex? – O moreno dos olhos azuis falou inconformado. – O que está fazendo aqui? – Perguntou, sentando-se ao lado da ruiva na banqueta do bar. – Espere, deixe-me adivinhar, tem outra cirurgia marcada para o final de semana?

- Podemos dispensar hospital por hoje? – Falei, tropeçando um pouco nas palavras.

- Você está bêbada? – Ele riu. – Ótimo, me diga onde está Marc e eu irei chamá-lo para te acompanhar.

- Marc? – Repeti, caindo na risada. – Ele deve estar comendo uma daquelas putas que trabalham para ele. Eu fui traída, Jackson, todo esse tempo! Não existe mais Marc, apenas Rebecca Mader livre de homens!

Jackson me observou.

- Bex, vamos para casa, eu te acompanho. – Ele tentou me ajudar a levantar do banco, mas não deixei.

- Qual é, Jackson! Você acha mesmo que vou desperdiçar essa noite? Com certeza não! E não será você quem irá me impedir de viver essa liberdade. Eu estou bem, Avery, fique tranquilo, se eu me meter em apuros peço ao Joe para ligar para você. – E era verdade, eu realmente estava bem, consciente pelo menos, porém não tão sóbria.

- Não se meta em apuros, por favor. – Ele me disse, abraçando-m deixando um beijo em minha testa. – Eu estarei com o celular por perto, não hesite em ligar. Cuide-se Bex!

            E assim o moreno me deixou sozinha e eu o observei até que ele saísse do bar. Éramos amigos faziam anos, fizemos faculdade juntos e então nos separamos, decidi fazer minha residência em Vancouver, enquanto Jackson veio para Seattle. Ele sempre fora um ótimo amigo na faculdade e tivemos uma amizade colorida por uns tempos, mas percebemos que nunca daria certo, então nos mantivemos apenas na amizade, o que eu agradeço atualmente, pois ele e April formam um casal lindo. Nós nos encontrávamos apenas quando eu vinha para a cidade atender meus pacientes, pois Jackson também trabalhava no Seattle Grace Hospital. Eu estava feliz porque pelo menos uma pessoa dentro daquele imenso hospital já era familiar e eu mal podia me conter para dar início ao meu trabalho na segunda feira.

            Levantei do banco e fui dançar, eu precisava extravasar as energias guardadas dentro de mim, eu queria ser eu mesma daquele dia em diante, sem que houvesse pessoas me ditando regras, cobrando atenção ou algo do tipo. Eu só queria ser eu mesma, ponto final.

            Meia hora depois, eu já havia feito alguns amigos na roda onde eu dançava, inclusive havia conhecido uma mulher loira, dos olhos azuis e um pouco mais baixa que eu, ela dançava junto com outra mulher, que naquele momento julguei ser sua namorada. Seus rostos me pareciam familiar, mas devido ao incrível nível de álcool em meu corpo, eu não conseguiria lembrar onde nos conhecemos antes daquele bar. Nós três seguimos direto para o meio da multidão e começamos a dançar, deixando que a batida da música se encarregasse de nos dominar. Eram copos atrás de copos e, quando eu achava que a noite não poderia ficar melhor, avistei novamente uma mulher que tinha aparecido no meio da pista ao meu lado algumas vezes. Com certeza ela queria alguma coisa, além do mais, eu tinha percebido as inúmeras vezes em que ela ficou me encarando como se fosse me devorar ali mesmo, no meio de todo mundo.

            Achei perfeito quando o meu mais novo casal de amigas resolveram "fazer outras coisas" assim eu também poderia. Então, porque não a mulher que estava prestes a me tomar nos braços a qualquer momento? Ela não era nada mal.

- Se você fosse morrer agora, quais seriam suas últimas palavras? – Me aproximei bem de seu rosto para que ela pudesse me ouvir.

- Sinceramente? – Ela sorriu.

“Merda, que sorriso maravilhoso!”

- Sinceramente.

            Eu tinha parado de dançar, queria prestar atenção naquela voz de hipnotizar qualquer um ou talvez naqueles olhos, que mesmo com a baixa luz que estava lá dentro, notava-se que eram castanhos como chocolate. Eu acompanhava cada movimento da mulher morena que estava perigosamente próxima, separados por apenas um palmo de distância. Ela encarou minhas pernas fingindo olhar o chão e sorriu mordendo o lábio inferior “É impossível! Eu devo estar bêbada, essa mulher é divina!”

- Seriam: posso te beijar antes de morrer?

            Eu umedeci os lábios como se eles respondessem “Sim, por favor, faça tudo o que você quiser”. Interessei-me no que via, peguei sua mão e a puxei do meio da multidão encostando-me no balcão do bar, sentei em um dos banquinhos e esperei que ela fizesse o mesmo. Mas ela não fez. Foi chegando perto lentamente, dava passos calculados, seus olhos fitavam os meus profundamente. Sentia que meu sangue corria mais rápido pelas veias, fazendo com que minha temperatura aumentasse e senti que iria incendiar em qualquer minuto, com qualquer toque. Ela estava perto demais, tinha chegado a encostar suas pernas nas minhas. Podia sentir a respiração quente e incrivelmente ritmada da morena à minha frente. Ela se pôs tão próxima que bastaria um movimento brusco e nossos lábios se tocariam. 

- Se você quiser que eu pare, fale agora. – A morena disse num tom quase inaudível no meio daquele bar, mas que eu fui capaz de escutar. Aquilo estava me torturando, aqueles cabelos negros caídos na altura do ombro, aqueles lábios grossos e aquela cicatriz. Céus! O que era aquilo que a centímetros do meu rosto era mais sexy do que eu imaginava. Seus lábios quase roçaram nos meus.

- Não ouvi nenhum som sair da minha boca. – Ela quase não me deixou terminar a frase, porque mesmo que eu a mandasse parar, ela não seria capaz e nem eu, não mais. Segurou-me pelos dois lados do rosto e tomou-me nos lábios ferozmente, era mesmo como se ela fosse morrer no segundo depois que provasse o meu gosto que provavelmente era adocicado, com um fundo de bebida alcoólica, o que deixava tudo mais divertido, mais viciante. As minhas mãos encontraram os cabelos da mulher e bagunçaram as madeixas escuras que ela tinha. O beijo se intensificou, as línguas brigavam por espaço e ambos imploravam por ar, mas estavam em tamanha sintonia que aquilo não era problema e sim, um atrativo. Levantei-me do banco e pendi a cabeça pra trás, ela aproveitou para entrelaçar sua perna no meio das minhas e empurrar-me até a parede rapidamente. Quando a senti em minhas costas, mordi e puxei o lábio inferior da morena que soltou a respiração pesada sentindo uma das minhas mãos entrarem por dentro do decote de seu vestido, na parte detrás das costas, enquanto a outra segurava com certa pressão seu braço. Soltei um gemido rouco grudada em sua boca quando as mãos dela alcançaram a minha coxa por baixo do vestido. Eu queria que acontecesse ali e naquela hora, eu era capaz de pedir pra que ela me fodesse em cima do bar e pelo o que tudo indicava, ela também tinhas os mesmos pensamentos. Se o beijo intensificasse mais um pouco, ela poderia arrancar a pouca roupa que eu vestia ali mesmo, mas a cena toda ficou perigosa demais pra mim, por mais que eu não quisesse e não queria de jeito nenhum, teria que acalmar aquilo.

- Ei, morena. – Disse entre os beijos. – Melhor pararmos aqui, estamos no meio de um bar.
- Vamos pra algum lugar então. - Ela me beijava e mordiscava perto da minha orelha. 
- Eu não posso, minha amiga está aqui, não tem como eu deixá-la. – Menti e encostei a cabeça na parede, descansando as duas mãos ao redor do pescoço dela.

- Mas e se eu morrer no minuto seguinte em que você me deixar? – Me concentrei no fundo de seus olhos hipnotizantes quando ela fez aquela pergunta. Aquele sorriso poderia ser minha ruína se, quem sabe um dia, nós voltássemos a nos encontrar. Cheguei bem perto da morena, o lábio quase colado no dela e me permiti provocá-la.

- Pelo menos você já vai ter me beijado! – Ela avançou para me beijar, mas fui mais rápida, desvencilhei-me dela num movimento só e já estava andando para longe quando ela segurou o meu braço.

- E o seu nome? – O toque era desesperado, mas delicado ao mesmo tempo.

- Rebecca. E o seu? – Senti um sorriso sujo abrir-se em meus lábios.

- Lana. – Novamente eu comecei a andar para longe e ela repetiu o movimento de segurar-me pelo braço.

- O seu número, como é que eu vou te achar?

- Procure bem, não devem existir muitas de mim. – Dei uma piscadela, mas ela não me soltou.

- Igual a você, não deve existir ninguém! – Aquele olhar de quem iria devorar-me a qualquer momento tinha dominado seus olhos novamente. 

- Melhor ainda, vai ser até mais fácil de me achar! – O sorriso não saía de meu rosto, eu estava adorando aquela situação.

- Tudo bem, então pode ir, eu vou dar o meu jeito de te achar! – Eu ri alto como se estivesse duvidando daquilo.

- E não ouse duvidar de mim.

- Eu nem sonharia com isso! – Me virei nos saltos sorrindo de leve e caminhei até desaparecer da visão daquela morena no meio da multidão. Corri até uma área mais afastada de onde as pessoas dançavam, eu não podia me mostrar daquele jeito pra ela, seria ridículo se eu estivesse parecendo uma adolescente de 15 anos quando beija a menina mais popular da escola. Mas talvez eu estivesse daquele jeito, era estranho, fazia tempo que não sentia essas milhares de borboletas batendo internamente e nem essa vontade visceral que eu sentia de atravessar a pista e beijá-la novamente. Seria um beijo difícil de esquecer, o toque quente e apressado que ela tinha.

Lana.

Ela seria difícil de esquecer, quem sabe, talvez, até impossível.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Até o próximo capítulo!


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